Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha é um filme para ser visto com os olhos bem abertos. A experiência que Helena Ignez e Ícaro Martins, os diretores, nos proporciona é incrivelmente sensorial, abusada e provocativa. Transpirando ousadia em sua forma e no seu conteúdo, Ignez e Martins costuram linguagens e gêneros cinematográficos com furor e habilidade, nos jogando dentro do filme – graças, principalmente, aos muitos closes e imagens em primeiro plano, combinados com a quebra da quarta parede.
Funcionando como uma continuação, remake e homenagem ao O Bandido da Luz Vermelha, clássico do cinema marginal, Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha é autossuficiente para agradar quem não viu o longa original e rico em detalhes e texturas para fazer com que os fãs do filme de 1968 vibrem ao reconhecer as iconografias e figuras na tela. O início do longa, que emula o mesmo letreiro de cinema usado na produção original, não denuncia, nem mesmo que de leve, toda a ação e urgência que veremos a seguir.
























