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Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha

Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha é um filme para ser visto com os olhos bem abertos. A experiência que Helena Ignez e Ícaro Martins, os diretores, nos proporciona é incrivelmente sensorial, abusada e provocativa.  Transpirando ousadia em sua forma e no seu conteúdo, Ignez e Martins costuram linguagens e gêneros cinematográficos com furor e habilidade, nos jogando dentro do filme – graças, principalmente, aos muitos closes e imagens em primeiro plano, combinados com a quebra da quarta parede.

Funcionando como uma continuação, remake e homenagem ao O Bandido da Luz Vermelha, clássico do cinema marginal, Luz nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha é autossuficiente para agradar quem não viu o longa original e rico em detalhes e texturas para fazer com que os fãs do filme de 1968 vibrem ao reconhecer as iconografias e figuras na tela. O início do longa, que emula o mesmo letreiro de cinema usado na produção original, não denuncia, nem mesmo que de leve, toda a ação e urgência que veremos a seguir.

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Gaby Amarantos – Treme

O título do álbum de estreia de Gaby Amarantos não podia ser mais apropriado: “Treme” chega às lojas num momento em que a cantora paraense está abalando como nunca a nossa música e sendo notícia o tempo todo. Ela nunca esteve tão em voga: culpe, claro, o impulso gerado por uma canção em trilha de novela e 83429 participações especiais em programas de TV – com ênfase em uma emissora X. Mas seria injusto dizer que Amarantos deve seu sucesso apenas a esses fatos recentes.

Com mais de dez anos de carreira, Gaby teve todo o tempo do mundo pra construir sua identidade sonora até seu debut em larga escala, que vai além dos limites de seu estado: ex-vocalista da banda de tecnobrega TecnoShow, viu o buzz ao redor de seu nome crescer notavelmente desde o ano passado, quando a canção “Xirley” caiu nas graças dos modernos. A partir daí, todos quiseram saber quem era a extravagante artista conhecida no Pará como “a Beyoncé brasileira”.

Em comum com sua “parente” americana, ela tem muito pouco, além de um alter-ego (não Sasha Fierce, mas a aspirante à estrela Xirley Xarque) e a postura de popstar. Nesse caso, aliás, Gaby não deseja em nada emular o modelo das “divas pop” estrangeiras: brasileiríssima, expõe suas referências sonoras, visuais e culturais com a mesma confiança com que surge na capa do compacto. Lá, aparece soltando raios lasers dos peitos (!) como se estivesse disposta a destruir o que vê pela frente. “Treme” funciona dessa forma: faixa a faixa, Gaby atira para todos os lados, às vezes acertando em cheio, em outros momentos não, mas sempre mostrando habilidade para tentar renovar e unir os estilos em que transita.

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Top 5: Séries Adolescentes

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Assim como os filmes pautados no cotidiano adolescente, muitas séries foram – e ainda são – feitas tendo-os como protagonistas.

Embora a qualidade da maioria das produções do gênero seja questionável, os seriados adolescentes cumprem seu papel: entreter o público para o qual foram criados. E, claro, gerar lucros exorbitantes para as emissoras que os exibem.

Algumas conseguem estender o êxito por temporadas a fio, chegando a durar uma década. Outros vão do ápice ao declínio em menos de 100 episódios. Em ambos os casos, isso se deve, em grande maioria, a decisões de roteiro. As séries que conseguem se manter em alta por muito tempo, o fazem por conseguir demonstrar o amadurecimento de seus personagens – seja em questões ligadas a relacionamentos ou mesmo coisas que “vêm com a idade”, como carreira. O outro lado da moeda é um pouco mais complicado de entender, mas uma coisa é certa: matar um personagem de importância primordial para o andamento da história, pode enterrar um seriado que, poucos anos antes, despontava como uma das promessas da década.

O fato é que séries do gênero são um verdadeiro guilty pleasure! Goste você de admitir ou não, com certeza já dedicou o seu tempo a alguma das escolhidas para compor o nosso Top 5. Então, deixe a vergonha (ou o que quer que você sinta a respeito desse fato) de lado e vem com a gente conferir a lista.

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Os Garotos da Minha Vida, Beverly Donofrio

Em 2001, o drama “Os Garotos da Minha Vida” chegou aos cinemas, trazendo Drew Barrymore em uma das melhores atuações de sua carreira. A moça deu vida à Beverly Donofrio, uma adolescente americana que, em plena década de 60, descobre estar grávida e tem que se adaptar às mudanças que essa novidade traz para sua vida.

Sensível, esperançoso e simpático, o filme é hoje exibido à exaustão nos Super Cines da vida. O que nem todos sabem é que o mesmo, baseado numa história real, é também inspirado num romance homônimo escrito pela própria Beverly. Tão bom quanto sua versão cinematográfica, é dele que falaremos em nosso Deve Ler de hoje.

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The Best Exotic Marigold Hotel

O diretor de Shakespeare Apaixonado. O roteirista de Imagine Eu & Você. Alguns dos melhores atores ingleses vivos. A Índia como cenário. Uma premissa promissora.

É possível dar errado?

O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel, 2012), novo filme de John Madden, prova que sim. Cometendo equívocos e apelando para soluções fáceis, o longa parece desconhecer todo o potencial que tem em mãos ao preferir se entregar aos lugares comuns típicos de melodramas de superação. O resultado é algo morno. Ou, na melhor das hipóteses, simpático.

Contando a história de sete idosos que decidem ir, cada qual por uma razão, a Índia, O Exótico Hotel Marigold começa muito bem ao apresentar, de maneira intercalada, os dramas e emoções de seus protagonistas. Perceber a fragilidade do estado emocional de Evelyn (Judi Dench), o súbto desejo de mudança de Graham (Tom Wilkinson), a dificuldade de lidar com a velhice de Douglas (Bill Nighy) e Jean (Penelope Wilton), a solidão de Norman (Ronald Pickup), a vontade de continuar vivendo de Madge (Celia Imrie) e o comportamento racista combinado com a incapacidade física de Muriel (Maggie Smith); são fatores que nos aproximam e despertam nosso interesse em relação as personagens, fazendo com que a gente mergulhe de cabeça no filme. Parte do encanto se deve, majoritariamente, ao fantástico elenco – que com simples olhares e variações de timbres conseguem demonstrar ao público universos completos e complexos.

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Cover: I Want You Back, Janelle Monáe

Clássico absoluto do soul, I Want You Back foi a grande responsável por mostrar pra todo mundo o tanto que Michael Jackson, então no Jackson 5, era um vocalista maravilhoso. Lançada em 1969 no disco Diana Ross Presents the Jackson 5, o primeiro do grupo composto por Jermaine, Marlon, Jackie, Tito e do supracitado Michael, a gravação rapidamente atingiu boas posições nos charts e fez – e continua fazendo – muita gente dançar em festas e shows por aí.

Na faixa, a voz do Rei do Pop, ainda criança, parecia elástica e macia, dando a impressão de que era fácil cantar daquele jeito. Só que não era. Exigindo rigor, fôlego e espontaneidade – tudo ao mesmo tempo, junto e misturado - I Want You Back era um desafio – que, por Michael, parecia mais uma brincadeira de criança.

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Last Night

Se tem um tipo de filme que eu gosto, é aquele que se propõe a discutir a relação. Insira um casal em crise, um problema de gravidade mediana a alta e não conte com um culpado para a situação adversa na qual os protagonistas se encontram e pronto: o meu envolvimento é automático. O motivo é bem simples: acho divertido ver como roteiro, diretor e até mesmo a performance dos atores brinca com o psicológico do público até levá-lo a conclusões que, no começo da projeção, não seriam tão óbvias assim. E eu encontrei tudo isso em Apenas Uma Noite.

Escrito e dirigido por Massy Tadjedin, o longa apresenta Joanna (Keira Knightley) e Michael Reed (Sam Worthington), como um casal nova-iorquino que está passando por problemas de confiança – o que é desencadeado por Laura (Eva Mendes), uma colega de trabalho de Michael a respeito da qual Joanna nunca tinha ouvido falar. Certa de que o motivo para o marido nunca ter mencionado a existência de uma mulher tão sexy é o fato de que ele se sente atraído por ela, Jo força Michael a admitir a “culpa”, numa sequência que soa como uma versão light da cena em que Larry (Clive Owen) força Anna (Julia Roberts) a confessar que o traíra com Dan (Jude Law), no filme Closer.

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