O californiano David LaChapelle é um dos mais conceituados fotógrafos da atualidade. Você provavelmente já “esbarrou” em algum clique feito por ele, ou já assistiu algum videoclipe dirigido pelo cara. Suas obras têm deixado uma marca significativa na produção artística atual e tudo indica que seu nome será lembrado por gerações futuras como referência no que faz.
Discípulo de Andy Warhol – um dos maiores representantes da pop art na história e mentor de David no começo da sua carreira – ele ingressou no mundo profissional em meados de 80 e de lá pra cá, trabalhou para diversas revistas de moda e cultura pop, como a Interview, Vogue, a Vanity Fair e a Rolling Stone, realizou inúmeras campanhas publicitárias para canais de TV e mídias impressas e virou um dos fotógrafos favoritos de diversas estrelas do mundo do entretenimento, como Madonna, Britney Spears, Elton John, David Beckham, Eminem, Lady Gaga, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio e muitos outros que se encantam pela sua visão surreal, satírica e um pouco “safada” do cotidiano.
Apesar de apresentar um trabalho sagaz e crítico, David não é unânime: muitos consideram seus retratos ofensivos e de mau gosto. Suas obras trazem uma mistura freqüente entre o atraente e o bizarro, como se um dependesse do outro para existir. Alguns consideram suas fotografias meras cenas vazias com desnecessárias exposições de nudez, enquanto outros encontram muitas mensagens nas “entrelinhas”: por trás de toda a aparente diversão e ostentação, existem críticas ao mundo da fama, com seus vícios, vaidades e facetas que são empurradas pra debaixo do tapete.
Como citado, LaChapelle também dirige videoclipes. Quer alguns exemplos? Ele é o responsável por “Dirrty”, da Christina Aguilera, “Natural Blues” do Moby, “It’s My Life”, do No Doubt, “Tears Dry On Their Own”, da Amy Winehouse… e a lista prossegue, inserindo ainda trabalhos com Norah Jones, Robbie Williams, Gwen Stefani e muitos outros no gigante currículo do rapaz.
Quer saber mais? No site oficial dele, você pode conhecer mais sobre seu trabalho. David possui diversos livros publicados, além de flertar com o universo cinematográfico e realizar exposições em diversas partes do mundo. Confira abaixo uma amostra de suas obras – com retratos de David Bowie, Marilyn Manson, Angelina Jolie e Lady Gaga.
Com apenas 25 anos, Scarlett Johansson possui um currículo de fazer inveja a muita veterana.
Tendo participado de quase 30 filmes e indicada a 4 Globos de Ouro, a mocinha começou sua carreira aos 10 anos de idade no filme O Anjo da Guarda, de Rob Reiner, e de lá pra cá não parou mais.
Construindo uma carreira sólida em Hollywood, Scarlett já trabalhou com diretores renomados como Sofia Coppola em Encontros e Desencontros, Paul Weitz em Em Boa Companhia, Brian De Palma em A Dália Negra e com Woody Allen no ótimo Match Point, no mediano Scoop – O Grande Furo e no delicioso Vicky Cristina Barcelona.
No entanto, suas escolhas nem sempre foram tão certeiras assim e Malditas Aranhas!, de Ellory Elkayem, tá aí e não me deixa mentir.
No filme, Scarlett vive Ashley Parker, irmã da Xerife Samantha Parker (Kari Wuhrer), a personagem principal. Ao lado de sua irmã e do ex-namorado de sua irmã, Ashley tem que combater um monte de aranhas mutantes que ameaçam devorá-los junto com a cidade inteira. Sim, amigo, você leu certo. Aranhas. Mutantes. Gigantes. E quando a gente pensa que uma atriz como Scarlett se meteu nisso é inevitável pensar…
Porra, Scarlett!
Tá certo que antes disso ela já tinha feito filme ruim (Esqueceram de Mim 3), mas ali ela estava começando a carreira e era praticamente uma criança. No entanto, não há desculpas para Scarlett ter aceitado participar de Malditas Aranhas!, já que um ano antes Scarlett tinha atuado no maravilhoso Mundo Cão – Aprendendo a Viver e já tinha no currículo filmes premiados como O Homem Que Não Estava Lá e O Encantador de Cavalos.
Em teoria, Malditas Aranhas! até que tem seu charme. Exagerado e assumidamente no-sense, o filme é uma homenagem as produções “B” fantásticas dos anos 50, como Tarântula e O Mundo Em Perigo. Mas na prática, a profusão de efeitos especiais e o ritmo da história fizeram do longa um filme “C”.
Pois é, Scarlett, sua carreira tem uma mancha e estamos aqui para lembrá-la disso! Hahaha!
Se você ficou curioso, fique ligado no SBT: Malditas Aranhas! vai passar hoje (29/01/2010) às 14h15min. Pode assistir sem medo, porque ver Scarlett pagando mico é caso raro.
E pra gente não dizer que não falei das flores, mais à noite, por volta das 23h20min, a Globo vai exibir o maravilhoso Match Point. Enjoy!
Nos últimos dias a internet foi bombardeada com notícias sobre a separação de Angelina Jolie e Brad Pitt.
A assessoria de ambos não se manifestou a respeito e, por enquanto, tudo não passa de especulação.
Aliás, se tem uma coisa que a imprensa adora é especular e cobrir em todos os detalhes as separações dos famosos. E sendo bem sincero, a gente também adora acompanhar isso, mesmo que de vez em quando, certo? Pensando nisso, listamos abaixo 5 casos notáveis de separações, saca só:
Durante o mês de Janeiro, alguns vídeos misteriosos e cheios de imagens desconexas (que raios é aquele bicho parindo? E os números misteriosos?) que, supostamente, divulgam o lançamento do novo álbum de algum artista caíram na rede e deixaram diversos fãs intrigados. Quem seria o responsável por essa campanha de marketing viral? Até agora, ninguém conseguiu chegar a conclusão alguma. Essa semana, mais um vídeo foi disponibilizado no Youtube pelo enigmático usuário “iamamiwhoami” (“I Am. Am I? Who Am I?”) e o debate ganhou ainda mais fôlego.
Muito tem sido falado: seria Lady Gaga? Bjork? Goldfrapp? Stefhany? Um forte rumor indica Christina Aguilera. O site da MTV gringa vai ainda mais longe e levanta hipóteses de que pode se tratar do anúncio do novo trabalho de alguma banda, como o MGMT, o Nine Inch Nails ou os suecos da The Knife, que lançarão material inédito em 2010.
Enquanto a charada não é resolvida, digam, qual a opinião de vocês? Quem é o artista misterioso?
Abaixo, você confere os outros dois vídeos que já rodavam na web há algum tempo.
Primeiro divulgaram a tracklist de Almost Alice, trilha sonora do filme Alice No País das Maravilhas. O mix de artistas que ia do pop ao underground dividiu a opinião do público e muita gente ficou insatisfeita.
Depois,Follow Me Down (ouça online), do 3OH!3 em parceria com Neon Hitch caiu na rede e agradou até quem não gostava da bandinha ultra-colorida.
Agora, Alice Underground, carro-chefe de Almost Alice, cai nas graças do público. Avril Lavigne disse em entrevista à Ryan Seacrest que se sente mais madura e que a música tem uma atmosfera dark.
Oficialmente a música vai ser lançada só na segunda, dia 01/02. Ao contrário do que muitos pensavam, Alice Underground não será o primeiro single do novo disco de Avril, que está previsto só para junho. Alice Underground funcionará mais como um aquecimento e o primeiro single oficial do novo álbum só será lançado em abril.
Sobre Alice Underground podemos dizer que sim, a música é boa. Agora se a música é “dark” e “madura” já é outra história, né, Avril Lavigne? Baixe aqui e tire suas próprias conclusões.
#1. Sabe a cantora Gabriella Cilmi, aquela que estourou em 2008 com a música “Sweet About Me“? O seu segundo disco, “Ten”, já tem data de lançamento: dia 22 de março. A sua tracklist pode ser vista na íntegra no site oficial da moça. O clipe do primeiro single, “On a Mission” (abaixo), já está na rede e mostra que a artista não é mais a garotinha precoce de dezesseis anos que estourou com sua voz potente e sua sonoridade retrô. Gabriella agora aparece mais ousada, num clipe futurista – e um pouco cafona, vamos falar a verdade…
#2. Outra que já anunciou a data de lançamento de seu novo trabalho é Amy MacDonald.
A cantora, que emplacou o primeiro disco, “This Is The Life”, no topo das paradas britânicas em 2007, anunciou em seu site oficial que o novo álbum estará nas lojas no dia 8 de março, e terá como carro chefe o single “Don’t Tell Me That It’s Over”, que apesar de já ter “vazado”, tem lançamento oficial previsto para 1º de março.
Oriunda da cena musical paulista, a cantora Tiê foi uma das maiores revelações da música nacional no ano passado. A artista, que recebeu esse nome em homenagem à um pássaro canoro – como explica na canção “Passarinho”, presente no seu álbum de estréia, “Sweet Jardim” – esteve envolvida com a produção musical desde sua juventude. Dos primeiros festivais de música do colégio onde estou, em São Paulo, até a produção do disco debut, Tiê se apresentaria em todo o país e também no exterior, sozinha ou muito bem acompanhada: ex integrante da banda de apoio do músico Toquinho, a paulistana já realizou parcerias com Dudu Tsuda, membro da banda Trash Pour 4 e, mais recentemente, com o francês Chris Garneau (que você já conheceu aqui no Miolão) e o brasileiro Thiago Pethit, outro músico de sucesso no cenário independente.
“Sweet Jardim” foi produzido depois de um processo bastante traumático na vida da cantora: ela permaneceu afastada dos palcos há poucos anos por um certo período, ao descobrir que possuía um tumor – felizmente, benigno – no pulmão. Se existe uma frase famosa que diz que “só quem experimentou o caos pode dar origem à uma estrela bailarina”, ela mostra fazer jus a realidade nesse caso: depois do período de recolhimento, cheia de dúvidas constantes sobre sua saúde e carreira e de uma recuperação de êxito, Tiê passou a trabalhar novamente com o mesmo foco de antes, inspirada pelas recentes experiências, e, claro, pela bagagem gigante que já carregava consigo. E dessa fase, surgiu um dos melhores trabalhos nacionais lançados em 2009.
Lançado de forma quase independente e produzido por Plínio Profeta, “Sweet Jardim” é um disco bastante cativante. Tiê não precisa de grandes produções para contar suas histórias – no caso dela basta a sua voz, um violão, um pianinho e talvez uma ou outra participação especial eventualmente. O foco no som de Tiê está também no tom confessional de suas letras, como se tivessem transformado em canção as correspondências secretas enviadas à alguém ou mesmo o diário de uma jovem, com questionamentos nem sempre fáceis de serem respondidos e sinceros, como se não houvesse ninguém para censurar esses pensamentos.
O disco começa com “Assinado Eu” (acima), a linda e dolorida faixa de abertura – que ganhou um videoclipe charmoso. Nela, Tiê cria coragem para contar a um caso amoroso sobre o peso que sente ocasionado por um relacionamento mal sucedido, dizendo que ainda deseja estar ao seu lado, mesmo que somente como amiga. “Dois”, ironicamente (ou não!) a segunda faixa do álbum, fala sobre a empolgação originada pelo surgimento de um novo amor e da vontade de se abrir completamente a ele. Dependo do seu humor, é impossível não sentir um certo nó na garganta com “Quinto Andar”, onde a cantora lamenta à um estranho sobre alguém que a deixou de lado. “Amor, por que eu te chamo assim, se com certeza você nem lembra de mim?”, ela diz. No caso, o “estranho” da letra é também todos nós, que nos compadecemos com o seu clamor.
Todas as músicas da cantora são autobiográficas e remetem a algo que vivenciou. Em entrevista para a Rolling Stone, Tiê disse que suas influências surgem por motivos diversos, desde o cheiro de charuto do vizinho, até algo que comeu, o filme que viu ou o seu gato de estimação, Jackson. (?) “Passarinho” e “Chá Verde” são duas das faixas onde isso parece mais evidente: a primeira, fala sobre a origem do seu nome e sobre suas ambições de vida, enquanto “Chá Verde” é o retrato mais fiel da fase de tratamento médico, para curar seu tumor – a bebida do título era indicada pelo seu acupunturista, um chinês que esteve envolvido em sua recuperação. A música, apesar de aparentemente triste, é bastante otimista, e fala dos planos que ecoam em sua cabeça e superam a doença e as chateações do momento.
Tiê flerta com outras línguas em algumas faixas do disco, como na atrapalhada lição de como falar outro idioma de “Aula de Francês” (abaixo) e “Stranger But Mine”, onde mostra, numa letra completamente desenvolvida em inglês o interesse por um semi-conhecido e sua vontade de fazê-lo subir para outro patamar. Ainda resta espaço em “Sweet Jardim” para a candura de “Te Valorizo”, para a história de amor quase angustiante e surreal de “A Bailarina e o Astronauta”, que fala de uma atração inevitável ocasionada por um acontecimento trágico, e a fantástica faixa-título, que conta com a participação de Toquinho e passa uma sensação de paz e esperança, ainda assim com uma pitada de tristeza que arrebata o ouvinte. Uma ótima forma de finalizar o charmoso álbum.
O disco fez com que as atenções da mídia se virassem, com justiça, para Tiê, que, entre outros feitos, concorreu ao VMB de Melhor Artista Independente no ano passado. Atualmente, a cantora está grávida de seu primeiro filho com o diretor e produtor Leandro HBL, e depois de um show no Centro Cultural São Paulo, em Dezembro, anunciou que entraria em férias dos palcos por essa razão. Paralelamente, trabalha na produção de novas canções para o seu segundo disco, com previsão de lançamento para ainda esse ano. Caetano Veloso, fã confesso da artista, fez uma lista das “pessoas que tornam São Paulo interessante” e não pôde deixar de inseri-la na mesma. O MIOLAOTEAM concorda, e recomenda o som dessa promissora artista paulista no dia do aniversário da cidade.