MIOLÃO • 2010 abril
 

Archive for abril, 2010

Nouvelle Vague se apresenta no Rio!

Quem não conhece este grupo francês que conta com os vocais da brasileira Karina Zeviani e da belga Helena Nogueira? O Nouvelle Vague é um grupo que faz releituras de músicas punk rock e new wave, em forma de MPB; mais especificamente bossa-nova.

Eles causaram frenesi quando vieram ao país em 2007, e novamente, a galera do Rio de Janeiro terá o privilégio de recebê-los!

Hoje, no Circo Voador, os artistas se apresentarão para lançar o novo disco NV3. Músicas como “Road to Nowhere”, do Talking Heads, e “God Save the Queen”, dos Sex Pistols estão no setlist, sem contar a envolvente “Dance With Me” do disco anterior.

Cariocas do Brasil, uni-vos! Ainda dá tempo de comprar o ingresso através do site: www.ingresso.com.br

E só para deixar vocês no Rio ansiosos, e nós aqui de longe do Circo, cheios de vontade, encerro o post com essa versão fofa de Dancing with Myself:

Imagem de Amostra do You Tube

#Mioladinhas

Nem parece verdade, mas além de Born Free, da M.I.A., outras coisas aconteceram no mundo da música na última semana.

Primeiro foi Jack White, VV e cia promovendo Gasoline, o segundo single do aguardadíssimo Sea Of Cowards, novo álbum do The Dead Weather, que está previsto para sair no próximo dia 11 de maio.

A faixa é mais suja que as músicas do primeiro disco e conta com os sempre ótimos vocais de Alison VV Mosshart. Alguém ainda duvida que vem coisa boa por aí?

Indo do rock ao pop, o Alphabeat lançou ontem o terceiro single de The Spell. DJ (I Could Be Dancing) mantém a tradição da banda em realizar clipes fofos. Divertido, despretensioso e totalmente oitentista, as imagens casaram muito bem com a música:

E por último, mas não menos importante, temos Courtney Love causando casualmente em Skinny Little Bitch, do seu Nobody’s Daughter. O novo disco do Hole, que oficialmente só chegou as lojas gringas ontem, é tal como o clipe: descompromissado e meio “artesanal”.

O vídeo foi divulgado hoje no canal oficial da moça no youtube e mais parece uma brincadeira do que um clipe “sério”…

It’s Courtney, bitch!

Alice In Wonderland


Pronto. O filme mais aguardado dos últimos meses finalmente chegou ao cinema, depois de muito hype e de muito ser dito a seu respeito. É quase estranho ver o resultado de tanto tempo de produção (e de falatório!) nas telonas – aqui no Brasil com um inexplicável atraso de mais de um mês em comparação com os EUA, onde o filme já circula pelas salas desde o comecinho de março.

O @miolão, que já havia mostrado suas expectativas sobre o projeto com uma série de posts especiais que comentavam sobre uma das adaptações mais pop dos últimos tempos, agora pôde dar seu veredito final.

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Born Free: o novo clipe de M.I.A.

Acaba de cair na rede o vídeo oficial de Born Free, da M.I.A., dirigido pelo respeitado grego Romain Gavras, que tem em seu currículo o sensacional Stress, do Justice.

Em Born Free o clima é angustiante e super tenso. Se liga só no épico de mais de 9 minutos:

Demais, né?

O lançamento do vídeo confirma que Born Free é mesmo o primeiro single do novo álbum da cantora, ainda sem título. Se você ainda não baixou a música, clique aqui e pegue logo!

Kate Nash – My Best Friend Is You

Kate Nash é uma das cantoras jovens mais competentes do cenário musical atual. Ela, que lançou seu primeiro álbum (o despretensioso e excelente “Made of Bricks”) em 2007, foge da estupidez de algumas jovens estrelas da música: em suas músicas, canta o seu ponto de vista sobre casos diversos em espécies de narrativas curtas e ácidas, sem economizar no deboche, na sinceridade e numa meiguice um pouco torta, típica de suas criações. Seu sotaque britânico indefectível é um charme a mais, e a própria figura de Kate é cativante: a cantora parece uma personagem de desenho infantil, com seu visual retrô.

Os boatos da gravação de seu segundo álbum começaram na primeira metade do ano passado e só nos últimos meses ganharam contornos mais certos: a cantora afirmou que ele seria inspirado por bandas que ouvia durante o processo de produção, como os tradicionais grupos femininos de rock dos anos 60 e convocou o produtor Bernard Butler – que já havia trabalhado com o Kings of Leon – para moldar seu futuro lançamento, que pelas definições, parecia se tratar de um disco mais enérgico, agitado. Pouco a pouco, além de informações sobre o disco, algumas de suas faixas foram sendo conhecidas pelo público e na última semana – depois de ter vazado dias antes – chegou às lojas o aguardado CD, que ganhou o singelo título de My Best Friend Is You.

Se “Made of Bricks” parecia retratar o imaginário quase lúdico de uma garota que “brinca o dia todo no seu quarto”, “My Best Friend Is You” parece mostrar que a mesma resolveu sair de dentro do seu próprio mundo e está ainda mais a vontade para compartilhar as idéias dentro de sua cabeça. O novo disco de Kate soa livre e animado como o antecessor, como se a cantora prosseguisse fazendo exatamente aquilo que gosta, misturando todas as linguagens que se encaixam no seu conceito de “fazer música” e as influências sonoras que lhe agradam.

Ela brinca com suas criações com muita desenvoltura: interrompe canções para recitar poemas, grita, faz experimentações com o tom de sua voz, encarna a menina ingênua e cheia de dores-de-cotovelo em uma faixa e aparece sensual e rocker em outra, pra citar alguns exemplos. “My Best Friend Is You” é um tanto mais “eufórico” que o anterior, mas não a ponto de causar espanto ao ouvinte que já é fã de seu trabalho: tudo ali tem a cara de Kate, em todos os seus pormenores.

São doze faixas, mais uma hidden track, onde a inglesa mostra suas diversas “personas”: em Take Me to a Higher Plane e Kiss That Grrrl, Kate surge contagiante e cheia de energia juvenil. Early Christmas Present ganha como faixa mais doce do disco – apesar de ficar claro para o ouvinte que o tal “presente de natal antecipado” que a cantora cita não é nada agradável… A inspirada Pickpocket sacia um pouco a ausência do piano nas músicas do disco, instrumento que dava as caras com mais freqüência em “Made of Bricks”. I’ve Got a Secret é uma faixa grudenta – e anti-homofóbica? – que torna-se cada vez mais empolgante conforme a ouvimos.

Dois momentos merecem destaque especial: o primeiro é The Mansion Song, um disparo furioso onde Nash critica o comportamento tido como “moderno” assumido por algumas mulheres – mas que é somente vazio. O ritmo é frenético e mostra o quanto Kate foge do convencional. A música, esquisitinha, é bem mais densa do que I Just Love You More, faixa do disco que remete à alguma gravação punk, mas que se perde com sua letra banal e ritmo arrastado. O segundo é You Were so Far Away e seu embalo lento, um pouco “poluído” : a faixa mais tristonha do álbum parece falar sobre suicídio, e traz a inglesinha cantando de forma mais natural o arrepiante trecho “I can taste the metal/Feel the gun in my mouth“, num lamento suave e conformado.

Uma constatação interessante é que muitas das canções que compõem o seu trabalho já eram velhas conhecidas dos fãs: Kate costumava apresentar muitas delas em apresentações ao vivo há tempos, ou já havia gravado versões demo e não definitivas das mesmas. Don’t You Want to Share The Guilt, lançada anteriormente como B-Side, aparece com letra alterada e mais rápida: não tão boa quanto antes mas ganha fácil como uma das três melhores composições do disco e ainda assim consegue empolgar e I Hate Seagulls, uma ingênua canção de amor onde a artista enfileira as coisas simples que detesta em sua vida para mostrar o quanto ama seu parceiro.

Kate Nash passou com louvor no teste do segundo disco e entregou aos ouvintes mais uma amostra do seu pequeno universo cativante. Para encerrar o post, confira abaixo o clipe de Do-Wah-Doo, primeiro single extraído de “My Best Friend Is You” e diga: quem fica alheio ao carisma e ao talento de Kate Nash?

Tributo a Ella Fitzgerald

Como sabemos que Ella Fitzgerald continua cheia de vida em suas canções e em nossos corações, o Miolão Team homenageia esta excelente cantora que completaria hoje 93 anos. Falecida em 15 de junho de 1996, Ella tornou-se um ícone do jazz com apenas 19 anos, sendo intitulada como a Primeira Dama da Canção, Lady Ella.

De origem humilde, Ella passou pelas coisas mais inusitadas e tristes em sua vida, chegando até ir para um reformatório quando adolescente. Toda esta experiência de vida contribuiu para sua presença de palco, emoção e vivacidade liberadas pela sua voz.

Em 1938, ao gravar a música If you can’t sing it/You’ll have to swing it, Ella se apoderou otimamente da técnica de scat singing, onde o cantor improvisa rítimos e sílabas, chegando até a imitar o som de todos os instrumentos de uma banda. Tal feito deixava o público em êxtase pois era algo natural e impressionante, que alguém jamais havia feito. O scat singing de Ella faz escola até os dias de hoje, desde Mel Tormé – a criança prodígio- até a cantora Beyoncé, como você pode ver clicando aqui.

Seu primeiro sucesso foi ao lado de Chick Webb, a música A Tisket A Tasket , onde mesmo com uma voz jovem, sentimos a suavidade e força de uma voz que mescla menina e mulher. O álbum vendeu 1 milhão de cópias e ficou no topo das paradas por 17 semanas. Pronto! Ella havia realizado seu sonho tornando-se famosa.

Uma cantora negra que abria portas para outros tantos que viriam, ganhando o respeito e tolerância de uma sociedade racista como a norte-americana. Ganhou 13 Grammys durante sua carreira  e cantou com todos os grandes nomes do jazz como Louis Armstrong, Duke Ellington, Count Basie e Nat King Cole, Frank Sinatra, Dizzy Gillespie e Benny Goodman. Pessoalmente, eu diria que foram eles que tiveram o prazer de cantar com ela.

Alguns de seus maiores sucessos, dentre as 2 mil músicas cantadas e seus 200 discos gravados, são: Blue Moon, Misty, Tenderly e a belíssima Cry me a River.

Delicie-se com a maravilhosa voz de Ella neste pequeno tributo do Miolão:

Imagem de Amostra do You Tube

Vale a pena assistir:

Samba de uma nota só

Blue Moon

Dream a little dream of

N*E*R*D e Nelly Furtado: Hot ‘N Fun

Caiu na rede nesse fim de semana a nova do N*E*R*D; Hot ‘N Fun.

A música que conta com a participação mais que especial de Nelly Furtado e, como era de se esperar, ela é exatamente como os outros trabalhos da banda: inesperada.

A banda que não lançava nada desde o ótimo disco Seeing Sounds, de 2008, reaparece com Hot ‘N Fun, num tom moderno, descolado e retrô.

Fundindo hip-hop com notas funkeadas, o N*E*R*D volta a boa forma num trabalho que remete as boas faixas do álbum Fly Or Die, de 2006.

Música boa, aura cool e de quebra incita todo mundo a dançar. O que mais poderíamos querer?

Baixa logo!

 

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