MIOLÃO • 2010 maio
 

Archive for maio, 2010

#VemAí: “The Adjustment Bureau”, com Matt Damon e Emily Blunt

“O destino pode ser alterado ou tudo está realmente traçado?” Cada um responde essa pergunta de uma forma, mas o filme The Adjustment Bureau, dirigido por George Noldi, propõe respostas nada usuais para esse conflito, apresentando uma mistura de ficção científica, romance e thriller que promete deixar o público bem ligado… e um pouco mais confuso. (?)

A produção é baseada num conto de Phillip K. Dick, um dos mais renomados autores de ficção científica da literatura mundial. Essa não é sua primeira obra adaptada para as telonas: outras criações do cara serviram de inspiração para títulos como Blade Runner, Minority Report, Eu, Robô e O Vingador do Futuro, películas de peso do gênero.

The Adjustment Bureau traz Matt Damon vivendo David Norris, um político em plena ascensão na cidade de Nova York. Num dia normal, conhece uma moça fascinante e com um magnetismo incomum, vivida por Emily Blunt, e eles se apaixonam, como é comum em Hollywood… A partir de então, tudo ocorre exatamente como o planejado. Quer dizer, quase: David descobre que não como ele planejava, e que existe algo sombrio tomando conta de nossas vidas e decidindo como elas irão se desenrolar.

O filme, ainda sem título em português e que tem estréia prevista para setembro desse ano lá fora, parece ser uma das melhores estréias do estilo pra 2010: roteiro atraente, ambientação perfeitinha, ótimos atores vivendo o casal protagonista e as reviravoltas de um mestre da literatura pra quebrar a previsibilidade. Confira o trailer legendado abaixo:

M.I.A.: Egocêntrica ou Reativa?

Às vésperas de lançar /\/\/\Y/\seu novo e aguardado álbum, M.I.A. consegue aumentar mais e mais o buzz em torno de seu nome.

Depois de lançar o clipe mais legal do ano – até agora – e ter causado polêmica ao manifestar sua opinião sobre Lady GaGa e ter zoado Justin Bieber, na última semana a moça virou assunto novamente quando publicou em seu twitter o número de Lynn Hirschberg, jornalista do The New York Times que tinha publicado uma matéria de 9 páginas sobre a cantora no site do jornal. Entre outras coisas, Lynn tinha insinuado que a visão politizada da cantora era irreal e hipócrita e que a imagem vendida por ela não correspondia com a vida que ela levava e usou como argumento a presença da cantora nas festas do Oscar e no Grammy.

Em resposta, M.I.A., mais fofa que nunca, escreveu em seu twitter algo como “917.834.3158. Me liguem se vocês quiserem falar sobre a verdade da reportagem no ‘NYT. Eu falarei sobre isso durante todo o dia, vadias! ;]”. Além de publicar o polêmico tweet, M.I.A. prometeu publicar a versão completa da entrevista no site de sua gravadora. Deu pra imaginar o reboliço? Como era de se esperar a cantora foi falada e muito criticada.

Mas o mais interessante, é que mesmo depois de toda pressão externa, M.I.A. voltou a abordar o assunto. Aquela coisa, M.I.A. falou, M.I.A. provou.

Hoje a cantora britânica divulgou 2 arquivos de áudio e várias matérias que falavam sobre a situação do Sri Lanka. Em um dos arquivos, ela mostra que a jornalista falava apenas sobre batatas fritas antes de começar a entrevista e no outro, M.I.A. dizia a Lynn que compareceu as cerimônicas do Oscar e do Grammy para chamar a atenção aos problemas de seu país.

Não era só o fato de eu ir ao Oscar ou ao Grammy, isso não significava nada. O objetivo dessa jornada era poder dizer à todos: ‘Hey! 50 mil pessoas vão morrer no mês que vem e essa é a oportunidade que vocês têm para ajudar!’, mas ninguém ajudou e as pessoas morreram. Não tem nada a ver com prestígio ou fama!“.

Se à primeira vista M.I.A. pareceu agir por impulso e birra ao divulgar o celular da jornalista, depois dos fatos postados por ela, ficou claro que M.I.A. apenas reagiu. Longe de defender a atitude tomada por ela há 3 dias atrás, mas, pelo menos para mim, ficou muito mais claro compreender os motivos que a levaram a fazer aquilo. É tenso demais ter suas palavras deturpadas e ter sua honra colocada em cheque. M.I.A. reagiu. E mais coerente do que nunca, acabou divulgando “Haters” (título provisório), faixa inédita que contém versos como “então você quer que eu fale sobre política? Eu posso te mostrar coisas que te fariam passar mal. Por que mentiras se igualam ao dinheiro que se igualam a política“.

M.I.A. — Haters

É, M.I.A., você continua sendo o máximo.

Uffie – Sex Dreams and Denim Jeans

A cantora Anna-Catherine Hartley, mais conhecida como Uffie, surgiu há alguns anos como febre da Internet. Da mesma forma grande parte dos artistas independentes faz, começou colocando músicas no MySpace e viu, assim, sua popularidade crescer: seu electro/pop/rap cheio de malícia conquistou diversos ouvintes e a garota ganhou fama no circuito underground, tocando em clubes e festivais descolados em lugares como Estados Unidos, Paris e até no Brasil (onde esteve no ano retrasado) e logo foi contratada por um selo para lançar seus trabalhos.

Tudo o que tínhamos de Uffie era alguns EP’s lançados por ela, que traziam poucas, mas contagiantes canções que mostravam um pouquinho do mundo da garota, cheio de festas, noitadas e uma certa prepotência típica de alguns novos artistas da música pop e alguns feats, entre eles  “The Party” , uma das melhores músicas de “Cross”, mais recente CD do duo Justice, com Uffie nos vocais e que divulgou o seu nome ainda mais.

A novidade é que, depois de muito tempo, seu primeiro disco oficial finalmente vazou: “Sex Dreams and Denim Jeans” não foge da mesma premissa mantida por ela até o momento: produzido por nomes como Mirwais Ahmadzai (responsável por grandes gravações de Madonna) e trazendo participações de Pharrell Willians e Mattie Safer, o disco traz, entre as quatorze faixas que o compõem, algumas já conhecidas (como Pop The Glock e a meiga First Love) e outras inéditas, além de um cover de “Hong Kong Garden”, de Siouxsie and The Banshees, numa versão mais pop e não tão boa quanto a original. O disco é animado, por vezes cansativo, mas consegue empolgar: em momentos como “MC’s Can Kiss” e “Difficult” e a simpática “Neuneu”, Uffie surge mais festeira do que nunca. A cantora deixou a ótima “Ready To Uff” de fora, mas a gente finge que não percebeu…

Quer ouvir o resultado? O disco tem lançamento previsto para 31 de maio, mas já está disponível na rede. Abaixo, uma prévia da parceria com Pharrell e Mirwais, “ADD SUV”, primeiro clipe saído do álbum:

Imagem de Amostra do You Tube

Música nova da Shakira?

Shakira se apresentou ontem (21/05/2010) no Rock In Rio Lisboa e foi coroada como a “rainha da noite”. Para fazer valer o título ela cantou seus hits e… Uma música nova?

Pois é, meus queridos desmiolados, nossa cantora pop colombiana preferida, que lançou seu último disco de estúdio há menos de um ano, o controverso She Wolf, está de volta com uma música nova, dessa vez contando com o reforço de La Calle 13:

Ainda não se sabe se o nome da canção será Mi Gordita, Gordita Caliente ou Palabras Bonitas, mas independente do título a música parece ter agradado demais a galera presente…

Para lembrar os tempos aureos da musa (que pessoalmente acho que nunca se foram), finalizo com a apresentação de Ojos Así, hit presente no excelente “¿Dónde están los ladrones?”, de 1998.

3 Momentos: Miranda July

Quando o Miolão ainda estava no comecinho, fizemos um post apresentando Miranda July, uma artista que não se limita somente a uma área de atuação: como dito anteriormente, ela escreve, atua, dança e cria performances multimídias – tudo com uma sensibilidade diferente do habitual. Miranda fascina contando histórias agridoces e incisivas sobre nosso cotidiano, apresentando personagens e tramas densas e realistas, além de mostrar seu ponto de vista sobre diversas facetas do comportamento humano. Na ocasião, citamos dois de seus trabalhos – talvez os mais conhecidos: o longa “Eu, Você e Todos Nós”, filme roteirizado pela própria e “É Claro que Você Sabe do Que Estou Falando”, sensacional livro de contos de sua autoria que traz seu estilo por vezes sarcástico e cruel, mas sempre terno de narrar as experiências que podem acontecer à qualquer um.

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As Melhores Coisas do Mundo

Foi mais ou menos há uns 4 ou 5 meses. Eu estava saindo do cinema, acho que da sessão de Partir, no Belas Artes, quando me deparei com este pôster aí de cima colado na parede.

O interesse foi imediato. Sempre fui meio obcecado por temas relacionados a essa coisa meio juvenil, quase infantil. E este, em específico, parecia ser mais um longa leve e divertido. Cheguei mais perto e li um nome que fez com que minha vontade de assistir só crescesse: Laís Bodanzky.

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As cenas e os temas (Parte 2)

O MIOLÃOTEAM apresenta hoje a segunda parte do especial “As cenas e os temas“, em que escolhe momentos do cinema – famosos ou não – onde as junções entre música e imagens não podiam ter sido melhores.

Em breve, a terceira e última parte estará no ar. Aguarde!

Um Beijo Roubado – The Story (Norah Jones)

Sim, as pessoas que disseram que esse é um dos beijos mais memoráveis do cinema recente não estavam erradas: Norah Jones interpreta em “My Blueberry Nights” (de Kar Wai Wong) uma garota comum que decide viajar e deixar tudo para trás depois de uma frustração amorosa. No caminho, ela conhece diversas figuras excêntricas enquanto um pretendente, dono de uma doceria freqüentada pela personagem e vivido por Jude Law morre de saudades da antiga freguesa. Depois de muito tempo distantes, o merecido reencontro, que resulta nessa cena poética e sensível: a canção tocando ao fundo é “The Story”, interpretada pela própria Norah. Seu ritmo lento e sensual apenas acentua como o acontecimento é sincero. Um beijo roubado nunca foi tão envolvente. Veja.

O Diário de Bridget Jones – All By Myself (Jamie O’Nell)

Curtir uma fossa num sábado à noite não é algo muito agradável, mas Reneé Zellweger transforma uma “sessão deprê” regada a cigarros e álcool numa experiência divertidíssima – pelo menos para o espectador. Dublando a canção “All By Myself” (na versão de Jamie O’Neal) a atriz arranca gargalhadas e mostra a cara de Bridget Jones, uma das personagens mais carismáticas das comédias românticas. Ouça.

Southland Tales – All These Things That I’ve Done (The Killers)

Ok. Richard Kelly, o diretor de Donnie Darko, patinou legal em uma de suas empreitadas – esse conto que nunca acerta ao abordar temas como dominação capitalista, fim do mundo e degradação da sociedade. A surpresa vai por conta dessa cena, uma das poucas coisas válidas do filme, que é meio picareta: nela, Justin Timberlake dubla a ótima e apoteótica “All These Things That I’ve Done” dos The Killers em meio à diversas mulheres que celebram pateticamente a suposta grandeza (cega) do sonho americano. Um momento que mesmo bem colocado não salva o filme do marasmo. Assista.

9 – A Salvação – Somewhere Over The Rainbow (Judy Garland)

“9 – A Salvação” foi uma grata surpresa entre as animações lançadas no ano passado. O filme, dirigido por Shane Acker e produzido por Tim Burton conta a história de bonecos de pano que possuem alma e procuram salvar o mundo, que futuro distante, tornou-se caótico e apocalíptico: é tudo o que pode ser dito para não estragar a história. A produção consegue emocionar ao confrontar o espectador com a freqüente idéia da esperança tentando sobreviver num universo onde claramente não existe brecha alguma (ou quase!) para que ela exista. A canção “Somewhere Over The Rainbow”, interpretada por Judy Garland, é executada em uma cena tocante; um momento de aparente tranqüilidade em que os protagonistas parecem próximos – mesmo que por poucos segundos – da tão almejada felicidade que buscam. Aperta o coração e deixa sem palavras.  Ouça.

Tudo Para Ficar com Ele – The Penis Song (Cameron Diaz, Selma Blair e Christina Applegate)

Vulgar? Hilária? Provocante? Independente da sua opinião, é impossível ficar alheio à parodia de “I’m Too Sexy” de Right Said Fred – que por sua vez, é inspirada numa canção de Jimi Hendrix – feita pelo elenco do filme “Tudo Para Ficar com Ele”: a música, um empolgado manifesto sobre a anatomia masculina (?) divide opiniões, mas é, com certeza, marcante para quem assiste, gostando ou não. O Miolaoteam se encaixa no primeiro caso. Assista.

Ellie Parker – Heart of Glass (Blondie)

Naomi Watts interpreta em “Ellie Parker” uma aspirante à atriz cuja vida parece cada vez mais fora dos eixos: tem uma melhor amiga que ignora seus desabafos, um namorado que não dá a mínima para o relacionamento, um empresário que não acredita no seu potencial e não é levada a sério em nenhuma entrevista de emprego. A cena em questão mostra Ellie preparando-se para um teste, onde poderá ganhar o papel de uma prostituta: ela veste o figurino e faz o seu próprio e – impagável – aquecimento, tendo como trilha sonora “Heart of Glass” do Blondie. O filme, que teve repercussão quase nula no circuito comercial é um achado que merece ser visto. Espirituoso, dramático na medida certa e nunca piegas, mostra o quanto Naomi Watts é talentosa – além de mostrar que alguns atores/atrizes são a melhor escolha para determinados papéis. Watts rouba cada cena e é delicioso vê-la atuando: você irá torcer muito pela “azarada” protagonista, pode acreditar. Assista.

p.s.: Vale reforçar que não disponibilizamos os links com os respectivos trechos em todos os casos pois nem todos eles foram encontrados na Internet. Assista os filmes na íntegra, porém: independente das cenas comentadas, eles são ótimos! :)

 

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