Tempos atrás, quando falei de Lana Del Rey em uma antiga postagem do Miolão, disse que a aura enigmática da moça era um de seus maiores atrativos. Na ocasião, a cantora despontava como uma nova promessa e tudo parecia mesmo muito intrigante: sua persona (incluindo o caso Lizzy Grant x Lana Del Rey), suas canções, a ausência de lives e entrevistas que a aproximassem do público.
Agora, Lana já nem parece esse mistério todo. Os últimos meses comprovaram que por trás de toda aquela pose sedutora, existe uma menina bastante tímida, que não se sente tão à vontade em cantar ao vivo, se expressa de forma contida junto à mídia e nem faz mais questão de esconder seu passado como Lizzy, afirmando inclusive que o seu álbum sob essa alcunha será lançado em breve por uma grande gravadora.
Se a artista surge agora muito mais revelada, o que dizer de sua música? “Born To Die”, o seu primeiro disco oficial, chegou às lojas gringas semana passada. Ainda que bastante esperado, seu conteúdo já era, em grande parte, conhecido pelos fãs: das doze faixas que o compõem, mais da metade já havia vazado ou rodava pela web em versão demo. Embora não seja um disco temático, o álbum circunda o mesmo ponto em quase todas as suas canções: as lamentações de Lana sobre seu coração partido, amantes cruéis e sobre como se sente sem grande valor ou atrativos, tudo sob um verniz retrô, cinematográfico e por vezes, de uma seriedade pomposa. A intérprete veste com propriedade a fantasia de beauty queen fracassada e a sustenta até a última faixa, mas a questão é que é difícil não sentir-se enjoado de seu “mundinho” rápido demais. As gravações lançadas anteriormente, agora agrupadas, perdem muito de sua força, o que torna a audição do compacto repleta de altos e baixos.






















