Telinha & Telão

Seja na telinha ou no telão, o que vira é o MIOLÃO! Cinema, séries, tv e pipoca. Uma sessão com conteúdo melhor que as rimas da descrição.

Relembrando: Blossom

02/09/2010 às 11:31 em Telinha & Telão

A série que iremos relembrar hoje no Miolão me trouxe bons momentos e muita diversão durante minha infância – e aposto que fez o mesmo por muitos leitores do site. Lembro que todos os dias, eu chegava da escola, numa época em que eu era só um garotinho de oito ou nove anos vítima de bullying, largava minha lancheira do Cebolinha (ainda não era do Ash Ketchum) na cozinha e ia correndo ligar a TV, porque havia um programa que eu assistia religiosamente durante meu almoço.

“Blossom”, originalmente exibida pela NBC no exterior, foi um dos grandes sucessos da programação do SBT na década de 90 e por vezes retorna a programação do canal, mas sem muito impacto e com atenção quase nula. A sitcom traz um mote muito simples e uma personagem adorável no centro da ação: uma garota de quinze anos que empresta o nome a série, divide sua casa com dois irmãos e seu pai, todos um tanto amalucados, vive às voltas com sua melhor amiga e com diversos problemas típicos de sua idade, que vão desde as descobertas amorosas até as suas frequentes crises de identidade e pensamentos sobre quem deveria ser na vida.

O criador da série, Don Reo, produziu outros êxitos diversos. Pra citar alguns, destacamos “Brothers”, a conhecidíssima My Wife and Kids, ou se preferir, “Eu, a Patroa e As Crianças”, “Golden Girls” (conhecida por aqui pelo pavoroso nome de Super Gatas) e “Everybody Hates Chris”. Aliás, todas coincidentemente trazendo famílias memoráveis como protagonistas. “Blossom” não é diferente: é impossível não ser conquistado pelos personagens exagerados, mas ainda assim ternos, que conhecemos em seus episódios.

Vivida por Mayim Bialik a nossa heroína é o lado divertido de qualquer adolescente, com seus arroubos e sua curiosidade pelo mundo. Seus irmãos, Joey e Anthony (respectivamente, Joey Lawrence e Michael Stoyanov) formam um contraponto interessante. O primeiro, cheio dos bordões, vive com a cabeça em alfa, enquanto Tony não consegue relaxar. Seu pai, Nick (Ted Wass), é um músico frustrado e afetuoso que comanda a família de um jeito bem peculiar. E como esquecer Six (Jenna Von Ou), a amiga de Blossom que rouba a cena em diversos momentos e possui reais problemas com…er… “incontinência verbal”?

Esses personagens, juntos, conhecem outras diversas figuras pitorescas e passam por agruras que arrancam risos fáceis do espectador. Mais do que um retrato dos Russo  – sobrenome da família de Blossom, que de tão sem noção torna-se semelhante à sua, ou a minha – e de uma mocinha que carrega ambições e vivacidade suficiente para realizá-las, “Blossom” consegue dialogar com diversos públicos: é divertida para crianças e adolescentes, e também oferece entretenimento despretensioso para as faixas etárias maiores. Prova disso é que, quem assistiu o programa quando era mais novo, ainda se diverte bastante ao rever um de seus episódios. É cômico e tocante na medida certa.

A sitcom durou cinco temporadas completas e é a cara do humor ingênuo produzido na década de 90. Hoje em dia, o elenco principal realiza pequenos trabalhos ou participações especiais, principalmente em séries de TV. Mayim “Blossom” Bialik, por exemplo, interpretou na terceira temporada de “The Big Bang Theory” Amy, um encontro arranjado pelos amigos de Sheldon para o geek mais adorado da TV. A personagem, inclusive,  poderá voltar na quarta fase do seriado, que ainda não estreou. A moça, que passou anos afastada das telas, tem retornado gradativamente a esse cenário.

“Blossom” é uma produção simpática que merece ser revisitada por todos aqueles que tiveram a companhia dessa jovem nas suas tardes de semana e que, de uma forma ou outra, já se sentiram exatamente como ela. :)

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Trilha Sonora: “All You Need Is Love” – Jim Sturgess & Dana Fuchs

01/09/2010 às 18:13 em No Som, Telinha & Telão

Beatles é, provavelmente, a banda que mais deixou material “reciclável” no universo lindo da música – e dos filmes.

Quando Across the Universe (o filme) foi lançado em 2008, a primeira coisa que pensei foi: GE-NI-AL! E, logo em seguida, pensei: COMO NINGUÉM TEVE ESSA IDEIA ANTES? Os próprios Beatles, em seus tempos áureos, haviam estrelado alguns filmes e um musical. Como demorou tanto tempo para que alguém gastasse muito dinheiro e fizesse uma mega produção com esse tema? Talvez  burocracias autorais. A questão é que, quando Julie Taymor resolve contar uma história usando as letras da banda pop (pop!) mais famosa ever, e faz isso bem feito, temos um filme lindo e a difícil tarefa de escolher somente uma música do repertório espetacular.

A tentação já vem desde a primeira cena, quando um Jude interpretado pelo (lindinho) Jim Sturgess nos recepciona recitando um verso de “Girl”, a voz cheia de sofrimento e é fundido à Dana Fuchs destruindo o vocal na que eu considero a melhor interpretação do filme: “Helter Skelter”. Ela vai voltar depois, em um “bis” e cantando, entre outras, “Don’t Let Me Down”.

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Se alguém disser que não ficou com uma vontade imensa de sair dançando e estalando os dedos quando Evan Rachel Wood começa a cantar e pular freneticamente ao som de “It Won’t Be Long” e, logo em seguida, “I’ve Just Seen A Face”, dessa vez com o apaixonado Jim Sturgess que canta, dança e joga boliche tudoaomesmotempo!

Entrando no lado negro do filme as dancinhas super divertidas e cantarolantes vão se esvaindo aos poucos, dando lugar para guitarras pesadas, percussão grave e vocais raivosos. Conforme as canções vão ficando mais tensas, o mesmo vai acontecendo com os personagens e com o cenário. Estamos em 1960, no meio de uma odiosa Guerra do Vietnã, acompanhados por “Come Together” e “I Want You (She’s So Heavy)”, essa última com imagens que dão um significado completamente único e assombroso aos versos de Lennon/McCartney.

As guitarras e a voz gritante de Dana Fuchs voltam ao decorrer do filme – desculpem-me os outros, mas ela é perfeita. “Oh! Darling” vira um dueto – que é, na verdade, um duelo – com acordes distorcidos e fora de compasso. McCoy, uma espécie de Jimi Hendrix de Across The Universe, faz mágica com “While My Guitar Gently Weeps, tocando com tanto sentimento que chega a doer em nós.

De bolachinha-brinde ainda temos o sempre carismático (q?) Sr. Bono Vox! Agraciando todos nós com seu talento para usar óculos escuros, interpreta as psicodélicas “I Am The Walrus” e, já nos créditos finais, “Lucy In The Sky With Diamonds”. Como não sou uma pessoa muito narcisista, abri mão de eleger para esse post a música que leva meu nome, restringindo qualquer comentário pessoal.

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A versão mais incrível, tem-se que admitir, é “Let It Be”. No início, cantada à capela por um garoto em meio à guerra e, em seguida, interpretada por todo um coral de igreja, no melhor estilo do blues norte-americano, é de arrepiar qualquer um.

Acontece, minha gente, que eu sou uma pessoa clichê. Sendo assim, não poderia escolher outra música para fechar o post que não fosse “All You Need Is Love”. Provavelmente a canção dos Beatles mais tocada e regravada, um mito dos comerciais com apelo emocional. Mesmo assim é a mais perfeita. O cenário, a performance, a sinceridade. Tudo está na medida certa! Ela é inacreditável, mas ao mesmo tempo tão crível que chegar a dar vontade de ter estado lá, de pé, em frente à sede da Apple Records.

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Across The Universe é o panorama de uma banda e de uma geração e “All You Need Is Love” é a melhor mensagem que poderiam ter deixado pra esse hoje.

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Emmy 2010: Justo?

30/08/2010 às 15:04 em Telinha & Telão

Se você estava nesse planeta nas últimas 24 horas, com certeza sabe que ontem à noite rolou a 62ª edição do Emmy (desculpem-me o chavão que escrevo a seguir): o Oscar da TV estadosunidense.

Começando MUITO bem com uma paródia pra lá de divertida de Glee, Jimmy Fallon (o ator de Táxi, da Gisele Bündchen) convocou atores de várias séries, levou raspadinha na cara (!!!) e virou o Bruce Springsteen cantando Born To Run com a galera.

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Em linhas gerais, a premiação (quase) não foi entediante e os vencedores foram bem variados. Segue abaixo a lista de indicados e premiados… E também uns comentáriozinhos de alguém que fez força pra ser neutro:

Melhor série drama
Mad Men
The Good Wife
Lost
Dexter
Breaking Bad
True Blood

Comentário: Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Fanatismos à parte, que Mad Men é ótima todo mundo sabe, mas custava democratizar o prêmio e dar para qualquer uma das outras séries? O que mais deu dó foi Lost, um verdadeiro marco, acabar assim, sem prêmio.

Melhor atriz drama
January Jones, Mad Men.
Julianna Margulies, The Good Wife.
Kyra Sedgwick, The Closer.
Mariska Hargitay, Law & Order: SVU.
Glenn Close, Damages.
Connie Britton, Friday Night Lights.

Comentário: Depois de anos e anos concorrendo, finalmente Kyra Sedgwick venceu. Não vou dizer que foi injusto porque não acompanho The Closer, mas Kyra tem todo meu amor desde que participou de Singles – Vida de Solteiro. A vitória da moça foi uma grande surpresa, já que era quase certo que a sempre ótima Julianna Margulies levaria…

Melhor ator drama
Jon Hamm, Mad Men.
Matthew Fox, Lost.
Michael C. Hall, Dexter.
Bryan Cranston, Breaking Bad.
Hugh Laurie, House.
Kyle Chandler, Friday Nigh Lights.

Comentário: Mais uma surpresa. E dessa vez uma ótima surpresa. Provavelmente a maioria das pessoas torceu o nariz pela vitória de Bryan (minha timeline que o diga!). O menos popular dos indicados e talvez um dos mais talentosos, Cranston fez bonito por Breaking Bad e MERECEU o prêmio. (Sim, gente. Eu também queria que o “Dexter” vencesse.)

Melhor série comédia
Glee
Modern Family
30 Rock
The Office
Nurse Jackie
Curb you Enthusiasm

Comentário: E não é bom quando a melhor comédia do ano vence a categoria de melhor comédia do ano? Acho ótimo. De verdade. (Y)

Melhor atriz comédia
Lea Michele, Glee.
Tina Fey, 30 Rock.
Edie Falco, Nurse Jackie.
Toni Collette, The United States of Tara.
Amy Poehler, Parks and Recreation.
Julia Louis Dreyfuss, New Adventures of Old Christine.

Comentário: Tina Fey, Toni Collette e Julia Louis Dreyfuss (que mesmo participando da pior comédia indicada se sobressai graças ao talento que possui). Uma das categorias mais acirradas fez justiça a Edie Falco que, de tão boa, pelo mesmo papel merecia levar melhor atriz drama.

Melhor ator comédia
Matthew Morrinson, Glee.
Alec Baldwin, 30 Rock.
Steve Carell, The Office.
Jim Parsons, The Big Bang Theory.
Larry David, Curb your Enthusiasm.
Tony Shalhoub, Monk.

Comentário: Por mim, Steve Carrel ganharia todo ano. E tenho dito.

Melhor atriz coadjuvante drama
Elisabeth Moss, como Peggy Olson em Mad Men
Christina Hendricks, como Joan Harris em Mad Men
Archie Panjabi, como Kalinda Sharma em The Good Wife
Christine Baranski, como Diane Lockhart em The Good Wife
Rose Byrne, como Ellen Parsons em Damages
Sharon Gless, como Madeline Westen em Burn Notice

Comentário: Julianna não levou mas Archie representou The Good Wife. Pessoalmente gostaria que Christina Hendricks vencesse… mas a vitória de “Kalinda” tá de bom tamanho. ;]

Melhor ator coadjuvante drama
John Slattery, como Roger Sterling em Mad Men
Martin Short, como Leonard Winstone em Damages
Michael Emerson, em Ben Linus em Lost
Terry O’Quinn, como John Locke em Lost
Aaron Paul, como Jesse Pinkman em Breaking Bad
Andre Braugher, como Owen em Men of a Certain Age

Comentário: John Locke era foda? Era. Mas poxa… como ficar com raiva do talentoso Aaron Paul ter vencido?

Melhor atriz coadjuvante comédia
Julie Bowen, como Claire Dunphy em Modern Family
Sofia Vergara, como Gloria Delgado-Pritchett em Modern Family
Jane Lynch, como Sue em Glee
Jane Krakowski, como Jenna Maroney em 30 Rock
Holland Taylor, como Evelyn Harper em Two and a Half Men
Kristen Wiig de Saturday Night Live

Comentário: Sofia Vergara, sua linda, eu torci por você. Mas vamos ser francos… O prêmio tinha MESMO que ir pra Jane Lynch. Quem sabe ano que vem?

Melhor ator coadjuvante comédia
Ty Burrell, como Phil Dunphy em Modern Family
Jesse Tyler Ferguson, como Mitchell em Modern Family
Eric Stonestreet, como Cameron em Modern Family
Chris Colfer, como Kurt Hummel em Glee
Neil Patrick Harris, como Barney Stinson em How I Met your Mother
Jon Cryer, como Alan Harper em Two and a Half Men

Comentário: Uhul! Poderia ser melhor? Não, não poderia. Prêmio acertadíssimo.

Melhor filme para TV
You don’t know Jack
Moonshot
Masterpiece Daybreak
Georgia O’Keeffe
Temple Grandin
The Special Relationship

Comentário: Ainda não vi nenhum então quem sou eu pra opinar. MÃS… pqp, que feliz o filme da Claire Danes ter ganhado e mais feliz ainda ela, que é uma das melhores e mais subestimadas atrizes de sua geração, ter sido reconhecida com o prêmio de melhor atriz! (:

Como qualquer premiação que se preze, o Emmy desse ano dividiu opiniões e piririri. No fim, a vida continua, a noite acabou e vamos todos morrer mesmo. Tomara que não tão cedo, porque o ano que vem promete!

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Trilha Sonora: “Mondo Bongo” – Joe Strummer and The Mescaleros

25/08/2010 às 19:43 em No Som, Telinha & Telão

Se tem um filme que gosto muito, é  ”Sr. e Sra. Smith”. Quando se trata de Angelina Jolie no elenco, sou suspeita a comentar, e nesta comédia romântica, se posso assim chamá-la, a atriz aparece do modo que mais combina com ela- uma dama elegante, inteligente e audaciosa que consegue lutar e atirar sem desmanchar o penteado.

Confesso que, ao começar a fazer este post, demorei muito para escolher qual música do filme eu iria abordar. São tantas as boas músicas como, Nothin’ but a good time da banda Poison, Lay Lady Lay de Bob Dylan, interpretada por Magnet e Gemma Hayes e, por fim, Express Yourself de Charles Wright, remixada por Mocean Worker.

Finalmente me decidi por uma das músicas que, creio eu, é a que mais marca no filme. Ela retrata o momento em que o casal Smith se conhece na Colômbia, onde a fotografia do filme torna-se saturada e iluminada, trazendo o tom latino e caliente que o sentimento de paixão dá ao namorados, além de ser trilha também, da luta final do casal contra os agentes das corporações para as quais ambos trabalhavam antes de serem descobertos.

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A música Mondo Bongo,é a oitava faixa do disco lançado em 2001, Global a Go-Go de Joe Strummer and The Mescaleros. Joe Strummer faleceu em 2002, era vocalista também da banda The Clash e da banda The Pogues. Mondo Bongo foi composta juntamente com Pablo Cook que tem suas digitais em diversas outras trilhas sonoras de filmes além de 20 canções produzidas para Lily Alen e outras tantas para Vanessa Mae. Confere o currículo do cara aqui ó.

Escolhi a canção por ser, melodicamente falando, sexy, pretensiosa e também por suas variações no filme, dividida entre início e fim, lenta e crescente como pode-se ver no vídeo abaixo:

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Recomendo esta música para uma tequila à dois: caliente como la vida debe ser!

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3 Momentos: Kirsten Dunst

25/08/2010 às 02:09 em Telinha & Telão

Kirsten Dunst é uma das mais carismáticas atrizes de sua geração. Depois de ingressar cedo na carreira artística, construiu um histórico de personagens extenso e variado: ela já foi líder de torcida, mulher de super herói, tenista, virgem suicida, emprestou sua voz a desenhos animados, envolveu-se com jogos de tabuleiros fantásticos e muito mais – só pra citar alguns!

Não é uma figura unânime: alguns dizem que trata-se somente de mais uma mocinha água com açucar de Hollywood, mas seu desempenho em filmes cultuados e sua habilidade para adaptar-se a diversos gêneros cinematográficos provam que ela possui um algo a mais, sim.

O nosso 3momentos de hoje é só dela! Confira abaixo alguns pontos de sua carreira que o Miolaoteam adora e recomenda. :)

Claudia – Entrevista Com o Vampiro (1994)

“Interview With the Vampire” é a estréia oficial de Kirsten Dunst nas telonas. Ainda muito jovem, integrou um elenco cheio de nomes de peso, como Tom Cruise, Brad Pitt, Christian Slater e Antonio Banderas. Como se isso já não fosse uma grande responsabilidade, a menina interpretou um papel essencial na adaptação de um romance de Anne Rice, a rainha suprema da literatura ao tratarmos de temas vampirescos – com roteiro escrito pela própria. Aparentemente, não se abalou nem um pouquinho: na pele de Cláudia, uma vampira eternamente presa ao corpo de uma criança, Kirsten construiu perfeitamente a atmosfera de sobriedade e perigo que sua personagem deveria ostentar. Considerada uma revelação, foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e ganhou o prêmio de Melhor Atriz Revelação no MTV Movie Awards. Prodígio?

 Claire Colburn – Tudo Acontece em Elizabethtown (2005)

“-I’m impossible to forget, but I’m hard to remember.”

“Elizabethtown”, dirigido por Cameron Crowe (“Quase Famosos”, “Vanilla Sky) é uma tragicomédia fantástica: o filme apresenta personagens adoráveis que cruzam o caminho de Drew, protagonista vivido por Orlando Bloom. O rapaz, um empresário frustrado que confronta sua repentina demissão e a morte do pai retorna a sua cidade natal para participar do funeral. Durante a viagem, conhece a aeromoça Claire Colburn, interpretada pela nossa homenageada: uma moça otimista e com uma visão peculiar e simples sobre diversos aspectos da vida. Kirsten cativa o espectador e encontra o tom perfeito para a personagem: doce, inocentemente sincera e tão adorável que faz a gente acreditar nas “surpresas” que são as outras pessoas. No mínimo, meiga.

Maria Antonieta – Maria Antonieta (2006)

Kirsten é, pelo que parece, bastante querida por Sofia Coppola: a moça já estrelou dois filmes lançados pela diretora. O primeiro deles foi “As Virgens Suicidas”, onde incorporou a melancolia e euforia juvenis que ardiam em Lux Lisbon, uma das cinco irmãs ao qual o título faz referência, garotas oprimidas por pais controladores e pela impossibilidade de vivenciar certas experiências de vida. A atuação de Dunst, bem natural, enriqueceu a ótima produção ainda mais e colheu elogios. Seu potencial, porém, seria mostrado de forma maior na segunda parceria com Coppola, “Marie Antoinette”, lançado em 2006: o filme, que retratava a vida de uma das maiores monarcas da história por uma ótica mais íntima, analisando suas experiências pessoais e deixando o contexto histórico um pouco de lado deu a Kirsten a chance de interpretar uma protagonista em fases diversas, sempre no meio de um turbilhão de emoções e acontecimentos. Um desafio para qualquer artista, e ela surpreendeu: existem diversas outras atrizes melhores do que a loirinha, mas ao vê-la em cena, é difícil imaginar outra interpretando a rainha que comandou a França. Rendeu outra indicação importante em seu currículo: Melhor Atriz no Festival de Cannes de 2007, prêmio que perdeu para Jeon Do-Yeon.

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