Telinha & Telão

Seja na telinha ou no telão, o que vira é o MIOLÃO! Cinema, séries, tv e pipoca. Uma sessão com conteúdo melhor que as rimas da descrição.

#Top5: Personagens Femininas do Cinema

08/03/2010 às 23:21 em Telinha & Telão

O cinema não seria o mesmo se não fosse a força característica das mulheres. Ao longo de mais de um século, as mulheres ganharam cada vez mais importância na tela e alguns de seus personagens foram eternizados com grandes performances. Segue abaixo nosso #Top5 das melhores delas:

5º Holly Golightly, interpretada por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, 1961.

Baseado na obra de Truman Capote, o filme de Blake Edwards eternizou para sempre a imagem delicada de Audrey Hepburn.
A musa, que combinava ingenuidade com outras características menos nobres, é fascinante por vários motivos: além de ser um ícone da moda, Holly conseguiu fugir do estereótipo de mocinha passiva e dependente e com muito charme, malícia e pureza deu vida a uma adorável prostituta de luxo que sempre que sentia-se triste passava na famosa joalheria Tiffany’s.
O bom uso de seus atributos físicos para sair de problemas, suas contradições encantadoras e sua importância histórica fazem de Holly Golightly nossa 5ª personagem feminina mais marcante da história do cinema.

4º Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, 2006.

Poucas vezes um “vilão” teve tanto charme e admiradores quanto Miranda Priestly. Inspirada livremente em Anna Wintour, editora da Vogue Americana, Miranda encontrou em Meryl Streep sua interprete perfeita. Cada gesto com as mãos e cada olhar reprovador provou a força desta mulher que, mesmo em silêncio, colocava pânico em todos à sua volta. A arrogância inerente e seu poder avassalador construíram a imagem de uma verdadeira dama-de-ferro. No decorrer do filme, sob o olhar de Andy (a fofa da Anne Hathaway) quase acreditamos que a vida foi cruel demais com Miranda e que toda sua atitude pode ser justificada. Quase. Porque no final, você sabe, é tudo uma questão de escolha.

3º Scarlett O’Hara, interpretada por Vivien Leigh em … E O Vento Levou, 1939.

Negar a importância histórica d’…O Vento Levou é um verdadeiro crime. O filme, que faturou 10 Oscars, incluindo o de Melhor Atriz para Vivien Leigh, conta a história de Scarlett O’Hara: uma mocinha superficial e irritante que vive confortavelmente num mundo perfeito. Mas sua vida toma um rumo totalmente inesperado com a explosão da Guerra Civil Americana. Nesse cenário, Scarlett cresce como mulher e mostra uma força que nem sabia que existia. Por sofrer por horas e horas, despertar paixões, viver um amor intenso e se reerguer numa época machista, aparentemente sem ajuda de nenhum homem, Scarlett é um marco da figura feminina. Vai dizer que você nunca ouviu a frase “Nunca mais passarei fome!”?

2º Celie, interpretada por Whoopi Goldberg em A Cor Púrpura, 1985.

Nos Estados Unidos de 1909, Celie, ainda adolescente, já conhecia as piores coisas da vida. Estuprada pelo pai teve seu filho, fruto da relação incestuosa, tirado de si logo no nascimento. Humilhada e discriminada durante toda vida por ser quem é, ela é tratada como um lixo por todos -exceto sua irmã-. Marcada pela violência física e, principalmente, moral, A Cor Púrpura retrata a jornada de Celie através dos anos. O filme, que tinha tudo para cair no melodrama, acaba tornando-se uma película impressionantemente bela sobre como uma mulher, negra, “feia” e submissa assume as rédeas de sua vida. Numa performance sutil e arrebatadora, Whopi estreou no cinema com o pé direito e sua personagem, inspirada no livro de Alice Walker, ganhou uma das músicas temas mais interessantes de toda a história do cinema: “Miss Celie’s Blues“, cantada pela ótima Margareth Avery. Se achar que tudo isso não é motivo para colocá-la entre as personagens mais memoráveis de todas, reveja seus conceitos.

1º A Noiva, interpretada por Uma Thruman em Kill Bill Volume 1, 2003, e Kill Bill Volume 2, 2004.

Um clássico instantâneo. É assim que Kill Bill pode ser definido. Cheio de planos perfeitos e referências ao cinema, Kill Bill foi filmado magistralmente e antes mesmo de seu lançamento já era o filme mais cool do ano. A história de uma noiva que acordava dez anos depois de ter levado um tiro na cara e saía a caça de seus assassinos à primeira vista não era nada original. Mas a força da personagem de Uma, que se revela pouco a pouco, apresenta motivações verossímeis as suas ações e encontra no final a redenção que toda mulher procura. E ela chora.

Menções honrosas: Susan Sarandon como a mãe de Lorenzo, n’O Óleo de Lorenzo, desafiando a ciência por amor à seu filho; Sigourney Weaver pela durona Tenente Ripley, da quadrilogia Alien, provando que é mais macho que muito homem ao enfrentar sem medo os monstrengos alienígenas; Cate Blanchett interpretando a mulher mais poderosa do mundo em Elizabeth e reprisando o papel em Elizabeth – A Era de Ouro; a fofura de Audrey Tautou na pele de Amelie, n’O Fabuloso Destino de Amelie Poulain; Angelina Jolie quebrando tudo como Lara Croft em Tomb Raider, provando, mais uma vez, que o mulheres também sabem fazer filmes de ação; Nicole Kidman como Satine em Moulin Rouge, interpretando a prostituta que decide abrir mão de tudo por amor; a Erin Brockovich, de Julia Roberts, inspirada na história real da mulher que desafiou toda uma corporação; Rosane Mulholland encarnando com perfeição o retrato da contradição de uma garota suburbana e atrevida em Falsa Loura; toda intensidade, no sentido mais absoluto da palavra, retratada na Isabelle, de Eva Green, em Os Sonhadores; a volúpia adolescente de Lolita, de Dominique Swain, no sarcástico e, pra muitos, arrastado filme inspirado no clássico de Nobokov… a menção mais honrosa de todas:

Thelma e Louise, de Geena Davis e Susan Sarandon. A força das duas mulheres que saem foragidas pelas estradas dos EUA impressionante do início ao fim. Um verdadeiro manifesto feminista e um marco do cinema, o filme conta ainda com um dos melhores finais de todos os tempos.

4 Comentários

Vem Aí: “Histórias de amor duram apenas 90 minutos”, com Caio Blat

07/03/2010 às 16:09 em Telinha & Telão

Um filme nacional específico tem feito barulho em eventos como o Festival de Cinema do Rio e em outros que tem sido exibido: ele chega às telonas pra todo mundo ver no dia 12 desse mês. Trata-se de Histórias de amor duram apenas 90 minutos, o primeiro filme do diretor Paulo Halm, que já possui uma extensa carreira como roteirista em nosso cinema.

Em entrevista, Halm, responsável por roteiros de sucessos nacionais como Cazuza – O Tempo não pára e a versão cinematográfica da peça Pequeno Dicionário Amoroso definiu o longa como “o retrato de uma geração que tem talento, mas nunca decola”. O título, sarcástico e que chama a atenção, refere-se ao tempo que o amor pode durar – tanto na ficção, quanto na vida real.

O protagonista da trama é um jovem escritor, Zeca, vivido por Caio Blat, que está envolvido no processo de criação de seu novo livro. Dramático e extremo, entrega-se a delírios de amor por sua noiva, Júlia, vivida por Maria Ribeiro (mulher de Blat também fora da ficção) que, por sua vez, possui planos e ambições bem diferentes para o relacionamento que os dois mantém e para sua própria vida. A chegada de uma terceira personagem promete mudar radicalmente o cotidiano do casal em crise, e faze-los pensar sobre suas reais necessidades, ambições e vontades.

O filme tem sido brindado pelo público e mídia especializada como uma comédia dramática que emociona pela simplicidade: o dia-a-dia dos protagonistas, seus sabores e vitórias são mostrados da forma mais natural possível, e o encanto dessa história de amor (ou mais que isso?) reside na idéia de que tudo o que é mostrado parece plausível e deriva das diversas sensações e decisões que passam pela cabeça das pessoas, como se cada um arquitetasse o seu próprio destino. Ui.

Se Histórias de amor duram apenas 90 minutos é bom como promete, grande parte das pessoas – inclusive o pobre Miolaoteam, que nunca foi convidado para festivais de cinema (?) – saberá daqui há poucos dias: pelo menos no Rio e em Sampa o filme estréia na próxima sexta, dia 12/03/2010. Se você ficou curioso, veja o trailer abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

1 Comentário

Framboesa de Ouro 2010: Os Piores do Cinema

07/03/2010 às 10:19 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

Tradicionalmente realizado na véspera do Oscar -pasme, Simone, o Oscar é hoje!-, rolou ontem o Framboesa de Ouro.

O prêmio que elege os piores do ano do cinema é escancaradamente debochado, bem humorado… e também um pouquinho implicante. Um exemplo disso foi a indicação de Madonna para pior atriz da década. Quer dizer, em quantos filmes Madonna atuou nos últimos 10 anos? Fez uma pontinha em 007 – Um Novo Dia Para Morrer, o esquecível (e fofo!)  Sobrou Para Você e o super duvidoso Destino Insólito, há uns 8 anos. Obsessões à parte (pegaram essa? Mariah também foi indicada por sua aventura megalomaníaca em Glitter – O Brilho de Uma Estrela), o prêmio de pior da década foi para a devassa da Paris Hilton por seus papéis em A Gostosa e a Gosmenta, o ótimo A Casa de Cera e o musical Repo: The Genetic Opera.

Paris, não fique triste com isso! Se até Sandra Bullock, que neste ano venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz e tem chances de levar o Oscar, também ganhou o Framboesa, você ainda tem chances de mostrar seu valor. Hahaha!

Aliás, a vitória de Miss Bullock na categoria de Pior Atriz do Ano foi o melhor momento da noite. Por quê? Porque a Sandra foi tão sensacional e bem humorada que nem se importou com o paradoxo e foi BUSCAR o prêmio. Tudo isso porque ela tinha prometido, quando soube da indicação, que se vencesse faria questão de pegar o troféu. Saca só o discurso dela:

Acho este prêmio extraordinário! E não sabia que, em Hollywood, tudo o que teria de fazer para ganhar o prêmio é dizer que iria aparecer na cerimônia. Se eu soubesse disso, teria dito que apareceria no Oscar há muito tempo.

Tem como não amar, Brasil?

Além de faturar o Framboesa de Pior Atriz ela também dividiu o de pior dupla com Bradley Cooper, que está atualmente em cartaz com o fraquinho Idas e Vindas do Amor. Maluca Paixão, o filme que rendeu esses prêmios maravilhosos, foi lançado no Brasil direto em DVD e chegou as prateleiras de locação semana passada.  Se você ainda não viu, vale ver. Apesar de ruinzinho, Sandra está impagável e o filme rende boas risadas…

Voltando ao assunto Framboesa de Ouro, confira abaixo a lista dos outros vencedores:

Pior Filme
Transformers: A Vingança dos Derrotados

Pior Ator
Os irmãos Jonas, por Jonas Brothers 3D: O Show

Pior Atriz
Sandra Bullock  por Maluca Paixão

Pior Dupla
Sandra Bullock e Bradley Cooper por Maluca Paixão

Pior Atriz Coadjuvante
Sienna Miller por G. I. Joe: A Origem de Cobra

Pior Ator Coadjuvante
Billy Ray Cyrus por Hannah Montana: O Filme

Pior Refilmagem, Prequel ou Sequência
O Elo Perdido

Pior Diretor
Michael Bay por Transformers: A Vingança dos Derrotados

Pior Roteiro
Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman por Transformers: A Vingança dos Derrotados

Prêmio Especial 30 anos

Pior Filme da Década
A Reconquista (2000)

Pior Ator da Década
Eddie Murphy

Pior Atriz da Década
Paris Hilton

Bom, agora que o Framboesa de Ouro já foi e que Bullock é, oficialmente, a pior atriz do ano, o lance é esperar logo mais à noite e ver se Sandra também consegue levar o título de Melhor Atriz de 2010… Hahaha!

Seja o primeiro a comentar

The Runaways: Uma das melhores trilhas do ano?

01/03/2010 às 17:12 em No Som, Telinha & Telão

Já falamos por aqui o quanto The Runaways, filme baseado na história da formação da banda homônima, promete ser interessante…

E como se não bastasse a história explosiva e conflituosa da banda, agora temos mais um bom motivo para aguardar seu lançamento: a trilha!

Como era de se esperar alguns semi-clássicos da própria banda estarão presentes no disco, além de faixas de artistas que as influenciaram e que contribuíram -e muito- para a história da música, como David Bowie, MC5, Suzi Quatro e The Stooges.  Mas a surpresa mesmo ficara por conta das faixas Cherry Bomb e California Paradise que trará nos vocais a própria Dakota Fanning. Kristen Stwart também soltará a voz em Queens Of Noise, um dueto com Dakota.

Se você já teve a chance de assistir Hounddog, pode ver que a talentosa Dakota não decepciona quando o quesito é cantoria.

A trilha sonora, infelizmente, não tem data de lançamento definida, mas certamente poderemos ouvir todas as músicas antes do filme, que só chega por aqui em 24 de setembro.

3 Comentários

#VemAí: “The Runaways”, com Kristen Stewart e Dakota Fanning

20/02/2010 às 04:02 em Telinha & Telão

Em 1975, surgia uma banda feminina que iria marcar o cenário musical daquela década: estamos falando de “The Runaways”, grupo que possuiu algumas formações diferentes durante seus anos de existência e contou com a presença da lenda do rock Joan Jett em uma delas – artista que, na fase adulta, lançaria hinos da música como I Love Rock’n Roll e Bad Reputation, mas que na época era apenas uma adolescente que engatinhava nesse meio, como suas parceiras de banda.

Sua trajetória gerou grandes polêmicas no cenário artístico durante aquela época, assim como diversos grupos compostos por mulheres com atitudes radicais que surgiram antes e depois da The Runaways. A mistura de sensualidade exacerbada, feroz presença de palco e o som pesado chocou os mais conservadores e arrebatou fãs ao redor do mundo até 1979, quando a banda acabou oficialmente e cada integrante partiu para um lado, assumindo outros projetos dentro e fora do mundo da música.

Imagem de Amostra do You Tube

A agitada história da banda poderá, em breve, ser vista nas salas de cinema:  a diretora italiana Floria Sigismondi irá adaptar a trajetória da banda na sua primeira empreitada em Hollywood – antes, ela só havia dirigido videoclipes de artistas como White Stripes, Fiona Apple, Björk, Christina Aguilera, Incubus e The Cure. Nada mais apropriado do que começar com um projeto, de certa forma, relacionado ao que ela costumava fazer.

O elenco do filme possui dois nomes de peso da nova geração de atrizes: Kristen Stewart (a Melinda, de O Silêncio de Melinda ou…ok, ok, a Bella de Crepúsculo) e Dakota Fanning, a garotinha de O Amigo Oculto e Grande Menina Pequena Mulher, que está com quinze anos de idade agora e já possui um currículo extenso – merecidamente – de fazer inveja à muito ator veterano. Stewart interpretará Joan Jett, enquanto Dakota será Cherrie Currie, a primeira vocalista das The Runaways.

Um ponto interessante sobre a produção é que algumas integrantes originais estão envolvidas no processo de filmagem: Jett é produtora executiva, enquanto Currie visita os sets de filmagens e tem encontros freqüentes com sua intérprete nas telonas. Outras, por sua vez, não se manifestaram ou não aprovaram plenamento o projeto, como Lita Ford, uma das ex-guitarristas que compuseram a banda. Inicialmente ela, que agora trabalha em projetos solo, deixava claro que queria que as pessoas soubessem que não tem nada a ver com o filme. Essa postura mudou depois que ela conheceu Scout Taylor-Compton, atriz e aspirante a cantora que a interpretará no filme, mas ainda existem algumas ressalvas…

O longa, mesmo antes da estréia, já tem gerado um certo alvoroço: muito tem sido comentado sobre uma suposta cena onde as duas atrizes citadas trocam um beijo caloroso. Floria, a diretora, ainda afirmou em declarações que um topless de Dakota Fanning seria incluído no filme se ela tivesse a idade legal para que isso acontecesse. Tenso!

Polêmicas banais? O fato é que, pelo que parece, se o filme seguir à risca tudo o que é dito sobre o grupo, nem mesmo a censura será muito branda. Nós poderemos conferir em breve: a estréia está prevista para 17 de Março nos EUA, e ainda não há previsão de chegada aqui no Brasil. Assista abaixo um promo que mostra Cherrie (Dakota) e Joan Jett (Kristen) se encontrando pela primeira vez:

1 Comentário