MIOLÃO • Cinema
 

All posts in Cinema

Trilha de Cinema: Your Arms Around Me, Jens Lekman

Drew Barrymore mostrou no filme “Whip It”, sua estréia na direção, que sabe injetar “ar fresco” a uma história que não possui grandes novidades. Baseada no livro “Derby Girl”, de Shauna Cross, a produção soa tão despretensiosa que é difícil não se divertir demais ao assisti-la.

“Garota Fantástica” (tradução que o título ganhou por aqui, e que entraria fácil pra lista de “Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos”) acompanha Bliss Cavendar (a fofa Ellen Page), uma menina que mora no interior do Texas e se sente bastante desanimada quanto às perspectivas do local e os desejos que sua mãe possui para sua vida. Enquanto a mulher almeja que a filha seja campeã de concursos estaduais de miss, a protagonista deseja escapar daquele pequeno lugarejo e de sua realidade opressora. Ela encontra uma forma de reivindicar sua liberdade ao entrar para um time feminino de roller derby, esporte um tanto agressivo e praticado sobre patins.

O frenesi adolescente e a energia vibrante dessa fase de transição na vida de Bliss são muito bem conduzidos, alternando entre sequências ágeis de comédia e ação e outras mais ternas, onde a moça prova de seus dissabores e descobertas. Todas elas são embaladas por canções distintas, que parecem retratar a confusão de sentimentos vividos pela personagem principal: se no livro ela se declara fã de indie-rock, o filme explora outros gêneros e apresenta gravações de rock, folk, R&B e afins entre seus destaques. Essas faixas, que não fariam tanto sentido quando juntas em outro contexto, funcionam tão bem na telona que a gente corre pra procurar o disquinho após a exibição.

Continue lendo →

As Aventuras de Agamenon – O Repórter

Mesmo depois de produções como O Que É Isso Companheiro?, Central do Brasil, Cidade de Deus, Lisbela e O Prisioneiro, O Homem do Futuro e O Palhaço, ainda há quem diga que o cinema nacional não tem qualidade. Tenho pra mim que se essas pessoas vissem As Aventuras de Agamenon – O Repórter mudariam de ideia.

O filme, escrito por Hubert e Marcelo Madureira, conhecidos pelo humorístico televisivo Casseta e Planeta, é uma pequena pérola do nosso cinema. Bem escrito e coerente, o longa é dono de um humor inteligente e tiradas inspiradas que fazem o público ter síncopes de risos. Conseguindo a façanha de nos colocar em igual posição a grandes produções de Hollywood, como o esfuziante Norbit e o maravilhoso As Branquelas, As Aventuras de Agamenon – O Repórter é, além de um bom longa, um retrato político e social do nosso país.

Continue lendo →

The Darkest Hour

Ao contrário do que o título do filme sugere, A Hora da Escuridão (The Darkest Hour, 2011) não é um filme de terror. O segundo longa de Chris Gorak, diretor do irregular O Procurado (até hoje não me conformo como um filme pode ter um início tão promissor e virar… aquilo!), A Hora da Escuridão se enquadra mais no gênero catástrofe-fim-do-mundo do que no suspense ou no horror propriamente dito.

Em econômicos 89 minutos, Gorak nos mostra Sean (Emile Hirsch) e Ben (Max Minghella), dois estadunidenses que viajam para Rússia a fim de vender uma espécie de “rede social”. As coisas não saem muito bem como o planejado e eles, frustrados, partem para curtir à noite da cidade e acabam encontrando duas turistas (Olivia Thirlby e Rachael Taylor). No entanto, o clima de flerte e azaração é cortado abruptamente quando todas as luzes do lugar se apagam. Assustados, os clientes da casa noturna saem e observam esferas de energia “caindo do céu”. Hipnotizados com a beleza das imagens eles logo voltam a realidade quando um policial, ao “encostar” em um desses núcleos de energia com um cassetete, tem seu corpo desintegrado diante de seus olhos. A partir daí a confusão, desordem e gritaria toma conta do ambiente e o caos se instaura.

Depois de uma sequência eletrizante, com o perdão do trocadilho, nossos quatro heróis e uma personagem que se assemelha a um vilão (Joel Kinnaman) ficam presos por uma semana dentro de um “cômodo secreto” da danceteria, numa espécie de bunker. Quando saem, puft, descobrem que, aparentemente, são os últimos sobreviventes. Perdidos e longe de casa, eles decidem ir a embaixada estadunidense para procurar ajuda. Todavia, como era de se esperar, a tarefa se mostra insólita e eles acabam enfrentando obstáculos inimagináveis…

A história não é das mais originais. A gente já viu isso outras vezes. No entanto, a execução é bastante… Interessante.

Continue lendo →

Sherlock Holmes: A Game Of Shadows

É só um chute, mas tenho para mim que se você ficar na porta de um cinema após a exibição de Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game Of Shadows, 2011) e perguntar para as pessoas que estão saindo se elas gostaram do filme, aposto que 9 entre cada dez vão dizer que adoraram o que viram e que o longa é maravilhoso. Eu, pelo menos, diria isso.

Rasgaria elogios a essa sequência porque o produto que Guy Ritchie entrega é tão extasiante, vibrante e cheio de paixão que eu não teria forças para me render. Pelo menos não enquanto os créditos finais estivessem passando.

Isso aconteceria porque a quantidade de informações que o diretor de Snatch – Porcos e Diamantes joga na tela durante os 129 minutos de projeção é muito grande. Não há tempo para pensar, de fato, sobre o que se vê. O cuidado que Ritchie emprega para preencher cada segundo de seu filme com uma cena de ação, piada, efeito sonoro ou explicações ultra didáticas, é tamanho que não sobra espaço para que a gente “participe”. A única alternativa é assistir sem questionar. Somos espectadores no sentido mais amplo da palavra. E olha que o argumento apresentado pelos roteiristas Michele Mulroney e Kieran Mulroney não é nada “difícil”.

Continue lendo →

Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 2

filmesmaisesperados2

Dando continuidade a nossa lista dos filmes mais aguardados de 2012, apresento à vocês a segunda e última parte. Se na abertura de nosso especial priorizamos longas com um alto potêncial de sucesso, aqui focamos nossos esforços em apontar produções que vão brilhar bastante nos próximos meses devido ao buzz gerado pelo Globo de Ouro – que rolou ontem – e ao Oscar.

Ah! Antes que alguém note algumas ausências em ambas seleções, vale dizer que a gente usou como critério eliminatório o fato de já termos falado sobre os filmes em algum “Vem Aí” (adeus, Carnage!) e também a proximidade de estreia – não faria sentido falar de As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne, Precisamos Falar Sobre o Kevin e, sei lá, Drive, sendo que todos eles estrearão nas próximas semanas.

… Enfim, eis o que restou: atores consagrados, filmes ultra comentados e premissas empolgantes. Bora conferir?

Continue lendo →

Trilha de Cinema: Maniac, Michael Sembello

Não adianta negar. Esse é um daqueles filmes de mulherzinha. A história de Alex (Jennifer Beals), a garota que encara um trabalho normalmente atribuído a homens e que, apesar de não ter feito qualquer treinamento profissional, sonha com a vaga em um prestigiado conservatório de dança além de se envolver com o próprio chefe, parece ter saído de um daqueles livrinhos de banca de jornal. Só falta a panela de brigadeiro para você se jogar no sofá e colocar o DVD, certo?

Nada contra esse tipo de história, mas faz com que a gente se pergunte como um filme tão clichê e tão feminino como Flashdance pode ter se tornado um clássico desse tamanho.

A resposta é simples.

Continue lendo →

Top 5: Musicais Que Revolucionaram O Gênero

moulinrouge2

Há quem subestime os musicais e os considere entediantes. Ou mesmo alienantes, já que se tratam de filmes onde as pessoas cantam, dançam e são felizes. Se eles fossem só isso, talvez a razão estivesse mesmo do lado de quem faz pouco caso do gênero. Porém, com o tempo, temáticas políticas e altamente pertinentes à sociedade foram sendo inseridas em longas do tipo, fato que faz com que essa teoria caia por terra.

E mesmo que não fosse assim: como alguém pode desprezar filmes em que os atores são forçados a dar o máximo de si? Porque sim, os musicais exigem atores completos, que sejam capazes de cantar, dançar e ainda construir um persoangem que, mesmo que quase sempre cantando, possua alguma complexidade.

Dessa maneira, a vontade de escrever um Top 5 a respeito de musicais sempre existiu. Porém, dada a abrangência do tema, seria complicado eleger apenas cinco filmes capazes de representar o que foi produzido no gênero até aqui. Assim, começamos a pensar numa maneira de delimitar. Surgiram então ideias como falar a respeito de musicais com pano de fundo histórico e, entre tantas outras, a ideia que resolvemos por em prática: musicais revolucionários.

A palavra “revolucionário” pode se mostrar um tanto quanto subjetiva. Especialmente quando colocada no campo da arte. Porém, gostaríamos de deixar claro que aqui a dita revolução será compreendida como inovação. Seja pelo pioneirismo ao tratar determinado tema, pela estética ou ainda pelo contexto de produção, todos os longas contidos nessa lista, quando foram produzidos, trouxeram frescor para o gênero e acabaram por influenciar produções posteriores.

Preparados para conferir os escolhidos?

Continue lendo →

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259