
É difícil passar um dia da sua vida sem ver a imagem de Marilyn Monroe estampada em alguma coisa. Adolescentes carregam por aí bolsas com fotos da atriz em poses sensuais. Restaurantes que desejam evocar uma atmosfera retrô ostentam sua fotografia na parede. Sites de moda usam a moça em seus layouts. Enfim: Marilyn é um ícone. Apesar de eu me perguntar, constantemente, se as pessoas hoje em dia têm idéia da grandeza de Monroe, sempre que surge algo a respeito da moça, seja na TV ou no cinema, eu acabo conferindo. Com Sete Dias Com Marilyn não seria diferente.
Diferente mesmo foi a experiência, já que nunca conseguiram fazer nada tão encantador e charmoso sobre ela quanto esse filme. Mostrando mais do que a história de um mito de Hollywood, na medida em que não mostra só o impacto cultural que a atriz causou, Sete Dias Com Marilyn conta um outro tipo de impacto, mais sutil, perceptível para aqueles que, em algum ponto da vida, conviveram com ela.
Baseado nas memórias de Colin Clark (Eddie Redmayne), Sete Dias Com Marilyn narra o período em que Marilyn Monroe (Michelle Williams) esteve na Inglaterra para filmar O Príncipe Encantado, filme que seria dirigido por Sir Laurence Olivier (Kenneth Branagh). Focado tanto na produção do longa e nas dificuldades da equipe em conciliar as gravações com a crise de sua atriz principal, quanto no relacionamento de Marilyn com Colin, o longa apresenta uma imagem diferente do que a maioria das pessoas tem de Monroe: se, para o grande público, ela era uma mulher sexy e que exalava confiança, em Sete Dias Com Marilyn isso é desmistificado. Até porque o compromisso do filme com a “verdade histórica” parece tão ter limites – o que é evidenciado também por suas ambientações, figurinos e fotografia, que recriam a década de 50 com precisão.
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