
De todas as bandas que vieram salvar o rock nos idos de 2000 o Yeah Yeah Yeahs talvez seja a que escolheu os caminhos mais interessantes. Fugindo do óbvio e sendo criativos como poucos, eles eram a aposta menos segura de uma legião de críticos que pareciam mais eleger heróis do que criticar de fato os músicos daquela época.
Mesmo que não carregassem o título de “salvadores” – e desde quando o rock precisou ser salvo? -, a banda chamava a atenção de todos por transpirar rock’n'roll e fazer bonito em qualquer área em que atacasse.
Com quase uma década de estrada, separamos 3 Momentos para entender o que o Yeah Yeah Yeahs foi, o que o Yeah Yeah Yeahs é e o que o Yeah Yeah Yeahs pode ser.
O início: Maps, 2004
O trio, oriundo de Nova York, estreou com um EP em 2001 sem fazer muito barulho. Anos depois, em 2003, lançaram um aclamado debut recheado de uma fúria dilacerante alternando momentos de libertinagem, sujeira e… amor.
Maps, terceiro single do disco, caiu no gosto dos alternativinhos de plantão: o belíssimo clipe correu as tv do mundo e foi indicado a prêmios importantes como Melhor Direção de Arte, Melhor Edição e Melhor Fotografia do VMA de 2004.
Tão bonito e onírico quanto o vídeo foi a apresentação da canção pela banda no MTV Movie Awards de 2004:
De tirar o fôlego.
O meio: Gold Lion, 2006
As guitarras continuavam lá. A voz e a presença de Karen O também. Mas alguma coisa tinha mudado. Dividindo opiniões, Show Your Bones, segundo disco da banda, de 2006, trouxe um Yeah Yeah Yeahs renovado. No repertório não havia nenhuma canção furiosa como Pin ou graciosa como Maps, mas o lead-single comprovava que a banda ainda dava conta do recado.
O vídeo, dirigido por Patrick Daughters, é até hoje um verdadeiro deleite estético e uma unanimidade entre os fãs. Também pudera, há clipe mais legal e refrão mais pegajoso?
O recomeço: Zero, 2009
Quem se atreveu a declarar a morte da banda após o segundo disco engoliu palavra por palavra com o lançamento de Zero, primeiro single de It’s Blitz!
Zero marcou uma nova fase no som da banda. Mais maduros e interessantes do que nunca, o Yeah Yeah Yeahs ousou ao deixar as guitarras - sua marca registrada – de lado e apostar num som repleto de sintetizadores e efeitos.
Paradoxalmente ao que se poderia supor, o resultado obtido em Zero foi incrível: a música cresce a cada audição e contagia, fazendo com que a gente “reaja” instantaneamente.
Não à toa, foi considerada uma das melhores faixas do ano pelas principais publicações do mundo.
Acompanhar a evolução do Yeah Yeah Yeahs é ao mesmo tempo atrativo e difícil. Difícil porque olhar todas as mudanças de longe, sem se envolver, é tarefas das mais impossíveis. E é atrativo justamente por isso. Que venha o futuro.


















