MIOLÃO • #1
 

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Sample: Crazy in Love, Beyoncé

Muito tem se falado sobre Run The World (Girls), o single novo da Beyoncé que tem sample de Pon The Floor, do Major Lazer (ou, se você preferir, da ‘banda do Diplo’). Toda trabalhada nas batidinhas aceleradas, nossa Honey Bee pinta e borda criando um hit pegajoso e selvagem pronto pra agitar qualquer pista. Mas isso, meus amigos, aposto que vocês já sabem. O que nem todo mundo sabe é que não é de hoje que Bey busca referências em outras canções para compor seu trabalho.

Lançada em 2003 para divulgar Dangerously in Love, seu disco de estreia, a bombástica Crazy In Love também contou com uma “ajudinha” de outra música… E é isso que a gente vê por aqui hoje.

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Katy Perry em: isso é que é sucesso

Teenage Dream, o segundo e badalado disco de Katy Perry, não para de render frutos para a artista.

Depois de lançar 3 músicas de sucesso, Katy cravou seu nome na história da música ao atingir com E.T., seu último single em parceria com Kanye West, o primeiro lugar na Billboard. Historicamente falando, essa foi a nona vez em que um artista conseguiu emplacar 4 singles de um mesmo álbum no topo da parada.

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Music Monday Alicia Keys – The Element Of Freedom

Mesmo com a recepção morna a “Doesn’t Mean Anything”, primeiro single de The Element Of Freedom, o quinto álbum de Alicia Keys promete ser um dos mais aguardados do ano.

Além do talento notável e incontestável da artista, o disco contará com outro atrativo: “Put It in a Love Song”, uma das canções, terá  a participação de ninguém menos que Beyoncé.

Aliás, parece que Alicia está bem interada com a família Z-Knowles, já que recentemente Keys participou da faixa “Empire State Of Mind”, presente no disco The Blueprint 3, de Jay-Z, que foi um estrondoso sucesso nos EUA, chegando a ficar por duas semanas seguidas em #1 no Hot 100 da Billboard. O sucesso foi tanto que Alicia resolveu incluir uma versão própria da música em seu novo disco, intitulada de “Empire State Of Mind, Part 2″.

Como parte da divulgação, no próximo dia 1º de dezembro, às 20h00, no horário de Nova Iorque, algo como umas 23h00 no horário de Brasília, Alicia Keys vai apresentar um show ao vivo no youtube, direto do Nokia Theater de NYC, na íntegra! Fiquem ligados, pois o show promete!

Enquanto o álbum não dá as caras por aqui, a gente fica na vontade ouvindo o segundo single, “Try Sleeping With A Broken Heart”, que foi divulgado na última terça-feira, dia 17/11/2009 (download aqui). E pra quem não tem ainda, aqui tem a já citada “Doesn’t Mean Anything” pra download. Enjoy!

Sabe a Pixie Lott?

Capa do álbum de estréia de Pixie Lott

De tempos em tempos, aparecem novas “sensações” da música que estouram na Europa e chamam a atenção do público. Os olhares, dessa vez, estão virados para Victoria Louise Lott – conhecida como Pixie Lott, cantora de apenas 18 anos nascida no Reino Unido e que está conquistando as paradas, principalmente por lá, com seu primeiro disco, “Turn It Up”, lançado em meados de Setembro.

Ela está sendo “vendida” pela mídia especializada como uma cantora que está na mesma categoria de Joss Stone e Duffy. Devemos dizer, porém, que o trabalho da novata ainda não possui a “consistência” daqueles lançados por essas outras artistas. Não que seja ruim, pois não é: mesmo não trazendo nada de inovador, também não ofende. É simpático e gruda no ouvido. Algumas músicas lembram aquelas do início da carreira de Christina Aguilera, e nas mais lentas, sua voz remete à Kelly Clarkson. É nas mais agitadas, porém, que o disco se torna mais interessante.

Já foram lançados três singles até o momento:

Imagem de Amostra do You Tube

O primeiro, “Mama Do”, que atingiu a #1 posição nas paradas britânicas e em vendas no ITunes UK…

Imagem de Amostra do You Tube

…a contagiante “Boys and Girls” , que também atingiu a primeira posição no Reino Unido e é uma das melhores faixas do CD…

Imagem de Amostra do You Tube

…e a baladinha “Cry Me Out”, que dá cárie de tão doce, mas convence.

Sua música mistura elementos do R&b “jovem” e do pop radiofônico, mas com uma pitadinha “vintage” discreta. Um dos produtores do álbum é Red One, que trabalhou com Lady Gaga em “The Fame”. A cantora, que também já participou de musicais teatrais e especiais de tevê quando adolescente, esteve em turnê com a banda The Saturdays meses atrás, concorreu, entre outros prêmios, ao EMA de “Artista Revelação”, gravou recentemente músicas para o jogo The Sims 3 em simlish – sim, aquela língua bizarra que os personagens do jogo usam pra se comunicar  - e até criou uma camisa da grife Moschino, para fins beneficentes. A sua popularidade só está aumentando, e se você quiser conhecê-la melhor, vale lembrar que a versão nacional do CD já está à venda por aqui e você consegue encontrá-lo na rede pra baixar fácil, fácil. A cantora também está no Twitter: www.twitter.com/pixiesongs.

Pixie Lott

Nem precisa apertar a barriga pra que ela cante! ;)

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 3

britneypronta

A união com Madonna em Me Against The Music pode não ter tido o êxito esperado, mas trouxe Britney de volta a mídia por sua música, além de ter sido o prequel perfeito pro que estava por vir.

Toxic, segundo single de In The Zone, foi um marco na carreira de Britney, equiparável apenas a … Baby One More Time e, recentemente, a Womonizer. A música foi número #1 no mundo e chegou ao 9º lugar do Hot 100 da Billboard.
A produção impecável de Bloodshy & Avant venceu o Grammy de melhor gravação dance e foi responsável por apresentar o time de produtores ao mundo. A parceiria de sucesso viria a se repetir nos trabalhos posteriores de Britney. Amada tanto por fãs quanto por ‘haters’, Toxic nasceu para ser um clássico, aquele tipo de canção que quando toca, independente da época ou do humor de quem escuta, faz vibrar. Regravada à exaustão, Toxic transcendeu as barreiras da pop music e invandiu a cena alternativa e cool com versões elegantes de Yael Naim, Hard Fi, Tristan Prettyman, Chloe Lattanzi (filha da Olivia Newton John)e Mark Ronson. Há quem diga que todo crédito se deve aos aclamados produtores, mas será que se fosse qualquer outro interprete cantando ela teria o mesmo impacto? Quanto a isso só nos resta especular. Mas o fato foi que o mundo percebeu que valia ficar atento não só a vida de Britney, mas também em sua música.

Vivendo uma ótima fase comercial Britney lançou o último single oficial de seu disco no mesmo ano. Everytime tocou a exaustão nas rádios do mundo inteiro e seu belíssimo clipe, dirigido por ninguém menos que David LaChapelle, mostrou uma Britney fragilizada e humana, que tinha uma vida por trás de toda essa loucura chamada fama.

O que ninguém poderia imaginar era que logo após a ótima fase do In The Zone, Britney entraria em uma sinuca de bico que quase acabaria com sua imagem para sempre. Eu disse quase.

Após o sucesso de In The Zone, Spears retornaria pouco mais de um ano depois com sua primeira coletânea: Greatest Hits My Prerogative. O disco que foi lançado para cumprir contrato com a Jive gerou polêmica na época de seu lançamento pois, segundo a crítica, não havia intenções artísticas. Tudo que queriam eram vender. E venderam. Como toda boa coletânea caça-níquel, Greatest Hits My Prerogative reuniu quase todos os singles de Britney, sendo sucesso ou não. Tendo como carro-chefe o cover de Bobby Brown, ex-esposo de Whitney Houston, My Prerogative contou com um dos videoclipes mais caros da história do entretenimento e apresentou ao mundo Kevin Federline, esposo de Britney.

Poucas vezes um cover fez tanto sentido. Quando Britney cantava “They say I’m Crazy! I really don’t care/That’s my prerogative (…) / Everbody’s talking all this stuff about me/ why don’t they just let me live?… I don’t need permission, make my own decisions/That’s my prerogative” (“Eles dizem que sou louca! Mas eu realmente não ligo/ Essa é minha prerrogativa (…)/Todo mundo está falando tudo sobre mim/Por que eles simplesmente não me deixam viver? … Eu não preciso de permissão, tomo minhas próprias decisões/Essa é minha prerrogativa).

Apontado por muitos como um aproveitador o ex-dançarino foi visto como vilão e culpado pela “queda” de Britney durante muito tempo. E ele era mesmo tudo o que diziam. Mas, mesmo com tudo, Kevin concedeu a Britney a possibilidade de se rebelar. Foi nessa época que os primeiros atritos com seu empresário, Larry Rudolph, começaram a surgir. Britney queria as rédeas de sua carreira e assumir completo controle sobre as direções a serem tomadas. Britney estava crescendo e, dessa vez, não era só um golpe de marketing. Uma prova disso foi o vídeo de Do Somethin’, segundo single do álbum, que contou com sua co-direção, assinando com o pseudônimo do alter-ego Monalisa. O divertido clipe tinha pouco apuro estético se comparado a qualquer vídeo da moça, mas mesmo com decifiências, o clipe era diferente o suficiente para agradar aos fãs. Uma Britney divertida, insana e sexy dominava cada frame, deixando um gostinho de quero mais por que estava por vir.

Ambiciosa, Britney tinha planos de fazer um disco chamado Original Doll. Considerado “pesado” demais por sua gravadora, o projeto foi vetado, mas seus resquícios puderam ser conferidos quando Britney tomou a iniciativa de ir a Kiss FM e divulgar a demo de uma das canções, a excelente Monalisa e também quando Outta This World foi lançada como bônus do DVD Britney & Kevin, Chaotic.

Tal incidente só comprovou o fato de que Britney NÃO era só uma marionete. Britney tinha vontade. Mas toda vontade não foi suficiente para bater de frente com sua gravadora.  Com o projeto arquivado e sem lançar nada de novo, sua vida pessoal foi novamente foco dos tablóides. A conturbada relação com Kevin, a gravidez e o afastamento do meio artístico gerou um mórbido interesse por parte do público e da mídia. Todos queriam um pedaço de Britney. Só que dessa vez Britney não estava disposta a ceder.

continua…

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 2

Britney Spears Slave 4 Us

Britney Spears, a garota (supostamente) virgem do interior de Louisiana, que provocou a imaginação de milhares de americanos estava crescendo.

E foi no VMA de 2001 que todos os olhos do mundo puderam comprovar isso. Apresentando I’m Slave 4 U, lead-single de seu terceiro álbum, intitulado somente de Britney, Spears se mostrou mais sexy e polêmica do que nunca. Com uma coreografia atrevida, animais selvagens no palco (e em seu pescoço!), e roupas “ousadas” Britney foi, novamente, o centro das atenções.  A pequena menina estava ainda mais linda e insinuante.

Aos olhos dos fãs, Britney estava crescendo, assim como eles. Ela cantava em suas músicas que cansada de se sentir super protegida (Overprotected), que queria mesmo se divertir (I’m Slave 4 U) e que ninguém sabia o quão duro era ser ela (What It’s Like To Be Me), ao mesmo tempo em que enfrentava as dúvidas da transição entre ser uma menina e uma mulher (I’m Not A Girl, Not Eyet A Woman). Analisando a situação de um jeito um pouquinho mais crítico, podia se notar que Britney clamava urgente por uma reinvenção.

Seu efeito no mercado pop fora tão devastador, que acabou abrindo portas para outras estrelinhas loiras e supostamente talentosas, como Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore. Toda gravadora queria sua Britney, e a equipe de Britney percebendo isso mudou logo de estratégia, pois se continuassem no caminho seguro que estavam, logo não despertariam mais taaanto interesse assim no público… Vender Britney como uma adolescente lascíva foi um golpe de mestre. Mais desinibida em entrevistas, mais segura como “artista” (nesta fase, Britney co-escreveu 6 músicas) e mais sexual do que nunca, Britney estava dando o que falar. Ela estava em todas. Naquele ano ela estampou a capa das principais revistas do mundo, invadiu o mundo dos games com o jogo Britney’s Dance Beat e as telonas do mundo inteiro com o morninho Crossroads – Amigas Para Sempre. Tanta exposição assim começou a gerar alguns atritos com a grande mídia. Divulgando exaustivamente o album em programas de tv, Britney falava abertamente sobre qualquer assunto. Era simpática, divertida e incrivelmente viva. Mas até que ponto aquela pessoa que viamos na telinha era de verdade?

Britney, como um produto, vendia revistas e jornais como ninguém. Mas melhor do que defendê-la era criticá-la, atacá-la. Embora seu disco vendesse muito bem para os padrões da época, seus singles não iam tão bem na Billboard. Há quem diga que houve um boicote da principal rádio dos States, que se recusou a tocar suas músicas. O suposto fracasso comercial de seu filme (eu digo suposto, porque em números absolutos ele teve mais audiência que 8 Mile, o filme do Eminem, lançado no mesmo ano) somado ao mau desempenho de seus singles foram motivos suficientes para alguns jornais e revistas dizerem que Britney estava acabada. E foi aí que a mocinha lançou seu segundo single, Overprotected, que quebrou recordes no TRL americano. Apesar dos pesares, a imagem projetada tinha dado certo, a fase foi uma bela transição entre a garota sulista e a mulher adulta. Britney conseguiu manter seus fãs, agregar novos seguidores e licenciar centenas de produtos.

O resultado disso tudo foram 3 hits mundiais e 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo. E o melhor de tudo: uma imagem perfeitamente construída para o que estava por vir. Se bem que, quando Britney se separou do de Justin Queridinho da América Timberlake, seu mundo quase ruiu. Todos souberam através do próprio Justin que Britney não era mais virgem (se bem que, a massiva maioria já desconfiava) e que a então a garota-perfeita o havia traído.

Toda a questão elevou Justin a um patamar de vítima e Britney quase à lona. Mas a garotinha ainda estava viva. E bem viva.

Depois de alguns anos parada, Britney novamente subiu aos palcos do VMA. Em 2003, acompanhada de uma apagada Christina Aguilera e de ninguém menos que Madonna, Britney participou de um dos momentos que entraram para a história da TV: o beijo na boca de Madonna. O beijo teve direito até a uma linguinha safada e a um close no rosto de Justin.

Comentado até o osso em todos os tipos de mídia, o beijo simbolizou que Madonna estava entregando a sucessão de majestade do pop. Mas Madonna não desistiria tão fácil. Depois de todas as críticas pelo belíssimo album American Life, o beijo a colocou novamente em evidência. A maior artista pop do mundo estava em perfeita sintonia com os novos “talentos”. Aquilo significou muito para ambas. E alguns meses depois foi anunciado um dos duetos mais esperados de todos os tempos: Me Against The Music. O lead-single de Britney decepcionou a todos. O que era para ser explosivo soou datado e entediante. Os fãs das Madonna não gostaram e o público em geral recebeu de forma morna. Mais uma vez, o produto Britney começava a apresentar defeito. Se nem Madonna conseguiu fazer com que o single fosse sucesso, será que o álbum teria alguma chance de longevidade? Apesar de estrear na primeira posição da Billboard, In The Zone estava fadado ao fracasso. As quedas seriam vertiginosas se não fosse por uma musiquinha chamada Toxic

continua…

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 1

Britney Spears 1999

Um produto. Uma marionete. Uma gorda. Uma puta que usa o corpo para se promover. Uma “nada” que deu sorte na vida.Uma imitação sem talento de Madonna. Que faz playback.

Quando levantamos o nome Britney Spears, a probabilidade de ouvirmos afirmações como estas é bem alta. Mas implicâncias a parte, vamos aos fatos.

1º A garota tem mais de 10 anos de carreira. Nunca na história um produto deu tão certo e durou tanto.

2º Uma estrela pop, talvez a maior de sua geração, certamente não foi induzida a raspar sua cabeça ou sofrer humilhações públicas. Ela fez isso porque quis.

3º “I’m Mrs. ‘She’s too big now she’s too thin’!

4º Sim, ela usou e usa o corpo. Assim como Marilyn Monroe, Beyoncé, Mulher Melancia e Madonna. Esse fator serve para comprovar talento ou a falta dele?

5º Sorte, sem dúvida nenhuma, é um fator decisivo para colocar alguém no topo. Mas por mais sortuda que uma pessoa possa ser, só sorte não faz ninguém permanecer lá no alto por tanto tempo. Ah, não faz.

6º Qualquer nova loira que aparece no cenário pop é rapidamente comparada à Madonna, pioneira nesse mercado. No entanto, se a própria Madonna se rendeu aos encantos de Britney, participando inclusive numa música em que colocou seu nome pela primeira vez após a palavra “feat.” (Me Against The Music), é porque havia ali algo mais do que uma mera cópia. E analisando bem a trajetória de ambas, por mais que em alguns pontos os caminhos coincidam (a rejeição do público na fase Erotica de Madonna pode ser comparada a rejeição que Britney sofreu em sua fase amalucada), há diferenças gritantes entre elas. A principal é que Madonna é uma artista. Britney, um produto.

Sim, eu disse um produto. Um produto projetado milimetricamente para dar certo, para conquistar sua audiência e, mais do que tudo, vender. Um produto que já dura mais de 10 anos e que, tirando uns defeitinhos ou outro, é amado pela maioria do mundo.

Britney nasceu com a ambição de ser uma estrela. Após ter feito audições para integrar o elenco do Clube do Mickey, participar de programas de calouros no melhor estilo Raul Gil de ser, de participar do Clube do Mickey (sim, depois da recusa inicial ela conseguiu encabeçar o elenco) ela finalmente viu sua chance de brilhar aos 16 anos, quando mandou seu material para Jive, que viria a ser sua gravadora.

Enxergaram tanto potencial comercial naquela menina que deram-lhe o produtor musical do momento (Max Martin, que tinha em seu currículo hits como “I Want You Back“, do *N’sync e “Everybody (Backstreets Back)“, dos Backstreet Boys) e um contrato valioso.

Naquela época, o cenário musical era dominado por boysbands. Não havia espaço para cantoras como Britney. Então a própria Britney sugeriu o argumento de seu primeiro clipe, que o tempo provaria ser um “Clássico” neste quesito. Em … Baby One More Time a garota entediada com o colégio dançava de um jeitinho sexy trajando roupas de colegial. Britney era imaculada, pura, sexy, lascíva e virgem. A namorada que todo garoto desejaria. Um espelho para as adolescentes que viam nela a possibilidade de despertar interesse sendo elas mesmas (tapadas, burrinhas e bonitinhas). No mesmo ano do lançamento de seu disco de estréia, Britney estampou a capa e o recheio da revista Rolling Stone, vestindo apenas sutiãs e shorts (very shorts!), causando furor nos puritanos conservadores e hipócritas. O circo estava armado. o barulho que fizeram em torno de coisas tão banais em vez de prejudicar o desempenho do single e do album nas paradas, alavancou suas vendas, fazendo com que Britney tivesse tanto seu album quanto seu single em primeiro lugar na Billboard. Ao todo foram cerca de 29 milhões de cópias vendidas no mundo. O clipe já foi eleito um dos melhores do mundo e trouxe frescor a idéias estagnadas de uma época que ainda buscava identidade e novas direções. A música, um clássico da música pop, foi regrava a exaustão, de bandinhas pop-punks até gente do calibre de Weezer e Travis.

As declarações sobre sua vida sexual nada ativa (humm!), o namoro perfeito com Justin Timberlake e o magnetismo que Britney exercia, despertavam um interesse quase mórbido do público, da crítica e de seus “haters”. Tudo era motivo para se comentar. Em contrapartida, o sucesso comercial foi tão grande que ela finalizou as pressas pouco tempo depois seu segundo disco, “Oops!… I Did It Again“, que foi mais uma vez uma febre no mundo todo.

Um ano depois, Britney chamou a atenção do mundo todo quando se apresentou para o maior público de sua curta carreira: 290 mil pessoas pagaram para assistir sua turnê no Rock’N'Rio 3. A falta de sincronia em suas músicas, os palavrões proferidos com o microfone ligado e o evidente playback fizeram com que Britney estampasse as capas de todos os jornais do mundo. E mesmo com sua credibilidade como “artista” abalada, Spears continuou sob os holofotes. A garota dava aos jornais e revistas tudo o que eles queriam. Ela vendia sexo (mesmo dizendo ser virgem), vendia música (descartável, enjoada e datada como só), vendia revistas e vendia sua vida.

Um exemplo interessante sobre como sua equipe sabia exatamente o que fazer, foi a sua apresentação de “(I Can’t Get No) Satisfaction/Oops!… I Did It Again“, no VMA de 2000. Vestindo um terninho comportado, Britney se despiu no palco, numa apresentação explosiva. Por baixo do terno havia um top e uma calça cor de pele (que aliás, até hoje há quem diga que as roupas eram transparentes). Ao mesmo tempo em que chocava, Britney posava como vítima. Enquanto a atacavam por ser tão “sexual”, Britney declarava aos quatro cantos que não sabia que ia gerar tantos comentários, que não quis ofender ninguém, que ela era apenas uma garota dançando, tentando alegrar o mundo.

Oh, Britney, e assim você conseguiu mais uma vez. 

(continua…)

 

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