Normalmente encaro remakes com desconfiança. Sempre me pergunto: “essa história precisava mesmo ser recontada?”. Mesmo assim, na maioria das vezes, os assisto sem ressalvas e evito fazer comparações. Quando soube que fariam um novo filme inspirado em A Hora do Espanto (Fright Night, Tom Holland, 1985) a coisa mudou de figura: eu tinha uma “relação” com aquela história. E não queria que “estragassem algo” que significava tanto.
Lembro quando ainda criança assisti A Hora do Espanto em uma madrugada na Band. A história do garoto que tinha como vizinho um vampiro fez com que eu tivesse pesadelos durante toda aquela noite. E na noite seguinte também. Não que ele fosse verdadeiramente amedrontador. Ele não era. O problema é que eu não era lá muito corajoso.
Anos depois o revi. A tensão e alguns dos sustos resistiram ao tempo, mas o melhor de tudo foi uma outra coisa que tinha passado batido por mim na primeira vez: o humor. Perceber que a comédia contida naquele filminho meio tosco e exagerado dinamizava o texto e movimentava a trama me fez gostar de tudo ainda mais. De certa forma, devo à A Hora do Espanto meu apreço pela obra de Sam Mendes e pelo cinema B em geral.
Antes que eu me perca em divagações e memórias, o fato é que eu estava desconfiado com essa história de remake. Mas só foi eu ver quem estava envolvido na produção para que parte do receio se dissipasse, afinal, um filme com Anton Yelchin (Lembranças de Um Verão), Christopher Mintz-Plasse (o McLovin de Superbad), Toni Collette (O Casamento de Muriel) e Colin Farrel (O Caminho da Liberdade) não poderia ser ruim, poderia? Quando finalmente assisti tive certeza: não, não poderia.




















