MIOLÃO • 1995
 

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3 Momentos: Garbage

Reza a lenda que o trio de produtores Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson, em 1994, estavam num estúdio remixando uma faixa do Nine Inch Nails. Um amigo dos caras adentrou ao recinto e disse: “that sounds like garbage”. A simples frase foi o bastante para que a sonoridade suja, marcada guitarras distorcidas e agudas, se transformasse num outro projeto, batizado como Garbage, em homenagem a frase que o inspirou. Tudo o que faltava era alguém que compartilhasse do mesmo gosto que os caras para assumir os vocais.

Nessa mesma época, uma certa escocesa de cabelos vermelhos estava para lá de infeliz na sua banda, o Angelfish. Ela achava que os demais membros não levavam aquilo à sério. Então, quando Butch e cia entraram em contato, convidando-a para fazer parte do Garbage, Shirley Manson não pensou duas vezes.

E assim teve início uma das maiores bandas dos anos 90. E das mais originais. Porque apesar de ter nascido da costela do Nine Inch Nails, o Garbage não se assemelha em nada a eles, tamanha a peculiaridade de suas letras e melodias. Ao ouvirmos uma música do quarteto, temos a certeza que ela só poderia ter sido escrita, produzida e cantada por eles. Ora soando ferozes, ora melancólicos e, no meio disso, encontrando uma maneira de se mostrar vulneráveis, eles fizeram o suficiente para, mesmo nunca entrando em estúdio para produzir algo novo, sempre serem lembrados, queridos e, acima de tudo, esperados.

E é por tudo isso que o 3 Momentos de hoje é dedicado a eles. Bora conferir?

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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

filmesmaisesperados

É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Sample: Hell Is Round the Corner, Tricky

Quase que na mesma época em que o Portishead lançou Dummy, um dos discos mais tristes e sensuais da década de 90, Tricky lançou Maxinquaye.

Aclamado pela crítica especializada, foi graças ao Maxinquaye que a revista Mixmag criou o termo trip hop para definir aquele som obscuro, sexy, suave e intenso que permeava todas as canções do disco – em especial, Hell Is Round the Corner. Quando ouvi a música pela primeira vez, na mesma hora lembrei de Glory Box e pensei: que arriscado lançar uma música tão parecida com Glory Box apenas um ano depois do lançamento da original.

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3 Momentos: Gwen Stefani

O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.

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Cover: Wonderwall, Ryan Adams

Pra começar vamos deixar claro que eu odeio Oasis. Na minha opinião, a bandinha dos irmãos Gallagher é uma das mais superestimadas da década de 90 e uma das mais enfadonhas que já ouvi na vida. A pretensão de ser a maior banda do mundo, os arranjos manjados no melhor estilo mamãe-quero-ser-Beatles, a ausência de humildade e o excesso de arrogância são alguns dos fatores que contribuiram para que eu não fosse muito com as fuças desses caras…

Mas uma coisa eu tenho que admitir: Wonderwall, o grande hit do álbum (What’s the Story) Morning Glory?, de 1995, é um clássico instantâneo.

A belíssima melodia conquista logo na primeira audição e arrisco dizer que de tão massivamente executada nas séries, filmes e estações de rádio ela já habita o inconsciente coletivo.

Tanto sucesso já fez com que ela fosse cantada e regravada inúmeras vezes (aliás, não tem muito tempo que mostramos aqui a versão feita por Duffy), mas um cover em especial merece destaque.

A sensível versão de Ryan Adams, presente no triste Love Is Hell, de 2004, despe a música de qualquer arranjo mais elaborado e a transforma em uma canção doída e melancólica.

O tipo de cover que se não ficou melhor que o original chegou bem perto.

Cover: I Want You, Madonna

Em comemoração ao aniversário de 52 anos da eterna Rainha do Pop, o cover de hoje é encabeçado pela própria.

I Want You
, que originalmente foi gravada em 1976 por Marvin Gaye nos áureos tempos da Motown, ganhou o toque de Madonna em 1995 numa versão atualizada e elegante produzida pelo Massive Attack para o disco Something to Remember – uma coletânea de baladas românticas. Vale destacar que os vocais de Madonna, antes cheio de maneirismos típicos dos anos 80, ganharam novas nuances e possibilidades por causa das aulas de canto que a cantora fez para o filme Evita.

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Cover: Just, Mark Ronson & Alex Greenwald

Presente no disco Version, de Mark Ronson, de 2007, Just é aquele tipo de música para ouvir e dançar sem culpa.

 Com vocais de Alex Greenwald, que em outros tempos já cantou e cantou “California, here we come/Right back where we started from… Californiaaaaa, here we come!” a frente do Phantom Planet, a música ganha tons incrivelmente pops e uma áurea cool graças a produção caprichada de Ronson. Imagem de Amostra do You Tube

Legal, né? Se você não lembra ou mesmo se nunca ouviu a original, vale dizer que essa pequena pérola é de autoria do Radiohead e faz parte do sensacional The Bends, de 1995.

 

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