MIOLÃO • 2007
 

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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 2

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Semana passada a gente disse categoricamente que 2012 seria “O” ano no que se referia a lançamentos de grandes artistas. Debuts aguardados como o de Lana Del Rey e a volta da Rainha do Pop eram alguns dos títulos que encabeçavam nossa listinha. E no final a gente se despediu dizendo que teria mais…

Pois bem, eis que estamos de volta. Dando prosseguimento a lista, apresentamos aqui a segunda parte de Os Discos Mais Aguardados de 2012. Se o pop e a música indie mais introspectiva dominaram a primeira seleção, nessa o rock se faz presente com gente da velha guarda, gente da nova guarda e gente que a gente simplesmente adora.

Vem com a gente e comece a salivar, porque, meus amigos, vem coisa boa por aí!

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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 1

jejeje

Faltam exatamente 361 dias para 2012 terminar.

Ele, que pode ser considerado um neném, nasceu há apenas cinco dias e – pelo menos pra mim – ainda não mostrou muito a que veio. Mas há tempo para isso. E se depender da promessa de alguns artistas, 2012 vai ser maravilhoso. Aliás, eu diria que 2012 tem altas chances de ser lembrado como “o ano em que houve uma porrada de lançamentos legais de gente mais legal ainda”.

Acha exagero? Listamos abaixo alguns disquinhos que serão lançados nos próximos meses. Te desafio a dar uma olhada e dizer se a gente tem ou não tem bons motivos para crer que o ano será, musicalmente falando, maravilhoso.

Vai vendo!

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3 Momentos: Arctic Monkeys

Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles, não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys.

Fazendo shows aqui e ali o Arctic Monkeys foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.  Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles.

De repente todo mundo só falava em Arctic Monkeys. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas mais quentes e, vejam só, abocanharam com força e vontade o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso, meus amigos, sem ter nenhum álbum lançado.

Esse sucesso todo alcançado mais ou menos por acaso, só aconteceu porque o público comprou a ideia de que a música feita por aqueles garotos era espontânea e divertida. E sabem do melhor? Era mesmo.

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Larry Crowne

“- Alô, Julia? Aqui é o Tom. Tudo bem?

- Oi, Tom! … Ah, tudo indo, sabe como é. Ultimamente eu tenho andado meio por baixo.

- Se sei! Tô na mesma, rs. Mas acho que tenho a solução para nossos problemas.

- Mesmo, Tom?

- É… Tô desenvolvendo um projeto aí e queria que você participasse. Escrevi o roteiro com a ajuda da Nia Vardalos, aquela atriz que fez Casamento Grego. Basicamente eu faço um bom moço de meia idade que perde o emprego e decide entrar na faculdade. Você faz a professora dele, digo, minha professora. E aí a gente se apaixona. Imagina só que demais que não seria o seu nome e o meu nome juntos num mesmo pôster?

- Ah, Tom… Não sei não. A gente já tentou trabalhar junto em Jogos do Poder em 2007 mas nem conseguimos fazer muito barulho.

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3 Momentos: Ellen Page

Não é de hoje que queremos fazer um 3 Momentos em homenagem a Ellen Page. O motivo que nos levou a adiar – e cogitar nunca escrever nada a respeito – foi um só: a dificuldade em apontar (apenas) três momentos relevantes de sua carreira. Canadense, Ellen tem 24 anos de idade, rostinho de 17 e um talento tão grande e gritante que faz inveja a muita veterana.

Ela, que atua desde criancinha em seriados e pequenos filmes, ganhou notoriedade ao interpretar a personagem título de MeninaMá.Com (Hard Candy, 2005) com precisão e complexidade e foi alçada ao posto de uma das melhores interpretes de sua geração pelo fofíssimo Juno (2007) que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz (perdendo para Marion Cotillard, por Piaf – Um Hino ao Amor).

Depois do enorme sucesso de Juno, Page corria o risco de ter seu rosto estigmatizado como o da adolescente atrevida e espertinha que amava punk-rock. Mas esse, definitivamente, não foi o caso.

Escolhendo a dedo seus projetos, a garota demonstrou maturidade e ousadia ao trilhar um caminho pouco comum e nada óbvio. Participando de blockbusters (X-Men: O Confronto Final, A Origem) e filmes menores (Garota Fantástica, Face Oculta) com o mesmo afinco e desenvoltura, Page não se preocupou em “enterrar” a personagem que lhe rendeu fama. Ao contrário, ela evoluiu o suficiente para ser dissociada e reconhecida por seu – imenso – talento. E é isso que a gente vê agora.

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Top 5: Cinebiografias

lavieenrose

Não sei quanto a vocês, mas, como sou curiosa, tenho um apego especial por biografias. E quando decidem transpô-las para o cinema, a curiosidade aumenta exponencialmente graças a uma série de detalhes, como quem será o ator escolhido para o papel principal, qual será o enfoque dado pelo diretor, de qual período da vida será tratado…

Enfim, detalhes que podem construir a minha expectativa em torno do filme, de modo que a espera para que ele seja finalizado se torna quase dolorosa, ou me fazem não ter tanta curiosidade assim de vê-lo.Dessa maneira, a intenção desse top 5 é homenagear aquelas cinebiografias que atenderam e superaram quaisquer expectativas que possam ter sido criadas, fato que é endossado pelas inúmeras indicações a prêmios recebidas por todos os filmes citados nessa lista. Além disso, todos os protagonistas (e alguns coadjuvantes) receberam indicações ao Oscar.

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Cover: I Feel It All, Sara Bareilles

O nosso cover de hoje une, com uma canção, duas cantoras que a gente adora: uma, que podia voltar a fazer música com a freqüência de antes e outra que merecia um reconhecimento maior do que aquele que tem…

Feist dispensa apresentações. A moça, que já integrou o grupo Broken Social Scene e lançou seu último disco de inéditas, The Reminder, em 2007, possui um repertório envolvente e quase onírico, qualidade reforçada pela doçura de sua voz, rouca e de aquecer os ouvidos. Hoje, afastada dos estúdios, realiza participações eventuais em faixas de outras artistas… mas nada que satisfaça a vontade de ouvir a moça em gravações próprias e novinhas.

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