É só um chute, mas tenho para mim que se você ficar na porta de um cinema após a exibição de Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game Of Shadows, 2011) e perguntar para as pessoas que estão saindo se elas gostaram do filme, aposto que 9 entre cada dez vão dizer que adoraram o que viram e que o longa é maravilhoso. Eu, pelo menos, diria isso.
Rasgaria elogios a essa sequência porque o produto que Guy Ritchie entrega é tão extasiante, vibrante e cheio de paixão que eu não teria forças para me render. Pelo menos não enquanto os créditos finais estivessem passando.
Isso aconteceria porque a quantidade de informações que o diretor de Snatch – Porcos e Diamantes joga na tela durante os 129 minutos de projeção é muito grande. Não há tempo para pensar, de fato, sobre o que se vê. O cuidado que Ritchie emprega para preencher cada segundo de seu filme com uma cena de ação, piada, efeito sonoro ou explicações ultra didáticas, é tamanho que não sobra espaço para que a gente “participe”. A única alternativa é assistir sem questionar. Somos espectadores no sentido mais amplo da palavra. E olha que o argumento apresentado pelos roteiristas Michele Mulroney e Kieran Mulroney não é nada “difícil”.






















