Ao contrário do que o título do filme sugere, A Hora da Escuridão (The Darkest Hour, 2011) não é um filme de terror. O segundo longa de Chris Gorak, diretor do irregular O Procurado (até hoje não me conformo como um filme pode ter um início tão promissor e virar… aquilo!), A Hora da Escuridão se enquadra mais no gênero catástrofe-fim-do-mundo do que no suspense ou no horror propriamente dito.
Em econômicos 89 minutos, Gorak nos mostra Sean (Emile Hirsch) e Ben (Max Minghella), dois estadunidenses que viajam para Rússia a fim de vender uma espécie de “rede social”. As coisas não saem muito bem como o planejado e eles, frustrados, partem para curtir à noite da cidade e acabam encontrando duas turistas (Olivia Thirlby e Rachael Taylor). No entanto, o clima de flerte e azaração é cortado abruptamente quando todas as luzes do lugar se apagam. Assustados, os clientes da casa noturna saem e observam esferas de energia “caindo do céu”. Hipnotizados com a beleza das imagens eles logo voltam a realidade quando um policial, ao “encostar” em um desses núcleos de energia com um cassetete, tem seu corpo desintegrado diante de seus olhos. A partir daí a confusão, desordem e gritaria toma conta do ambiente e o caos se instaura.
Depois de uma sequência eletrizante, com o perdão do trocadilho, nossos quatro heróis e uma personagem que se assemelha a um vilão (Joel Kinnaman) ficam presos por uma semana dentro de um “cômodo secreto” da danceteria, numa espécie de bunker. Quando saem, puft, descobrem que, aparentemente, são os últimos sobreviventes. Perdidos e longe de casa, eles decidem ir a embaixada estadunidense para procurar ajuda. Todavia, como era de se esperar, a tarefa se mostra insólita e eles acabam enfrentando obstáculos inimagináveis…
A história não é das mais originais. A gente já viu isso outras vezes. No entanto, a execução é bastante… Interessante.






















