MIOLÃO • 3 Momentos
 

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3 Momentos: Garbage

Reza a lenda que o trio de produtores Butch Vig, Steve Marker e Duke Erikson, em 1994, estavam num estúdio remixando uma faixa do Nine Inch Nails. Um amigo dos caras adentrou ao recinto e disse: “that sounds like garbage”. A simples frase foi o bastante para que a sonoridade suja, marcada guitarras distorcidas e agudas, se transformasse num outro projeto, batizado como Garbage, em homenagem a frase que o inspirou. Tudo o que faltava era alguém que compartilhasse do mesmo gosto que os caras para assumir os vocais.

Nessa mesma época, uma certa escocesa de cabelos vermelhos estava para lá de infeliz na sua banda, o Angelfish. Ela achava que os demais membros não levavam aquilo à sério. Então, quando Butch e cia entraram em contato, convidando-a para fazer parte do Garbage, Shirley Manson não pensou duas vezes.

E assim teve início uma das maiores bandas dos anos 90. E das mais originais. Porque apesar de ter nascido da costela do Nine Inch Nails, o Garbage não se assemelha em nada a eles, tamanha a peculiaridade de suas letras e melodias. Ao ouvirmos uma música do quarteto, temos a certeza que ela só poderia ter sido escrita, produzida e cantada por eles. Ora soando ferozes, ora melancólicos e, no meio disso, encontrando uma maneira de se mostrar vulneráveis, eles fizeram o suficiente para, mesmo nunca entrando em estúdio para produzir algo novo, sempre serem lembrados, queridos e, acima de tudo, esperados.

E é por tudo isso que o 3 Momentos de hoje é dedicado a eles. Bora conferir?

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3 Momentos: Norah Jones

Se hoje em dia Adele consegue vendas astronômicas arriscando um estilo não tão em voga nas paradas, fenômeno semelhante aconteceu em 2002, quando Norah Jones trouxe o jazz pop às paradas com o seu elogiado disco de estréia, “Come Away With Me”. O sucesso do álbum (que foi o mais vendido daquele ano e hoje acumula mais de 23 milhões de cópias), tornou a mocinha de presença tímida conhecida pelo grande público e lhe rendeu vários prêmios (incluindo a espantosa marca de oito Grammys – inclusive a de artista revelação)… Mas o álbum, no entanto, ainda não expunha a sua verdadeira identidade. Ou melhor dizendo, não resumia suas ambições sonoras.

Em suas futuras empreitadas, Norah mostraria que, mais do que ter muito talento, também dispunha da autonomia necessária para fazer o que quisesse em sua carreira. Essa liberdade criativa a fez flertar com outros gêneros (o tom country de seu segundo disco, “Feels Like Home”, a influência blueseira de “The Fall” e o rock de garagem de sua banda paralela, El Madmo), realizar parcerias com artistas tão distintos quanto interessantes (como Ray Charles, Dave Grohl, Q-Tip, Dolly Parton, Peter Malick, entre outros) e até arriscar trabalhos que não correspondem apenas ao mundo da música.

Hoje, sem tanto buzz ao seu redor, Norah prossegue investindo em um projeto melhor que o outro. Abaixo, nós enumeramos 3 Momentos de sua versátil carreira.

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3 Momentos: Anne Hathaway

É difícil não gostar de Anne Hathaway.

A presença da moça é daquelas que, em cena, te fazem quase sempre querer sorrir. Não dá pra saber bem o porque, mas a gente arrisca: pode ser por causa daqueles olhos gigantes e expressivos que ela tem, que parecem transmitir alguma coisa; pode ser porque Anne é uma fofa mesmo quando parece não querer, e tem um charme desajeitado mesmo fora das telas; pode ser pelo seu grande carisma, que faz a gente acreditar em tudo que encena ou, sei lá – simplesmente torcer por ela.

Ou pode ser por tudo isso junto e mais um fator que a gente adora: o fato de que a moça, inclinada a ser “namoradinha de Hollywood”, foge da apatia que o título emana, não se levando a sério demais e possuindo uma carreira que traz diversos bons momentos que merecem destaque.

E é assim que o Miolão inicia sua homenagem a Anne Hathaway em nosso 3 Momentos de hoje.

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3 Momentos: Emma Stone

Emma Stone não precisou de muito tempo na estrada para chamar a atenção do público e da crítica. Com uma carreira bem curtinha, mas cheia de bons momentos, a ruiva tem se consolidado a cada novo lançamento como a estrela da vez.

Para se ter uma ideia do volume de produções em que ela está envolvida, nos últimos cinco anos Stone apareceu em nada mais, nada menos do que nove filmes. Até o fim de 2012, a atriz ainda vai estrelar mais quatro longas – o que totaliza uma média de dois filmes por ano.

Tendo isso em mente, antes que escolher seus melhores momentos se torne uma tarefa mais complexa do que já é, decidimos homenageá-la hoje.

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3 Momentos: Quentin Tarantino

Diálogos cortantes. Humor negro. Verborragia. Quantidades obscenas de sangue. Violência.

Agora imagine tudo isso num roteiro não-linear, cheio de imaginação, carregado de referências à cultura pop e aos clássicos do cinema. Acrescente a criação de um universo completamente inverossímil para nós, pessoas normais, e pronto: você tem em mãos um filme de Quentin Tarantino. E dos geniais. Daqueles que, da primeira vez, você provavelmente não vai apreender tudo o que está ali. Porque o diretor gosta de deixar pequenas pistas, links para outros filmes dele que, algumas vezes, funcionam até mesmo como explicação de coisas que não ficaram muito claras. Quer ver só?

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3 Momentos: Cillian Murphy

Acho que é o rosto. É, deve ser isso. O rosto de Cillian Murphy foi moldado pro cinema.

Quando o vejo em cena, a impressão que tenho é de que suas feições podem assumir qualquer humor com a mesma intensidade e capacidade de convencimento. Tenho a sensação de que ele pode se tornar louco, apaixonado, determinado, histérico ou sofrido quase sem fazer esforço. Só que por mais que sua expressividade funcione, parece que ele não se contenta. E aí, meus amigos, percebemos que ele atua não só com o rosto, mas com o corpo inteiro.

Modificando sua postura, seu jeito de andar, criando sotaques, se perdendo em meio a figurinos exóticos e por vezes emulando até uma respiração diferente da sua, o irlandês de 35 anos é um Ator com “A” maiúsculo. Mal dá pra acreditar que ele, por pouco, muito pouco, quase se graduou em direito. Ainda na universidade, Murphy demonstrava uma queda pelo mundo das artes. Com alguns amigos, ele tinha uma banda chamada Sons of Mr. Greeneges. Sua aptidão para música garantiu a ele um papel de destaque numa peça chamada Disco Pigs. Foi o tiro certeiro. Resoluto de sua verdadeira vocação depois de sair em turnê com a peça, Cillian largou a faculdade e pouco tempo depois foi parar no cinema numa adaptação daquele texto.

Bastante reservado quando o assunto é sua vida pessoal, ele mantém sua família (além de casado, o cara é pai de duas meninas!) longe dos holofotes. É visível que Cillian não está nessa pela fama. Ele faz cinema porque sabe fazer.

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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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