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Os 10 Piores Clipes da História?

Não sei quanto a vocês, mas eu adoro uma boa lista. Independente do tema tratado adoro correr os olhos sobre os “10 mais isso” ou “10 mais aquilo”, para concordar, montar minhas próprias listas ou mesmo só para discordar mesmo.

E foi isso que aconteceu quando vi a lista que o site da VH1 colocou no ar nos últimos dias.

Se liga só na lista d’Os 10 Piores Clipes da História:

1. Beyoncé e Lady GaGa, Video Phone



Comassim, Bial? Beyoncé e Lady GaGa em primeiro? O clipe, admito, é ruim. Mas poxa, ele teria que piorar umas 1033443564435 vezes para ser o pior da história. Aliás, tem clipe da Lady GaGa muito pior que esse, assim como clipe da Bey, né?

Assista.

2. Madonna, Celebration


Pois é, esse até me aperta o coração concordar, mas verdade seja dita, Celebration é um lixinho. Tá certo que foi feito com pouca verba com o simples objetivo de divulgar coletânea… Só que o que pesa mesmo é o fato de que este vídeo pertence a mesma mulher que consolidou e revolucionou a estética do videoclipe há 2 décadas com verdadeiras obras-primas como Like a Prayer, Bad Girl e, mais recentemente, Hung Up. Poxa, Madonna! Você já foi melhor.

Assista.

3. Jennifer Lopez, Hold It Don’t Drop It


Alguém se lembra desse vídeo? Aposto que não. Totalmente esquecível esse aqui é da fase que Jenny já não era lá essas coisas no show business… Pra falar a verdade o clipe nem é tãooo ruim assim. O jogo de luzes é tri interessante e a J.Lo., para variar, está linda. VH1, se isso tudo era vontade de por a Jennifer na lista, por que não se lembrar de If You Had My Love, que além de pior é brega? Francamente!

Assista.

4. Ke$ha e 3OH!3, Blah Blah Blah


Blah blah blah. Passo.

Assista.

5. Mariah Carey, I Want To Know What Love Is


Digno de primeiro lugar, esse aqui é tão ruim que constrange. Faltam palavras para descrever a ruindade disso. Falando nisso, vocês estão sabendo que Hype Williams, diretor do vídeo, é o mesmo que vai dirigir Not Myself Tonight, da Aguilera? Tomara que ela contribua com idéias, porque se depender do histórico do cara fica mei’ difícil acreditar que vá sair algo legal…

Assista.

6. Rihanna, Rude Boy


Mesmo sendo uma cópia descarada de Galang, primeiro single de M.I.A., Rude Boy jamais mereceria estar numa lista de piores. O vídeo super colorido é interessante, pop e divertido, como bons vídeos devem ser. É tão legal que, pelo menos pra mim, entraria fácinho numa lista com os melhores vídeos do ano…

Assista.

7. Britney Spears, Gimme More


Britney Spears, desde sua estréia com … Baby One More Time, que inclusive já foi eleito o terceiro melhor vídeo da história, tinha a seu favor uma videografia impecável e irretocável. Clipes divertidos, sensuais e ultra produzidos eram suas marcas registradas. Qual foi a surpresa quando ela apareceu morena, semi-nua e semi-bêbada rebolando num ferro de pole dance? Chocante foi pouco. Gimme More foi quaaaase uma revolução na estética do pop. Um marco. Um presente divino. Pura magia e sedução. Er… Ok, ok. Exagerei. O clipe pode até ser ruim, mas que é divertido, ah, isso ele é!

Assista.

8. Paramore, Brick By Boring Brick


Cuidado! As cores mega saturadas e a profusão de efeitos especiais fazem desse clipe do Paramore um verdadeiro perigo para os epiléticos. Com maior poder de fogo do que aquele lendário episódio de Pokémon, o vídeo, apesar dos exageros, está longe de ser ruim. Até eu que detesto a banda fiquei com a boca aberta quando assisti.

Assista.

9. Miley Cyrus, 7 Things


Fundo branco. Adolescentes. Música pop. Que que tem de tão ruim nesse vídeo, pelo amor de Deus? Parece até que eles não tinham mais o que colocar e decidiram incluir a Mileyzinha das Gengivas Gigantes. Injustiça, pô!

Assista.

10. Justin Timberlake, My Love


Ao lado de Rude Boy, de Rihanna, essa é a maior injustiça da lista. O clipe, lançado em setembro de 2006, consegue capturar exatamente o clima da música e, sem muitos recursos, torna-se facilmente genial pelo uso das luzes, das sombras e da coreografia pra lá de complexa de Justin. Em uma palavra: foda.

Assista.

E se a lista fosse sua, o que você iria incluir? Não vale Stefhany, hein! Porque ela é linda e absoluta!

Miley Cyrus e Suas Gengivas Assassinas

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Ok, esqueçam o título sensacionalista. Apesar de eu realmente sentir medo das gengivas fofas da Miley, aka Hannah Montana, quero falar de outra coisa…

Especialmente para você que esteve fora do planeta Terra nos últimos 3 anos, ou você que é alienado e não sabe nada sobre os novos ídolos adolescentes ou simplesmente você que teve sorte, muita sorte de nunca passar perto dessazinha, farei um resumo sobre os principais pontos da carreira dessa que é, sem dúvida, um dos produtos mais interessantes da indústria do entretenimento.

Miley Cyrus é uma cantora/atriz de 16 anos que teve seu nome projetado quando interpretou a personagem Hannah Montana, no seriado homônimo do Disney Chanel em 2006.

A premissa da novelinha era bastante simples: uma adolescente virava uma cantora famosa da noite pro dia e escondia sua verdadeira identidade. Até aí nada demais, certo? Quero dizer, há inúmeras séries extremamente babacas preenchendo a grade dos canais por aí. Mas nenhuma como essa. O sucesso de “Hannah Montana” foi tão grande que em 2008 a série atingiu uma audiência global de 200 milhões de espectadores. Você tem noção do que é isso? Equivale mais ou menos a população de nosso país, o quinto maior do mundo.

O produto Hannah Montana deu tão certo que a Disney não perdeu tempo e garantiu meios de tirar o máximo de $$$proveito$$$ da coisa, lançando bonecas, discos, DVDs, grife de roupas e até filmes no cinema.

Até que um dia tiveram a grande idéia: “se Miley dá tão certo como Hannah, por que não lançá-la como Miley?”

O processo de emancipação da atriz-personagem culminou com o lançamento do filme “Hannah Montana & Miley Cyrus: Best of Both Worlds”, em 2008, filme este que explorava o repertório da estrelinha da ficção e também mostrava músicas próprias de Miley. O filme foi um sucesso e arrecadou cerca de 65 milhões de dólares, mas seu maior mérito foi apresentar ao mundo Miley: a pessoa.

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É meio inexplicável o fascínio que ela exerce entre crianças e adolescentes. O que acaba criando um paradoxo, visto que justificar seu sucesso é até que bem fácil. Enquanto os ídolos de outrora eram bonitos, polêmicos e pseudo-revolucionários (bom dia Madonna, Britney Spears e Avril Lavigne), Miley é uma garota como eles. Apesar de gostosinha, ela é feia, imperfeita, exagerada, tosca e forçada. Muito forçada. Gostando ou não gostando, necessitamos admitir uma coisa: a garota não tem vergonha de ser ela mesma. E novamente, gostando ou desgostando, precisamos admitir: era melhor que tivesse.

Tudo nela é calculado. As músicas seguem uma fórmula besta, do tipo catch e descartável, feitas para agradar grandes audiências. Não, não condeno isso. Até porque não há nada de errado em ser pop (e confessando, algumas músicas dela são ÓTIMAS). Mas o que incomoda é que tudo parece não ser natural. Quando vemos Miley com uma guitarra na mão fazendo caras e bocas, tudo que queremos é rir. Quando a vemos em trajes sumários fazendo música de festa, até esquecemos que é ela. Quando ela emula a revolta e o amor, plagiando idéias de um filme de 10 anos atrás, vemos que ali não tem nada. Não há personalidade. É tudo completamente oco.

Até atos de bondade soam fakes. Quer um exemplo? Quem não se lembra quando Beyoncé cantou “Halo” em um show para uma garotinha chamada Chelsea, que tinha câncer? O vídeo foi disseminado aos 4 cantos do mundo e emocionou muitos marmanjos. Domingo passado Miley sentiu-se “inspirada” e fez algo parecido: chamou uma menininha doente para cantar “The Climb” com ela. A diferença óbvia é que, ao contrário de Beyoncé, Miley não canta para a menina. Ela canta para ser vista com a menina.

Chega a ser repulsivo e repugnante coisas assim. Se promover à custa de crianças doentes? Ah, Miley. Até agora podíamos culpar a ganância de executivos e sua pouca idade para isso, mas agora nem isso nos resta. Porque com 16 anos já dá pra saber o que é certo e o que é errado. E por mais que em teoria seja lindo e correto abraçar uma criança careca com sonda no nariz e expô-la a centenas -e virtualmente a milhares- de pessoas, a gente sabe que não é.

Isso tudo mais parece uma tentativa de reverter a má impressão causada no último Teen Choice Awards, onde após ter feito uma performance um pouquinho mais “picante” para o puritano público norte-americano a mocinha ficou queimada perante os pais de seu público-alvo, chegando a ser eleita a pior influência para os adolescentes e pré-adolescentes.

Com certeza os motivos que levaram a este resultado foram exagerados, porque não tem NADA demais nesse vídeo. Miley até que tá bem santinha quando comparamos com as fotos que ela faz seminua em frente a espelhos, ou mesmo quando paga um cat (Vanessão e Maíra Cardi BBB mandaram um beijo) num dos Jonas Brothers. Ok, ok. Tô pegando pesado. Nada contra sexo oral, acho ótimo. O que desaprovo é esse desespero em querer ser santa só para não perder público para Selena Gomez ou Demi Lovato.

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Se eu pudesse dar um conselho para Miley seria o mesmo que ela passa todos os dias para as crianças enquanto encarna Hannah Montana: seja você mesma.

O mundo agradece.

 

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