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3 Momentos: Paris Hilton

Ok, escolher três momentos da “carreira” de Paris Hilton é uma tarefa difícil. A mocinha pode não ser lá muito competente em tudo o que faz, mas isso não a impede de atirar para todos os lados: foi estrela de um reality show de sucesso, escreveu livros (!), é atriz (!!), cantora (!!!), modelo, presidiária e empresária. É uma personalidade tão estúpida que inexplicávelmente torna-se adorável. Parece mais um personagem do que qualquer outra coisa: uma maluca perdida no mundo dos famosos. Elegemos, abaixo, momentos bem humorados, curiosos ou de relevância em sua trajetória.

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The Orphan

Ela deixaria o personagem de Macaulay Culkin em “O Anjo Malvado” com vergonha. Ela arrasou com a festinha de aniversário da Samara, deu uns tabefes na cara da Linda Blair, bateu na Maísa, quase atropelou a menina Rafaela de “Viver a Vida” e arruinou a rotina de uma família comum. Ok, só a última alternativa é verdade quando falamos de Esther, a protagonista do filme em questão, mas acreditem: ela teria feito tudo isso, e ainda pior.

Lançado no ano passado, “A Orfã” não é nenhuma revolução. Nada visto ali é muito inovador, desde os ângulos de câmera, a identidade dos personagens, as situações, cenários e até a própria trama em si. Mas não significa que não seja bastante  eficiente. E mais ainda, eletrizante. É o clichê que satisfaz. E no caso, te prende por duas horas (tensas!).

Um casal comum decide adotar uma criança, depois de um acidente que matou um de seus rebentos. Optam por uma menina, e visitam um orfanato católico para conhecerem as diversas garotas que lá residem. Todas parecem completamente comuns e sem grandes atrativos, exceto uma. Esther, a “órfã” do título, é uma garota russa de passado misterioso, que havia sido adotada por outra família anteriormente, morta num trágico incêndio onde a criança fora a única a escapar com vida. Carismática, cheia de dotes artísticos e encantadora, logo chama a atenção do casal, que não pensa duas vezes sobre qual será a garotinha que irá pra casa com eles. Essas primeiras impressões logo mudam conforme a convivência se torna mais íntima e a criança começa a interagir com as pessoas e ambientes ao seu redor. Por sinal, de forma não muito amável como todos previam…

“A Orfã” assume tons cada vez mais incômodos e sufocantes conforme vai se desenrolando - mais do que eu, particularmente, esperava. Quando você nota, já está completamente envolvido por aquele inferno familiar. Dirigido pelo espanhol  Jaume Collet-Serra (que já havia feito o “tosco” mas divertido “A Casa de Cera”) é claustrofóbico e consegue te fazer tremer de raiva, ou virar o rosto pra longe da tela apenas com a sugestão de uma futura ação que será cometida pela personagem título. Impossível não se sentir indignado com a série de acontecimentos desconfortáveis e grotescos apresentados.

A produção conta ainda com uma protagonista articulada, de personalidade própria e, provavelmente, um das vilãs mais detestáveis surgidas no cinema recente. A atriz mirim Isabele Fuhrman é uma grande revelação e consegue transitar por todas as características de seu papel com êxito, da doçura inicial até os momentos de sadismo e transgressão pelos quais Esther passa ao longo da história.

O resto do elenco também não fica atrás, com destaque para Vera Farmiga, ótima como uma mãe traumatizada pelas suas recentes experiências de vida e a pequena Aryana Engineer, deficiente auditiva também na vida real, que interpreta a filha mais nova, responsável por deixar nosso peito mais apertado em determinadas cenas.

Numa época em que muitos suspenses são um tiro n’água, “A Orfã” – um filme bastante simples sob determinado ponto de vista – mesmo utilizando diversos recursos que estamos cansados de ver, consegue surpreender com suas boas reviravoltas e surpresas (com ressalvas!) e prova que “monstros aterrorizantes”, na concepção de alguns, podem ser muito diferentes dos habituais serial killers de alguns títulos que assistimos.

Pobre Isabele Fuhrman. Se seus amiguinhos de escola assistiram o filme, deve estar passando os intervalos sozinha…

The Orphan, Jaume Collet-Serra, 2009.
A Orfã. Com Vera Farmiga, Isabele Fuhrman, Peter Sarsgaard, Aryana Engineer, Margo Martindale e CCH Pounder.

Framboesa de Ouro 2010: Os Piores do Cinema

Tradicionalmente realizado na véspera do Oscar -pasme, Simone, o Oscar é hoje!-, rolou ontem o Framboesa de Ouro.

O prêmio que elege os piores do ano do cinema é escancaradamente debochado, bem humorado… e também um pouquinho implicante. Um exemplo disso foi a indicação de Madonna para pior atriz da década. Quer dizer, em quantos filmes Madonna atuou nos últimos 10 anos? Fez uma pontinha em 007 – Um Novo Dia Para Morrer, o esquecível (e fofo!)  Sobrou Para Você e o super duvidoso Destino Insólito, há uns 8 anos. Obsessões à parte (pegaram essa? Mariah também foi indicada por sua aventura megalomaníaca em Glitter – O Brilho de Uma Estrela), o prêmio de pior da década foi para a devassa da Paris Hilton por seus papéis em A Gostosa e a Gosmenta, o ótimo A Casa de Cera e o musical Repo: The Genetic Opera.

Paris, não fique triste com isso! Se até Sandra Bullock, que neste ano venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz e tem chances de levar o Oscar, também ganhou o Framboesa, você ainda tem chances de mostrar seu valor. Hahaha!

Aliás, a vitória de Miss Bullock na categoria de Pior Atriz do Ano foi o melhor momento da noite. Por quê? Porque a Sandra foi tão sensacional e bem humorada que nem se importou com o paradoxo e foi BUSCAR o prêmio. Tudo isso porque ela tinha prometido, quando soube da indicação, que se vencesse faria questão de pegar o troféu. Saca só o discurso dela:

Acho este prêmio extraordinário! E não sabia que, em Hollywood, tudo o que teria de fazer para ganhar o prêmio é dizer que iria aparecer na cerimônia. Se eu soubesse disso, teria dito que apareceria no Oscar há muito tempo.

Tem como não amar, Brasil?

Além de faturar o Framboesa de Pior Atriz ela também dividiu o de pior dupla com Bradley Cooper, que está atualmente em cartaz com o fraquinho Idas e Vindas do Amor. Maluca Paixão, o filme que rendeu esses prêmios maravilhosos, foi lançado no Brasil direto em DVD e chegou as prateleiras de locação semana passada.  Se você ainda não viu, vale ver. Apesar de ruinzinho, Sandra está impagável e o filme rende boas risadas…

Voltando ao assunto Framboesa de Ouro, confira abaixo a lista dos outros vencedores:

Pior Filme
Transformers: A Vingança dos Derrotados

Pior Ator
Os irmãos Jonas, por Jonas Brothers 3D: O Show

Pior Atriz
Sandra Bullock  por Maluca Paixão

Pior Dupla
Sandra Bullock e Bradley Cooper por Maluca Paixão

Pior Atriz Coadjuvante
Sienna Miller por G. I. Joe: A Origem de Cobra

Pior Ator Coadjuvante
Billy Ray Cyrus por Hannah Montana: O Filme

Pior Refilmagem, Prequel ou Sequência
O Elo Perdido

Pior Diretor
Michael Bay por Transformers: A Vingança dos Derrotados

Pior Roteiro
Ehren Kruger, Roberto Orci e Alex Kurtzman por Transformers: A Vingança dos Derrotados

Prêmio Especial 30 anos

Pior Filme da Década
A Reconquista (2000)

Pior Ator da Década
Eddie Murphy

Pior Atriz da Década
Paris Hilton

Bom, agora que o Framboesa de Ouro já foi e que Bullock é, oficialmente, a pior atriz do ano, o lance é esperar logo mais à noite e ver se Sandra também consegue levar o título de Melhor Atriz de 2010… Hahaha!

 

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