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Music Monday: The Very Best

Semana passada perguntaram-me o que eu estava a ouvir nos meus fones de ouvido. Quando eu respondi “The Very Best” houve uma réplica do tipo: “Não conheço. É “the very best” mesmo?”. Fiquei um pouco embaraçado. O que eu ouvia era The Very Best, mas será que era the very best mesmo? Eu não sabia. E pra ser sincero ainda não sei… Mas olha, é tudo tão bom que se não for, chega bem perto. Continue lendo →

3 Momentos: Robyn


Ela parece deslocada no tempo. E talvez, quem sabe, do espaço. O visual que beira a androginia, as danças super oitentistas e o figurino idem são só algumas das características que alimentam o pensamento de que Robyn não é bem o tipo de artista que nossa geração produz. Nas performances ao vivo, ela tem a capacidade de dominar o palco dançando como se ninguém tivesse assistindo e cantando sem desafinar.

E tem a música. Ah… a música!

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3 Momentos: Amanda Seyfried

Em 2004 chegava aos cinemas Meninas Malvadas, um teen-movie que brincava com os clichês do genêro e encontrava boas saídas para as situações propostas pelo roteiro – escrito por Tina Fey. Encabeçando o elenco havia um rostinho cheio de sardas que seria muito falado nos anos seguintes. Na trama, Lindsay Lohan era uma adolescente que iria para a escola pela primeira vez depois de ser educada durante toda a vida em casa e descobria que o colegial poderia ser mais selvagem que a savana africana. Os comentários em relação a Meninas Malvadas foram tão positivos que elevaram Lindsay Lohan ao posto de the next best superstar: protagonista de filmes de sucesso e adorada pelo público, Lindsay Lohan era uma verdadeira promessa. Apostavam tanto nela que em 2003 a garota posou ao lado de Meryl Streep para Rolling Stone e a revista pintava Lohan como sucessora natural de Streep. Ao mesmo passo, os altos executivos da Universal acharam que ela se daria bem também no mercado fonográfico e fizeram com que a moça lançasse 2 discos. No entanto, más escolhas – tanto na vida quanto na carreira, fizeram de Lilo apenas uma promessa.

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Ten: A Volta de Gabriella Cilmi

Gabriella Cilmi que ficou conhecida em 2008 quando o hit Sweet About Me foi parar num comercial de desodorante, lançou na última semana seu novo disco: Ten.

Nas palavras da própria, o novo álbum possui “muito funk e groove, misturado com R&B e pop bem como ‘algumas mais sexys’“. Eu mesmo não poderia definir melhor. Mas se a definição soa instigante, na prática a gente percebe que não é bem assim…

Se em Lessons to Be Learned, seu primeiro trabalho lançado em 2008, Gabriella flertava com a música dos anos 50 e 60, agora ela se entrega as pistas abraçando a pop music descartável.

As referências saltam aos ouvidos logo de cara: Abba, Gloria Garner, Nikka Costa, Anastacia e até Girls Aloud. A mistura disso tudo garante um álbum pouco regular e ultra diferente entre si pelo simples fato de que Gabrielle pegou o pior disso tudo.

On A Mission, primeiro single, é uma divertida ode aos anos 80. A música, que poderia ser facilmente confundida com algo do nível de Pussycat Dolls ou tema de alguma versão tosca da Mulher Maravilha, rendeu um clipe exageradamente tosco e bizarro em homenagem ao clássico Barbarella com Jane Fonda. Mas por mais divertida que seja, a música é tão taxativa que chega a doer. E por mais incrível que pareça essa é a melhor faixa do CD.

As baladas do disco, como Defender, seguem o mesmo caminho óbvio de “mamãe quero ser diva”. Parece mesmo que Whitney Houston fez escola. Alguém duvida que os anos 90 definitivamente voltaram? Para não dizer que não falei das flores, Superman trás ecos dos de Temptations e o funkão de Hearts Don’t Lie lembra Bee Gees. Love Me ‘Cause You Want To, a faixa preferida da cantora, remete de imediato as boas músicas de Sophie Ellis-Bextor… mas a sensação logo se perde e a musiquinha fica pedante.
Como um todo o disco é uma decepção. A menina prodígio que tinha um grande potencial preferiu seguir o caminho mais fácil. A inovação ficou só na promessa e o que poderia resultar num puta disco fez com que o mal uso das referências gerasse apenas mais um disco ruim. Tão ruim que nem dá vontade de ouvir.

Pena, porque a voz de Gabriella continua linda.

 

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