O Miolão tem como objetivo reunir e trocar experiências culturais interagindo com seus leitores e amigos.
Pois é! Nossa cara amiga, e agora leitora (Desmiolada), Thieli Marques (@swtchrrp) com cara e coragem, topou descrever sua incrível experiência de assistir ao show do AC/DC.
Com o help de sua amiga Andrea (@drusnake) e seu amigo Ralph (@rdio), ela nos conta a seguir, o relato do que foi com certeza, uma das maiores (se não a maior) experiências de sua vida.
Confiram e, caso queiram participar, e-mail-nos!

Popozão de Angus é puro Rock'n roll!
Escrito por Thieli (@swtchrrp):
“Foi-me designada à árdua tarefa de falar do show do AC/DC em São Paulo, dia 27. Não sou jornalista, e redação só fiz em entrevista, então prometi pra Sanny tentar. Tentei achar a tal matéria do jornal que vi que os caras viriam pro Brasil, pra fazer uma coisa mais “dear diary”, mas não rolou…
Fato é que o Orkut é discriminado, mas sim, ele é util. (Algumas) Pessoas inteligentes, com (algumas) idéias a trocar se reúnem nas comunidades, e até que sai alguma coisa, e foi lá que a @drusnake viu a novidade e correu pra me contar. Uma das maiores bandas de rock tocariam em São Paulo e nós estávamos certos que não perderíamos por nada nesse mundo. Passado o estresse da compra do ingresso (que quase não aconteceu, porque o site e as linhas da ticket congestionaram, as filas ficaram enormes e tudo esgotou muito rápido) o dito cujo estava na mão, e dois meses de espera se passaram.
Chegada a tal sexta feira seguimos para o Morumbi, com nada mais que máquina fotográfica e RG no bolso preparados para enfrentar a fila rainha de todas as filas, a chuva e toda a loucura, o que não aconteceu. Nosso portão estava tranqüilo, entramos numa boa, compramos uma cerveja e esperamos. Esperamos e esperamos, até que vimos uma movimentação no palco e era nada mais, nada menos que Nasi, o Wolverine Gordo Valadão e Andreas (e seu ventilador) Kisser. Sempre tem um pra mandar um “TOCA RAUL” e os caras tocaram. Duas por falta de uma… Mandaram muito bem na “Should I Stay or Should I Go” que levantou a galera, e meia hora depois estávamos de novo ouvindo música de CD, como “Iron Man”, “November Rain” e “Smells Like Teen Spirit”, esperando Angus e companhia fazerem valer os 300 reais do ingresso.

Daí pra frente, não dá pra descrever com muitas palavras, é suficiente dizer que os velhos mandam demais. A galera enlouquecia com cada música e Brian estava em muito boa forma, obrigada, e o conjunto de tudo deu uma noite inesquecível, daquela de contar pros amigos dos filhos e fazer inveja. No palco uma locomotiva de seis toneladas com as inscrições “666″ na frente e “AC/DC” na traseira, e com um maquinista demoníaco no comando, o sino é claro, e a Rosie apareceu também. Mandaram as clássicas, como “Thunderstruck”, “Hell Isn’t A Bad Place To Be” e “Back In Black”. As do cd novo como “Big Jack” e “Rock’n Roll train” também foram pontos altos. Além dessas, rolou “Shoot to Thrill”, a nova “War Machine” e “Dog Eat Dog”. O público foi definitivamente ao delírio – e assim permaneceria até o fim – com “You Shook Me All Night Long”, “T.N.T.”, “Whole Lotta Rosie” e “Let There Be Rock que encerrou a primeira parte, e enquanto o resto da banda tomava fôlego, Angus Young solou no meio da pista, num palco elevado, por uns 15 minutos, (já sem roupa… só de shorts e por baixo a cueca com AC DC estampado atrás, que ele fez questão de mostrar) com direito a chuva de papel picado e fumaça. Angus descansou um pouco e rolou bis de “Highway to Hell”.
Algumas meninas da pista apareceram no telão, mas não pagaram peitinho (oportunidade que EU não deixaria passar jamais). Sem falar o detalhe dos chifrinhos, que todo mundo comprou, e fazia a arquibancada piscar vermelho. Lindo demais. Toda aquela gente junta, cantando a mesma letra, fazendo Air Guitar, balançando a cabeleira, sem se importar com a chuva que atrapalhou um pouco algumas vezes, e desejando que aquelas duas horas durassem muito mais do que 120 minutos.
Os caras encerraram com “For Those About to Rock (We Salute You)”, e rolou até tiros de canhões e fogos. Inexplicável e inesquecível. A ressaca do show dura até hoje… ressaca de AC/DC! Sensação de que passou muito rápido e que não rola duas vezes na vida.”

- Miolão superagradece: Thieli, Andrea e Ralph
Muito obrigada meninos, esperamos que nos próximos vocês também sintam-se à vontade em serem nossos correspondentes! (Metallica? Quem sabe…rs)
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