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Top 5: Musicais Que Revolucionaram O Gênero

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Há quem subestime os musicais e os considere entediantes. Ou mesmo alienantes, já que se tratam de filmes onde as pessoas cantam, dançam e são felizes. Se eles fossem só isso, talvez a razão estivesse mesmo do lado de quem faz pouco caso do gênero. Porém, com o tempo, temáticas políticas e altamente pertinentes à sociedade foram sendo inseridas em longas do tipo, fato que faz com que essa teoria caia por terra.

E mesmo que não fosse assim: como alguém pode desprezar filmes em que os atores são forçados a dar o máximo de si? Porque sim, os musicais exigem atores completos, que sejam capazes de cantar, dançar e ainda construir um persoangem que, mesmo que quase sempre cantando, possua alguma complexidade.

Dessa maneira, a vontade de escrever um Top 5 a respeito de musicais sempre existiu. Porém, dada a abrangência do tema, seria complicado eleger apenas cinco filmes capazes de representar o que foi produzido no gênero até aqui. Assim, começamos a pensar numa maneira de delimitar. Surgiram então ideias como falar a respeito de musicais com pano de fundo histórico e, entre tantas outras, a ideia que resolvemos por em prática: musicais revolucionários.

A palavra “revolucionário” pode se mostrar um tanto quanto subjetiva. Especialmente quando colocada no campo da arte. Porém, gostaríamos de deixar claro que aqui a dita revolução será compreendida como inovação. Seja pelo pioneirismo ao tratar determinado tema, pela estética ou ainda pelo contexto de produção, todos os longas contidos nessa lista, quando foram produzidos, trouxeram frescor para o gênero e acabaram por influenciar produções posteriores.

Preparados para conferir os escolhidos?

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Top 5: Clipes dirigidos por diretores de cinema

Madonna-Vogue

O flerte entre cinema e videoclipe sempre existiu.

Já comentamos aqui de atores que toparam participar de vídeos, clipes que usaram técnicas de cinema em suas imagens, filmetes que se inspiraram em filmes e até sobre filmes que absorveram a linguagem videoclipitica em suas estruturas.

O que nunca comentamos a fundo é que vez ou outra alguns dos grandes realizadores de cinema contemporâneos já comandaram alguns clipes bem interessantes. Alguns deles, inclusive, emergiram desse cenário e só chegaram a tela grande anos mais tarde.

O Top 5 de hoje vai mostrar isso. Preparados?

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3 Momentos: Paul Thomas Anderson

Mal dá pra acreditar que Paul Thomas Anderson, frequentemente apontado como um dos melhores diretores em atividade, possui apenas 5 longas em seu currículo.

O cara, que fez sua esteia em Cannes quando tinha apenas 26 anos, colhe – merecidamente – uma enxurrada de elogios a cada lançamento graças a capacidade de imprimir sua personalidade a técnicas que não são, nem de longe, inovadoras.

A elegância presente em seus quadros e a preocupação em desenvolver suas personagens já seriam motivos suficientes para colocá-lo em qualquer lista de melhores. Mas ele vai além. Tendo como referência gente do calibre de Kubrick, Scorsese, Altman e Sidney Lumet, o diretor não tem medo de abrir mão de seus traços em prol da narrativa. E é esse desejo de colocar as histórias em primeiro plano, combinado ao talento nato e a liberdade que não o deixa de refém de seus próprios artíficios que faz de Paul um dos grandes realizadores da atualidade.

E é isso que a gente vai ver no 3 Momentos de hoje.

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Cover: Angel, Fiona Apple

Fiona Apple adora coverizar canções clássicas. E as versões da moça não são nada comuns: as chances de suas releituras se equipararem – ou superarem – as originais são muito, muito grandes. Ela já fez isso com “Across The Universe”, dos Beatles, “Why Try To Change Me Now?” e “I Walk a Little Faster” de Cy Coleman – só pra citar algumas. E isso acontece pelo poder que a cantora tem de transformar qualquer música em “sua”.

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Cover: Here Comes The Sun, Nina Simone

Longe da gente querer menosprezar os Beatles, mas o nosso Cover de hoje traz novamente uma música do quarteto repaginada e, em nossa modesta opinião, superando a gravação original, bem como Fiona Apple e sua releitura de “Across The Universe” fizeram.

“Here Comes The Sun”, música do disco “Abbey Road”, é um dos mais agradáveis hits da banda. A faixa, cantada e composta por George Harrison, compara o surgimento do sol ao nascer de novos sentimentos, ao sorriso voltando ao rosto de alguém e a sensação de plena alegria enchendo o peito outra vez. É tão simples e adorável que só pessoas realmente muito azedas não se deixariam envolver por ela. Continue lendo →

3 Momentos: Evan Rachel Wood

A terceira temporada de True Blood mal acabou, mas nós já estamos com saudades da cruel (e imatura) Rainha Sophie-Anne.

Linda, ruiva e má, Evan Rachel Wood interpretou com a maestria de praxe uma vilã intrigante e irritante. Enquanto a série não retorna, o que nos resta é relembrar alguns momentos marcantes de sua carreira.

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Trilha Sonora: “All You Need Is Love” – Jim Sturgess & Dana Fuchs

Beatles é, provavelmente, a banda que mais deixou material “reciclável” no universo lindo da música – e dos filmes.

Quando Across the Universe (o filme) foi lançado em 2008, a primeira coisa que pensei foi: GE-NI-AL! E, logo em seguida, pensei: COMO NINGUÉM TEVE ESSA IDEIA ANTES? Os próprios Beatles, em seus tempos áureos, haviam estrelado alguns filmes e um musical. Como demorou tanto tempo para que alguém gastasse muito dinheiro e fizesse uma mega produção com esse tema? Talvez  burocracias autorais. A questão é que, quando Julie Taymor resolve contar uma história usando as letras da banda pop (pop!) mais famosa ever, e faz isso bem feito, temos um filme lindo e a difícil tarefa de escolher somente uma música do repertório espetacular.

A tentação já vem desde a primeira cena, quando um Jude interpretado pelo (lindinho) Jim Sturgess nos recepciona recitando um verso de “Girl”, a voz cheia de sofrimento e é fundido à Dana Fuchs destruindo o vocal na que eu considero a melhor interpretação do filme: “Helter Skelter”. Ela vai voltar depois, em um “bis” e cantando, entre outras, “Don’t Let Me Down”.

Imagem de Amostra do You Tube

Se alguém disser que não ficou com uma vontade imensa de sair dançando e estalando os dedos quando Evan Rachel Wood começa a cantar e pular freneticamente ao som de “It Won’t Be Long” e, logo em seguida, “I’ve Just Seen A Face”, dessa vez com o apaixonado Jim Sturgess que canta, dança e joga boliche tudoaomesmotempo!

Entrando no lado negro do filme as dancinhas super divertidas e cantarolantes vão se esvaindo aos poucos, dando lugar para guitarras pesadas, percussão grave e vocais raivosos. Conforme as canções vão ficando mais tensas, o mesmo vai acontecendo com os personagens e com o cenário. Estamos em 1960, no meio de uma odiosa Guerra do Vietnã, acompanhados por “Come Together” e “I Want You (She’s So Heavy)”, essa última com imagens que dão um significado completamente único e assombroso aos versos de Lennon/McCartney.

As guitarras e a voz gritante de Dana Fuchs voltam ao decorrer do filme – desculpem-me os outros, mas ela é perfeita. “Oh! Darling” vira um dueto – que é, na verdade, um duelo – com acordes distorcidos e fora de compasso. McCoy, uma espécie de Jimi Hendrix de Across The Universe, faz mágica com “While My Guitar Gently Weeps, tocando com tanto sentimento que chega a doer em nós.

De bolachinha-brinde ainda temos o sempre carismático (q?) Sr. Bono Vox! Agraciando todos nós com seu talento para usar óculos escuros, interpreta as psicodélicas “I Am The Walrus” e, já nos créditos finais, “Lucy In The Sky With Diamonds”. Como não sou uma pessoa muito narcisista, abri mão de eleger para esse post a música que leva meu nome, restringindo qualquer comentário pessoal.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão mais incrível, tem-se que admitir, é “Let It Be”. No início, cantada à capela por um garoto em meio à guerra e, em seguida, interpretada por todo um coral de igreja, no melhor estilo do blues norte-americano, é de arrepiar qualquer um.

Acontece, minha gente, que eu sou uma pessoa clichê. Sendo assim, não poderia escolher outra música para fechar o post que não fosse “All You Need Is Love”. Provavelmente a canção dos Beatles mais tocada e regravada, um mito dos comerciais com apelo emocional. Mesmo assim é a mais perfeita. O cenário, a performance, a sinceridade. Tudo está na medida certa! Ela é inacreditável, mas ao mesmo tempo tão crível que chegar a dar vontade de ter estado lá, de pé, em frente à sede da Apple Records.

 Imagem de Amostra do You Tube

Across The Universe é o panorama de uma banda e de uma geração e “All You Need Is Love” é a melhor mensagem que poderiam ter deixado pra esse hoje.

 

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