MIOLÃO • Alice In Wonderland - Part 2
 

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2010 e O Turbulento Mundo Pop

2010 é um ano que promete -e muito!- no cenário pop. Cristina Aguilera, Avril Lavigne e Britney Spears são só alguns dos nomes que já confirmaram (ou quase!) novos lançamentos.

O aguardado novo álbum de Christina Aguilera, intitulado Bionic, promete ser um dos melhores da safra. Com lançamento previsto somente para março, o disco conta com um time de responsa, que inclui nomes como Linda Perry, Sia, Dr. Luke e Ladytron. Apostando numa sonoridade mais futurista e pop, Aguilera planeja deixar o ar retrô da era Back To Basics definitivamente para trás. Falta pouco para conferirmos!

Avril Lavigne, como dissemos aqui no site, lançará o primeiro single de seu novo álbum em Almost Alice, trilha sonora de Alice No País das Maravilhsas. Embora os boatos apontem que a música produzida por Butch Walker (responsável por My Happy Ending e When You’re Gone) chegue as rádios em fevereiro, o cd ainda não tem data de estréia. Baseando-se em informações da própria Avril, os fãs podem esperar um som mais acústico e musical, seguindo a linha de seus primeiros trabalhos… E aí, será que vai dar certo esse regresso as cordas?

Há quem diga que o sucessor de Circus, de Britney Spears, tem tudo para sair no verão americano. Mesmo com poucas informações, os fãs ficam em estado de êxtase cada vez que um dos produtores envolvidos solta alguma dica na rede. Ainda em 2009, Danja, responsável por Gimme More e Break The Ice, respondeu um fã em seu twitter quando questionado sobre estar ou não trabalhando para Britney… Para alegria geral da nação ele disse que sim e que muito em breve todos poderiam conferir. Paralelo a isso, Sean Garrett, que fez Toy Soldier, uma das músicas mais queridas pelos fãs na época do Blackout, confirmou numa entrevista à MTV que estava escrevendo e produzindo material para Britney Spears e, pasmem, Lady GaGa. Além de Danja e Sean Garrett, a compositora Marcella Araica, que colaborou com Danja em Gimme More e Break The Ice, disse também em seu twitter que estaria junto à Britney novamente esse ano. Outro nome que é quase certo na produção é David Guetta. Tudo começou quando o famoso DJ francês, que caiu nas graças do mundo com When Love Takes Over e com o hit I Got A Feeling, do Black Eyed Peas, disse em seu Facebook que pelo menos uma de suas canções estaria presente no disco. Especulam ainda que a tal música, ainda sem título, será o primeiro single a ser lançado em março. Será?

Mas com tantos lançamentos será que vai ter espaço na mídia pra todo mundo?

Muita gente tem especulado que o gigante selo RCA, pertencente a Sony e que detém em seu catálogo Aguilera e Avril, preferiria privilegiar a promoção de Animal, disco de Ke$ha, que foi lançado na última semana. O sucesso estrondoso da novata a colocou no primeiro time do pop: Tik Tok, primeiro single, permanece em primeiro lugar no Hot 100 da Billboard há 4 semanas e Blah Blah Blah já figura no top 10 em 7º lugar e o disco tem tudo pra desbancar o de Susan Boyle do topo e se tornar o mais vendido da próxima semana. É mole ou quer mais?

Outro nome que vem ganhando força é o de Cheryl Cole. Integrante das Girls Aloud, a girlband mais bem sucedida da última década (pelo menos na Europa), Cheryl tem por trás a gigante Universal Music. A gravadora promete levar o nome da garota aos 4 cantos do mundo, mais ou menos como aconteceu com Leona Lewis com Spirit, seu disco de estréia, que mesmo lançado um bom tempo  antes no velho continente fez um estrondoso sucesso no resto do mundo com seu lançamento global. Nos EUA, pelo menos, Cheryl já conta com o apoio de Jay-Z e Rihanna. A cantora de Umbrella se pronunciou a favor de Cole e disse que quer que a moça abra seus shows no Reino Unido. No Brasil, a Universal ainda não se pronunciou sobre o lançamento de 3 Words, primeiro álbum de Cheryl. No entanto, se tudo der certo como eles querem, com certeza o disco não demorará muito pra chegar a nossas terras.

Resta esperar para ver o que acontece. Por enquanto, Ke$ha sai na frente e é a celebridade pop mais comentada do ano até agora. Mas tudo pode mudar, afinal, hoje ainda é dia 15. Façam suas apostas e curtam, afinal, no mundo pop quase tudo tem prazo de validade.

Almost Alice: saiba mais sobre a trilha de Alice No País das Maravilhas

Há um tempinho falamos aqui sobre um dos longas mais aguardados do ano: Alice No País das Maravilhas, de Tim Burton.

A expectativa em relação ao filme é crescente, seja pelos nomes envolvidos ou mesmo pelos deliciosos trailers e teasers que rolam por aí.

No entanto, o mundo foi pego de surpresa essa semana quando anunciaram que Alice (Underground), novo single de Avril Lavigne, estaria presente na trilha. A notícia inusitada fez com que muitos depreciadores da cantora torcessem o nariz para o filme. O queixo de todo mundo foi ainda mais baixo quando Pete Wentz (baixista do Fall Out Boy) e Mark Hoppus (aquele do baixo cor-de-rosa do extinto Blink 182) disseram que In Transit, parceria entre eles, também faria parte da trilha.

E quando todo mundo pensou que nada mais seria tão surpreendente, a equipe do filme divulgou no MySpace a tracklist completa de Almost Alice, nome dado ao disquinho.

Figurinhas carimbadas da cena musical adolescente marcaram presença, como os alemães do Tokio Hotel em parceria com a Kerli e a sensação do momento 3OH!3 em parceria com Neon Hitch.

A mistura de novos artistas que fazem um pop vibrante se contrapõe e se completa com os queridinhos indies do Franz Ferdinand, o metal underground do Wolfmother e o veterano Robert Smith, frontman do The Cure, que mostra sua versão da clássica Very Good Advice.

Confira abaixo a lista completa:

1- “Alice (Underground)” – Avril Lavigne

2- “The Poison” – The All-American Rejects

3- “The Technicolor Phase” – Owl City

4- “Her Name Is Alice” – Shinedown

5- “Painting Flowers” – All Time Low

6- “Where’s My Angel” – Metro Station

7- “Strange” – Tokio Hotel e Kerli

8- “Follow Me Down” – 3OH!3 com Neon Hitch

9- “Very Good Advice” – Robert Smith

10- “In Transit” – Mark Hoppus e Pete Wentz

11- “Welcome to Mystery” – Plain White T’s

12- “Tea Party” – Kerli

13- “The Lobster Quadrille” – Franz Ferdinand

14- “Running Out of Time” – Motion City Soundtrack

15- “Fell Down a Hole” – Wolfmother

16- “White Rabbit” – Grace Potter and the Nocturnals

Toda essa piração da trilha fez com que o mundo, mais uma vez, ficasse em polvoroso com o filme. O jeito é esperar até 16 de abril, que é quando o longa estréia por aqui, e conferir com os próprios olhos se a nova loucura de Tim vai cumprir tanto quanto promete. O Miolão aposta que sim e você, o que acha?

#Alice no País das Maravilhas: de Carroll a Burton

Cartazes - Alice

Finalmente saiu o trailer definitivo da adaptação de Tim Burton para o clássico infantil criado por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Nele, podemos ver mais imagens daquele que promete ser um dos melhores filmes do ano que ainda nem começou.

Imagem de Amostra do You Tube

“Alice no País das Maravilhas” mostrará o universo que todos conhecemos, mas num contexto um pouco diferente: no filme, a personagem estará um pouco mais crescida, e voltará ao país das maravilhas anos depois e quase acidentalmente, depois de fugir de uma festa de gala. Lá, terá que enfrentar a conhecida Rainha de Copas. Durante essa viagem, o espectador identificará elementos e personagens da série escrita por Carroll.

Quem já leu os dois volumes, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos” – também encontrado por aqui como “Alice na Casa dos Espelhos” ou “Alice Através do Espelho” – sabe: os livros, apesar de dedicados às crianças, trazem elementos perturbadores e não são tão inocentes quanto parecem. Lewis Carroll, escritor, matemático, poeta e fotógrafo amador, escreveu os livros para homenagear a filha de um amigo, Henry Lidell. Alice Lidell foi a inspiração para a personagem que se tornaria um marco da literatura mundial. Lewis contou a história à garota e as suas duas irmãs num passeio de barco pelo rio Tâmisa, em 1862. Alguns estudos sobre a vida do autor dizem que ele nutria uma admiração quase anormal pela garota, e que chegou a propor casamento à mesma enquanto ela ainda era muito jovem – pedido negado pelos seus pais. Se sua obsessão pela jovem era exagerada, nunca saberemos muito bem. Ela, embora nada saudável, gerou uma das obras mais influentes da literatura.

Lewis - Tim

Tim Burton pode ter sido a escolha ideal para contar a história “viajada” e um pouco psicodélica de Alice para um lugar cheio de tipos estranhos e situações surreais. A concretização do projeto surge como um alívio para os fãs, que estão vendo agora os resultados de uma produção que demorou para ser concretizada. Antes de Burton assumir o projeto, no final de 2007, houve diversos boatos sobre a transição da obra literária para o cinema. Um jogo inspirado no universo de Lewis C., chamado “American McGee Alice”, foi cotado para ganhar uma versão cinematográfica, dirigida por Marcus Nispel (diretor do remake de 2003 de “O Massacre da Serra Elétrica”) e com Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista (??), financiada pelo Universal Studios. A história do game, de certa forma tem pontos em comum com a adaptação que veremos nas telonas, mas é um pouco mais… bizarra, se é que isso é possível: lançado em 1999, ele narrava o retorno de Alice ao país das maravilhas, agora comandado pelos poderes das trevas, depois de ter passado anos internada num manicômio. (oi?) E dá-lhe banhos de sangue! A idéia, apesar de descaracterizar completamente a trama, parecia interessante – mas nunca se concretizou.

Tim, então, iniciou em parceria com a Walt Disney Pictures a produção do filme. Com o tempo, foram surgindo notícias sobre o elenco – entre os primeiros contratados, Johnny Depp, amigo do diretor, como “O Chapeleiro Louco” e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. Hoje, sabemos que o cast contará ainda com Anne Hathaway, Alan Rickman e outros diversos nomes de peso. Alice, porém, será interpretada pela quase desconhecida Mia Wasikowska, que já participou de especiais da HBO. O filme que usa o método de captação de imagens em 3D para criar os personagens vistos na tela, também será exibido em salas de projeção tridimensional.

Alices: Alice Lidell, a verdade; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Alices: Alice Lidell, a inspiração de Carroll; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Esse ano, Burton disse no Comic-Com, evento sobre HQs que aconteceu em San Diego (EUA), que todas as adaptações realizadas até hoje não fizeram jus aos diversos elementos que a história original possui. A mais famosa feita até hoje é o longa-metragem animado da Disney, lançado em 1951 e que alterou, e muito, a obra original. Outras adaptações lançadas e muito pouco conhecidas datam de 1985: dirigidas por Harry Harris e estrelando Natalie Gregory, os filmes da primeira e segunda parte da saga de Alice – lançados para TV – fizeram moderado sucesso na época do seu lançamento, mas não conseguiram criar impacto no decorrer dos anos. Burton tem a chance de fazer a adaptação definitiva desse mundo de fantasias. Pelo que parece, ele não irá decepcionar.

O projeto será o primeiro de dois realizados por Burton em parceria com os estúdios Disney: o próximo, Frankenweenie, tem estréia prevista para 2011.  E partir de agora, poderemos presenciar um “revival” de Alice por toda parte, talvez motivado pela adaptação cinematográfica. Um exemplo disso é a série de TV “Alice”, dirigida por Nick Willing, que foi exibida nos dias 6 e 7 desse mês nos EUA pelo canal Syfy, que adicionou toques contemporâneos ao universo da personagem.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Olha só o trailer da série:

 Imagem de Amostra do You Tube

Ah, só pra lembrar: o filme de Tim tem estréia prevista para 5 de Março de 2010!

De volta às origens?

A Princesa e o Sapo

Fazia tempo que a Disney não investia numa animação 2D de tanto porte – aliás, eles haviam anunciado que a última produção desse estilo seria o “Nem que a Vaca Tussa”, de 2004. Pelo jeito voltaram atrás e, de certa forma, “A Princesa e o Sapo”, novo desenho do estúdio que será lançado no Brasil no dia 11 de Dezembro, resgata um pouco da magia das antigas produções clássicas Disney. Baseada num conto de E.D. Baker, a história se passa na Nova Orleans dos anos 20, e pelo trailer,  tem um clima super “jazzy”. A protagonista, Tiana, é uma jovem que mora no lugar e se depara com um príncipe transformado em sapo, aí…

Confira o trailer do filme abaixo:

As titias também vão adorar uma novidade: o sapo Naveen será dublado na versão nacional por Rodrigo Lombardi, galã global que esteve na última novela das oito, “Caminho das Índias”. O filme é idealizado por John Musker e Ron Clements, mesmos criadores de “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, e a trilha sonora é assinada por Randy Newman, de Monstros S.A.

“A Princesa e o Sapo” também traz na trilha, como outros filmes do estúdio, uma música cantada por um nome de peso no universo pop atual. No caso, Ne-Yo (de peso?) e a atriz que empresta a voz a personagem principal, Tiana,  Anika Rose (lembra dela? É uma das três Dreamgirls no filme com Beyoncé e Jennifer Hudson.) Veja o clipe da música “Never Knew I Needed” abaixo:

Ah, e por falar em Disney, vale lembrar:

Novos cartazes de "Alice no País das Maravilhas"

Vazaram novos pôsters de “Alice no País das Maravilhas”, filme produzido pelo estúdio e dirigido por Tim Burton, com estréia prevista para Maio do ano que vêm. Nem sei o que dizer – é um dos filmes que eu mais tô esperando pra ver nos últimos tempos. O universo que Lewis Carroll criou já é interessante por si só e um pouco sombrio; quando juntamos com Tim Burton, então… acho que não tem como dar errado! :)

 

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