MIOLÃO • Alice No País Das Maravilhas
 

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Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

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Top 5: Músicas inspiradas em livros

Davidbowietop

A idéia de que uma obra de arte fechada não se mostre tão fechada assim quando desdobrada nas mãos de outro artista é, no mínimo, instigante.

Ao longo dos anos, vários músicos fizeram isso ao trazerem elementos da TV, do cinema, das artes plásticas e da literatura para suas composições. Seja discutindo temas e ideias, falando sobre personagens e passagens, e, às vezes, até imaginando continuações para histórias que não eram originalmente suas, eles criaram músicas interessantes e atemporais. E é isso que a gente vê em nosso Top 5: Músicas inspiradas em livros.

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Top 5: Filmes sobre drogas

Prozac Nation

Acho que assistir Eu, Christiane F., 13 anos, Drogada e Prostituída e O Diário de Um Adolescente quando eu tinha 5 ou 6 anos de idade não foram decisões muito acertadas de minha parte. Lembro até hoje das cenas, muitas vezes extremas, de ambos os filmes. Acho que cresci meio traumatizado e curiosamente interessado sobre o assunto, não sei.

Talvez a decadência moral e fisíca representada nas películas funcionassem como um antídoto da curiosidade infanto-juvenil. Talvez eu quisesse assisti-los por acreditar que as situações mostradas possibilitassem boas produções, do ponto de vista técnico, e momentos inspirados de seus atores – devo acrescentar aí na minha lista dos filmes que vi quando criança Pulp Fiction – Tempo de Violência.

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Music Monday: Caroline

O som de Caroline Lufkin – ou, se preferir, só Caroline – é um tanto agridoce e parece ter saído do sonho de um personagem de animação. Ou podia ser a trilha sonora perfeita pra carregar no seu player se, por ventura, você acabasse caindo direto no Pais das Maravilhas, da Alice, e descobrisse que ele é mais melancólico do que parecia. Viajei? Talvez, mas essa explicação pode definir, de um jeito meio louco, o que você pode esperar das canções da moça.

Nascida em Okinawa, no Japão e criada em Nova York, a cantora mantém suas raízes musicais focadas na delicadeza da música oriental, mas explora outras fontes para compor as mesmas. Fazendo um pop ingênuo e relaxante, que remete de leve ao debut de Emilie Simon, também flerta com a música ambiente e a eletrônica, de forma muito minimalista, discreta, e cria essas pequenas pérolas etéreas que fazem o pensamento voar longe.

Caroline lançou, até o momento, dois discos: “Murmurs”, de 2006, e “Verdugo Hills”, que chegou às lojas no mês passado. O primeiro, com belos momentos orquestrados, é mais dramático, denso, e difere um tanto de seu sucessor. Nele, a gente encontra gravações como “Bicycle” e “I’ll Leave My Heart Behind” – todas com uma atmosfera mais acinzentada do que colorida.

Já o segundo é de uma pureza tão contagiante que se torna difícil não querer fechar os olhos e ficar quietinho, com um fone de ouvido, escutando a voz suave da moça e identificando uma porção de barulhos bem encaixados que aparecem em seu decorrer. Dele, saíram as ótimas “Swimmer”, “Pink Gloom” e “Lullabye” – pra citar algumas, já que todo o disco é bom e também coerente, como se contasse uma história com começo e fim.

Caroline, irmã da cantora de J-Pop Olívia Lufkin, já se apresentou ao lado da banda Blonde Redhead e é contratada pelo selo independente Temporary Residence, que, entre outros, também lança os discos da excêntrica dupla experimental  The Books. Qualquer um dos dois discos da garota já são encontrados facilmente na net, fora algumas B-Sides, que também são bem bacanas.

A gente sabe que ainda é segunda e a semana ta só começando, mas separe uns minutinhos para doçura de Caroline e permita-se ser envolvido por ela. Vai fazer muito bem pro seu dia, vai por mim. ;]

Cinema: os mais bem pagos de 2010

Parece que James Cameron continua colhendo frutos com Avatar. Depois de ter revolucionado o uso do 3D, vencer o Globo de Ouro do ano passado, ser indicado ao Oscar e ter entrado pra história por ter dirigido o filme mais lucrativo da história, ele volta a ser notícia ao ser apontado pela Vanity Fair como a pessoa envolvida com cinema que mais lucrou em 2010. De acordo com a revista, os produtos relacionados ao filme junto com a arrecadação do mesmo no mercado de cinema, DVD e tv, fizeram Cameron botar no bolso nada menos que 257 milhões de dólares.

Entre os atores, o mais bem pago foi Johnny Depp. Estima-se que nosso pirata preferido recebeu 35 milhões de doletas para voltar a franquia de Piratas do Caribe além de 40 milhões por Alice No País das Maravilhas e mais 20 por O Turista. Uau!

A única mulher presente no TOP15 é Kristen Stewart. Ganhando 12,5 milhões e meio por cada capítulo da Saga Crepúsculo, a atriz que é bastante criticada por seu trabalho, embolsou mais que Angelina Jolie, Sandra Bullock e Jennifer Aniston. É mole?

Abaixo a lista completa:

1. James Cameron, $257 milhões
2. Johnny Depp, $100 milhões
3. Steven Spielberg, $80 milhões
4. Christopher Nolan, $71,5 milhões
5. Leonardo DiCaprio, $62 milhões
6. Tim Burton, $53 milhões
7. Adam Sandler, $50 milhões
8. Todd Phillips, $34 milhões
9. Taylor Lautner, $33,5 milhões
10. Robert Downey Jr., $31,5 milhões
11. Will Smith, $29 milhões
12. Joe Roth, $27,5 milhões
13. Kristen Stewart, $28,5 milhões
14. Jerry Bruckheimer, $27,5 milhões
15. Robert Pattinson, $27,5 milhões
16. Jason Blum e Oren Peli, $26,5 milhões
17. Tyler Perry, $25 milhões
18. Jennifer Aniston, $24,5 milhões
19. Jon Favreau, $24 milhões
20. Nicolas Cage, $23,5 milhões
21. Angelina Jolie, $22 milhões
22. Sandra Bullock, 22 milhões
23. Brian Grazer e Ron Howard, $21 milhões
24. Christopher Meledandri, $21 milhões
25. Joel Silver, $21 milhões
26. Owen Wilson, $19,5 milhões
27. Vince Vaughn, $18,5 milhões
28. Daniel Craig, $18 milhões
29. Vin Diesel, $18 milhões
30. Ben Stiller, $18 milhões
31. Steve Carell, $17,5 milhões
32. Martin Scorsese, $17 milhões
33. Katherine Heigl, $16 milhões
34. Shia LaBeouf, $16 milhões
35. Tom Cruise, $14,5 milhões
36. Reese Witherspoon, $14,5 milhões
37. Hugh Jackman, $14 milhões
38. Shawn Levy, $14 milhões
39. Guy Ritchie, $13,5 milhões
40. Eddie Murphy, $13 milhões

Pessoalmente, eu acho que boa parte dessa galera não merecia nem um décimo disso aí que ganharam… Digo, em um mundo ideal, Robert Panttison jamais ganharia mais que um Martin Scorsese da vida, né?

Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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3 Momentos: Gwen Stefani

O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.

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