
Se você nasceu na última década talvez não entenda o que Alicia Silverstone significou para os anos 90.
Revelada em 1993 no interessante Paixão Sem Limites, Alicia logo chamou a atenção do público por sua beleza e por seu talento. A boquinha torta, o charme natural e seu jeitinho de eterna adolescente a fizeram participar de alguns dos clipes mais emblemáticos do Aerosmith (Crazy, Cryin‘ e Amazing) e de alguns filmes divertidos e outras porcariazinhas.
Mas só foi em seu quarto trabalho para o cinema que Alicia recebeu – com todo o mérito – o status de estrela. As Patrícinhas de Beverly Hills foi um divisor de águas, tanto na carreira de Alicia quanto na de Amy Heckerling, diretora do filme. Sucesso de crítica e amado por toda uma geração, o longa foi livremente inspirado em Emma, de Jane Austen, e responsável por revelar outros nomes ao grande público como a saudosa Brittany Murphy e o carismático Paul Rudd.
Depois do filme, Alicia protagonizou um ou dois trabalhos interessantes e após algumas escolhas erradas (Batman & Robin, dizem oi!) praticamente caiu no ostracismo.
A diretora Amy Heckerling por outro lado conseguiu realizar mais 2 filmes: O Otário, que quase passou desapercebido no mundo e foi lançado diretamente em vídeo aqui no Brasil, e o simpático – e irregular – Nunca é Tarde Para Amar, que marcou a volta de Michelle Pfeiffer as telas em 2007. De lá pra cá ela estave reclusa até essa última semana, quando seu nome voltou a gerar buzz.
O novo projeto de Amy se chamará Vamps e tem sua estréia prevista para 2011. Ainda em pré-produção, pouco se sabe da história, mas pelas informações divulgadas até agora, o filme retratará vampiras – sério? – que se apaixonam por mortais e que terão que fazer escolhas sérias, colocando sua imortalidade em jogo.
Ah! Mas a melhor notícia nem é o novo tema ou o filme em si… O mais legal disso tudo é que Vamps tem presença confirmada de Alicia Silverstone encabeçando o elenco.
Talvez o clima de romance, vampiros e dilemas façam algumas pessoas pensarem na febre de Crepúsculo. E talvez a produção de Vamps não passe de uma jogada para elevar o nome de Amy Heckerling e Alicia Silverstone novamente ao topo.
Tanto faz os motivos. Eu quero mesmo é assistir o filme e tirar minhas próprias conclusões. Se for tão divertido quanto o “clássico” de 1995, de antemão digo que aí vem um dos melhores guilty pleasures do ano! Quem viver verá.