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3 Momentos: Cee-Lo Green

Cee-Lo Green é mais ou menos como aquela receita que você inventou num sábado à tarde usando tudo que encontrou ao alcance das mãos e que, inexplicavelmente, deu certo.

Mesclando hip-hop com blues, R&B, funk e soul – principalmente soul -, Cee-Lo conseguiu construir uma identidade única, descolada e super interessante.

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3 Momentos: Yeah Yeah Yeahs


De todas as bandas que vieram salvar o rock nos idos de 2000 o Yeah Yeah Yeahs talvez seja a que escolheu os caminhos mais interessantes. Fugindo do óbvio e sendo criativos como poucos, eles eram a aposta menos segura de uma legião de críticos que pareciam mais eleger heróis do que criticar de fato os músicos daquela época.

Mesmo que não carregassem o título de “salvadores” – e desde quando o rock precisou ser salvo? -, a banda chamava a atenção de todos por transpirar rock’n'roll e fazer bonito em qualquer área em que atacasse.

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Cover: Borderline, Flaming Lips

Flaming Lips está para a cena alternativa na mesma medida em que Madonna está para o pop. O som caracteristico e diferença de ambos os gêneros é tão notável que chega a ser absurdo pensar que a veterana banda se apropriou de Borderline, um dos primeiros hits da rainha do pop.

Imagem de Amostra do You Tube

A música, que originalmente faz parte do primeiro álbum de Madonna, de 1983, foi regravada ano passado para o disco “Covered, a Revolution in Sound”, em função do aniversário de 50 anos da gravadora Warner.
O resultado? Uma ótima música, tocada por uma ótima banda.

Muito mais que 1234

Alguém se lembra da menininha que cantava “1234 tell me that you love me more/sleepless long nights that is what my youth is for/old teenage hopes are alive at your door/left you with nothing but they want some more“?

A menininha era Leslie Feist, integrante da big band canadense Broken Social Scene e nos idos de 2007 já tinha lançado 3 álbums solo.

1234, segundo single de The Reminder, de 2007, conquistou ouvintes ao redor do mundo e fez com que Feist ganhasse uma projeção que quebraria qualquer barreira entre a música pop e o underground. A música figurou os principais charts do mundo, chegando a #8 tanto no Hot 100 da Billboard quanto na parada oficial do Reino Unido e rendeu a Feist duas indicações ao Grammy de 2008: o de melhor performance pop vocal feminina e também o de melhor videoclipe, além de vencer como single do ano no Juno Award, o “Grammy Canadense”.

Talvez pela necessidade que algumas pessoas sentem por rótulos, Feist foi vendida para o grande público como uma versão mais feliz e amena de Cat Power. Quem se dispôs a ouvir com mais atenção suas músicas, pôde perceber que ali havia muito mais que uma menina que cantava canções fofa e em clipes perfeitinhos. Puderam perceber que ali havia uma artista.

Em 2008 Feist lançou o último single de The Reminder; I Feel It All foi tão fofo e singelo quanto a canção que a lançou ao estrelado, mas sabe se lá porque motivo, não fez o mesmo sucesso, apesar de ter feito a cabeça de muitos indiezinhos na época.

De lá pra cá seu nome foi vinculado a algumas performances e participações em trabalhos de outros artistas e voltou aos holofotes quando anunciaram essa semana que World Sick, nova faixa do novo trabalho do celebrado Broken Social Scene (que ainda conta com a presença de Emily Haines, do Metric), que tem data de lançamento prevista em 04 de maio, estaria disponível para download no site oficial da banda.

Como se não bastasse as novidades do Broken Social Scene, hoje, Feist tocou a faixa inédita He Was Free em Vancouver, num evento paralelo as Olimpíadas de Inverno. À primeira vista, o enquadramento do vídeo não é dos melhores, mas tudo parece mínimo quando Feist começa a cantar. Assista abaixo ao vídeo:

É. Feist é muuuuuuito mais que 1234. Se você gostou das músicas aqui citadas, não hesite em ouvir o supramencionado The Reminder e o maravilhoso Let It Die, que o antecede. ;)

 

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