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Amy Winehouse – Lioness: Hidden Treasures

Faz umas poucas semanas que eu me deparei numa loja com uma biografia de Amy Winehouse, escrita por Chas Newkey-Burden. Já tinha lido péssimas resenhas sobre ela, mas acabei levando pra casa por causa do preço baixo. Não farei nenhum julgamento pois ainda não li nada que não fosse o seu epílogo. Eu explico: considerando a morte da cantora há alguns meses, abri direto nessa parte para saber até que ponto a narrativa de sua vida havia sido explorada e confirmar, numa curiosidade meio mórbida e patética, que as resoluções para seu futuro provavelmente foram contrariadas quase totalmente na real.

Então, de instigado, passei a sentir um grande pesar. Newkey-Burden havia enfileirado, a partir de depoimentos da própria, as ambições que tinha para sua vida. Amy contava sobre sua vontade de lançar mais alguns discos, para então entrar num período mais tranqüilo de sua vida, ter filhos e refletir. O autor também contava com declarações de pessoas próximas,  sobre o que elas imaginavam para o futuro de Winehouse – todos sempre otimistas sobre seus passos, crentes de que tudo melhoraria. Ou ao menos foi o que disseram pra ficar bonito no livro.

Esse mesmo pesar e amargura que eu senti é certamente o que irá embalar a maioria dos ouvintes quando escutarem “Lioness: Hidden Treasures”, disco póstumo de Amy que será lançado na próxima semana. Ele é do tipo que gera mais insatisfação do que deleite sonoro: não pela qualidade das canções, mas pelo que representa, ao carregar essas músicas que agora, quatro meses após sua morte, parecem mais promessas doloridas de uma carreira cortada cedo demais.

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Mayer Hawthorne – How Do You Do

Vez ou outra aparecem por aí artistas que, com uma proposta bastante inovadora, pegam gêneros não tão populares e os revitalizam com características típicas de sua época injetando ânimo e um “quê” de novidade. Quando acertam a mão, eles conseguem criar verdadeiras obras-primas. Só citar alguns exemplos, foi isso que aconteceu quando os Strokes resolveram resgatar a crueza do rock’n'roll de garagem em This Is It ou quando Amy Winehouse mergulhou na tradição do blues e do soul para compor Back to Black, um dos álbuns mais legais das últimas décadas.

Esse não é o caso de Mayer Hawthorne.

O multinstrumentista, cantor, compositor e DJ de 32 anos, apresenta em How Do You Do, seu segundo álbum que saiu na gringa mês passado, uma visível vontade de fazer um som tal qual o feito no finzinho dos anos 70. Sem querer acrescentar toques modernosos, o musicista desfila em 12 faixas todo o charme da soul music setentista tendo como principal personagem um homem que se vê apaixonado e dependente.

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M.I.A. – 27 (R.I.P. Amy Winehouse)

Homenagens, tributos e covers serão inevitáveis: muitos vão prestar reverência à Amy Winehouse, um dos grandes (dos poucos) ídolos que nossa geração formou.

Aparentemente, a primeira a fazer isso foi M.I.A., nossa rapper preferida, que soltou na madrugada de sábado para domingo “27″, uma faixa inédita dedicada a Amy Winehouse – e a todos seus amigos que morreram com a idade do título. De acordo com ela, a música foi gravada para a Mixtape VickiLeelx no ano passado, mas nunca foi finalizada.

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R.I.P. Amy Winehouse

Não é raro que nós do Miolão prestemos tributos a artistas que já se foram e cujo trabalho adorávamos, mas falar de Amy Winehouse – cuja notícia da morte foi uma surpresa imensamente ruim – é ainda mais doído do que outros que se foram quando ainda éramos muito jovens, ou antes de termos nascido.

Amy foi (e é amargo escrever essa frase no passado) uma das artistas mais emblemáticas de nossa geração, e, sem dúvidas, uma das mais geniais também. Nós, seus fãs, acompanhamos a ascensão e declínio dessa intérprete fantástica, compositora audaciosa, pessoa de raro carisma e que provou os dois lados da fama, com suas delícias e dissabores.

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Music Monday: The Ronettes

Se hoje nossa sessão Music Monday contraria sua proposta de apresentar um artista novo ou que está despontando, honra com louvor outro intuito – o de recuperar uma banda que merece ser relembrada. Apresentamos então, caso ainda não conheçam, o trio The Ronettes, que mostrou uma identidade bastante própria entre os vários girls groups que surgiram nas décadas de 50-60.

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Cover: Daydreamer, Selah Sue

Não tem jeito: a gente ama Adele. Essa linda, que atualmente tem a música mais tocada dos EUA (Rolling In The Deep) e dois discos incríveis nas costas, já apareceu por aqui mais de uma vez fazendo covers. Só que hoje ela aparece de maneira indireta sendo homenageada por Selah Sue. Continue lendo →

Yeah Right: o retorno de Dionne Bromfield

Apadrinhada pela tia famosa, uma tal de Amy Winehouse, Dionne Bromfield lançou seu primeiro disco com 13 anos de idade. Apesar da pouca idade, a mocinha mostrava desde o princípio expertise e talento de gente grande. Seu debut contou com um repertório recheado de clássicos do soul em releituras espirituosas, divertidas e, às vezes, intensas.

Hoje, 2 anos depois, ela prepara um novo trabalho. O novo single, Yeah Right, parceria com o menino Diggy Simmons, aponta novos caminhos: se no passado a jovem mergulhava de cabeça na soul music dos anos 60, dessa vez a garota mistura influências da disco da década seguinte, os famigerados anos 70 – com uma pitada do R&B que dominou as paradas nos últimos 10 anos. Deliciosamente pop, a faixa é bastante animada e poderia ser incluída facilmente no repertório mais urban de Alicia Keys. Aliás, o rap do garoto Diggy Simons só confirma isso.

O clipe da canção, lançado essa semana, é um show à parte. Dirigido por Emil Nava, ele conta com uma edição acelerada, mostrando Dionne num hotel enquanto os funcionários trabalham… e dançam! Se liga aí nas coreografias:

Resta saber se o novo disco, que ainda não tem título e nem data de lançamento, seguirá a tendência de Yeah Right.

 

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