MIOLÃO • Amy Winehouse - Part 2
 

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Yeah Right: o retorno de Dionne Bromfield

Apadrinhada pela tia famosa, uma tal de Amy Winehouse, Dionne Bromfield lançou seu primeiro disco com 13 anos de idade. Apesar da pouca idade, a mocinha mostrava desde o princípio expertise e talento de gente grande. Seu debut contou com um repertório recheado de clássicos do soul em releituras espirituosas, divertidas e, às vezes, intensas.

Hoje, 2 anos depois, ela prepara um novo trabalho. O novo single, Yeah Right, parceria com o menino Diggy Simmons, aponta novos caminhos: se no passado a jovem mergulhava de cabeça na soul music dos anos 60, dessa vez a garota mistura influências da disco da década seguinte, os famigerados anos 70 – com uma pitada do R&B que dominou as paradas nos últimos 10 anos. Deliciosamente pop, a faixa é bastante animada e poderia ser incluída facilmente no repertório mais urban de Alicia Keys. Aliás, o rap do garoto Diggy Simons só confirma isso.

O clipe da canção, lançado essa semana, é um show à parte. Dirigido por Emil Nava, ele conta com uma edição acelerada, mostrando Dionne num hotel enquanto os funcionários trabalham… e dançam! Se liga aí nas coreografias:

Resta saber se o novo disco, que ainda não tem título e nem data de lançamento, seguirá a tendência de Yeah Right.

Cover: Valerie, Amy Winehouse

Sabe a Amy Winehouse? Não, não. Não tô falando daquela maluca que esquece as letras, cai no palco e cheira todas.

Tô falando da Amy Winehouse cantora. Aquela que lançou um dos discos mais incríveis da última década, que conquistou o respeito de toda classe artística e do público, que apaixonada disse que love is a losing game… Lembrou agora? Eu também.

E é essa Amy, a artista, que aparece em nosso cover de hoje. Interpretando Valerie, o grande hit dos semidesconhecidos Zutons, a cantora demonstra vivacidade ao iluminar a triste letra – que na versão funkeada de Amy de triste não tem nada – com sua potente voz. Winehouse canta como se a música fosse sua, como se a volta da mocinha do título dependensse de sua voz, como se não houvesse amanhã.

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Top 5: Que Mané Lei Seca!

Acontece hoje a maior festa da democracia do país (not!)! E você, querido eleitor, deve estar tão preocupado quanto eu em relação a uma séria questão: vou mesmo ter que ficar sóbrio no domingo?

De acordo com o TSE, isso vai depender do que o seu Estado decidiu. O Distrito Federal e outros 14 vão, para o desgosto de muitos, instituírem a Lei Seca, proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Agora imagina só como seria difícil para algumas celebridades aturar o dia de hoje sem consumir nadinha de nada de água-que-passarinho-não-bebe?

Pensando nisso, elegemos abaixo 5 artistas do mundo da música que sofreriam E MUITO com essa lei bonita!

5º Lindsay Lohan

Aposto que ninguém que conheceu Lindsay Lohan no fim dos anos 90 por intermédio do filme Operação Cupido imaginou que o destino da menininha sardenta era aparecer mais nos noticiários do que nos cinemas, né?

A atriz e cantora já esteve envolvida em N escândalos e inclusive foi presa (mais que uma vez!) por causa de seus vícios. Os problemas eram tantos que até a carreira de Lilo desmoronou: sem emplacar nenhum sucesso desde Herbie – Meu Fusca Turbinado, de 2005 – e nem venha me falar de Machete porque o mérito do sucesso não é dela -, a garota só não caiu no ostracismo devido à insistência dos tablóides por fofoca.

Incompreendida, atualmente Lohan está na clínica de reabilitação Betty Ford Center, na California, para ver se se livra de uma vez por todas de seu amor pela danada.

Vamos torcer?

4º Paris Hilton

Ao contrário de Lindsay, que vira e mexe está rondando clínicas de reabilitação, Paris Hilton não parece querer largar mão da fama que tem. A cantora, atriz, empresária, modelo e herdeira, é chegada em um goró e perde a linha em quase todos os eventos em que participa.

Quando esteve no Brasil, em fevereiro desse ano, para divulgar uma marca de uma (adivinhem!) cerveja, a loira, visivelmente bêbada, dançou até o chão e fez a alegria dos fotógrafos. Tá certo que todo mundo exagera de vez em quando, mas a impressão que fica no caso de Paris é que as coisas para ela funcionam ao contrário; pra Paris, se comportar é exceção e não regra.

Sorte a nossa que se diverte com os micos e a falta de noção de nossa milionária preferida!

3º Zeca Pagodinho

Outro dia, há muito tempo, estava eu a assistir o Programa do Jô. Um dos entrevistados era o brasileiríssimo Zeca Pagodinho. Malandro do jeito que era, o cara foi levando o papo numa boa, até que, quando foi refrescar a garganta com o conteúdo da caneca, quase cuspiu ao constatar que ali havia água.  Indignado, Zeca reclamou com o Jô e foi servido quase que imediatamente de umas doses de pinguinha.

Essa história por si só justifica a inclusão do bem humorado sambista nessa lista. Afinal, quantos cantores você conhece que declaram de maneira tão… humm… espontânea seu apego as bebidas?

Observação curiosa: procurando imagens do Sr. Pagodinho no Google, notei que, excetuando capas de disco, ele estava bêbado – ou com cara de bêbado – em TODAS as fotos.

2° Courtney Love


Representando o lado mais obscuro e decadente do vício, temos aqui Courtney Love.

A viúva de Kurt Cobain é conhecida até hoje por seus homéricos atos de excesso. Por mais que eu tenha rido – e rio de novo sempre que vejo – alguns deles, como por exemplo o king kong que ela pagou no VMA de 1995 ao invadir uma entrevista da Madonna, a história de Love com substâncias lícitas e ilícitas é de dar dó. Além de dinheiro, respeito e oportunidades, a cantora perdeu até a filha por conta de sua dependência.

A maior prova que o álcool nem sempre é tãooo divertido.

1º Amy Winehouse


Não tem muito tempo que falamos aqui sobre o maravilhoso trabalho de Winehouse.

Tão visível quanto seu talento é sua quedinha por umas bebidas. Certamente, você já deve estar cansado de ouvir falar sobre o assunto, né? Então eu não vou dizer mais nada. Só vou pedir que vocês olhem atentamente para a foto que ilustra o post.

Adorei a economia: vejam que nem precisei de mil palavras para dizer o que sinto – a foto falou por si só.

Menções honrosas*:

O amiguinho de Wino, Pete Doherty que já foi expulso de sua própria banda (The Libertines) por causa de seus problemas com drogas e álcool; Lily Allen que não tem vergonha de ser feliz, de beber e de pagar peitinho; os caras do Matanza que fazem músicas sobre como é bom estar bêbado; a lenda Janis Joplin que pesava a mão na marvada e pedia até a Deus pagar uma rodada da bendita; Uffie que além de ser chegada num pó entorna e canta orgulhosamente “cause I might get drunk off my ass and I don’t wanna fall“; Mariah Carey que quando teve sua ótima performance em Preciosa reconhecida passou vergonha e a Sarah Hardings, das Girls Alouds, que fez… isso!

Parabéns a todos os envolvidos!

*Não sei bem se é mérito ou demérito aparecer nesse post, mas embora eles não estejam no Top 5, não podíamos deixar de comentar sobre esses fofos! Ah! E quanto a vocês, antes de festejarem, votem conscientes, ok? Não quero ter que me lamentar num bar pelos próximos 4 anos…

Discos Essenciais: Back to Black, Amy Winehouse

É interessante ver como Amy Winehouse, em tão pouco tempo, se tornou inegavelmente – e merecidamente – um ícone da música contemporânea . Há alguns anos, Amy era somente mais uma cantora “promessa” que despontava na cena britânica, mas um título desses seria pouco para descrever essa personalidade, que deixou sua marca não apenas pelo reconhecido talento, mas pela sentimento que transmite em seus trabalho e por uma grande transparência. O Disco Essencial da vez no Miolão é “Back to Black”, o segundo álbum da carreira ainda curta, mas intensa, da moça que trouxe o bom gosto e a consistência da sonoridade de outrora para os holofotes outra vez.

É impossível analisar o trabalho de Amy sem deparar-se com aspectos de sua agitada vida pessoal. Tudo o que a cantora produz é intrínseco ao que vive e sente, e esse é um dos aspectos que tornam seus trabalhos tão admiráveis: seus pensamentos e reflexões são esmiuçados em desabafos honestíssimos, sem firulas, meias palavras ou auto-piedade.  Artistas que trazem esse desprendimento ao retratarem suas experiências são cada vez menos frequentes no mainstream e Amy provou que é possível injentar uma grande carga de realidade – e estilo próprio – às paradas de sucesso.

E também aos tablóides, claro. É um preço que se paga por ser um livro aberto: milimetricamente examinada pela mídia, nossa “heroína” aparece constantemente envolvida em embates públicos, situações fora do comum e escândalos relacionados a drogas e bebidas. A questão é que com Amy Winehouse, nada disso parece um simples artifício para permanecer sob o olhar do público e dos jornalistas – ela pouco está interessada nisso. A inglesa é verdadeiramente rock’n roll, fazendo tudo o que dá vontade e vivendo desesperadamente, como se fosse a última “selvagem” do showbuziness.

Sob  o olhar da maioria, tornou-se motivo de riso acima de qualquer outra coisa, injustamente. Esquecem que por trás de tantas excentricidades (nada forçadas) existe uma artista ávida por encontrar um escape e que somente opta pelas saídas mais prejudiciais a ela própria – mas que quando foca na sua própria arte, mostra que não tem pra ninguém.

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Pitty e Seu Flerte Pelo Mundo Pop

Viram a última da Pitty? Agora ela anda cantando Bad Romance, da Lady GaGa, em seus shows.

Nem me atrevo a comentar. Quer dizer. Pitty. Bad Romance. Lady GaGa. Quer dizer.

Vale lembrar que há um tempo atrás, quando Rihanna ainda fazia sucesso e era apontada como a próxima Madonna, Pitty cantava Umbrella-ella-ella-ê

Sem falar que quando a bola da vez era Amy Winehouse e o resgate do soul/blues ela mandava, até em programas de TV, You Know I’m No Good

E aí, oportunismo ou influência?

#MusicMonday: as brincadeiras cênicas de Paloma Faith

Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.

Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado.  Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.

Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.

Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.

Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!

Mark Ronson lançará novo álbum em Maio

Segundo o NME.com, o produtor/DJ/cantor inglês Mark Ronson contará com as participações de Scissors Sisters, Santigold (ex-Santogold), Cathy Dennis, o rapper Pill e Miike Snow para seu próximo álbum, “The Business”, que tem previsão de lançamento para Maio/Junho de 2010.

O artista, que já produziu discos como o “Alright, Still” de Lily Allen e “Back To Black” de Amy Winehouse, disse que, diferente de seu último disco, “Versions”, inteiramente composto por covers de artistas como Coldplay, The Zutons e Britney Spears, seu terceiro trabalho trará apenas material inédito, composto por ele com a colaboração de alguns artistas que foram seus parceiros em lançamentos passados, como Nick Hodgson, da banda Kaiser Chiefs.

Ao longo de sua carreira, Mark também já trabalhou com a cantora Adele, Mos Def, Robbie Williams, Candy Payne, Maroon 5, Christina Aguilera, e muitos outros, tornando-se um dos produtores mais influentes da cena musical atual. Seu primeiro álbum, “Here Comes The Fuzz”, lançado em 2003, foi procedido pelo bem sucedido ”Version”, de onde saíram as conhecidas versões de “Valerie” dos The Zutons, com vocais de Amy Winehouse, “Oh My God” dos Kaiser Cheifs na voz de Lily Allen e “Stop Me”, cover de “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”, dos The Smiths, cantada por Daniel Merriweather. A versão acústica dessa última você confere abaixo:

 

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