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Trilha Sonora: “Mondo Bongo” – Joe Strummer and The Mescaleros

25/08/2010 às 19:43 em No Som, Telinha & Telão

Se tem um filme que gosto muito, é  ”Sr. e Sra. Smith”. Quando se trata de Angelina Jolie no elenco, sou suspeita a comentar, e nesta comédia romântica, se posso assim chamá-la, a atriz aparece do modo que mais combina com ela- uma dama elegante, inteligente e audaciosa que consegue lutar e atirar sem desmanchar o penteado.

Confesso que, ao começar a fazer este post, demorei muito para escolher qual música do filme eu iria abordar. São tantas as boas músicas como, Nothin’ but a good time da banda Poison, Lay Lady Lay de Bob Dylan, interpretada por Magnet e Gemma Hayes e, por fim, Express Yourself de Charles Wright, remixada por Mocean Worker.

Finalmente me decidi por uma das músicas que, creio eu, é a que mais marca no filme. Ela retrata o momento em que o casal Smith se conhece na Colômbia, onde a fotografia do filme torna-se saturada e iluminada, trazendo o tom latino e caliente que o sentimento de paixão dá ao namorados, além de ser trilha também, da luta final do casal contra os agentes das corporações para as quais ambos trabalhavam antes de serem descobertos.

Imagem de Amostra do You Tube

A música Mondo Bongo,é a oitava faixa do disco lançado em 2001, Global a Go-Go de Joe Strummer and The Mescaleros. Joe Strummer faleceu em 2002, era vocalista também da banda The Clash e da banda The Pogues. Mondo Bongo foi composta juntamente com Pablo Cook que tem suas digitais em diversas outras trilhas sonoras de filmes além de 20 canções produzidas para Lily Alen e outras tantas para Vanessa Mae. Confere o currículo do cara aqui ó.

Escolhi a canção por ser, melodicamente falando, sexy, pretensiosa e também por suas variações no filme, dividida entre início e fim, lenta e crescente como pode-se ver no vídeo abaixo:

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Recomendo esta música para uma tequila à dois: caliente como la vida debe ser!

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O Ambicioso Robert Rodriguez

05/07/2010 às 15:37 em Telinha & Telão

Um dos sujeitos mais polivalentes do cinema norte-americano está com a corda toda: às vésperas de lançar
Predadores, filme do qual é produtor, Robert já se pronunciou sobre uma possível sequência: quando questionado se o filme abriria uma nova franquia:

Existem diversas ótimas ideias. Uma das possibilidades seria seguir o personagem de (Laurence) Fishburne, Noland, em um prequel. As história que ele conta durante o filme já são interessantes, quero experienciá-las agora.

No Brasil o filme ainda vai demorar um pouquinho pra chegar: com data de estréia definida só para 23/07/2010, o trailer conta a história de um grupo de criminosos que são capturados e enviados a um planeta distante, cheio de… PREDADORES! Dirigido pelo competente Nimrod Antal, do bom Assalto À 13ª DP, Predadores trás um elenco de peso para combater os monstrinhos: encabeçando o time temos Adrian Brody (O Pianista); o já citado Laurence Fishburne (Matrix), Topher Grace (Em Boa Companhia) e a brasileira Alice Braga (Cidade Baixa).

Enquanto o filme não chega aos cinemas dá uma olhada no trailer:

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Além de Predadores, Rodriguez está super animado com a retomada da série Pequenos Espiões. De acordo com o próprio em entrevista ao site MovieWeb, Pequenos Espiões 4 – Armagedom será um reboot e já tem data de estréia definida: 19 de agosto de 2011. Já sobre a aguardada segunda parte de Sin City, Robert diz que ainda está trabalhando no roteiro e que no momento o foco é mesmo o novo Pequenos Espiões

Falando nisso, Mickey Rourke, que interpretou Marv no filme original, disse que tem interesse em reprisar o papel (com a condição de que a esposa de Rodriguez não atue como produtora). Alexis Bledel e Rosário Dawson também se colocaram a disposição e já declararam publicamente sua vontade de trabalhar com Rodriguez de novo, assim como Frank Miller, o autor da HQ que deu origem aos filmes. Por baixo dos panos, dizem ainda que Angelina Jolie também pode fazer parte do elenco, mas isso já não é oficial (o que é uma pena!)…

Enquanto nada de concreto surge sobre a continuação de Sin City, o lance é se divertir com a grande bobagem dos Predadores e continuar esperando o aguardadíssimo Machete. Se liga no trailer divulgado há um tempinho:

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Coisa trash boa, né?

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#Top5: Personagens Femininas do Cinema

08/03/2010 às 23:21 em Telinha & Telão

O cinema não seria o mesmo se não fosse a força característica das mulheres. Ao longo de mais de um século, as mulheres ganharam cada vez mais importância na tela e alguns de seus personagens foram eternizados com grandes performances. Segue abaixo nosso #Top5 das melhores delas:

5º Holly Golightly, interpretada por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, 1961.

Baseado na obra de Truman Capote, o filme de Blake Edwards eternizou para sempre a imagem delicada de Audrey Hepburn.
A musa, que combinava ingenuidade com outras características menos nobres, é fascinante por vários motivos: além de ser um ícone da moda, Holly conseguiu fugir do estereótipo de mocinha passiva e dependente e com muito charme, malícia e pureza deu vida a uma adorável prostituta de luxo que sempre que sentia-se triste passava na famosa joalheria Tiffany’s.
O bom uso de seus atributos físicos para sair de problemas, suas contradições encantadoras e sua importância histórica fazem de Holly Golightly nossa 5ª personagem feminina mais marcante da história do cinema.

4º Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, 2006.

Poucas vezes um “vilão” teve tanto charme e admiradores quanto Miranda Priestly. Inspirada livremente em Anna Wintour, editora da Vogue Americana, Miranda encontrou em Meryl Streep sua interprete perfeita. Cada gesto com as mãos e cada olhar reprovador provou a força desta mulher que, mesmo em silêncio, colocava pânico em todos à sua volta. A arrogância inerente e seu poder avassalador construíram a imagem de uma verdadeira dama-de-ferro. No decorrer do filme, sob o olhar de Andy (a fofa da Anne Hathaway) quase acreditamos que a vida foi cruel demais com Miranda e que toda sua atitude pode ser justificada. Quase. Porque no final, você sabe, é tudo uma questão de escolha.

3º Scarlett O’Hara, interpretada por Vivien Leigh em … E O Vento Levou, 1939.

Negar a importância histórica d’…O Vento Levou é um verdadeiro crime. O filme, que faturou 10 Oscars, incluindo o de Melhor Atriz para Vivien Leigh, conta a história de Scarlett O’Hara: uma mocinha superficial e irritante que vive confortavelmente num mundo perfeito. Mas sua vida toma um rumo totalmente inesperado com a explosão da Guerra Civil Americana. Nesse cenário, Scarlett cresce como mulher e mostra uma força que nem sabia que existia. Por sofrer por horas e horas, despertar paixões, viver um amor intenso e se reerguer numa época machista, aparentemente sem ajuda de nenhum homem, Scarlett é um marco da figura feminina. Vai dizer que você nunca ouviu a frase “Nunca mais passarei fome!”?

2º Celie, interpretada por Whoopi Goldberg em A Cor Púrpura, 1985.

Nos Estados Unidos de 1909, Celie, ainda adolescente, já conhecia as piores coisas da vida. Estuprada pelo pai teve seu filho, fruto da relação incestuosa, tirado de si logo no nascimento. Humilhada e discriminada durante toda vida por ser quem é, ela é tratada como um lixo por todos -exceto sua irmã-. Marcada pela violência física e, principalmente, moral, A Cor Púrpura retrata a jornada de Celie através dos anos. O filme, que tinha tudo para cair no melodrama, acaba tornando-se uma película impressionantemente bela sobre como uma mulher, negra, “feia” e submissa assume as rédeas de sua vida. Numa performance sutil e arrebatadora, Whopi estreou no cinema com o pé direito e sua personagem, inspirada no livro de Alice Walker, ganhou uma das músicas temas mais interessantes de toda a história do cinema: “Miss Celie’s Blues“, cantada pela ótima Margareth Avery. Se achar que tudo isso não é motivo para colocá-la entre as personagens mais memoráveis de todas, reveja seus conceitos.

1º A Noiva, interpretada por Uma Thruman em Kill Bill Volume 1, 2003, e Kill Bill Volume 2, 2004.

Um clássico instantâneo. É assim que Kill Bill pode ser definido. Cheio de planos perfeitos e referências ao cinema, Kill Bill foi filmado magistralmente e antes mesmo de seu lançamento já era o filme mais cool do ano. A história de uma noiva que acordava dez anos depois de ter levado um tiro na cara e saía a caça de seus assassinos à primeira vista não era nada original. Mas a força da personagem de Uma, que se revela pouco a pouco, apresenta motivações verossímeis as suas ações e encontra no final a redenção que toda mulher procura. E ela chora.

Menções honrosas: Susan Sarandon como a mãe de Lorenzo, n’O Óleo de Lorenzo, desafiando a ciência por amor à seu filho; Sigourney Weaver pela durona Tenente Ripley, da quadrilogia Alien, provando que é mais macho que muito homem ao enfrentar sem medo os monstrengos alienígenas; Cate Blanchett interpretando a mulher mais poderosa do mundo em Elizabeth e reprisando o papel em Elizabeth – A Era de Ouro; a fofura de Audrey Tautou na pele de Amelie, n’O Fabuloso Destino de Amelie Poulain; Angelina Jolie quebrando tudo como Lara Croft em Tomb Raider, provando, mais uma vez, que o mulheres também sabem fazer filmes de ação; Nicole Kidman como Satine em Moulin Rouge, interpretando a prostituta que decide abrir mão de tudo por amor; a Erin Brockovich, de Julia Roberts, inspirada na história real da mulher que desafiou toda uma corporação; Rosane Mulholland encarnando com perfeição o retrato da contradição de uma garota suburbana e atrevida em Falsa Loura; toda intensidade, no sentido mais absoluto da palavra, retratada na Isabelle, de Eva Green, em Os Sonhadores; a volúpia adolescente de Lolita, de Dominique Swain, no sarcástico e, pra muitos, arrastado filme inspirado no clássico de Nobokov… a menção mais honrosa de todas:

Thelma e Louise, de Geena Davis e Susan Sarandon. A força das duas mulheres que saem foragidas pelas estradas dos EUA impressionante do início ao fim. Um verdadeiro manifesto feminista e um marco do cinema, o filme conta ainda com um dos melhores finais de todos os tempos.

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Cinema: Os Mais Bem Pagos de 2009

09/02/2010 às 02:15 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

Engana-se quem pensa que os atores mais bem pagos de Hollywood ainda são Johnny Deep e Julia Roberts.

Segundo a Vanity Fair, os nomes do momento são os de Daniel Radcliffe e o de Emma Watson, ou, se você preferir, o Harry Potter e a Hermione Granger. No último ano os dois faturaram 70 milhões (40 ele, 30 ela) por suas participações nos 2 últimos filmes da franquia.

A lista exibe ao todo 40 nomes e abrange gente envolvida no segmento de cinema como atores, diretores e produtores.

Seguindo a lista dos atores temos Ben Stiller com 40 milhões e Tom Hanks com 36 milhões. Do lado feminino, quem aparece em segundo lugar é Cameron Diaz com 27 milhões e Sarah Jessica Parker com 24 milhões.

Vale ressaltar que Emma ficou em primeiro lugar como a mais bem paga do ano passado porque recebeu 15 milhões por cada “pedaço” de Harry Potter e As Relíquias da Morte. Angelina Jolie, que durante todo ano passado se ocupou com Salt, tornou-se a atriz com o maior cachê em um único filme levando pra casa nada menos que 20 milhões de dólares. Na lista geral ela aparece num mísero 32º. É mole?

Se liga na lista completa, que engloba todos os envolvidos:

1 Michael Bay $125 milhões
2 Steven Spielberg $85 milhões
3 Roland Emmerich$70 milhões
4 James Cameron $50 milhões
5 Todd Phillips $44 milhões
6 Daniel Radcliffe $41 milhões
7 Ben Stiller $40 milhões
8 Tom Hanks $36 milhões
9 J. J. Abrams $36 milhões
10 Jerry Bruckheimer $35.5 milhões
11 Tyler Perry $32.5 milhões
12 Adam Sandler $31.5 milhões
13 Denzel Washington $31 milhões
14 Emma Watson $30 milhões
15 Rupert Grint $30 milhões
16 Owen Wilson $29 milhões
17 Nicolas Cage $28 milhões
18 Russell Crowe $28 milhões
19 Cameron Diaz $27 milhões
20 Brian Grazer e Ron Howard $25.5 milhões
21 Johnny Depp $25 milhões
22 Steve Carell $25 milhões
23 Robert De Niro $24.5 milhões
24 Sarah Jessica Parker $24 milhões
25 Katherine Heigl $24 milhões
26 Shawn Levy $23 milhões
27 Oren Peli e Jason Blum $22.5 milhões
28 Robert Downey Jr. $22 milhões
29 George Clooney $22 milhões
30 Matt Damon $22 milhões
31 Reese Witherspoon $21 milhões
32 Angelina Jolie $21 milhões
33 Jennifer Aniston $20 milhões
34 Sandra Bullock $20 milhões
35 Robert Pattinson $18 milhões
36 Clint Eastwood $17 milhões
37 Kristen Stewart $16 milhões
38 Mark Wahlberg $16 milhões
39 Shia LaBeouf $15 milhões
40 Brad Pitt $13.5 milhões

Como era de se esperar, o top 3 geral da lista contém só realizadores, como Michael Bay de Transformers, Steven Spilberg e Roland Emmerich. James Cameron também marca presença com seus nada modesto 50 milhões.

Ai, ai… Essa galera que faz cinema nos States deve viver muito bem, né?

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O lixo e o luxo do mundo pop por David LaChapelle

29/01/2010 às 18:56 em Aleatoriedades

O californiano David LaChapelle é um dos mais conceituados fotógrafos da atualidade. Você provavelmente já “esbarrou” em algum clique feito por ele, ou já assistiu algum videoclipe dirigido pelo cara. Suas obras têm deixado uma marca significativa na produção artística atual e tudo indica que seu nome será lembrado por gerações futuras como referência no que faz.

Discípulo de Andy Warhol – um dos maiores representantes da pop art na história e mentor de David no começo da sua carreira – ele ingressou no mundo profissional em meados de 80 e de lá pra cá, trabalhou para diversas revistas de moda e cultura pop, como a Interview, Vogue, a Vanity Fair e a Rolling Stone, realizou inúmeras campanhas publicitárias para canais de TV e mídias impressas e virou um dos fotógrafos favoritos de diversas estrelas do mundo do entretenimento, como Madonna, Britney Spears, Elton John, David Beckham, Eminem, Lady Gaga, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio e muitos outros que se encantam pela sua visão surreal, satírica e um pouco “safada” do cotidiano.

Apesar de apresentar um trabalho sagaz e crítico, David não é unânime: muitos consideram seus retratos ofensivos e de mau gosto. Suas obras trazem uma mistura freqüente entre o atraente e o bizarro, como se um dependesse do outro para existir. Alguns consideram suas fotografias meras cenas vazias com desnecessárias exposições de nudez, enquanto outros encontram muitas mensagens nas “entrelinhas”: por trás de toda a aparente diversão e ostentação, existem críticas ao mundo da fama, com seus vícios, vaidades e facetas que são empurradas pra debaixo do tapete.

Como citado, LaChapelle também dirige videoclipes. Quer alguns exemplos? Ele é o responsável por “Dirrty”, da Christina Aguilera, “Natural Blues” do Moby, “It’s My Life”, do No Doubt, “Tears Dry On Their Own”, da Amy Winehouse… e a lista prossegue, inserindo ainda trabalhos com Norah Jones, Robbie Williams, Gwen Stefani e muitos outros no gigante currículo do rapaz.

Quer saber mais? No site oficial dele, você pode conhecer mais sobre seu trabalho. David possui diversos livros publicados, além de flertar com o universo cinematográfico e realizar exposições em diversas partes do mundo. Confira abaixo uma amostra de suas obras – com retratos de David Bowie, Marilyn Manson, Angelina Jolie e Lady Gaga.

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