Dizem por aí que A Pele Que Habito (La Piel Que Habito), novo longa de Pedro Almodóvar, que estreia nos cinemas hoje, é um “filme de gênero”. A trama, que se desdobra em mistérios e segredos do passado, segura o espectador pelo colarinho e o mantém interessado e angustiado até o último minuto. O suspense é crescente. A tensão também.
No entanto, por mais que A Pele Que Habito passeie pelos melindres do gênero suspense, ele é, mais do que qualquer outra coisa, um filme de Almodóvar.
Contando a história de um médico (Banderas) que, traumatizado com a carbonização de sua esposa em um acidente de carro, se obstina em criar uma “pele” perfeita, o longa apresenta-nos Vera (Elena Anaya), uma mulher que, ao que tudo indica, serve de cobaia aos experimentos do triste cientista.

























