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Os Melhores Discos de 2011

discosdoano

Ah… Se vocês soubessem como foi difícil escolher os álbuns mais queridinhos do ano!

Interessante. Assim eu definiria com uma palavra o ano de 2011 na música. Um período em que tivemos grandes lançamentos aguardados, muitas expectativas excedidas, algumas decepções e, acima de tudo, maravilhosas surpresas.

É claro que a maioria dos discos foi unanimidade e você vai encontrar nos Tops de outros sites, mas tem exclusividade do Miolão (GO, MIOLÃO TEAM!) que foge do mais do mesmo como ninguém! Ha!

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Alex Turner – Submarine

Submarine não é bem o que se pode chamar de álbum. Ele é, na verdade, um pedaço de filme. Um pedaço sonoro de película, sem imagens.

Concebido originalmente para servir de trilha de Submarine, o longa de estreia de Richard Ayoade, o disquinho que marca o primeiro voo solo de Alex Turner, vocalista do Arctic Monkeys, carrega em cada uma de suas seis faixas (ou cinco, dependendo do ponto de vista) as aflições e angustias de uma personagem que parece estar mergulhada em um estado profundo de estupor e inércia.

Dentro do filme, as canções ganham um tom grandioso e se integram ferozmente aos bonitos frames que compõem a trama. Fora do longa, as gravações de Alex Turner se sustentam e ganham autonomia, tornando-se frescas e cheias de nuances. Melancólico e muito bem humorado quase que em toda sua totalidade, Submarine carrega um desespero meio surdo, inquietante e ao mesmo tempo apaziguador, como se as canções fossem extensões do silêncio que sucede um baque.

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3 Momentos: Arctic Monkeys

Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles, não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys.

Fazendo shows aqui e ali o Arctic Monkeys foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.  Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles.

De repente todo mundo só falava em Arctic Monkeys. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas mais quentes e, vejam só, abocanharam com força e vontade o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso, meus amigos, sem ter nenhum álbum lançado.

Esse sucesso todo alcançado mais ou menos por acaso, só aconteceu porque o público comprou a ideia de que a música feita por aqueles garotos era espontânea e divertida. E sabem do melhor? Era mesmo.

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Miolão Mixtape n.18

Eis que chegamos a mixtape de número 18! Atingindo a maior idade, nossa décima oitava Mixtape cai na estrada e apresenta músicas que tem um gosto que os mais incautos chamariam de poeira, mas, que na verdade, é liberdade.

As músicas do disquinho soam ora enérgicas, ora preguiçosas, e paradoxalmente há coesão e sentido por trás de cada uma das faixas e da ordem das mesmas. Aliás, vale dizer que há muito a gente não montava uma mixtape que funcionasse tão bem para ser ouvida em sequência: ela começa forte e cheia de vida e, a medida que se afasta de seu ponto de partida, vai parecendo mais distante, reflexiva e… preguiçosa. Do meio pro fim, como se estivesse com saudades de casa, se mostra mais familiar. Até que ela acaba.

É, acho que é isso. Veja a tracklist e baixe o álbum:

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Miolão Mixtape n.16

Sacana. Meio brusca. Rápida. Direta. Dançante. Assim é nossa nova mixtape. Ela, que talvez incomode bastante seus vizinhos, é barulhenta e irresistível bem como a vida deve ser. Continue lendo →

Vem Aí: Submarine

Submarino é a adaptação homônima do primeiro (e único) livro de Joe Dunthorne. E é também a primeira incursão de Richard Ayoade por trás das câmeras. Assinando a direção e o roteiro do longa, o ator, que ficou famoso interpretando um dos protagonistas de The It Crowd, recebeu ótimas críticas por seu trabalho de estreia: aclamado no Festival de Sundance, a obra agradou bastante e foi apontado como forte candidato a preencher a vaga de “filme indie do ano”.

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Brick By Brick: a nova do Arctic Monkeys

Não são só os Strokes que estão de volta, o Arctic Monkeys também! Pegando muita gente de surpresa, eles disponibilizaram ontem à tarde em seu site oficial a canção Brick By Brick. Produzida por James Ford, parceiro da banda desde Favourite Worst Nightmare, a música se distancia um pouco das canções do último álbum e se aproxima bastante do som de outra banda: o Queens Of The Stone Age.

Menos sissuda do que qualquer coisa do Humbug ela empolga bastante… Mas ainda sim não lembra aquela banda que um dia conhecemos e amamos.

Além da música, outra novidade que o site oficial aponta são alguns shows agendados para o mês de junho. Será que teremos mais novidades até lá? Pra quem ficou curioso, vale dizer que o álbum novo ainda não tem data e nem título – mas estima-se que ele seja lançado na primavera.

 

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