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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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3 Momentos: Cillian Murphy

Acho que é o rosto. É, deve ser isso. O rosto de Cillian Murphy foi moldado pro cinema.

Quando o vejo em cena, a impressão que tenho é de que suas feições podem assumir qualquer humor com a mesma intensidade e capacidade de convencimento. Tenho a sensação de que ele pode se tornar louco, apaixonado, determinado, histérico ou sofrido quase sem fazer esforço. Só que por mais que sua expressividade funcione, parece que ele não se contenta. E aí, meus amigos, percebemos que ele atua não só com o rosto, mas com o corpo inteiro.

Modificando sua postura, seu jeito de andar, criando sotaques, se perdendo em meio a figurinos exóticos e por vezes emulando até uma respiração diferente da sua, o irlandês de 35 anos é um Ator com “A” maiúsculo. Mal dá pra acreditar que ele, por pouco, muito pouco, quase se graduou em direito. Ainda na universidade, Murphy demonstrava uma queda pelo mundo das artes. Com alguns amigos, ele tinha uma banda chamada Sons of Mr. Greeneges. Sua aptidão para música garantiu a ele um papel de destaque numa peça chamada Disco Pigs. Foi o tiro certeiro. Resoluto de sua verdadeira vocação depois de sair em turnê com a peça, Cillian largou a faculdade e pouco tempo depois foi parar no cinema numa adaptação daquele texto.

Bastante reservado quando o assunto é sua vida pessoal, ele mantém sua família (além de casado, o cara é pai de duas meninas!) longe dos holofotes. É visível que Cillian não está nessa pela fama. Ele faz cinema porque sabe fazer.

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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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3 Momentos: Heath Ledger

Quando Heath Ledger faleceu em janeiro de 2008 houve uma verdadeira comoção. Até que os médicos divulgassem a causa da morte (ingestão acidental de remédios), levantaram hipóteses de suicídio ou overdose de drogas.

O Cavaleiro das Trevas (que mais tarde agregaria o desnecessário “Batman” ao título) ainda nem tinha sido lançado e o buzz em torno da última performance que Ledger tinha concluído era imenso. Houve até quem dissesse, sem ter visto o filme, que vinha por aí uma das melhores atuações da história do cinema.

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Inception

De Christopher Nolan, diretor do ótimo The Dark Knight, Inception chegou ontem às salas de cinema do Brasil com muito menos glamour que seu irmão morcego. Um título misterioso – A Origem –, um pôster nada extravagante e um dos trailers mais instigantes do sec. XXI: essa foi a composição para a estreia do que pode vir a ser – e, por que não, já é – o melhor filme de ação/sci-fi norte-americano desse século.

Imagem de Amostra do You Tube

Só a lista do elenco já é um motivo mais do que suficiente para ir até a telona: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Cillian Murphy… O enredo, no mínimo, desperta curiosidade. Quer dizer, é sobre um mundo – o nosso mundo, aliás – onde a tecnologia é usada para invadir sonhos alheios e roubar segredos. Se isso não for o suficiente, bom, Inception tem, simplesmente, algumas das cenas mais incríveis que a tecnologia de set pode nos proporcionar – isso porque o diretor quase não usou efeitos digitais. A cena da batalha com gravidade zero foi produzida em um cenário giratório.

A história é longa para os padrões atuais, mas prende o espectador a cada segundo, sem ser chata ou repetitiva. As peças do suspense bem construído, inicialmente com muitas questões confusas, vão se encaixando ao longo do filme, sem deixar brechas nem falhas. Às vezes a informação cai na tela meio mastigada demais – um close-up desnecessário ou um personagem formulando respostas em voz alta – mas esses detalhes não conseguem prejudicar o ótimo andamento do filme.

DiCaprio não está tão piegas como é o comum, a Ellen Page é uma Linda e Miss. Piaf está FA-BU-LO-SA. Aliás, as referências e os trocadilhos de Nolan discretamente inseridos entre um plano e outro chegam a criar mais um suspense para o espectador, um mistério minimalista da mente do diretor a ser desvendado pela plateia mais atenta; ou ninguém sentiu que já conhecia a música usada como sedativo? As “inspirações” de Nolan estão todas ali, nos cenários, nos personagens: M.C. Escher, os irmãos Wachowski… Por que vocês sabem, meus lindos, no cinema é como na física: nada se cria, tudo se copia. Hehe.

Além da ótima história, de todas as cenas incríveis, dos atores espetaculares e de uma direção de mestre, Inception ainda conta com uma trilha musical de Hans Zimmer, vestindo a cascata de imagens com o som perfeito. Christopher Nolan não fez somente uma obra-prima: com Inception, provou que, quando Hollywood quer, sabe fazer um grande filme – em todos os sentidos.


E, se alguém tiver interesse, agora eu tenho uma nova cena preferida. Quem deixar um comentário adivinhando qual é ganha um doce.

Inception, Christopher Nolan, 2010

A Origem. Com: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt e Cillian Murphy.  

 

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