Há algum tempo, li uma entrevista de Quentin Tarantino a respeito de suas escolhas musicais. Segundo o diretor, ele não consegue prosseguir com a escrita de um roteiro a menos que saiba qual será a música de abertura do filme, já que é essa música que faz com que as pessoas captem a atmosfera dele. É como se em cima dessa canção Tarantino construísse o universo do filme. Assim, Bang Bang (My Baby Shot Me Down), na brilhante interpretação de Nancy Sinatra, seria, então, a força motora para todo o argumento de Kill Bill vol. 1.
O filme se inicia com o plano, em preto e branco, do rosto ensangüentado d’A Noiva (Uma Thurman). Em seguida, percebemos a mão de um homem, segurando um lenço com o nome Bill (David Carradine) bordado, se aproximando da personagem para limpar-lhe o rosto. Enquanto a ação descrita se desenrola, Bill confronta a moça deitada no chão com frases um tanto confortantes. Porém, essa atmosfera de “carinho”, é cortada pelo som de uma pistola sendo armada para o tiro. Em desespero, A Noiva grita a frase: “Bill, it’s your baby”, o que parece não surtir efeito, já que o gatilho é puxado.
















