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Nicola Roberts – Cinderella’s Eyes

Nicola Roberts tem só 26 anos, mas já pode se aposentar: duvido muito que ela consiga superar – ou mesmo chegar perto – do resultado obtido em Cinderella’s Eyes, seu primeiro disco solo.

A ruiva, que durante os últimos 10 anos emplacou hit atrás de hit (no Reino Unido, sua terra natal) à frente das Girls Aloud, lançou no dia 23 de setembro seu debut. Composto por doze faixas – todas assinadas por ela, com exceção do cover de Everybody’s Got To Learn Sometime -, o álbum reúne características díspares para formar um retrato (bastante) sincero de sua interprete.

Há algo em Cinderella’s Eyes que o deixa mais real. Quando Nicola discorre sobre seus medos e anseia aceitação ou quando pergunta a si mesma se aquele é seu dia de sorte, a gente percebe que todo o (bom) trabalho de produção não ofuscou ou maquiou as intenções de sua dona. O disco é Nicola e Nicola é o disco. Mesmo.

Sem esquecer de suas obrigações mercadológicas (ela é praticamente uma popstar), o álbum carrega consigo um frescor que permite que ele se mantenha vivo durante todo o tempo em que é executado. Até mesmo nos momentos em que ele resolve emular hits fáceis, que beiram o genérico -  como no caso de Say It Out Loud e Gladiator, que poderiam ser cantadas facilmente por Katy Perry – o resultado é bastante satisfatório. A impressão que ele deixa é de que ele se autocompleta: mesmo sendo um álbum pop, ele não depende do pop (e por pop entenda moda) para sobreviver.

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Cover: Everybody’s Gotta Learn Sometime, Beck

Conheci Everybody’s Gotta Learn Sometime por causa de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Na época eu tinha uns 15 ou 16 anos. Lembro de ter pensado que aquela música (e que aquele filme) era a música (e o filme) mais bonita (bonito) do mundo.

Originalmente composta nos anos 80 por James Warren, do The Korgis, Everybody’s Got To Learn Sometime tinha uma base menos “monótona” do que a gravação de Beck. A repetição da frase-título combinada com a melodia mais fácil intuía que a música seria um hit – e ela foi: atingindo a quinta colocação na parada de UK e a décima oitava na Billboard, a canção se tornou o maior sucesso da banda e foi revisitada inúmeras vezes ao longo dos anos por outros artistas e pela própria banda em reprises desnecessárias.

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Miolão Mixtape n.16

Sacana. Meio brusca. Rápida. Direta. Dançante. Assim é nossa nova mixtape. Ela, que talvez incomode bastante seus vizinhos, é barulhenta e irresistível bem como a vida deve ser. Continue lendo →

Os erros e acertos de Glee (Parte 1)

Glee não é unanimidade nem entre público, nem entre os artistas da música. Naturalmente, alguns espectadores amam, enquanto outros odeiam; paralelamente, cantores e bandas mostram grande interesse em ter suas músicas inseridas na série, por a apreciam - ou porque no momento está com tudo no momento, vai saber? - enquanto outra parcela se recusa  a ceder os direitos de gravação de suas “crias”.

Essas divergências não são injustificáveis: Glee é entretenimento bacanudo, mas que escorrega algumas vezes – incluindo no quesito musical. Nós, do Miolaoteam, somos super fãs da série e elegemos os melhores e piores momentos do programa ao longo dessas duas temporadas em nossa opinião, começando pela primeira categoria. Quer ver? :)

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3 Momentos: Lykke Li

É dificil ficar imune ao som da sueca Lykke Li quando você a escuta pela primeira vez. A loira, que despontou mundialmente em 2008 com o lançamento de seu primeiro CD, é dona de canções oníricas, suaves e mega envolventes. O universo que a moça constrói com sua voz e leve excentricidade é adorável e a destaca num apanhado de artistas femininas que surgiram nos últimos anos.

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3 Momentos: Charlotte Gainsbourg

As vezes, parece que Charlotte Gainsbourg está envolvida com tantos trabalhos interessantes que parece estar em toda parte: a atriz/cantora/modelo, filha de um dos casais de artistas mais influentes da cultura francesa – Serge Gainsbourg e Jane Birkin – é competente em tudo o que faz. Como se sozinha já não fosse suficientemente original, Charlotte já trabalhou com nomes como Beck, Michel Gondry, Lars Von Trier, Air, Jarvis Cocker e Alejandro Iñarritu. Sua carreira é cheia de momentos instigantes, trabalhos provocadores e cheios de originalidade. Abaixo, o MIOLÃOTEAM seleciona alguns deles, para que você conheça mais sobre o universo da francesa.

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O Subestimado Jamie Lidell

Ele teve seu debut eleito um dos melhores discos da década pela Pitchfork. Ano passado seu segundo disco ganhou o 8th Annual Independent Music Awards como melhor álbum pop/rock. Seu nome é Jamie Lidell e se você ainda não o conhece, guarde bem seu nome porque o futuro desse garoto promete.

Nascido em 1973 na Inglaterra, Jamie é esquisito, parece que vive sempre chapado e canta soul com uma desenvoltura que muitos invejariam. As letras sinceras e cativantes combinadas as ótimas melodias, remetem Jamie a grandes nomes do passado como Marvin Gaye e Otis Redding, ao mesmo tempo em que colocam Jamie numa bolha no tempo: sua música consegue trazer à tona vestígios de um som retrô e ainda soar absurdamente atual. Mais ou menos como se ele pegasse todas as (boas) influências e desse seu toque pessoal, sem se preocupar em homenagear nenhum mestre ou parecer moderninho.

Talvez esse vácuo no tempo e espaço somados a essa despretensão foram os principais responsáveis por manter Lidell quase que no anonimato. Seu principal êxito junto ao público foi emplacar a música “Multiply“, que dá nome à seu primeiro cd, à trilha de Grey’s Anatomy. No entanto, o quadro parece que vai mudar em breve quando Jamie lançar seu terceiro álbum: Compass, em 17 de maio. O disco contará com a participação de músicos renomados como Feist, Beck, Pat Sansone do Wilco, Nikka Costa e Chris Taylor dos Grizzly Bear.

A julgar pelo time de colaboradores, coisa boa vem por aí. Nenhuma música foi divulgada ainda, mas sabe-se que Compass trará 10 canções, todas escritas por Jamie em menos de um mês e algumas contaram com a ajuda da fofíssima Feist.

O resultado a gente ainda vai demorar um pouquinho pra conferir, mas por enquanto temos uma prévia com a faixa-título, Compass:

Mais sombria e intensa que o habitual, Compass assusta na primeira audição e embora seja diferente do que Lidell costuma retratar, a música é uma boa prévia de seu espírito inquieto e vivo.

Pra aguçar ainda mais a vontade, deixo para vocês o vídeo gravado ao vivo da deliciosa Where D’You Go?, de seu segundo disco intitulado Jim:

E aqui tem a música original:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Para saber mais, acesse o MySpace do cara: http://www.myspace.com/jamielidell.

 

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