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Trilha Sonora: “And I am telling you I’m not going” – Jennifer Hudson

13/08/2010 às 16:34 em No Som, Telinha & Telão

Nós do Miolaoteam inauguraremos hoje uma nova sessão no blog, a “Trilha Sonora da Semana”. Baseada em dois especiais que nós fizemos anteriormente (você pode conferir clicando aqui e aqui), ela irá relembrar momentos marcantes do cinema em que a música possui papel tão essencial quanto qualquer outra coisa em cena.

Vamos conhecer aquela que irá abrir a série de posts? Antes, uma pequena introdução…

Falemos do filme em questão: “Dreamgirls”, dirigido por Rob Marshall e lançado em 2006 é a adaptação para os cinemas do espetáculo da Broadway de mesmo nome, que arrebatou público e crítica em meados de 80 e venceu vários Tony Awards – o prêmio mais importante que existe para os musicais de teatro. Lançado pela Warner Bros em parceria com a DreamWorks, foi dirigido por Bill Condon (roteirista da “versão longa metragem” de outra peça de sucesso, “Chicago”) e conta a história de um talentoso trio de cantoras em busca do reconhecimento na indústria fonográfica – trama claramente inspirada na trajetória real do grupo The Supremes, liderado por Diana Ross, que chegou ao fim devido à brigas entre as integrantes e planos divergentes de empresários da época.

O elenco da adaptação é composto por nomes de peso que transitam entre o cinema e as prateleiras das lojas de discos, como Beyoncé e Jamie Foxx, e também artistas como Anika Rose, Eddie Murphy e alguém que, na época, ainda não era lá muito conhecida pelo grande público: Jennifer Hudson. A moça, uma das finalistas do American Idol gringo, não levou o prêmio máximo do programa, mas se tornaria mais famosa do que muitos que venceram alguma edição do show de talentos. Com “DreamGirls”, Hudson fez sua estréia nas telas e abriu caminho para sua carreira oficial na música. Encarnando Effie, a mais geniosa do grupo, Jennifer roubou a cena o tempo todo e, merecidamente, venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A cena escolhida (abaixo) justifica – e muito – os prêmios que ela ganhou:

Imagem de Amostra do You Tube

A artista interpreta aqui “And I Am Telling You I’m Not Going”, música também entoada no espetáculo teatral. Sua personagem, prestes a perder sua vaga no trio, desconfia que o noivo, Curtis (também empresário das garotas), tenha perdido de vez a confiança que tinha nela e também o amor dos velhos tempos. Desesperada, ela diz que nunca irá abandoná-lo, ainda que ele cometa as maiores loucuras do mundo, e é obrigação dele compreender isso. Jennifer emociona e nos deixa boquiabertos, injetando uma força absurda e muito sentimento à faixa, composta por Tom Eyen. Digna de aplausos!

Ah, e duas curiosidades: na montagem teatral, a canção ganhava vida na voz de uma mulher com nome parecido, Jennifer Hollidays, cantora de relativo sucesso na década de 80 e com talento equivalente ao da contemporânea. Confira uma filmagem da época – mais especificamente a partir de 3:33:

Imagem de Amostra do You Tube

As duas já se apresentaram juntas num show de Hudson no ano passado, um verdadeiro duelo de titãs. Se você assistir o vídeo até o fim, verá que as palavras ditas por um cara da platéia enquanto assiste, hilários e “chocados” “oh my God! Oh my God!” sintetizam bem a reação de quem ouve. Veja aqui.

ps1: A série “Trilha Sonora da Semana” foi idealizada pela Lucy, a nova integrante do Miolaoteam, que já tem postado por aqui mas ainda não se apresentou. Relaxem: nós vamos tirar ela do armário nos próximos dias. No bom sentido. ;)

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Cover: Jóga, PS22

18/07/2010 às 19:10 em No Som

O cover de hoje é cantado não somente por um, mas por uma porção de jovens artistas que tem talento suficiente pra deixar todo mundo de queixo caído: são as crianças que compõem o PS22, um dos projetos mais bacanas que a Internet popularizou nos últimos anos.

Formado numa escola pública de Nova York em 2000, o coral, que entre muitos feitos participou de algumas faixas do disco “Manners”, da banda Passion Pit, já homenageou Beyoncé  e Lady Gaga numa premiação da Billboard e cantou ao lado de Tori Amos, foge do repertório previsível que outros grupos mirins escolhem, e prefere explorar canções de artistas como  Regina Spektor, Coldplay, Marina and the Diamonds, The Cure, Radiohead, entre outros.

Escolhemos então uma das mais belas gravações dos garotos: “Jóga”, a urgente e sensível música de Bjork – que já é tocante originalmente – tornou-se ainda mais emocionante na voz dos garotos. Ainda me deixa arrepiado quando ouço. Uma versão que possui luz própria e que…

Bom, falar mais sobre ela não é preciso. Confira abaixo e veja que dispensa palavras:

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#Mioladinhas – Clipe Oficial de Why Don’t you Love Me

04/05/2010 às 18:11 em No Som

E a estréia oficial do novo clipe de Beyoncé, se deu há algumas horinhas em seu canal oficial do Vimeo.

Why don’t you love me traz a personagem B.B. Homemaker, uma dona de casa inconformada por não ter o carinho do amor da sua vida.

Confira o clipe na íntegra!

http://www.vimeo.com/11465235
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#mioladinhas – Vazou um trecho de “Why don’t you love me”, da Beyoncé

02/05/2010 às 14:36 em No Som

Beyoncé gostou mesmo daquela peruca usada em Videophone e Telephone. O estilo pin-up, até então não explorado pela artista, veio com força em seu novo clipe, da música Why don’t you love me.

A letra da canção, escrita por sua irmã, Solange Knowles, conta a indignação de uma mulher linda, de classe, com tudo o que quer nas mãos, exceto o amor de um homem, o qual ela tanto deseja.

Confira abaixo o “pedacinho de clipe” que vazou na net.

http://www.vimeo.com/11385434
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Tributo a Ella Fitzgerald

25/04/2010 às 16:04 em No Som

Como sabemos que Ella Fitzgerald continua cheia de vida em suas canções e em nossos corações, o Miolão Team homenageia esta excelente cantora que completaria hoje, 93 anos.

Falecida em 1996, Ella tornou-se um ícone do jazz com apenas 19 anos, sendo intitulada como a Primeira Dama da Canção, Lady Ella.

De origem humilde, Ella passou pelas coisas mais inusitadas e tristes em sua vida, chegando até ir para um reformatório quando adolescente. Toda esta experiência de vida contribuiu para sua presença de palco, emoção e vivacidade liberadas pela sua voz.

Em 1938, ao gravar a música If you can’t sing it/You’ll have to swing it, Ella se apoderou otimamente da técnica de scat singing, onde o cantor improvisa rítimos e sílabas, chegando até a imitar o som de todos os instrumentos de uma banda. Tal feito deixava o público em êxtase pois era algo natural e impressionante, que alguém jamais havia feito. O scat singing de Ella faz escola até os dias de hoje, desde Mel Tormé – a criança prodígio- até a cantora Beyoncé, como você pode ver clicando aqui.

Seu primeiro sucesso foi ao lado de Chick Webb, a música A Tisket A Tasket , onde mesmo com uma voz jovem, sentimos a suavidade e força de uma voz que mescla menina e mulher. O álbum vendeu 1 milhão de cópias e ficou no topo das paradas por 17 semanas. Pronto! Ella havia realizado seu sonho tornando-se famosa.

Uma cantora negra que abria portas para outros tantos que viriam, ganhando o respeito e tolerância de uma sociedade racista como a norte-americana. Ganhou 13 Grammys durante sua carreira  e cantou com todos os grandes nomes do jazz como Louis Armstrong, Duke Ellington, Count Basie e Nat King Cole, Frank Sinatra, Dizzy Gillespie e Benny Goodman. Pessoalmente, eu diria que foram eles que tiveram o prazer de cantar com ela.

Alguns de seus maiores sucessos, dentre as 2 mil músicas cantadas e seus 200 discos gravados, são: Blue Moon, Misty, Tenderly e a belíssima Cry me a River.

Delicie-se com a maravilhosa voz de Ella neste pequeno tributo do Miolão:

Imagem de Amostra do You Tube
Vale a pena assistir:

Samba de uma nota só

Blue Moon

Dream a little dream of

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