Cher Lloyd, a inglesinha cheia de banca que participou do The X-Factor no ano passado – e acabou ficando em quarto lugar -, lançou na última segunda-feira Stick + Stones, seu primeiro álbum.
Produzido por nomes como Shellback (Ke$ha e Britney Spears), RedOne (Lady GaGa) e Toby Gad (Alicia Keys, Fergie e Pixie Lott), o disco não é, nem de longe, o que se poderia esperar de uma ex-participante de um show de talentos. Se bem que a própria figura de Cher Lloyd não é o esteriótipo padrão dos candidatos desse tipo de programa.
Ao invés de mostrar para todo mundo “sua grande voz” (e ela tem mesmo uma grande voz) em baladas tempestuosas, Cher optou por seguir um caminho mais… “fácil”. Investindo pesado em músicas com bases sintetizadas, com bastante coragem e pulso a mocinha não esconde a idade que tem (18!) e nem do que ela gosta. E o que ela gosta, meus amigos, é de fazer rimas, brincar de gangsta-rapper e falar sobre os anseios adolescentes em letras bastante bobas e superficiais.
Toxic, uma das melhores músicas do repertório de Britney Spears, é tão bem feitinha que até quem detesta a moça reconhece seus méritos.
Vencedora do Grammy de Melhor Gravação Dance em 2005, a faixa, produzida pelos então desconhecidos Bloodshy & Avant, foi o segundo single de In The Zone, quarto álbum de estúdio de Spears.
Com uma introdução marcante e um potente refrão, a musiquinha repleta de sintetizadores foi executada a exaustão na época de seu lançamento e se tornou um dos maiores hits de Britney. No clipe, Britney encarnava uma garota que viajava pelo mundo, motivada pela vingança, sob múltiplos disfarces para cometer o crime perfeito: envenenar seu ex-namorado:
Podem rir: eu sei que soa meio ridículo escrever qualquer coisa que tenha Paris Hilton como tema. Mas se tem uma coisa que não é nada rídicula é Paris, o álbum de estréia da loirinha.
Produzido por gente do naipe de Greg Wells (responsável por discos de Mika e Katy Perry) e Kara DioGuardi (Britney Spears e Christina Aguilera), o debut de Paris Hilton foi mal recebido pelo público não pelo fato de ser ruim, mas sim por parecer um capricho sem propósito de uma menininha mimada que acordou e decidiu ser cantora. No entanto, quem se deu ao trabalho de ouvir o breve disquinho (ele tem pouco mais de 40 minutos!), percebeu que havia nele algo refrescante e deliciosamente pop. Continue lendo →
Que o tablóide inglês The Sun não é exemplo de credibilidade a gente já sabe, mas nem por isso suas notícias e notinhas deixam de ser divertidas e interessantes.
Um exemplo disso é a lista que eles publicaram há 2 anos que elegia “as 50 cantoras inesquecíveis“.
Sabe-se lá quais parâmetros eles usaram para medir e classificar as mocinhas listadas, mas o resultado, como era de se esperar, ficou pra lá de questionável. Sacá só:
01 – Madonna
02 – Cher
03 – Mariah Carey
04 – Cyndi Lauper
05 – Whitney Houston
06 – Celine Dion
07 – Beyoncé Knowles
08 – Shakira
09 – Kylie Minogue
10 – Britney Spears
11 – Shania Twain
12 – Donna Summer
13 – Gloria Stefan
14 – Amy Lee
15 – Gwen Stefani
16 – Roxette
17 – Christina Aguilera
18 – Jennifer Lopez
19 – Lauryn Hill
20 – Nelly Furtado
21 – Mary J. Blige
22 – Gery Halliwell
23 – Alanis Morissette
24 – Barbra Streisand
25 – Thalia
26 – Janet Jackson
27 – Pink
28 – Anastacia
29 – Norah Jones
30 – Laura Pausini
31 – Enya
32 – Emma Bunton
33 – Sarah Brightman
34 – Aretha Franklin
35 – Fergie
36 – Björk
37 – Kelly Clarkson
38 – Diana Ross
39 – Debbie Harry
40 – Janis Joplin
41 – Missy Eliot
42 – Toni Braxton
43 – Gloria Gaynor
44 – Patti Labelle
45 – Agnetha Fälskog (Abba)
46 – Courtney Love
47 – Tarja (ex-vocalista do Nightwish)
48 – Deborah Cox
49 – Joss Stone
50 – Lily Allen
É interessante notar o “esforço” que fizeram para englobar tudo que é gênero musical e mais interessante ainda é ver que algumas cantoras que ninguém lembra exceto os fãs ficaram à frente de verdadeiras lendas da música como Debbie Harry, Diana Ross e Janis Joplin.
Viu só como o The Sun é mesmo divertido? Melhor que muita piada! Hahaha!
Britney Spears, a garota (supostamente) virgem do interior de Louisiana, que provocou a imaginação de milhares de americanos estava crescendo.
E foi no VMA de 2001 que todos os olhos do mundo puderam comprovar isso. Apresentando I’m Slave 4 U, lead-single de seu terceiro álbum, intitulado somente de Britney, Spears se mostrou mais sexy e polêmica do que nunca. Com uma coreografia atrevida, animais selvagens no palco (e em seu pescoço!), e roupas “ousadas” Britney foi, novamente, o centro das atenções. A pequena menina estava ainda mais linda e insinuante.
Aos olhos dos fãs, Britney estava crescendo, assim como eles. Ela cantava em suas músicas que cansada de se sentir super protegida (Overprotected), que queria mesmo se divertir (I’m Slave 4 U) e que ninguém sabia o quão duro era ser ela (What It’s Like To Be Me), ao mesmo tempo em que enfrentava as dúvidas da transição entre ser uma menina e uma mulher (I’m Not A Girl, Not Eyet A Woman). Analisando a situação de um jeito um pouquinho mais crítico, podia se notar que Britney clamava urgente por uma reinvenção.
Seu efeito no mercado pop fora tão devastador, que acabou abrindo portas para outras estrelinhas loiras e supostamente talentosas, como Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore. Toda gravadora queria sua Britney, e a equipe de Britney percebendo isso mudou logo de estratégia, pois se continuassem no caminho seguro que estavam, logo não despertariam mais taaanto interesse assim no público… Vender Britney como uma adolescente lascíva foi um golpe de mestre. Mais desinibida em entrevistas, mais segura como “artista” (nesta fase, Britney co-escreveu 6 músicas) e mais sexual do que nunca, Britney estava dando o que falar. Ela estava em todas. Naquele ano ela estampou a capa das principais revistas do mundo, invadiu o mundo dos games com o jogo Britney’s Dance Beat e as telonas do mundo inteiro com o morninho Crossroads – Amigas Para Sempre. Tanta exposição assim começou a gerar alguns atritos com a grande mídia. Divulgando exaustivamente o album em programas de tv, Britney falava abertamente sobre qualquer assunto. Era simpática, divertida e incrivelmente viva. Mas até que ponto aquela pessoa que viamos na telinha era de verdade?
Britney, como um produto, vendia revistas e jornais como ninguém. Mas melhor do que defendê-la era criticá-la, atacá-la. Embora seu disco vendesse muito bem para os padrões da época, seus singles não iam tão bem na Billboard. Há quem diga que houve um boicote da principal rádio dos States, que se recusou a tocar suas músicas. O suposto fracasso comercial de seu filme (eu digo suposto, porque em números absolutos ele teve mais audiência que 8 Mile, o filme do Eminem, lançado no mesmo ano) somado ao mau desempenho de seus singles foram motivos suficientes para alguns jornais e revistas dizerem que Britney estava acabada. E foi aí que a mocinha lançou seu segundo single, Overprotected, que quebrou recordes no TRL americano. Apesar dos pesares, a imagem projetada tinha dado certo, a fase foi uma bela transição entre a garota sulista e a mulher adulta. Britney conseguiu manter seus fãs, agregar novos seguidores e licenciar centenas de produtos.
O resultado disso tudo foram 3 hits mundiais e 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo. E o melhor de tudo: uma imagem perfeitamente construída para o que estava por vir. Se bem que, quando Britney se separou do de Justin Queridinho da América Timberlake, seu mundo quase ruiu. Todos souberam através do próprio Justin que Britney não era mais virgem (se bem que, a massiva maioria já desconfiava) e que a então a garota-perfeita o havia traído.
Toda a questão elevou Justin a um patamar de vítima e Britney quase à lona. Mas a garotinha ainda estava viva. E bem viva.
Depois de alguns anos parada, Britney novamente subiu aos palcos do VMA. Em 2003, acompanhada de uma apagada Christina Aguilera e de ninguém menos que Madonna, Britney participou de um dos momentos que entraram para a história da TV: o beijo na boca de Madonna. O beijo teve direito até a uma linguinha safada e a um close no rosto de Justin.
Comentado até o osso em todos os tipos de mídia, o beijo simbolizou que Madonna estava entregando a sucessão de majestade do pop. Mas Madonna não desistiria tão fácil. Depois de todas as críticas pelo belíssimo album American Life, o beijo a colocou novamente em evidência. A maior artista pop do mundo estava em perfeita sintonia com os novos “talentos”. Aquilo significou muito para ambas. E alguns meses depois foi anunciado um dos duetos mais esperados de todos os tempos: Me Against The Music. O lead-single de Britney decepcionou a todos. O que era para ser explosivo soou datado e entediante. Os fãs das Madonna não gostaram e o público em geral recebeu de forma morna. Mais uma vez, o produto Britney começava a apresentar defeito. Se nem Madonna conseguiu fazer com que o single fosse sucesso, será que o álbum teria alguma chance de longevidade? Apesar de estrear na primeira posição da Billboard, In The Zone estava fadado ao fracasso. As quedas seriam vertiginosas se não fosse por uma musiquinha chamada Toxic…