MIOLÃO • Broadway
 

All posts tagged Broadway

Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

filmesmaisesperados

É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

Continue lendo →

Top 5: Feelin’ Good

Essa é a primeira vez que o MiolãoTeam faz um Top 5 contando com versões da mesma canção.  Acho que a música em questão, por si só, serve como explicação para isso. Mas, caso não seja suficiente, lá vai: Feelin’ Good é tão boa que se eu cantar, não vou conseguir estragar. Todas as versões que já ouvi, de variados artistas, de vários gêneros musicais, são bonitas e têm algo de especial. Por isso, quando o tema foi sugerido pelo Hugo Avelar, não pensamos duas vezes antes de colocar a idéia do moço em prática.

Composta por Anthony Newley e Leslie Bricusse, Feelin’ Good foi escrita para o musical da Broadway The Roar Of The Greasepaint – The Smell Of The Crowd, onde era interpretada por Cy Grant. Porém, música se tornou conhecida na voz (e que voz!) de Nina Simone, sendo gravada pela cantora no mesmo ano que o musical foi levado aos palcos pela primeira vez.

Continue lendo →

Trilha Sonora: “And I am telling you I’m not going” – Jennifer Hudson

Nós do Miolaoteam inauguraremos hoje uma nova sessão no blog, a “Trilha Sonora da Semana”. Baseada em dois especiais que nós fizemos anteriormente (você pode conferir clicando aqui e aqui), ela irá relembrar momentos marcantes do cinema em que a música possui papel tão essencial quanto qualquer outra coisa em cena.

Vamos conhecer aquela que irá abrir a série de posts? Antes, uma pequena introdução…

Falemos do filme em questão: “Dreamgirls”, dirigido por Rob Marshall e lançado em 2006 é a adaptação para os cinemas do espetáculo da Broadway de mesmo nome, que arrebatou público e crítica em meados de 80 e venceu vários Tony Awards – o prêmio mais importante que existe para os musicais de teatro. Lançado pela Warner Bros em parceria com a DreamWorks, foi dirigido por Bill Condon (roteirista da “versão longa metragem” de outra peça de sucesso, “Chicago”) e conta a história de um talentoso trio de cantoras em busca do reconhecimento na indústria fonográfica – trama claramente inspirada na trajetória real do grupo The Supremes, liderado por Diana Ross, que chegou ao fim devido à brigas entre as integrantes e planos divergentes de empresários da época.

O elenco da adaptação é composto por nomes de peso que transitam entre o cinema e as prateleiras das lojas de discos, como Beyoncé e Jamie Foxx, e também artistas como Anika Rose, Eddie Murphy e alguém que, na época, ainda não era lá muito conhecida pelo grande público: Jennifer Hudson. A moça, uma das finalistas do American Idol gringo, não levou o prêmio máximo do programa, mas se tornaria mais famosa do que muitos que venceram alguma edição do show de talentos. Com “DreamGirls”, Hudson fez sua estréia nas telas e abriu caminho para sua carreira oficial na música. Encarnando Effie, a mais geniosa do grupo, Jennifer roubou a cena o tempo todo e, merecidamente, venceu o Oscar e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante. A cena escolhida (abaixo) justifica – e muito – os prêmios que ela ganhou:

A artista interpreta aqui “And I Am Telling You I’m Not Going”, música também entoada no espetáculo teatral. Sua personagem, prestes a perder sua vaga no trio, desconfia que o noivo, Curtis (também empresário das garotas), tenha perdido de vez a confiança que tinha nela e também o amor dos velhos tempos. Desesperada, ela diz que nunca irá abandoná-lo, ainda que ele cometa as maiores loucuras do mundo, e é obrigação dele compreender isso. Jennifer emociona e nos deixa boquiabertos, injetando uma força absurda e muito sentimento à faixa, composta por Tom Eyen. Digna de aplausos!

Ah, e duas curiosidades: na montagem teatral, a canção ganhava vida na voz de uma mulher com nome parecido, Jennifer Hollidays, cantora de relativo sucesso na década de 80 e com talento equivalente ao da contemporânea. Confira uma filmagem da época – mais especificamente a partir de 3:33:

As duas já se apresentaram juntas num show de Hudson no ano passado, um verdadeiro duelo de titãs. Se você assistir o vídeo até o fim, verá que as palavras ditas por um cara da platéia enquanto assiste, hilários e “chocados” “oh my God! Oh my God!” sintetizam bem a reação de quem ouve. Veja aqui.

ps1: A série “Trilha Sonora da Semana” foi idealizada pela Lucy, a nova integrante do Miolaoteam, que já tem postado por aqui mas ainda não se apresentou. Relaxem: nós vamos tirar ela do armário nos próximos dias. No bom sentido. ;)

3 Momentos: Amanda Seyfried

Em 2004 chegava aos cinemas Meninas Malvadas, um teen-movie que brincava com os clichês do genêro e encontrava boas saídas para as situações propostas pelo roteiro – escrito por Tina Fey. Encabeçando o elenco havia um rostinho cheio de sardas que seria muito falado nos anos seguintes. Na trama, Lindsay Lohan era uma adolescente que iria para a escola pela primeira vez depois de ser educada durante toda a vida em casa e descobria que o colegial poderia ser mais selvagem que a savana africana. Os comentários em relação a Meninas Malvadas foram tão positivos que elevaram Lindsay Lohan ao posto de the next best superstar: protagonista de filmes de sucesso e adorada pelo público, Lindsay Lohan era uma verdadeira promessa. Apostavam tanto nela que em 2003 a garota posou ao lado de Meryl Streep para Rolling Stone e a revista pintava Lohan como sucessora natural de Streep. Ao mesmo passo, os altos executivos da Universal acharam que ela se daria bem também no mercado fonográfico e fizeram com que a moça lançasse 2 discos. No entanto, más escolhas – tanto na vida quanto na carreira, fizeram de Lilo apenas uma promessa.

Continue lendo →

#ÁlbunsRecentes: Emilie Simon – “The Big Machine”

Emilie Simon - The Big Machine

Emilie Simon é conhecida pelo seu pop eletrônico e experimental e por possuir em seu currículo artístico a trilha sonora do documentário “A Marcha do Imperador”, de 2003. Sua música é delicada, sonoramente bastante rica e seus trabalhos são quase sempre conceituais, como o seu terceiro disco de inéditas, “Vegetal”, que tem, como tema, o “mundo das plantas”. Ela constrói “universos” sólidos em seus discos, que parecem bastante estranhos para alguns ouvintes iniciantes, mas que são, na realidade, adoráveis. É como se fosse a trilha sonora de um sonho um pouco sem nexo que você pode ter, ou uma coleção de canções que se encaixaria muito bem num filme do Tim Burton.

Esse ano, ela lançou seu quarto álbum, “The Big Machine”, que, de certa forma, também segue um tema. Emilie, nascida na França, mudou-se para NY depois de uma breve viagem para lá, período em que se apaixonou pela agitação, pela diversidade cultural e pelos ares da cidade. Esse ambiente completamente novo para a artista originaria seu recente disco, que, transmite as variadas sensações ao qual Simon esteve exposta no seu período de adaptação. A “grande máquina” do título, podemos concluir então, se trata da própria cidade de Nova Iorque, novo lar da cantora.

De cara, podemos dizer que o CD é bem diferente dos anteriores. Emilie arrisca novas sonoridades e sua música nunca pareceu tão chamativa. A cantora se aventura por texturas e estilos diferentes e o resultado é surpreendente. Em segundo, as canções em francês ficaram de lado. Exceto em pequenos trechos de algumas delas, você não ouvirá os sussurros de Emilie em seu idioma natal (uma pena!). Alias, você não ouvirá quase nada “sussurrado” em The Big Machine: podemos dizer que a voz da francesinha mudou. Ou que, ao menos, ela está tentando brincar com seus vocais de diversas formas e o resultado, que pode espantar no início, é bastante positivo.

Os instrumentos musicais inusitados, diferente do francês, não foram deixados de lado: cada canção é uma viagem por sons diferentes e inesperados. Instrumentos de sopro, elementos da música oriental e afins se fazem notar sem dificuldades e contribuem para a atmosfera urgente e plural do disco.

 “Rainbow”, a primeira faixa, começa como a anunciação de algo grande que está por vir. Parece nos apresentar à um mundo novo e deve corresponder ao deslumbramento que Emilie sentiu ao conhecer NY, na realidade. A canção é barulhenta e o disco não poderia iniciar de forma melhor. Ela, por sinal, é o segundo single de “The Big Machine” e já possui um videoclipe.

“Dreamland” – primeira música de trabalho lançada – é obscura e ganhou um clipe à altura: dirigido por Asif Mian, nele, a cantora passa por experiências esquisitas dentro de uma casa assombrada. É uma ótima faixa de apresentação do álbum.

emilie simon

Algumas das novas músicas de Emilie Simon foram comparadas à aquelas da cantora inglesa Kate Bush, a criativa e extravagante artista que fez bastante sucesso no início dos anos 90 com canções como a clássica “Babooshka”. “Nothing To Do With You” é a faixa onde a semelhança mais se faz notar. Diferente do restante do disco, ela parece uma gravação genuinamente antiga. Emilie salva a canção, que poderia ser bastante repetitiva se não fosse por seus divertidos graves e agudos, que a tornam dramática e ao mesmo tempo contagiante.

“Chinatown” foi feita em “homenagem” ao bairro onde Emilie estabeleceu-se primeiramente ao chegar em NY, e uma das primeiras músicas do disco que ela apresentou ao público em prévias e performances ao vivo. É um pouco desesperadora, mas possui um clima oriental e bases eletrônicas irresistíveis. É uma mistura que tem a cara de Emilie. Uma das melhores faixas do disco.

 “Ballad of The Big Machine” é outra um tanto quanto “katebushiana” (!) e também uma das mais simples do disco, sem grandes firulas – e isso não a desmerece. É uma ode muito bem executada à um amor surreal que acontece na “grande máquina”– poderia porém, ser um pouco mais curta. Em “The Cycle”, elementos da música oriental aparecem novamente de forma “turbinada”, e a voz de Emilie ecoa – literalmente – pelo insistente refrão. É  ”claustrofóbica” e ótima pra ser ouvida bem alto. “Closer” parece tema de algum desenho animado e é cativante. Em “The Devil At My Door”, a cantora bate papo com o diabo (?) num ritmo pontuado por instrumentos de sopro que ganham cada vez mais força até seu ápice descontrolado, no final da canção.  Pequenos ruídos de fundo tornam a faixa incondível.

Outra das melhores de “The Big Machine”, “Rocket to The Moon” aparece pouco depois e remete à um musical da Broadway – é impossível não se sentir contagiado por ela e não estalar os dedos seguindo o ritmo. “Fools Like Us” e “The Way I See You” que vem logo em seguida, sãos aquelas que estariam mais perto de se encaixar em um dos álbuns anteriores da cantora – mas apesar de boas, parecem fazer o “fôlego” do álbum se perder um pouco. “This Is Your World”, a última faixa, não consegue encerrar o disco com o mesmo impacto do início. Ela termina exatamente quando está ficando melhor. O coro no final (já presente em outras faixas) aqui está mais em destaque ainda: um pouco opressor, ele entoa que não adianta tentar fugir, pois seu lugar é na grande máquina. Duvido muito que a própria Emilie queira sair de sua real “big machine”…

“The Big Machine” é o CD mais ousado de Emilie Simon, e ele, com certeza, divide opiniões. Não é um disco pra ser digerido facilmente – é preciso muita atenção para perceber todas as diversas nuances que ele possui. Como dito, a cantora consegue criar “mundos” bastante próprios em seus álbuns e esse é mais um deles, totalmente novo, oferecido por ela – empolgante, inspirado, exagerado, sombrio.  Os novos ares com os quais a cantora tem tido contato, inegavelmente, estão lhe fazendo muito bem!

Pra completar, confira abaixo os dois clipes de “The Big Machine” lançados até o momento:

 ”Dreamland”

Imagem de Amostra do You Tube

“Rainbow”

Imagem de Amostra do You Tube

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259