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Relembrando: Blossom

A série que iremos relembrar hoje no Miolão me trouxe bons momentos e muita diversão durante minha infância – e aposto que fez o mesmo por muitos leitores do site. Lembro que todos os dias, eu chegava da escola, numa época em que eu era só um garotinho de oito ou nove anos vítima de bullying, largava minha lancheira do Cebolinha (ainda não era do Ash Ketchum) na cozinha e ia correndo ligar a TV, porque havia um programa que eu assistia religiosamente durante meu almoço.

“Blossom”, originalmente exibida pela NBC no exterior, foi um dos grandes sucessos da programação do SBT na década de 90 e por vezes retorna a programação do canal, mas sem muito impacto e com atenção quase nula. A sitcom traz um mote muito simples e uma personagem adorável no centro da ação: uma garota de quinze anos que empresta o nome a série, divide sua casa com dois irmãos e seu pai, todos um tanto amalucados, vive às voltas com sua melhor amiga e com diversos problemas típicos de sua idade, que vão desde as descobertas amorosas até as suas frequentes crises de identidade e pensamentos sobre quem deveria ser na vida.

O criador da série, Don Reo, produziu outros êxitos diversos. Pra citar alguns, destacamos “Brothers”, a conhecidíssima My Wife and Kids, ou se preferir, “Eu, a Patroa e As Crianças”, “Golden Girls” (conhecida por aqui pelo pavoroso nome de Super Gatas) e “Everybody Hates Chris”. Aliás, todas coincidentemente trazendo famílias memoráveis como protagonistas. “Blossom” não é diferente: é impossível não ser conquistado pelos personagens exagerados, mas ainda assim ternos, que conhecemos em seus episódios.

Vivida por Mayim Bialik a nossa heroína é o lado divertido de qualquer adolescente, com seus arroubos e sua curiosidade pelo mundo. Seus irmãos, Joey e Anthony (respectivamente, Joey Lawrence e Michael Stoyanov) formam um contraponto interessante. O primeiro, cheio dos bordões, vive com a cabeça em alfa, enquanto Tony não consegue relaxar. Seu pai, Nick (Ted Wass), é um músico frustrado e afetuoso que comanda a família de um jeito bem peculiar. E como esquecer Six (Jenna Von Ou), a amiga de Blossom que rouba a cena em diversos momentos e possui reais problemas com…er… “incontinência verbal”?

Esses personagens, juntos, conhecem outras diversas figuras pitorescas e passam por agruras que arrancam risos fáceis do espectador. Mais do que um retrato dos Russo  – sobrenome da família de Blossom, que de tão sem noção torna-se semelhante à sua, ou a minha – e de uma mocinha que carrega ambições e vivacidade suficiente para realizá-las, “Blossom” consegue dialogar com diversos públicos: é divertida para crianças e adolescentes, e também oferece entretenimento despretensioso para as faixas etárias maiores. Prova disso é que, quem assistiu o programa quando era mais novo, ainda se diverte bastante ao rever um de seus episódios. É cômico e tocante na medida certa.

A sitcom durou cinco temporadas completas e é a cara do humor ingênuo produzido na década de 90. Hoje em dia, o elenco principal realiza pequenos trabalhos ou participações especiais, principalmente em séries de TV. Mayim “Blossom” Bialik, por exemplo, interpretou na terceira temporada de “The Big Bang Theory” Amy, um encontro arranjado pelos amigos de Sheldon para o geek mais adorado da TV. A personagem, inclusive,  poderá voltar na quarta fase do seriado, que ainda não estreou. A moça, que passou anos afastada das telas, tem retornado gradativamente a esse cenário.

“Blossom” é uma produção simpática que merece ser revisitada por todos aqueles que tiveram a companhia dessa jovem nas suas tardes de semana e que, de uma forma ou outra, já se sentiram exatamente como ela. :)

Globo de Ouro 2010: O Que Esperar?

Há mais ou menos um mês, para ser exato desde a manhã do dia 15/12/2009, cinéfilos do mundo inteiro ficaram em polvorosos com a lista de indicados ao Globo de Ouro 2010.

Tido como o ‘segundo’ principal prêmio do cinema, o Globo de Ouro funciona como um termômetro para o Oscar, potencializando as chances de indicações dos filmes e premiando merecidamente, vez ou outra, grandes películas.

O líder de indicações deste ano e também favorito é Amor Sem Escalas. A nova comédia dramática de Jason Reitman, responsável por hits como Juno e Obrigado Por Fumar, sai na frente com 6 indicações. Logo atrás vem Nine, de Rob Marshall, com 5 indicações.

Confira agora nossos palpites para o prêmio:

Melhor filme drama:


“Amor Sem Escalas”
Bastardos Inglórios
Avatar
“Guerra ao Terror”
Preciosa

Arrebatando tudo que é prêmio nos principais eventos de cinema, Amor Sem Escalas é favorito absoluto. O sucesso de público de Bastardos Inglórios não foi suficiente para colocá-lo no posto de queridinho dos críticos e suas chances são relativamente pequenas. A indicação de Preciosa já pode ser encarada como um prêmio: embora o filme seja incrível, ele não possui o “perfil” dos vencedores e acabou sendo ofuscado pelo já mencionado Amor Sem Escalas. Avatar marca presença mais pela megalomania de seu realizador do que qualquer outra coisa. Já o ótimo Guerra ao Terror corre por fora e pode surpreender, principalmente se der na telha dos votantes premiar um filme com teor político.

Melhor filme comédia/musical:

(500) Dias Com Ela
“Se Beber, Não Case”
“Simplesmente Complicado”
Julie & Julia
“Nine”

Ao que tudo indica Nine, o musical de Rob Marshall, tem grandes chances de sair como vencedor. A superprodução dividiu a crítica, mas o prestígio do diretor que já arrebatou o prêmio por Chicago e seu elenco estrelar colocam Nine à frente da disputa. (500) Dias Com Ela também tem chances, mas é bem mais possível que os votantes se rendam ao charme de Nine. Julie e Julia e Simplesmente Complicado correm por fora e parecem que estão ali apenas para completar o espaço vazio, principalmente esse segundo que, tirando a atuação de Meryl Streep, quase não foi “notado”. Sem dúvidas a grande surpresa da lista é Se Beber, Não Case. A comédia que foi hit no ano passado fecha a lista das indicações sem grandes chances (pena!).

Melhor direção:

Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
James Cameron, “Avatar”
Clint Eastwood, “Invictus”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

Este ano, Clint, tadinho, quase não tem chances. A recepção morna de Invictus nos faz crer que a indicação já é o prêmio. Tarantino corre por fora, Kathryn Bigelow possui altas chances de surpreender e há quem diga que ela é a grande aposta pro Oscar. No entanto, aqui no Globo de Ouro, ela perde espaço para James Cameron pelo grandioso Avatar e Jason Retiman, com o preferido dos críticos Amor Sem Escalas.

Melhor ator em drama:

Jeff Bridges, “Crazy Heart”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Tobey Maguire, “Entre Irmãos”

Nessa categoria é mais fácil dizer quem não leva: Tobey Maguire e Morgan Freeman possuem chances reduzidas, para não dizer inexistentes, uma vez que seus longas não concorrem nas categorias principais e foram pouco lembrados em outras premiações. Colin Firth, o eterno Mr. Darcy, colhe ótimos frutos de A Single Man, mas a disputa fica mesmo entre George Clooney e Jeff Bridges. O primeiro é figurinha carimbada na premiação e tem a seu favor o ótimo hype de Amor Sem Escalas, já o segundo entrega uma das performances mais elogiadas do ano, encarnando um tipo que todo mundo adora: o homem que vence seus próprios problemas e se supera. Nosso palpite vai pra Clooney, mas Bridges (assim como Colin) pode surpreender.

Melhor atriz em drama:

Emily Blunt, “The Young Victoria”
Sandra Bullock, “The Blind Side”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Quando a temporada de prêmios começou, a novata Carey Mulligan foi logo apontada como favorita para tudo que era prêmio. Com outras estréias e surpresas, seu favoritismo ficou ameaçado. Também pudera, competindo com veteradas como Helen Mirren e Sandra Bullock fica díficil manter fôlego para vencer. Sandra, aliás, tem grandes chances de faturar o globo: além de estar presente numa produção que arrecadou bons trocados, ela, ao lado de Meryl Streep e Matt Damon, é uma das únicas com dupla indicação: e como ela não tem a mínima chance na categoria de atriz comédia tudo indica que ela seja, enfim, reconhecida por suas habilidades dramáticas. É esperar para ver. Corre por fora a fofa da Emily Blunt e a Gabourey Sidibe por sua maravilhosa Precious.

Melhor ator em comédia/musical:

Matt Damon, “O Desinformante”
Daniel Day-Lewis, “Nine”
Robert Downey Jr., “Sherlock Holmes”
Joseph Gordon-Levitt, “(500) Dias com Ela”
Michael Stuhlbarg, “A Serious Man”

Pode-se dizer que Damon e Robert estão fora da disputa. Daniel Day-Lewis, amado por todos, é o grande favorito. Já Joseph Goron-Levitt, que entregou uma das melhores performances do último ano, possui poucas chances mas permance na disputa. Michal Stuhlbar pode, quem sabe, surpreender e levar o prêmio.

Melhor atriz em comédia/musical:


Sandra Bullock , “A Proposta”
Marion Cotillard, “Nine”
Julia Roberts, “Duplicidade”
Meryl Streep, “Simplesmente Complicado”
Meryl Streep, “Julie e Julia”

Alguém aí duvida que Meryl ganha por Julie e Julia? Soberba no papel da chefe de cozinha Julia Child, Meryl arrebata elogios e sua vitória é quase garantida.  Nessa categoria ela reina absoluta e nenhuma das outras concorrentes podem ser vistas como ameaças.

Melhor ator coadjuvante:


Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Se o mundo fosse justo, Christoph Waltz venceria tudo e todos. O grande destaque de Bastardos Inglórios construiu um dos grandes vilões dos últimos anos e conseguiu dar seu recado entregando um desempenho impecável. Matt Damon também tem chances: além de ter uma dupla indicação ele é um dos pontos fortes de Invictus. O sempre ótimo Woody Harrelson corre por fora e Christopher Plummer só ganha mesmo se resolverem levar em consideração o “conjunto da obra”. Stanley Tucci fecha a lista sem grande buzz ao redor de seu nome.

Melhor atriz coadjuvante:

Penélope Cruz, “Nine” (2009)
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas” (2009)
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas” (2009)
Mo’Nique , “Preciosa” (2009)
Julianne Moore, “A Single Man” (2009)

Por incrível que pareça, Anna Kendrick, revelada na série Crepúsculo, é a bola da vez. Vera Farmiga, que ganhou notoriedade quando interpretou o interesse romântico de Leonardo DiCaprio em Os Infiltrados, também possui altas chances. Penélope Cruz tem a seu favor um histórico de 3 indicações e nenhuma vitória, o que talvez influencie na decisão dos votantes. Mo’Nique corre por fora e tem chances reais de abocanhar (merecidamente) o prêmio, aliás, essa é uma das únicas categorias em que Preciosa é (quase) favorito. Sem dúvida, uma das categorias em que a disputa está mais acirrada. Ah, e tem Julianne Moore, ótima as usual, mas dessa vez, com chances reduzidas.

Melhor filme estrangeiro:


“Baaria”
Abraços Partidos
“La Nana”
“Um Profeta”
“A Fita Branca”

Abraços Partidos tem tudo para levar. Só o nome Almodovar já é motivo suficiente para seu favoritismo. A Fita Branca, grande vencedor em Cannes ano passado, pode surpreender.

Melhor animação:

“Tá Chovendo Hamburguer”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“Up! – Altas Aventuras”

Se Up! vencer vai provar, mais uma vez, a força da Pixar. A boa recepção d‘O Fantástico Sr. Raposo eleva o filme a um patamar de concorrente direto. Coraline viu suas chances aumentadas quando arrebatou alguns prêmios mundo a fora. Já o magnífico A Princesa e o Sapo segue discreto com sua menção. Se for pra apostar, Up! leva.

Melhor roteiro:

Neill Blomkamp, “Distrito 9″
Mark Boal, “Guerra ao Terror”
Nancy Meyers, “Simplesmente Complicado”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

A categoria mais cool e subestimada das premiações trás concorrentes de peso. Amor Sem Escalas pode fazer a rapa se Tarantino não estragar a brincadeira. Se o mundo fosse justo, Distrito 9 seria campeão absoluto.

Trilha sonora original:

Michael Giacchino, “Up! – Altas aventuras”
Marvin Hamlisch, “O Desinformante”
James Horner, “Avatar”
Abel Korzeniowski, “A Single Man”
Karen O, Carter Burwell, “Onde Vivem Os Monstros”

Aposto que todo mundo que lê o MIOLÃO tá torcendo pra Karen O vencer, certo?! E se o mundo fosse justo ela venceria mesmo. Talvez, melhor que ela, só Michael Giacchino pela trilha de Up! Altas Aventuras.  Também estamos na expectativa por Karen, mas parece que James Horner é o favorito. Pena!

Canção original:

“Cinema Italiano”, de “Nine
Música e letra de Maury Yeston

“I Want to Come Home”, de “Everybody’s Fine
Música e letra de Paul McCartney

“I Will See You”, de “Avatar
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The Weary Kind”, de “Crazy Heart
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett

“Winter”, de “Entre Irmãos
Música de U2
Letra de Bono

Sinceramente, não sei quem leva. U2 tem o a favor o fato de ser considerada uma das melhores bandas em atividade (embora na vida real nem seja!), Paul McCartney foi um beatle, ponto, Maury Yeston entrega uma canção original e extremamente pop, dentro de um filme musical, Ryan Bingham e T Bone fazem música pra chorar e James Horner quebra tudo com a linda I Will See You. Humm… Torço por Cinema Italiano, mas sinceramente não sei.

O resultado de tanta especulação a gente só confere amanhã, dia 17. Até lá fica a torcida por nossos favoritos e o pensamento paradoxal de que essas premiações são pura bobagem. Bobagem que a gente adora!

 

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