Contrariando todas as expectativas, o dia aqui em São Paulo amanheceu ensolarado. Se você planejou ficar em casa e ver uns filminhos, é bem provável que tenha mudado de ideia ao ver esse solão. Mesmo assim, para aqueles que resistiram – ou para todos aqueles que moram em outras cidades maravilhosas e que por coincidência esteja frio -, seguem abaixo algumas informações sobre os lançamentos em DVD dessa semana!
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos
Já falamos aqui antes sobre Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos. Na época, o filme ainda não tinha estreado, mas a expectativa pela história que prometia ser um belo romance já era grande.
Tendo como protagonista um Caio Blat que mais parece uma personagem num filme noir, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos é o tipo de filme que dá prazer em assistir. Com um texto afiado e uma direção pra lá de criativa, a produção nos apresenta a Zeca, um escritor de 30 anos que não consegue escrever, que acha que sua esposa (Maria Ribeiro) está lhe traindo com uma amiga (Luz Cipriota). A situação se complica, quando Zeca se vê completamente apaixonado pela amiga (namorada?) de sua mulher.
Transitando entre gêneros, o resultado do trabalho é uma obra sarcástica, ácida e adorável sobre uma geração que, talvez, tenha muito em comum com a sua. Vale conferir! Ah! Destaque especial para o ótimo Daniel Dantas e suas tiradas no melhor estilo “tolerância zero”. ;]
Mary e Max – Uma Amizade Diferente
Não se deixe enganar com a animação meticulosamente bem cuidada de Mary e Max. Vendido como um filme infantil, a película de Adam Elliot foi uma das melhores surpresas dos últimos anos. Sensível, bem elaborado e extremamente forte e engraçado, Mary e Max transcende o gênero infantil e nos apresenta a dupla de protagonistas exótica e excluída.
Mary (dublada pela admirável Toni Collette), uma garotinha estranha e solitária, vive na Austrália com sua mãe maluca enquanto Max (Philip Seymour Hoffman), um homem “nervoso” de 44 anos, obeso e judeu, se esconde no caos de Nova York. Por causa do destino, esses 2 personagens trocam correspondências por mais de 20 anos e provam que relações à distância podem sim dar certo. Esse aqui vale MUITO assistir. O único risco que você corre, além de se apaixonar por esses 2 estranhos, é que ele (o filme) se transforme em uma das obras da sua vida.
Direito de Amar
Direito de Amar é tão impressionante que assombra. O cuidado e esmero com que foi construído chama a atenção logo de cara ainda na abertura. Cada plano é filmado com tamanha maestria que não dá para conter o deleite estético que é assisti-lo. A arte, a fotografia e a direção (palmas ao estreante Tom Ford, por favor!) se equiparam em qualidade com a sensível trama de George (Colin Firth na melhor interpretação de sua carreira), um professor inglês que tenta viver após a morte de seu esposo (Matthew Goode). Sincero e bonito, em todos os sentidos, o filme propõe uma reflexão a cerca de temas delicados como suicídio, preconceito, amizade, amor romântico e, acima de tudo, amor a vida. Como se não bastassem tantas qualidades, de quebra, temos uma divertida e intensa Julianne Moore no papel de melhor amiga. Obrigatório.
Além desses, há o pretencioso Um Homem Sério (interessante e decepcionante na mesma medida), o péssimo Fúria de Titãs (péssimo MESMO!) e a adaptação do livro Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (que eu ainda não vi então nem comento nada).
Escolha o seu e… bom filme! ;]























