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The Future

Quando Miranda July lançou o seu primeiro filme, “Eu, Você e Todos Nós” (2005), ela foi aclamada como uma diretora/roteirista a qual todos deveriam prestar atenção, ganhando o prêmio do júri no Festival de Sundance e alguns troféus em Cannes. A produção, que mostrava a história de um grupo de estranhos em situações atípicas e o impacto de suas ações na vida uns dos outros era incisiva, um tanto perturbadora, mas ainda assim bem humorada e – de um jeito bem Miranda July – terna.

Depois dela, a moça ainda lançou seu primeiro livro, a compilação de contos/crônicas publicadas em revistas “É claro que você sabe do que estou falando” e alguns curtas, que serviram como experimentos até que ela finalmente lançasse o sucessor de “Eu, Você e Todos Nós”: “O Futuro”, que chegou às telonas esse ano.

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3 Momentos: Paul Thomas Anderson

Mal dá pra acreditar que Paul Thomas Anderson, frequentemente apontado como um dos melhores diretores em atividade, possui apenas 5 longas em seu currículo.

O cara, que fez sua esteia em Cannes quando tinha apenas 26 anos, colhe – merecidamente – uma enxurrada de elogios a cada lançamento graças a capacidade de imprimir sua personalidade a técnicas que não são, nem de longe, inovadoras.

A elegância presente em seus quadros e a preocupação em desenvolver suas personagens já seriam motivos suficientes para colocá-lo em qualquer lista de melhores. Mas ele vai além. Tendo como referência gente do calibre de Kubrick, Scorsese, Altman e Sidney Lumet, o diretor não tem medo de abrir mão de seus traços em prol da narrativa. E é esse desejo de colocar as histórias em primeiro plano, combinado ao talento nato e a liberdade que não o deixa de refém de seus próprios artíficios que faz de Paul um dos grandes realizadores da atualidade.

E é isso que a gente vai ver no 3 Momentos de hoje.

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3 Momentos: Alice Braga

Ela fez sua estreia em um dos filmes que frequentemente aparece em listas dos melhores de todos os tempos. Em seu segundo trabalho, arrebatou prêmios e conquistou a crítica especializada. No ano de 2008 foi vista no cinema por mais de 2 milhões de pessoas na oitava maior bilheteria daquele ano. Nessa época, foi fotografada por Annie Leibovitz para a capa da Vanity Fair, aparecendo ao lado de Ellen Page, Amy Adams e Zoe Saldana como uma promessa de Hollywood. Ela já trabalhou com gente do naipe de David Mamet, Harrison Ford, Diego Luna, Fernando Meirelles, Anthony Hopkins, Julianne Moore e Jude Law.

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Sexta-Feira super fun fun fun: ótimas estréias no cinema

E depois de segunda, terça, quarta e quinta chegamos finalmente a sexta-feira o dia mais fun fun fun da semana!

E vejam vocês que coisa boa: hoje, além de ser sexta, é um dos fins de semana mais movimentados de estreias nos cinemas do ano! Acha que eu tô exagerando? Se liga só na quantidade de coisa interessante que chegou as telas hoje:

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Música de Comercial: Crying In The Rain, Everly Brothers

“Os anos 80 foram a época de ouro da publicidade no Brasil.”

Nunca concordei muito com essa definição rasa que os professores insistiam em passar durante as aulas de História da Publicidade. Eu, que cresci nos anos 90, sempre fui fã dos filmetes exuberantes e engraçadinhos daquela época. Talvez tenha sido isso que ditou minha preferência. Revendo alguns filmes já clássicos da década anterior, como o comercial de hoje, percebo que é bem verdade que os anos 80 tiveram sim seu valor e que meus favoritos eram favoritos por causa de lembranças afetivas…

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Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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Vem Aí: Restless

Até pouco tempo o talento do diretor Gus Van Sant foi bastante questionado. Dono de uma filmografia desprendida de gêneros, o cara já fez de tudo um pouco: filmes sobre tragédias juvenis  (Elephant e Paranoid Park), refilmagem quadro a quadro de uma obra clássica (Psicose), um misto entre comédia-drama-suspense-mamãe-o-que-é-isso? (Um Sonho Sem Limites) e até dramas de caráter documental (como Last Days e super premiado Milk).

O desapego por narrativas convencionais somados ao notável desejo de transmitir sensações – por mais incomodas que elas possam ser – fazem com que o cinema de Gus tenha SEMPRE como foco a história que ele conta, de modo que todos os outros elementos (som-ausência-de-som-música-closes-movimentos-de-câmera-cores-fotografia-figurino-arte-etc-etc-etc)se tornem apenas ingredientes menores que só fazem sentido quando orquestrados em prol do roteiro.

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