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#MusicMonday: as brincadeiras cênicas de Paloma Faith

Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.

Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado.  Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.

Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.

Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.

Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!

Music Monday: Eliza Doolittle

Fazia tempo que não rolava um Music Monday por aqui, né? Depois de eras finalmente a sessão retorna e retorna em grande estilo!

Senhoras e senhores, apresento à vocês Eliza Doolittle! A garota que desperta simpatia logo de cara, tem o mesmo nome da personagem de Audrey Hepburn em “My Fair Lady“. Nascida em Londres, Inglaterra, a jovem Eliza ainda não lançou nenhum álbum oficialmente, somente um EP homônimo com 4 faixas. Mesmo com pouco material divulgado, dá pra notar que a garota é digna de atenção.

Tocando músicas extremamente fofas, seu som remete à primeira vista artistas como Kate Nash, Lily Allen e Marina and the Dimonds. As melodias são doces e fáceis e grudam na cabeça em pouco tempo, fazendo com a gente assovie sem perceber.

Em seu MySpace, Eliza declara que suas influências vão de Beatles à Destiny’s Child e de Joni Mitchell à Arctic Monkeys. Essa mistura toda é encarada com naturalidade pela cantora. Ela descreve sua música como uma equação culinária, onde os principais ingredientes são o soul, o pop old-school, um pouco de frutas, nozes, especiarias e muito açúcar. O resultado dessa receita pode ser visto abaixo na gostosa faixa Skinny Genes (que conta com um clipe tão fofo quanto a música):

Se você se interessou e quer saber mais, acesse sua página oficial no My Space clicando aqui. Lá, é possível ouvir seu primeiro EP na íntegra e ver alguns vídeos bacanas. De quebra, no site oficial da mocinha, é possível baixar grátis a faixa A Smokey Room. Tá esperando o quê?

Laura Marling lançará dois álbuns em 2010!

A inglesinha Laura Marling anunciou que lançará dois álbuns de inéditas em 2010: prato cheio pra quem aguardou dois anos por um novo trabalho da cantora!

O primeiro deles, “I Speak Because I Can” será lançado no dia 22 de Março, enquanto o segundo está programado para chegar as lojas no segundo semestre. Os dois discos serão produzidos por Ethan Johns, mesmo produtor da banda Kings of Leon. Laura disse que o seu segundo álbum será menos polido que o anterior, “Alas I Cannot Swim”, lançado em 2008 e terá a energia crua de uma banda de verdade. A tracklist já está disponível e revela o nome das dez faixas que irão compor o primeiro trabalho:

‘Devil’s Spoke’
‘Made By Maid’
‘Rambling Man’
‘Blackberry Stone’
‘Alpha Shallows’
‘Goodbye England’
‘Hope In The Air’
‘What He Wrote’
‘Darkness Descends’
‘I Speak Because I Can’

Apesar da pouca idade – apenas 19 anos -, o currículo de Laura já é extenso: ex-componente da banda inglesa “Noah and The Whale”, iniciou sua carreira em 2006, cantando em festivais e fazendo participações especiais em shows de outros artistas como o britânico Jamie T, até lançar seu primeiro disco, que recebeu uma indicação ao Mercury Prize há dois anos. “Alas I Cannot Swim” é adorável, dramático e um pouco teatral, até: em faixas como “My Manic and I”, “Ghosts”, “Your Only Doll” e “Cross Your Fingers” Laura entoa “pequenos contos” que emocionam e envolvem.

Caso você não conheça, aí vai uma prévia do som da garota:


“Devil’s Spoke é o primeiro single de “I Speak Because I Can” e foi lançado em dezembro…


….enquanto “My Manic and I” é uma das melhores de “Alas I Cannot Swim”, seu debut.

Kate Nash finaliza gravações de seu segundo álbum

A cantora britânica Kate Nash disse, em entrevista recente à revista NME, que as gravações do seu segundo álbum estão finalmente concluídas! Segundo a artista, 2009 foi gasto completamente na produção do disco, que ainda não possui título definido e nem data de lançamento – mas, por estar pronto, acredita-se que ele será lançado num espaço de tempo não muito longo.

O álbum será produzido por Bernard Butler, guitarrista da banda Suede, que já trabalhou com Duffy, The Libertines e Aimee Mann, entre diversos outros artistas de peso. O nome de algumas canções já foram liberados, como “Kiss That Girl” e “Doo Wa Doo” – e houve a confirmação de que b-sides já conhecidas pelos fãs, como “I Hate Seagulls” e a ótima “Don’t You Want To Share The Guilt” estarão no disco, provavelmente em versões renovadas. Abaixo, você confere uma performance de “Don’t You Want To Share The Guilt” em show da cantora realizado em Vancouver.

Kate Nash lançou seu primeiro disco, “Made of Bricks”, em 2007 e foi elogiada pela mídia inglesa, sendo considerada uma das novas revelações da música pop atual – o CD é divertido, excêntrico, cativante e cheio de personalidade. Kate possui um jeito muito próprio de contar pequenas histórias em suas canções, arrancar sorrisos, agitar e também emocionar. De “Made of Bricks” saíram músicas conhecidas, como o single de êxito “Foundations”, “Mouthwash” e “Pumpkin Soup”, que já esteve até em trilha sonora de novela por aqui. Seu novo trabalho, clamam os fãs, já está mais do que atrasado!

Bat For Lashes vem aí!

Que o Coldplay vem pro Brasil esse ano já não é segredo pra ninguém. Nem todos conhecem, porém, a atração de abertura dos shows da banda aqui no país. É sobre ela que o Miolão falará nesse post: Natasha Khan, ou, se preferir, “Bat for Lashes”, nome usado pela cantora britânica em sua carreira musical.

Seu primeiro CD, “Fur and Gold”, foi lançado em 2006 e trazia um apanhado de canções que, para alguns, colocavam a cantora no mesmo patamar de musas criativas como Bjork, Cat Power ou Kate Bush. O álbum, mesmo incensado pela crítica e indicado a prêmios, não fez o barulho que seu sucessor geraria tempos depois. Natasha se tornaria mais popular com seu segundo disco, “Two Suns”, um dos melhores lançamentos do ano passado. A inglesa é daquele tipo de artista que nós pensamos, quando ouvimos: “como não conheci o som dela/dele antes?”

"Fur and Gold" (à esq) e "Two Suns" (à dir).

A cantora esteve em contato com o universo das artes desde a juventude: formada em música e artes visuais pela Universidade de Brighton, trouxe muitas dessas experimentações performáticas e sonoras para sua carreira musical. Não espere canções de fácil “digestão” ou sonoridades clichês: a música de Bat for Lashes é envolvente, possui uma certa aura de mistério e é bastante consistente. Natasha compõe, é multi-instrumentista e consegue prender a respiração do ouvinte da primeira à última faixa de um disco. É uma montanha russa de sensações, vale dizer assim?

Bat for Lashes estará em solo nacional pela primeira vez nos dias 28/02 e 2/3, datas de quando a turnê “Viva La Vida” do Coldplay passa pelo país, respectivamente no Rio e em São Paulo. A verdade é que Natasha merecia uma apresentação que não fosse apenas um “aquecimento” pra alguma outra banda – momento que, inclusive, será dividido com os caras do Vanguart. A setlist será bastante limitada e fica no ar a vontade de que ela realize um show próprio no Brasil em breve.

Não conhece as canções da cantora? O Miolão finaliza o post com duas indicações. É claro que vale ir atrás da sua ainda curta – e esperamos que não breve – discografia completa.

Imagem de Amostra do You Tube (Daniel)

A viciante “Daniel”, homenagem ao personagem do filme Karatê Kid (?) presente no álbum “Two Suns”…

Imagem de Amostra do You Tube

 …e a sombria “What’s a Girl To Do”, do “Fur and Gold”.

Corinne Bailey Rae lançará novo CD, “The Sea”, em Fevereiro!

Corinne Bailey Rae

Você provavelmente se lembra de Corinne Bailey Rae. A cantora inglesa estourou no mundo todo em 2006, com seus singles “Like a Star” e “Put Your Records On”, que por aqui foram até trilha sonora de novelas globais. O álbum homônimo, primeiro lançado pela cantora, vendeu quase quatro milhões de cópias e gerou outros dois singles. Quando sua turnê terminou, em meados de 2007, Corinne lançou-se no processo de produção do próximo álbum, compondo e criando canções que estariam no seu segundo disco.

Em Setembro de 2008, porém, o marido da cantora, Jason Rae, saxofonista que já havia tocado com Amy Winehouse, Mark Ronson e inclusive na banda que a acompanha em shows, faleceu devido à uma overdose acidental. Corinne disse recentemente, numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, que “viu a vida passar sem fazer nada por quase um ano” após a sua morte. Ela, sempre recatada, desapareceu da mídia e poucas novidades eram ouvidas a seu respeito.

Em Agosto de 2009, meses depois do ocorrido, Corinne, já mais estabelecida psicologicamente, retornou definitivamente ao processo de produção do álbum – e o seu título foi divulgado essa semana. “The Sea” (“O Mar”, em português) possuirá onze faixas nascidas antes e depois desse recesso, quando a artista sentia-se muito diferente de como estava antes.

Originalmente, esse seria apenas o título de uma das canções que, segundo Corinne, homenageava uma história de sua própria família, sobre seu avô que morreu num acidente de barco. Posteriormente, tornou-se o título do disco. Entre as outras canções, estarão “Are You Here?”, composta em homenagem a Jason, “I Would Like To Call It Beauty”, que fala sobre encontrar, de certa forma, beleza nas dificuldades e o primeiro single, “I’d Do It All Again” – música escrita depois de uma discussão que Corinne teve com o marido certa vez. Faixa que, depois de tanto tempo, torna-se ainda mais forte devido as circunstâncias.

Corinne apresentou-a recentemente em um programa de TV britânica. Confira a performance:

Imagem de Amostra do You Tube

O álbum será lançado no dia 01/02/2010 e já está em pré-venda na Amazon UK. Podemos esperar um disco com a mesma doçura de Corinne Bailey Rae, só que mais maduro e sombrio. Na entrevista, ela disse ainda: “O disco inteiro é sobre mágoa e perdas, mas também sobre esperança; sobre seguir adiante e encontrar essa beleza”. “The Sea” é o retorno merecido e esperado da artista.

Susan Boyle pra presente de Natal?

Susan Boyle

Todo mundo só ouvia falar de Susan Boyle no começo desse ano, quando o vídeo da cantora mostrando que pode não ter um rostinho bonito, mas tem outras coisas pra oferecer (?) no “Britains Got Talent” caiu na rede. De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Susan foi alçada ao patamar de estrela, ficou em segundo lugar no concurso, virou fenômeno mundial e deu um tapa no visual, adotando ares de “lady” britânica durante o processo de gravação de seu primeiro CD.

Agora, tempos depois, o público confere o resultado desses últimos meses de trabalho da cantora.  O álbum “I Dreamed a Dream” já caiu na rede e foi lançado essa semana em algumas partes do mundo. Os vendedores já estão satisfeitos com suas vendagens: foi recorde em pré-vendas na Amazon.com – com 100 mil pedidos antecipados (!) – e a rede britânica de lojas HMV estima que o CD venda por lá, até o fim da semana 400.000 cópias, marca aumentada pelos relatórios da Billboard, que estimam vendas mundiais de 700.000.

O disco não possui gravações inéditas de Susan, apenas versões de músicas famosas de Madonna – calma, gente, não é um cover de “Erotica”, ela regravou “You’ll See”  – Justin Timberlake (sim!), clássicos natalinos que todos estão cansados de ouvir, entre outras. Tudo isso, porém, com novas roupagens, apoiadas pelo talento da cantora, que gostem ou não, é indiscutível.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão de Susan para You”ll See…

Imagem de Amostra do You Tube

…e a de “Silent Night”, a nossa “Noite Feliz”.

Será que a voz dela irá embalar as ceias de Natal ao redor do mundo esse ano?

Capa do CD "I Dreamed a Dream".

"Abre teu presente,filho!" - "Mas mãe, essa não é a Lady Gaga!=("

 

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