MIOLÃO • Cat Power
 

All posts tagged cat power

Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 1

jejeje

Faltam exatamente 361 dias para 2012 terminar.

Ele, que pode ser considerado um neném, nasceu há apenas cinco dias e – pelo menos pra mim – ainda não mostrou muito a que veio. Mas há tempo para isso. E se depender da promessa de alguns artistas, 2012 vai ser maravilhoso. Aliás, eu diria que 2012 tem altas chances de ser lembrado como “o ano em que houve uma porrada de lançamentos legais de gente mais legal ainda”.

Acha exagero? Listamos abaixo alguns disquinhos que serão lançados nos próximos meses. Te desafio a dar uma olhada e dizer se a gente tem ou não tem bons motivos para crer que o ano será, musicalmente falando, maravilhoso.

Vai vendo!

Continue lendo →

Queria Que Você Estivesse Aqui, Francesc Miralles

Quando esse meu amigo me contou sobre a história de Queria Que Você Estivesse Aqui eu fiquei bastante impressionado.

Ele me disse que o livro falava sobre um arquiteto que era deixado por sua noiva no dia de seu aniversário de trinta anos. Coincidentemente, no mesmo dia, ele tinha ganhado de uma amiga um disco chamado “Flores na Névoa”, de uma cantora desconhecida chamada Eva Winter. Foi só ele dar play no cd para ouvir suas memórias de infância e adolescência narradas pela voz da moça. À princípio ele se sentiu que suas lembranças, que pareciam tão particulares, eram banais e partilhadas por outras pessoas.  Só que conforme o disco avançava ele começou a achar que aquilo não era coincidência. Não podia ser. A última faixa, por exemplo, falava sobre um arquiteto que depois de ser chutado ia para Paris encontrar a cantora. Ele começou a achar que havia algo ali. E, num roupante quase que juvenil, largou tudo que tinha na cidade e foi à Paris.

Acho que comecei a gostar do livro nesse momento, antes mesmo de lê-lo. A história do arquiteto que tinha uma vida perfeita e largava tudo por causa de uma “coincidência” era, no mínimo, intrigante.  A premissa era tão fantástica e potencialmente promissora que eu, mesmo sem saber muito a respeito, comprei o livro na semana seguinte. E se querem saber, eu não me arrependi.

Continue lendo →

3 Momentos: Arctic Monkeys

Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles, não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys.

Fazendo shows aqui e ali o Arctic Monkeys foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.  Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles.

De repente todo mundo só falava em Arctic Monkeys. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas mais quentes e, vejam só, abocanharam com força e vontade o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso, meus amigos, sem ter nenhum álbum lançado.

Esse sucesso todo alcançado mais ou menos por acaso, só aconteceu porque o público comprou a ideia de que a música feita por aqueles garotos era espontânea e divertida. E sabem do melhor? Era mesmo.

Continue lendo →

Cover: I Love You… Me Either, Cat Power e Karen Elson

Desde que foi lançada em 1969, Je T’Aime… Moi Non Plus, a música mais famosa do repertório de Serge Gainsbourg, já foi reprisada várias vezes por inúmeros artistas – incluindo o próprio Serge, que gravou uma versão com Brigitte Bardot e outra com Jane Birkin.

Sibilante e sussurrada, a canção narra, em detalhes, o tenso e lascivo diálogo de dois amantes desesperados por não poderem fazer “aquilo”. Pontuado com gemidos, silêncios e algo parecido com os sons de um orgasmo daqueles, Je T’Aime… Moi Non Plus, como era de se esperar, foi bastante criticada pela sociedade mais conservadora – os opositores chegaram ao ponto de proibir sua execução em alguns países – incluindo Suécia, França, Reino Unido e… Brasil!

Continue lendo →

Top 5: Clipes filmados em plano sequência

O clipe de Oração, de A Banda Mais Bonita da Cidade, foi disponibilizado na rede há apenas 14 dias, mas devido a milhares de visualizações, piadas sem graça, manifestações de ódio e algumas declarações de amor eterno, a sensação que tenho é que ele está rodando por aí há beeem mais tempo do que isso.

Deixando de lado todo o hype e os sentimentos que o grupo evoca, é certo dizer que o vídeo é, do ponto de vista técnico, interessantíssimo. Concebido e dirigido por Vinícius Nissi, vocalista da banda, Oração foi filmado em um único take, sem que houvesse cortes, assim como o vídeo de Nantes, do Beirut, que serviu de inspiração.

A técnica do plano sequência não é nenhuma novidade: usada pela primeira vez no cinema no longa Aurora, de Murnau, lançado em 1927, ela consegue arrancar suspiros de admiração de cinéfilos e realizadores – não só de cinema como também de videoclipes. E é isso que a gente vê agora no Top 5: Clipes filmados em plano sequência. Continue lendo →

Miolão Mixtape n.15

 

“Some moments of the day we’re only half awake…”

 

De todas as mixtapes que fizemos essa é a maior. E também a mais bonita. Simples assim. Ao longo das 17 faixas – acredite: parece ser bem menos de tão rápido que passa – a gente sente algo que fica entre o frio, a melancolia e vontade de ser abraçado. E também a vontade de sorrir.

Escolher as canções que compõem esse disquinho não foi tarefa das mais fáceis. De início eram quase 40 faixas. Eu disse quase quarenta. Qua-ren-ta. E aí a gente foi cortando. Cortando. E cortando. Até que sobraram essas músicas que vocês podem ver aí embaixo:

Continue lendo →

Cover: Sea of Love, Cat Power

Sea of Love foi escrita e gravada originalmente em 1959 por Phil Phillips. Longe de possuir a fragilidade do cover de Cat, Sea of Love mais parece um convite adolescente para um baile. Um belo convite, aliás. Do tipo que faz sorrir. E querer dançar pela cozinha nas manhãs de sábado. E nas de domingo também.

Continue lendo →

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259