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#Miolão Especial: Quando elas cantam…

08/03/2010 às 13:24 em No Som

Para o Dia Internacional da Mulher, o Miolão indica algumas canções que se encaixam perfeitamente na temática e valem ser ouvidas pelo conteúdo, pelo talento de suas criadoras – ou intérpretes – e por serem, além de tudo, marcantes. Confira abaixo e diga: qual é sua favorita?

Woman Left Lonely – Janis Joplin

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=klhK_4evO5c
A voz de Janis Joplin, que influenciou uma geração, aparece vigorosa como sempre nessa gravação: a trajetória da “mulher solitária” do título ganhou diversas versões, incluindo uma ótima com Cat Power nos vocais, mas o Miolaoteam opta, no caso, pela gravação original. Nada mais justo: Janis é uma das mulheres que mais contribuíram para a história da música e merece um lugar na lista.

Bobagem – Céu

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=zkc_oIwYwas
“Minha beleza não é efêmera como o que eu vejo em bancas por aí”, canta a carioca Céu, num sambinha cru e simpático lançado em seu primeiro CD, homônimo, de 2007. Ela declara em letra própria que sua essência reside mais do que somente na aparência. A música possui menos de três minutos e consegue deixar o seu recado: “ser mulher a vida inteira”, pontua.

Me and a Gun – Tori Amos

 

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=uKzCxi2yf5s
Aterradora. “Me and a Gun” é o relato real de uma tentativa de estupro pela qual Tori passou quando tinha ainda vinte e um anos. A música, que faz parte de “Little Earthquakes”, o disco que fez a cantora tornar-se conhecida mundo afora, é cantada à capela e causa arrepios pela naturalidade com que ela fala sobre o ocorrido, relatando os pensamentos que passaram por sua cabeça enquanto estava encurralada pelo homem em questão. Poética e chocante.

What It Feels Like for a Girl – Madonna

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=qYwgG2oyUbA
Com introdução da francesa Charlotte Gainsbourg, essa canção de Madonna fala sobre opressão e critica o papel submisso ao qual a mulher é submetida em alguns momentos de sua vida. O clipe da mesma, dirigido pelo seu ex-marido Guy Ritchie, foi censurado pela MTV e alguns outros canais de música por mostrar a cantora interpretando uma vítima de agressões físicas, que em um momento de fúria e acompanhada de uma simpática senhorinha começa a brincar de GTA na rua (?), atropelando os homens que encontra pelo caminho.

Travelling Woman – Bat for Lashes

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=a4XXkz4iFUM
Natasha Khan dirige o discurso de sua canção à uma mulher viajante e obstinada, dizendo que ela deve continuar trilhando seu caminho e ignorando as tentações do amor, que podem fazer seus planos irem por água abaixo. “Never fall in love with potential/cause you can’t see with your own eyes”, diz Natasha. O tom resignado e endurecido da canção, aliado aos arranjos precisos e a voz quase onírica de Natasha emociona.

Isobel – Dido

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=lpG4Pci6el8
Existem diversas teorias de fãs sobre o que a situação retratada na enigmática canção da inglesa Dido. Na letra da mesma, que é uma das melhores músicas do seu disco de estréia, “No Angel”, ela parece consolar uma amiga que perdeu seu filho, num aborto que não podemos entender claramente se foi espontâneo ou provocado. Isobel se sente ressentida pelo que aconteceu, enquanto Dido levanta questões sobre como teria sido a criança no futuro, caso tivesse nascido e tenta acalmá-la: “don’t punish yourself, live it well alone”. A cantora estabelece um diálogo marcante com a personagem, numa canção envolvente e misteriosa.

Todas as Mulheres do Mundo – Rita Lee

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=T1_z9ZKneAM
Rita Lee evoca todas as Xuxas, Madonnas, Dianas, Leilas Diniz e Evitas do mundo para mostrar, numa divertida canção de seu repertório, que as mulheres do mundo querem mesmo é poder. Sem duplo sentido, ok?

(You Make Me Feel Like) A Natural Woman – Aretha Franklin

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-DSYZAiM-20
A canção clássica de Aretha Franklin foi regravada por nomes como Carole King e Celine Dion, que mandaram bem, mas não conseguiram superar a versão original e a emoção evidente da diva da black music, que canta sobre uma mulher que se sente plena devido a um novo amor que tomou conta de sua vida. Daquelas músicas que merecem ser relembradas diversas vezes.

Resposta – Maysa

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=z-AIc7yTJi8
Escrita pela cantora como um revide às criticas feitas em relação a sua vida profissional e particular, essa canção sintetiza toda a angústia e raiva reprimida que Maysa sentia por ter sua vida esmiuçada pelo público/mídia na época. “Se alguém não quiser entender e falar, pois que fale”, desabafa. Maysa teve uma vida breve, mas intensa. Uma canção marcante, que continua atual e pertinente nos dias de hoje, criada por uma das artistas mais expressivas de nossa música.

Girls Just Wanna Have Fun – Cyndi Lauper

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=x0cJnVeiMrw
Porque mesmo depois de quase 30 anos, as garotas ainda querem se divertir.

I’m a Lady – Santigold

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=PpL8odTN2_c
Nessa simpática faixa de seu debut, Santigold (ex-Santogold), conta vantagem por ser uma “dama”: decidida, que quebra corações e que provavelmente será  martirizada um dia por essa postura. A música é levemente sarcástica e cativa - talvez não no início, mas certamente depois de algumas audições. Vale ouvir.

Mary Jane – Alanis Morissette

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=IxBAuIuFGCk
Misto de homenagem a uma amiga e canção autobiográfica, a saga de Mary Jane, “a última grande inocente”, segundo as palavras de Alanis, é narrada de forma dramática e lindíssima. Impossível não se arrepiar com a letra fantástica e os diversos tons da cantora. Mary é, no fim das contas, igual a muitas mulheres, homens e muitos de nosso cotidiano.

Zé – Vanessa da Mata

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=JD1jX-qidBQ
Um relato delicado sobre um romance cheio de elementos antigos: tudo é descrito com tantos detalhes que quase dá pra sentir os tais cheiros de “hortelã, alecrim e jasmim”. Vanessa da Mata captou a ternura do ponto de vista feminino com maestria.

Ramblin’ (Wo)Man – Cat Power

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=jD6HceVd5Y8
Nessa versão do blues das antigas de Hank Williams, Cat Power declara o amor que sente por um homem, mas também que sua paixão pela liberdade da vida é ainda maior: ela sabe que poderá machucá-lo por isso, mas é simplesmente o seu jeito e não pode evitar.

E você? Que outra canção colocaria na lista?

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Muito mais que 1234

22/02/2010 às 22:11 em No Som

Alguém se lembra da menininha que cantava “1234 tell me that you love me more/sleepless long nights that is what my youth is for/old teenage hopes are alive at your door/left you with nothing but they want some more“?

A menininha era Leslie Feist, integrante da big band canadense Broken Social Scene e nos idos de 2007 já tinha lançado 3 álbums solo.

Imagem de Amostra do You Tube

1234, segundo single de The Reminder, de 2007, conquistou ouvintes ao redor do mundo e fez com que Feist ganhasse uma projeção que quebraria qualquer barreira entre a música pop e o underground. A música figurou os principais charts do mundo, chegando a #8 tanto no Hot 100 da Billboard quanto na parada oficial do Reino Unido e rendeu a Feist duas indicações ao Grammy de 2008: o de melhor performance pop vocal feminina e também o de melhor videoclipe, além de vencer como single do ano no Juno Award, o “Grammy Canadense”.

Talvez pela necessidade que algumas pessoas sentem por rótulos, Feist foi vendida para o grande público como uma versão mais feliz e amena de Cat Power. Quem se dispôs a ouvir com mais atenção suas músicas, pôde perceber que ali havia muito mais que uma menina que cantava canções fofa e em clipes perfeitinhos. Puderam perceber que ali havia uma artista.

Imagem de Amostra do You Tube

Em 2008 Feist lançou o último single de The Reminder; I Feel It All foi tão fofo e singelo quanto a canção que a lançou ao estrelado, mas sabe se lá porque motivo, não fez o mesmo sucesso, apesar de ter feito a cabeça de muitos indiezinhos na época.

De lá pra cá seu nome foi vinculado a algumas performances e participações em trabalhos de outros artistas e voltou aos holofotes quando anunciaram essa semana que World Sick, nova faixa do novo trabalho do celebrado Broken Social Scene (que ainda conta com a presença de Emily Haines, do Metric), que tem data de lançamento prevista em 04 de maio, estaria disponível para download no site oficial da banda.

Como se não bastasse as novidades do Broken Social Scene, hoje, Feist tocou a faixa inédita He Was Free em Vancouver, num evento paralelo as Olimpíadas de Inverno. À primeira vista, o enquadramento do vídeo não é dos melhores, mas tudo parece mínimo quando Feist começa a cantar. Assista abaixo ao vídeo:

Imagem de Amostra do You Tube

É. Feist é muuuuuuito mais que 1234. Se você gostou das músicas aqui citadas, não hesite em ouvir o supramencionado The Reminder e o maravilhoso Let It Die, que o antecede. ;)

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Bat For Lashes vem aí!

14/01/2010 às 17:00 em No Som

Que o Coldplay vem pro Brasil esse ano já não é segredo pra ninguém. Nem todos conhecem, porém, a atração de abertura dos shows da banda aqui no país. É sobre ela que o Miolão falará nesse post: Natasha Khan, ou, se preferir, “Bat for Lashes”, nome usado pela cantora britânica em sua carreira musical.

Seu primeiro CD, “Fur and Gold”, foi lançado em 2006 e trazia um apanhado de canções que, para alguns, colocavam a cantora no mesmo patamar de musas criativas como Bjork, Cat Power ou Kate Bush. O álbum, mesmo incensado pela crítica e indicado a prêmios, não fez o barulho que seu sucessor geraria tempos depois. Natasha se tornaria mais popular com seu segundo disco, “Two Suns”, um dos melhores lançamentos do ano passado. A inglesa é daquele tipo de artista que nós pensamos, quando ouvimos: “como não conheci o som dela/dele antes?”

"Fur and Gold" (à esq) e "Two Suns" (à dir).

A cantora esteve em contato com o universo das artes desde a juventude: formada em música e artes visuais pela Universidade de Brighton, trouxe muitas dessas experimentações performáticas e sonoras para sua carreira musical. Não espere canções de fácil “digestão” ou sonoridades clichês: a música de Bat for Lashes é envolvente, possui uma certa aura de mistério e é bastante consistente. Natasha compõe, é multi-instrumentista e consegue prender a respiração do ouvinte da primeira à última faixa de um disco. É uma montanha russa de sensações, vale dizer assim?

Bat for Lashes estará em solo nacional pela primeira vez nos dias 28/02 e 2/3, datas de quando a turnê “Viva La Vida” do Coldplay passa pelo país, respectivamente no Rio e em São Paulo. A verdade é que Natasha merecia uma apresentação que não fosse apenas um “aquecimento” pra alguma outra banda – momento que, inclusive, será dividido com os caras do Vanguart. A setlist será bastante limitada e fica no ar a vontade de que ela realize um show próprio no Brasil em breve.

Não conhece as canções da cantora? O Miolão finaliza o post com duas indicações. É claro que vale ir atrás da sua ainda curta – e esperamos que não breve – discografia completa.

Imagem de Amostra do You Tube (Daniel)

A viciante “Daniel”, homenagem ao personagem do filme Karatê Kid (?) presente no álbum “Two Suns”…

Imagem de Amostra do You Tube

 …e a sombria “What’s a Girl To Do”, do “Fur and Gold”.

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#NoSom: Cat Power anuncia novidades sobre próximo álbum

10/12/2009 às 12:34 em No Som

Cat Power

A cantora Chan Marshall, conhecida pelo público como Cat Power, declarou em entrevista recente ao jornal Courier Mail que já está trabalhando no seu novo álbum, que será cheio de “canções tristes”, segundo ela própria. Bom, até aí, nenhuma novidade – quem conhece o som da artista sabe que suas músicas não são lá muito animadas em sua maioria…

A novidade, porém, é que ela irá abrir mão da companhia de sua atual banda de apoio, a The Dirty Delta Blues em seu próximo lançamento. Os músicos acompanharam a cantora nas gravações e shows de seu último disco, “Jukebox” – constituído de versões de artistas como Bob Dylan, Frank Sinatra e Janis Joplin - mas Chan diz sentir-se culpada por não tocar instrumentos em suas turnês há tantos anos.

Disse ainda que o material com o qual está trabalhando já estava, em grande parte, pronto na época de lançamento do seu álbum de covers, e que ele continua aumentando. Em entrevista para a revista Rolling Stone no ano passado – quando “Jukebox” foi lançado – Cat disse que já tinha um álbum pronto, intitulado “Sun”, que falaria sobre a dor e a alegria de “renascer” depois de uma fase ruim.  Porém, alegou que preferia lançá-lo depois, por considerá-lo muito íntimo e por não querer mexer em certas feridas naquele momento da carreira.

Sua fuga era compreensível: o disco que antecedeu “Jukebox”, chamado “The Greatest” – último de inéditas lançado pela cantora – possuía uma atmosfera pesada, reflexo da fase em que Chan se encontrava na época, em 2006. Desiludida com a vida, havia terminado um namoro e fora internada numa clínica de reabilitação em Miami por problemas com álcool – experiência que mudaria sua visão em relação à música que produzia. Naquela época, ela  era acompanhada nos palcos pela banda Memphis Rhythm Band. Chan pode estar ainda incerta sobre compartilhar suas novas canções, mas agora está no controle da situação – e de si mesma.

Por enquanto, os fãs podem contar apenas com essas informações: apesar das recentes afirmações, Cat Power não definiu uma data de lançamento para o novo álbum. Até que ele saia, não saberemos o que será deixado de lado e o que será incluído no processo de produção do disco!

Enquanto isso, que tal relembrar – ou conhecer – um pouco mais sobre a cantora Cat Power? Para aqueles que não a conhecem, não sabemos o que está esperando! Ela já esteve no Brasil duas vezes e nós selecionamos alguns momentos dos shows pra você conferir, além de uma música do EP “Dark Side Of The Street”, lançado por ela depois de “Jukebox”, com covers que ficaram de fora do disco. Vale a pena, porém, ir atrás também dos trabalhos autorais da artista, que são maioria e, por sinal, lindíssimos.

Imagem de Amostra do You Tube

Performance da cantora no Tim Festival desse ano, cantando “Sea of Love”, uma das músicas presentes no seu primeiro álbum de covers, o “The Covers Record” e que está na trilha sonora do filme “Juno”. 

 Imagem de Amostra do You Tube

“Metal Heart” é uma música sua que foi originalmente inserida no CD “Moon Pix”, do começo de sua carreira, mas que ganhou uma nova versão em “Jukebox” – é uma duas únicas composições próprias de Chan no disco, contando com “Song To Bobby”, canção feita em homenagem a Bob Dylan. Essa performance é de 2007, no Tim Festival. Por sinal, de arrepiar.

Imagem de Amostra do You Tube

Sua versão da música “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding, presente no EP “Dark Side Of The Street”.

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#Vale conhecer: Gregory and the Hawk e Slow Club

07/11/2009 às 01:11 em No Som

Pessoal, duas indicações musicais para o Sábado de vocês: Gregory and the Hawk e Slow Club. Qual vocês preferem? :)

gregory

"Mallu é o cacete!"

Meredith Godreau, assim como Natasha Khan (Bat For Lashes) e Chan Marshall (Cat Power) possui um nome artístico curioso – no caso, “Gregory and the Hawk”, escolhido em homenagem ao seu irmão, Gregory, e fazendo referência ao falcão imaginário que a cantora julgava ter durante a infância. (?) Conheci suas músicas há uns três anos atrás, por causa de uma amiga – ela estava no meio de um relacionamento e as músicas da banda eram a trilha sonora do seu relacionamento. O namoro acabou e ela não suporta mais ouvir, mas eu acabei cativado pelas doces melodias de Gregory and the Hawk, um tanto dramáticas e com nuances não tão inocentes quanto parecem. Meredith já lançou um EP e dois álbuns, entre eles o ótimo “Moenie & Kitchi”, de 2008.

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Boats and Birds, uma das primeiras da banda disponíveis na rede

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Grey Weather, do CD “Moenie & Kitchi”


"Because we are dead... NOT!"

"Because we are dead... NOT!"

Formada em 2006, os vocais de “Slow Club” são compartilhados por Charles Watson e Rebecca Taylor, que fazem um folk-pop simpático e cativante. O primeiro CD da dupla, “Yeah So”, foi lançado apenas em Julho desse ano. Antes disso, a dupla já disponibilizava suas músicas para o público na rede, assim como alguns nomes das músicas atuais fizeram antes da fama. É outra daquelas bandas interessantes que emergem da internet para o grande público. Seu álbum possui uma levada que poderia facilmente colocá-lo na mesma prateleira da trilha sonora de Juno, por exemplo. É, no mínimo, “fofo”. :)

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Clipe de “Trophy Room”

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Clipe de “Because We Are Dead”

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