Pro Dia Nascer Feliz, nossa vigésima mixtape, tem um conceito bem simples – e até autoexplicativo -: músicas que são músicas felizes.
Ao contrário de nosso último disquinho, que era uma bagunça de faixas e gêneros, esse aqui mantém certa coesão e – pasmem! -, certo sentindo. Começando de um jeito bem suave, ele vai ganhando forma aos pouquinhos e ficando mais “animado” a cada faixa. Lá pelo finzinho, a animação vira outra coisa. Meu conselho é: escutem.
Em Missing, uma das faixas mais legais do álbum de estréia de Eliza Dollittle, a morena avisa logo de cara: “I am Doolittle but I do a lot.” Por mais infâme que seja o trocadilho, tenho que concordar. Ela faz mesmo.
Semana passada perguntaram-me o que eu estava a ouvir nos meus fones de ouvido. Quando eu respondi “The Very Best” houve uma réplica do tipo: “Não conheço. É “the very best” mesmo?”. Fiquei um pouco embaraçado. O que eu ouvia era The Very Best, mas será que era the very best mesmo? Eu não sabia. E pra ser sincero ainda não sei… Mas olha, é tudo tão bom que se não for, chega bem perto. Continue lendo →
Nesses dias, quando dei uma olhadela no Hot 100 da Billboard, fiquei bastante surpreso ao ver Fuck You, do Cee-Lo Green, em segundo lugar. Pela segunda semana consecutiva, a música (que a gente simplesmente adora!), atingiu a vice-liderança da parada musical mais importante do planeta.
Um dos vídeos mais legais dedicado a canção é esse aí debaixo que virou febre na internet em janeiro. Protagonizado por Anna. Nele, a estudante (que não é surda) demonstra toda sua habilidade gestual ao interpretar a letra da música na linguagem de sinais. Segundo a própria, a apresentação valeu como teste final de seu curso… Alguém aí duvida que ela passou com louvor?
Voltando ao tema original, fica a dúvida: quanto tempo mais será que Fuck You se segurará nos charts? Se depender da nossa torcida ela continuará na parada por muuuuito tempo…
Um dos assuntos mais comentados na web ontem foi o fim dos White Stripes. A banda, que já foi considerada uma das melhores vivas, lançou discos divertidos (De Stijl), classudos e intensos (Elephant), ousados (Icky Thump), fez apresentações memoráveis e lançou verdadeiras pérolas videoclipticas como essa e essa, pegou todo mundo de surpresa com a decisão de por um ponto final no projeto (super bem sucedido). De acordo com a carta publicada no site da gravadora (leia aqui a versão traduzida), Jack e Meg explicaram o rompimento sem de fato esclarecerem as coisas.
Deixando de lado as supostas razões que motivaram o fim, vamos falar sobre o futuro: o que será de Meg e Jack?
O Polivalente Jack White
Todo mundo sabe que Jack White canta, toca, compõe, produz, atua, tricota, se casa no Amazonas e participa de outros 8345327 projetos. Entre seus últimos trabalhos, o cara assinou a produção de algumas faixas de 21, de Adele, e da lenda do country Wanda Jackson. Isso sem contar suas participações em bandas como os Raconteurs, o Dead Weather e, mais recentemente, o Rome.
Rome?
O Rome é aquele tipo de banda que já nasce grande. Idealizada por Daniele Luppi e por Danger Mouse (parceiro de Cee-Lo Green no Gnarls Barkley), o Rome é uma verdadeira ode aos filmes spaghetti western e suas trilhas sonoras. Aliás, alguns dos músicos que participaram da gravação do disco, que está previsto para sair em maio, trabalharam com Ennio Morricone (você deve se lembrar da “mão” do cara em Bastardos Inglórios, do Tarantino), mestre absoluto do gênero. Achou pouco? E se eu contar que, além disso tudo, quem divide os vocais com Jack é uma tal de Norah Jones? Infelizmente ainda não caiu na rede nenhuma música dessa galera.
É. Parece que trabalho não vai faltar para o senhor White…
Mas… e a Meg?
A Encantadora Meg White Ao contrário de Jack, Meg nunca foi muito conhecida por suas habilidades como musicista. Pra começar, ela se quer sabe tocar bateria. Nas entrevistas concedidas durante o período de atividade dos Stripes, ela sempre se mostrou retraída e tímida.
Sem se arriscar em outros projetos, o máximo de atenção que Meg despertava era quando cantava (muito bem) uma ou outra musiquinha nos discos dos White:
Até onde se sabe, o futuro de Meg, por enquanto, é incerto.
Cee-Lo Green já deve estar acostumado a ver suas músicas na voz de outros cantores, afinal boa parte da classe artística já cantou Crazy e/ou Fuck You. Aqui mesmo, no Miolão, a gente já postou várias versões de suas músicas… Só que hoje a coisa muda de figura: dessa vez é Cee-Lo quem se apropria de uma música – e não o contrário.
A escolha do cara foi bastante “diferente”: Radioactive, presente no disco Come Around Sundown, do Kings Of Leon, não lembra nem de longe as músicas supergrooveadas de Cee-Lo. Pelo menos não lembrava até ele soltar a voz na BBC Radio 1: