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Coldplay – Mylo Xyloto

Falar sobre Mylo Xyloto, o álbum que os caras do Coldplay lançaram oficialmente na última segunda-feira, foi uma tarefa bastante árdua para mim.

Odeio Coldplay. Mas como sou do tipo de cara que quando vai falar mal de alguma coisa gosta de falar com propriedade, decidi ouvir, com a máxima atenção, o tal disquinho. Vencido o primeiro desafio, que era dar play (adiei tanto esse momento!) e quebrei a cara com força. O que eu ouvi ali não era o que eu esperava. Pelo menos, não de um álbum do Coldplay.

O que sempre me incomodou no Coldplay foi a ausência de um estilo próprio. Ao meu ver, Chris Martin e companhia não queriam desenvolver um tipo de som que era só deles; eles queriam absorver e reproduzir em seus trabalhos influências de seus ídolos. Até aí, tudo bem. Poucas são as bandas que nascem com uma concepção delineada do que querem ser e fazer. Só que no caso de Coldplay a vontade não era apenas deixar visível suas influências. A vontade era de soar tal qual igual a ídolos.

O crescente sucesso de crítica e público era, de certa, forma compreensível. Apesar da falta de “personalidade”, as melodias pareciam familiares, os vocais de Chris Martin, quando não eram afetados, eram bastante bons e as letras das músicas falavam explicitamente sobre o que queriam dizer. Gostar de Coldplay era “fácil”.

A banda, confortável nessa posição, se empenhou ao máximo em criar hits que reprisassem a essência de sucessos anteriores. Canções que, de fato, eram bonitas e universais (eles não discorriam sobre temas particulares, eles falavam de uma maneira geral sobre o que muita gente sentia) eram entoadas até que perdessem o sentido.

E eles, por sua vez, tentando atender a expectativa dos fãs conquistados, pareciam entregar faixas enfadonhas e requentadas. Se até aquele momento o Coldplay não tinha um “estilo próprio”, com o colossal erro de XY, terceiro álbum, eles estabeleceram características marcantes o suficiente para que as composições fossem assimiladas a eles. As músicas eram ora grandiosas, prontas para serem cantadas em um som unissono em grandes estádios; ora simples e intimistas – como as gravações de Parachutes e A Rush of Blood to the Head, respectivamente, o primeiro e o segundo disco da banda. O tal “estilo” se confirmou com o lançamento de Viva La Vida or Death and All His Friends. Com um ar épico e repleto de hits radiofônicos, Viva La Vida confirmou a ambição da banda em ser a maior do mundo. E estava feito. Depois de quatro discos, finalmente o Coldplay tinha um estilo que era deles e não de outros. Mesmo assim, eles ainda não me convenciam.

E foi assim, com desconfiança e ressalva, que dei play no último disco do quarteto. Não precisei de mais do que cinco minutos para ser completamente desarmado. Como eu disse no início do texto, o que ouvi não era o que eu podia esperar do Coldplay. E isso era ótimo.

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Cover: Yellow, Jem

Nós já dissemos aqui no Miolão como consideramos a cantora Jem injustiçada: ela, que possui dois discos em seu currículo – inclusive o super bacana “Finally Woken” – nunca conseguiu emplacar canções nas paradas de forma marcante, tendo apenas relativo reconhecimento pelo uso de suas faixas em séries de TV melosas, mas que bem verdade, trazem bons registros em suas trilhas.

A mocinha foi convidada, em 2009, pra colaborar no quarto volume da coletânea  “Sweetheart: our favorite artists sing their favorite love songs”. No disquinho, vários artistas entoam, como sugere o título, suas músicas de amor favoritas.

Jem escolheu a gravação que impulsionou o Coldplay rumo ao estrelato, a bela “Yellow”, para marcar presença entre os intérpretes.

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Cover: Hunting High and Low, Coldplay

Confesso que nunca gostei de A-ha. Sempre vi a banda como um desses grupos sem nenhum talento que só deram certo por sorte de pegar carona no sucesso de grupos similares e mais interessantes.

Também nunca gostei do Coldplay. Já cheguei inclusive a odiar. Adeptos da síndrome que afetou o Oasis e o U2, os caras, que nem eram maus músicos, ganharam minha antipatia eterna por causa de seus anseios de grandeza – Chris e cia, sinto dizer que nem mesmo em seus melhores dias vocês foram a melhor banda do mundo. Isso sem falar na mania de querer ser o Jeff Buckley…

No entanto, toda antipatia e menosprezo por essas bandas se diluíram quando vi o vídeo abaixo:


Hunting High and Low
, faixa título do debut homônimo do A-ha foi lançado oficialmente em 1986. Carregada de maneirismos, a música que – oh, céus, como detesto admitir isso – já era interessante nos anos 80 foi despida dos efeitos característicos e transformada em uma canção mais intimista e tristonha pelo Coldplay.

Depois de ouvi-la tenho que dar o braço a torcer: de vez em quando até que eles mandam bem, né?

Hope For Haiti Now

Ontem à noite rolou o Hope for Haiti Now, evento organizado por George Clooney em parceria com a MTV norte-americana a fim de angariar fundos para as vítimas do terremoto que ocorreu na última semana.

Transmitido por várias emissoras ao redor do mundo, o evento contou com artistas do primeiro time de Hollywood, como Julia Roberts, Tom Hanks, Brad Pitt, Reese Whisterpoon e Steven Spilberg como ‘telefonistas’, recebendo as doações das pessoas que ligavam.

Entre depoimentos emocionados e reportagens sobre a caótica situação do país aconteceram também alguns números musicais. Separamos abaixo alguns dos melhores momentos da noite:

Abrindo o show, Alicia Keys cantou Prelude to a Kiss:

Shakira, mais linda do que nunca, apresentou com muita competência sua versão de I’ll Stand By You, clássico dos Pretenders:

Justin Timberlake acompanhado de Matt Morris fizeram uma emocionante versão de Hallelujah, de Leonard Cohen:

Chris Martin, do Coldplay, acompanhou Beyoncé ao piano enquanto ela cantava Halo:

Christina Aguilera também deu o ar da graça e usou o evento para apresentar Lift Me Up, uma canção inédita que estará presente em Bionic, seu próximo disco, em versão acústica:

Acompanhada por um coral, Madonna cantou o clássico Like a Prayer sem maiores firulas:

Fechando a noite, o haitiano Wyclef Jean, ex-vocalista do Fugees, mais conhecido por aqui pelo dueto com Shakira em Hips Don’t Lie, cantou Rivers Of Babylon:

Embora o evento tenha durado pouco mais de 1 hora, as doações ainda podem ser feitas através do site www.msf.org.br . Vale dizer que qualquer valor é válido, por menor que seja, e que é possível doar via cartão de crédito. Como o próprio Clooney disse: envolva-se!

Novidades de Richard Ashcroft. Richard WHO?


Talvez você não ligue de imediato o nome a pessoa, mas Richard Ashcroft foi protagonista de um dos clipes mais legais da história, teve música na trilha de Malhação, liderou The Verve, um dos expoentes da cena brit-pop e, em sua carreira solo, teve até música em novela. Lembrou?

Pois bem, depois de ensaiar uma volta com o Verve e lançando o morno álbum Forth em 2008, Richard aposta numa nova banda: a United Nations Of Sound.

Com um dos nomes mais bregas de todo o universo, o cantor disse que o debut da banda ainda não tem data de lançamento, mas o título do projeto já foi escolhido. Redemption, que tem o nome tão… “emblemático” quanto o da banda teve seu primeiro single divulgado na segunda-feira. Assista ao clipe clicando aqui.

Are You Ready? mantém a essência que consagrou a banda mais famosa de Ashcroft. Aos desavisados a música pode soar como Coldplay, só que a referência óbvia é bem o contrário disso: Chris Martin, fã confesso de Ashcroft é quem disse mais de uma vez se inspirar no som dele.

E aí, achou a música boa o suficiente pra tirar a má impressão dos títulos?

 

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