Talvez você não ligue de imediato o nome a pessoa, mas se você gosta de ver clipes provavelmente já se deparou com o trabalho de Floria.
No comando de videoclipes desde a década de 90, Floria Sigismondi tem um talento nato para direção. Formada em fotografia e dona de um apuro estético ímpar, a artista imprime nos vídeos em que dirige características ora sombrias ora cativantes.
Na maioria de seus clipes, os artistas abrem mão de uma áurea glamorosa e se transformam em criaturas estranhas e/ou melancólicas. Cenários dark, surrealismo e monstros são itens recorrentes em sua viodeografia.
Lançado oficialmente há pouco mais de um mês, Bionic, novo disco de Christina Aguilera, é (quase que) completamente diferente do que se poderia esperar de Christina Aguilera.
Partindo desse ponto, há duas maneiras de analisar o disco: a primeira é entender o processo criativo e as motivações de Aguilera para então apreciar o resultado. A segunda é, simplesmente, ouvir o álbum, sem maiores intenções de profundidade (afinal, por mais inusitado que seja, Bionic ainda é um disco pop).
Rock’n'Roll: mais do que um gênero musical, o rock é um verdadeiro estilo de vida.
No decorrer de quase 6 décadas, o rock conquistou ao redor do mundo milhares de adeptos e influenciou decisões políticas (alô Woodstock!), mexeu com os padrões da moda (alô Sex Pistols! alô Vivienne Westwood!), criou verdadeiros ícones adolescentes (alô Elvis Presley! alô Beatles! alô Mick Jagger!) e foi trilha sonora de verdadeiras revoluções comportamentais e revoltas juvenis.
Mas nem só bons frutos foram gerados: ao longo dos anos, milhares de pessoas quiseram TANTO ser rock’n'roll que acabaram pagando mico. E é isso que a gente vê agora nesse Top5 especial: Mamãe Quero Ser Rock’n'Roll!
5º Chimbinha: o guitar-hero brasileiro.
Quem?
Cledivan Almeida Farias, mais conhecido como Chimbinha, é guitarrista da banda Calypso e esposo de Joelma, a popstar do Pará. Com 14 discos lançados, Chimbinha já vendeu mais de 7 milhões de discos e sua ‘banda’ é uma das mais populares de todos os tempos do Brasil.
Visual Rock’n'Roll!
Ostentando com muito orgulho um topete multicolorido, Chimbinha veste frequentemente camisas estampadas e calças escuras. Muita gente questiona se a temática Hawaii combinada com o topete é o jeitinho que nosso querido Chimbuca encontrou para homenagear Elvis. Será?
Ele tenta…
Com seu visual descolado (sic), Chimbinha nunca se separa de sua guitarra e nos shows se arrisca até a solar, arrancando do público torrentes de excitação a cada riff tirado de seu instrumento.
Mas tudo que consegue é…
Fazer algo que, definitivamente, não é rock’n'roll.
O mais perto que chegou de ser um rock-star:
O vídeo acima é do projeto Estúdio Coca Cola Zero, em que junto com Joelma recriou clássicos do Calypso em parceria com Os Paralamas do Sucesso.
Falando sério agora, ficou ou não ficou bacana? 4º Avril Lavigne: a princesa do punk. Quem?
Avril Lavigne, canadense, 25 anos. Oriunda da MTV, a estrelinha Lavigne ficou famosa no início dos anos 2000 por se apresentar como um antídoto as popices que dominam as rádios naquela época. O que a grande maioria (de adolescentes) não notou foi que Avril era tão – ou mais – pop quanto “as outras”.
Visual Rock’n'Roll!
Enquanto Britney, Aguilera e N’Sync sensualizavam cada vez mais exibindo seus corpos semi-nus nos clipes, Avril parecia não ligar para sua imagem. Vestindo quase sempre babylooks combinadas com “calças de menino”, o visual despojado – ou punk de butique, se preferirem -, foi febre entre as adolescentes. Gravatas e munhequeras fizeram a cabeça da moçadinha…
Ela tenta…
Com um discurso afiado, Avril soltava farpas contra a superficialidade do mundinho pop e se apresentava como porta voz dos que estavam cansados de estrelinhas fabricadas. O curioso é que suas músicas pareciam não servir de trilha para a rebelião proposta: o som que ia do pop romântico (I’m With You) ao rap (My World) era quaaase igual a tudo que ela criticava. Estranho, né?
O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…
Foi gravar a canção Knockin’ on Heaven’s Door de Bob Dylan para um cd de caridade. A bela música ganhou contornos bonitinhos e quaaase nos convenceu que Avril Lavigne era, sei lá, um Neil Young da vida.
Há quem diga que quebrar uma guitarra no clipe de SK8er Boí foi um ato digno de vergonha. O clipe, assim como a música, é um verdadeiro guilty pleasure e retrata com maestria o que deveria ser a inconsequencia juvenil. Quebrar a guitarra no final do vídeo, que deveria ser um ato subverssivo como os praticados pelo The Who ou mesmo Nirvana, acabou sendo, como todos puderam observar no “Produzindo o Clipe“, da MTV, um tiro n’água: Avril não teve força o suficiente pra quebrar a guitarra. Tudo bem, a gente releva. Valeu a tentativa, Avril!
03º Britney Spears: a amante do Rock’n'Roll. Quem?
Britney Spears, ex-Clube do Mickey, ex-virgem, ex-careca-maluca, atual mãe de família e ícone do show business. A mocinha que desde o começo de sua carreira foi tida como a princesa do pop, sempre flertou com o rock’n'roll, tendo inclusive gravado o clássico (I Can’t Get No) Satisfaction, dos Rolling Stones…
Visual rock’n'roll!
Quando o quesito é roupa, Britney erra e erra feio. Em suas tentativas – quase sempre frustradas – de parecer mais rocker, Britney usou e abusou de couro, fivelas e adereços de aço. Ser sutil nunca foi o forte de Britney.
Ela tenta…
Como já disse ali em cima, Spears sempre teve uma queda pelo rock. No entanto, suas tentativas de chegar ao ritmo foram mesmo só tentativas. A versão de Satisfaction ficou tão descaracterizada que os Rolling Stones, se estivessem mortos (?), estariam se revirando no túmulo. Mas mico mesmo foi quando Britney regravou a canção I Love Rock’n'Rollem seu terceiro álbum. A música, imortalizada por Joan Jett, chegou a ser lançada como single em alguns países e rendeu um clipe super sensual. Mas cadê que Britney conseguiu convencer alguém que aquilo era rock?
Isso sem falar no medley deGimme More com Trouble, do Elvis Presley, durante a clássica apresentação no VMA 2007…
O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…
Foi quando despirocou geral, raspou a cabeça e agrediu um paparazzi com um guarda-chuva. A atitude insana faria inveja a Sid Vicious.
2º Sandy e Junior: os irmãos mais rebeldes do oeste! Quem?
Filhos de Xororó e Noely, Sandy e Junior construíram ao longo dos anos uma carreira sólida e bonita. Tudo começou quando gravaram o clássico Maria Chiquinha em 1991. Depois de inúmeros hits como Aniversário do Tatu, Power Rangers” e Imortal, Sandy e Junior resolveram que estava na hora de radicalizar…
O Visual Rock’n'Roll!
Começaram pelo visual. As roupas cheias de franja do início da carreira foram substituídas por peças modernas e bem produzidas. Os cabelos, verdadeiros monumentos de mullets, ganharam cortes modernos que viraram moda em todo o país. Mas aí você me pergunta: rock, cadê?
Eles tentam…
Revolução mesmo veio com o lançamento do clipe de Enrosca: Sandy usou uma peruca curtíssima preta, enquanto Junior, empunhando uma guitarra, mandava um som nervoso! Arghhhhh!
Com uma roupagem totalmente diferente da versão original (do grande pai do Fiuk, Fabio Jr), Enrosca virou um verdadeiro hino rock’n'roll e foi adotado como sinônimo de rebeldia por toda uma geração. – NOT.
O mais perto que ela chegou de serem rock-stars…
Foi quando Sandy disse um palavrão numa entrevista a um programa do Cazé. Detalhe: Sandy já era uma mulher adulta.
1°º Restart: o rock da nova geração. Quem?
Pe Lanza, Pe Lucas, Thomas e Toba, digo, Koba são adolescentes de São Paulo que formaram em 2008 a banda mais colorida do Brasil. Hã?
Inovando como poucos ousaram, o Restart trouxe o rock brasileiro aos holofotes e acabou com a idéia de que roqueiro se veste de presto e é infeliz. Aliás, eles inovaram tanto que criaram um gênero totalmente novo: o happy rock (que nada mais é que vocais adolescentes melosos cantando sobre draminhas felizes do cotidiano do jovem de classe média alienado).
A explosão de cores que o Restart trouxe à tona é tão vexativa que pessoalmente encaro como agressão. Dá pra imaginar como tem gente que acha que tá arrasando ao imitá-los? Francamente, poxa!
Eles tentam…
… E até que tentam bastante. Usam guitarras, baixo, bateria e tem um monte de fã. Mas e o rock, meus amigos, cadê?
O mais perto que eles chegaram em serem rock-stars…
AHHHH! PE LANZA!!! PE LANZA!!! ÉSSE DOIS! CORAÇÃOZINHO! ÓUN! AHHHH!!
Ok, escolher três momentos da “carreira” de Paris Hilton é uma tarefa difícil. A mocinha pode não ser lá muito competente em tudo o que faz, mas isso não a impede de atirar para todos os lados: foi estrela de um reality show de sucesso, escreveu livros (!), é atriz (!!), cantora (!!!), modelo, presidiária e empresária. É uma personalidade tão estúpida que inexplicávelmente torna-se adorável. Parece mais um personagem do que qualquer outra coisa: uma maluca perdida no mundo dos famosos. Elegemos, abaixo, momentos bem humorados, curiosos ou de relevância em sua trajetória.
A Amazon é uma das lojas virtuais mais conhecidas no mundo. Seu acervo gigantesco e suas informações precisas sobre datas de novos lançamentos fizeram com que ela, ao longo dos anos, virasse referência.
Pode parecer um pouco cedo, afinal estamos em julho, mas eles compilaram há pouco um ranking com as melhores músicas do ano (até agora). TOP10 tem Rolling Stones, Robyn, M.I.A., LCD Soundsystem, Little Boots e até Jamie Lidell, que já falamos aqui.
A lista é deliciosa e conta ainda com Janelle Monáe, The Dead Weather, Christina Aguilera, Dan Black, Corinne Bailey Rae, N*E*R*D e uma porrada de coisas legais. Se liga só:
1. Round And Round, Ariel Pink’s Haunted Graffiti
2. Dance Yorself Clean, LCD Soundsystem
3. Dancing On My Own, Robyn
4. XXXO, M.I.A.
5. Truth Sets In, Avi Buffalo
6. Meddle, Little Boots
7. Little White Church, Little Big Town
8. Enough’s Enough, Jamie Lidell
9. Dancing In The Light, The Rolling Stones
10. When I’m With You, Best Coast
11. Tightrope (Feat. Big Boi), Janelle Monáe
12. Elastic Love, Christina Aguilera
13. Texico Bitches, Broken Social Scene
14. Once in a Great While, Nathaniel Rateliff
15. Skippin’ Town, Drums
16. Heard It On The Radio, The Bird And The Bee
17. Believer, Goldfrapp
18. Break Your Heart, Taio Cruz
19. Window Seat, Erykah Badu
20. Heaven Can Wait, Charlotte Gainsbourg
21. Celestica, Crystal Castles
22. Golden State, Delta Spirit
23. Soldier of Love, Sade
24. As We Enter [Explicit], Nas & Damian “Jr. Gong” Marley
25. Catholic Pagans, Surfer Blood
26. Closer, Corinne Bailey Rae 27. Rush Minute, Massive Attack
28. Luv Goon, Pearl Harbor
29. Double Knots, The Living Sisters
30. Hustle And Cuss, The Dead Weather
31. The River, Audra Mae
32. Jail La La (Single), Dum Dum Girls
33. Bloodbuzz Ohio, The National
34. Taxi Cab, Vampire Weekend
35. Gimmie Gimmie Back Your Love, Hunx And His Punx
36. Sometimes I Don’t Need To Believe In Anything, Teenage Fanclub
37. Love Is A Dirty Word, Jason Collett
38. Always Already Gone, The Magnetic Fields
39. Symphonies (Bonus Track Feat Kid Cudi) [Explicit], Dan Black
40. Nothin’ On You [Feat. Bruno Mars], B.o.B
41. Why Does The Wind?, Tracey Thorn
42. Ain’t Leavin’ Without You, Jaheim
43. Little Lion Man, Mumford & Sons
44. The Twistable, Turnable Man Returns, Andrew Bird
45. I Feel Better, Hot Chip
46. Walk Of Shame, The Like
47. One Hand Push Up, Rhymefest
48. O.N.E., Yeasayer
49. Hot-N-Fun, N.E.R.D.
50. Chinatown, Wild Nothing
Caso tenha ficado curioso sobre alguma faixa, no site da loja dá pra ouvir pequenos trechos das canções: Amazon.com.
Não sei quanto a vocês, mas eu adoro uma boa lista. Independente do tema tratado adoro correr os olhos sobre os “10 mais isso” ou “10 mais aquilo”, para concordar, montar minhas próprias listas ou mesmo só para discordar mesmo.
E foi isso que aconteceu quando vi a lista que o site da VH1 colocou no ar nos últimos dias.
Se liga só na lista d’Os 10 Piores Clipes da História:
1. Beyoncé e Lady GaGa, Video Phone
Comassim, Bial? Beyoncé e Lady GaGa em primeiro? O clipe, admito, é ruim. Mas poxa, ele teria que piorar umas 1033443564435 vezes para ser o pior da história. Aliás, tem clipe da Lady GaGa muito pior que esse, assim como clipe da Bey, né?
Pois é, esse até me aperta o coração concordar, mas verdade seja dita, Celebration é um lixinho. Tá certo que foi feito com pouca verba com o simples objetivo de divulgar coletânea… Só que o que pesa mesmo é o fato de que este vídeo pertence a mesma mulher que consolidou e revolucionou a estética do videoclipe há 2 décadas com verdadeiras obras-primas como Like a Prayer, Bad Girl e, mais recentemente,Hung Up. Poxa, Madonna! Você já foi melhor.
Alguém se lembra desse vídeo? Aposto que não. Totalmente esquecível esse aqui é da fase que Jenny já não era lá essas coisas no show business… Pra falar a verdade o clipe nem é tãooo ruim assim. O jogo de luzes é tri interessante e a J.Lo., para variar, está linda. VH1, se isso tudo era vontade de por a Jennifer na lista, por que não se lembrar deIf You Had My Love, que além de pior é brega? Francamente!
Digno de primeiro lugar, esse aqui é tão ruim que constrange. Faltam palavras para descrever a ruindade disso. Falando nisso, vocês estão sabendo que Hype Williams, diretor do vídeo, é o mesmo que vai dirigir Not Myself Tonight, da Aguilera? Tomara que ela contribua com idéias, porque se depender do histórico do cara fica mei’ difícil acreditar que vá sair algo legal…
Mesmo sendo uma cópia descarada de Galang, primeiro single de M.I.A., Rude Boy jamais mereceria estar numa lista de piores. O vídeo super colorido é interessante, pop e divertido, como bons vídeos devem ser. É tão legal que, pelo menos pra mim, entraria fácinho numa lista com os melhores vídeos do ano…
Britney Spears, desde sua estréia com … Baby One More Time, que inclusive já foi eleito o terceiro melhor vídeo da história, tinha a seu favor uma videografia impecável e irretocável. Clipes divertidos, sensuais e ultra produzidos eram suas marcas registradas. Qual foi a surpresa quando ela apareceu morena, semi-nua e semi-bêbada rebolando num ferro de pole dance? Chocante foi pouco. Gimme More foi quaaaase uma revolução na estética do pop. Um marco. Um presente divino. Pura magia e sedução. Er… Ok, ok. Exagerei. O clipe pode até ser ruim, mas que é divertido, ah, isso ele é!
Cuidado! As cores mega saturadas e a profusão de efeitos especiais fazem desse clipe do Paramore um verdadeiro perigo para os epiléticos. Com maior poder de fogo do que aquele lendário episódio de Pokémon, o vídeo, apesar dos exageros, está longe de ser ruim. Até eu que detesto a banda fiquei com a boca aberta quando assisti.
Fundo branco. Adolescentes. Música pop. Que que tem de tão ruim nesse vídeo, pelo amor de Deus? Parece até que eles não tinham mais o que colocar e decidiram incluir a Mileyzinha das Gengivas Gigantes. Injustiça, pô!
Ao lado de Rude Boy, de Rihanna, essa é a maior injustiça da lista. O clipe, lançado em setembro de 2006, consegue capturar exatamente o clima da música e, sem muitos recursos, torna-se facilmente genial pelo uso das luzes, das sombras e da coreografia pra lá de complexa de Justin. Em uma palavra: foda.
Há mais ou menos 10 anos, Nelly Furtado, compositora de origem luso-canadense, chamou a atenção da crítica e do público com o lançamento de Whoa, Nelly!, seu primeiro álbum.
Numa época em que a música pop era uma fabrica de loiras adolescentes (hi, Britney! hi, Christina! hi, Jessica!) e rapazes apaixonados (hi, *N’sync! hi, Backstreet Boys!), Nelly surgiu como um “antídoto” a mesmice. Nelly era, naquele cenário, uma verdadeira Cinderela da música pop.
Fato é que a música pop quase nunca foi levada a sério. Excetuando raras exceções (hi, Madonna! hi, Michael! hi, GaGa?) o gênero desperta preconceito de quem tem, cof cof, bom gosto e apuro musical. No entanto, Nelly Furtado, avessa a fórmulas, conseguiu com seu debut uma boa recepção da crítica e do público.
Até Nick Hornby, roteirista indicado ao Oscar deste ano por seu trabalho em “Educação” e autor dos maravilhosos livros “Uma Longa Queda”, “Um Grande Garoto” e “Como Ser Legal”, se rendeu aos encantos da moça em seu livro “31 Canções” (Editora Rocco, 2005).Leia abaixo o capítulo sobre I’m Like a Bird, a música que levou Nelly ao estrelato:
“É claro que eu entendo as pessoas que desprezam a música pop. Sei que muita coisa do mundo pop, a maior parte até, é lixo, sem imaginação, realizada porcamente, produzida nas coxas, repetitiva e infantilóide (embora pelo menos quatro dos adjetivos acima possam ser usados para descrever os incessantes ataques ao pop que você pode achar em importantes jornais e revistas).
E sei também, acredite, que Cole Porter foi “melhor” que Madonna ou Travis. Que a maioria das canções pop são cinicamente direcionadas para um público-alvo três décadas mais jovens que eu. Que tudo de bom no pop foi feito a 35, 25, 15 anos atrás. E que pouca coisa de valor na pop music foi feita, desde então.
Mas é que de repente tem essa canção que eu ouvi na rádio, e que depois eu comprei o CD, e agora eu tenho de ouvi-la dez ou 15 vezes por dia…
É isso que me intriga sobre os de vocês que acham que o pop atual é uma coisa abaixo de você, atrás de você ou além de você (uso pop aqui para englobar soul, reggae, country, rock… qualquer coisa que você possa achar que é lixo).
Será que você nunca ouviu ou pelo menos nunca se viu atraído por canções novas? Será que tudo o que você cantarola no chuveiro foi feito anos, décadas, séculos atrás?
Você realmente se priva do prazer de se entregar a uma boa nova canção pop porque isso pode manchar sua fama de conhecedor de Foucault?
Então. A canção que tem me enchido de prazer recentemente é “I’m Like a Bird”, da Nelly Furtado. Só a história vai dizer se ela irá se transformar em uma cantora famosa. E, embora eu suspeite que ela não vá mudar o jeito de as pessoas olharem o mundo, não posso dizer que eu esteja muito preocupado com isso.
O fato é que eu sempre serei grato a Nelly Furtado por criar em mim esse narcótico efeito de me fazer ouvir sua canção again e again. Não quero criar um caso com essa música, “I’m Like a Bird”, nem compará-la com qualquer outra _embora aconteça de eu pensar que ela é uma canção pop muito boa, que transmite uma sensação gostosa de sonho, vem marcada por um certo otimismo que, quando tocada em rádio, por exemplo, a diferencia imediatamente das músicas anêmicas que possam vir antes ou depois.
O ponto é que há poucos meses a canção não existia e agora ela está aí. E que ela, em um mundo delimitado, é um pequeno milagre. Algumas vezes no ano, eu gravo uma fita para tocar no carro. Uma fita cheia com essas novas canções que eu fui amando nos meses que antecederam a gravação. Toda vez que eu terminava uma fita, nunca acreditei que fosse gravar uma outra. Mas sempre vai existir a próxima, e mal posso esperar por ela. Um punhado de canções novas como “I’m Like a Bird” e você terá uma vida que valha a pena ser vivida.”
Não dá pra dizer nada. Nick disse tudo. Cabe a nós assistir na próxima semana a Cinderela da Música Pop Nelly Furtado em seus shows no Brasil. Se liga nas datas:
Porto Alegre: 25/03/2010
Onde: Teatro do Bourbon Country – Av. Túlio de Rose, 80.
Quanto? de R$ 75,00 a R$ 300,00;
www.teatrodobourboncountry.com.br
São Paulo: 27/03/2010
Onde? Via Funchal – Rua Funchal, 65.
Quanto? de R$ 90, 00 a R$ 300,00; www.viafunchal.com.br
Rio de Janeiro: 28/03/2010
Onde? HSBC Arena – Embaixador Abelardo Bueno, 3.401.
Quanto? de R$ 80, 00 a R$ 290,00; www.hsbcarena.com.br
E para fechar com chave de ouro, assista Más, último clipe da cantora. A faixa faz parte de Mi Plan, disco gravado em espanhol e lançado ano passado.
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