O nome dela é diferente. A capa do disco é linda. E o título do mesmo, Lion Of Panjshir, é quase impronunciável.
Se não bastassem tantos ingredientes interessantes, Ariana Delawari foi “descoberta” e apadrinhada por David Lynch. Sim, sim. Você leu certo. David Lynch, o diretor de Cidade dos Sonhos, Veludo Azul e O Homem Elefante.
Politizada e com um som que diferente e multicultural, Dalawari possui apenas um disco. Lion Of Panjshir, nome do álbum, foi também o pseudônimo de Ahmad Shah Massoud, um dos maiores heróis do Afeganistão, que ficou conhecido ao liderar a resistência contra o exército soviético que, em meados dos anos 90, tentou invadir o país. Panjshir acabou sendo assassinado dois dias antes do fatídico 11 de setembro.
Carregado com uma forte carga política, Lion Of Panjshir é uma ode as influências de Ariana. A maravilhosa San Francisco, que abre o disco, começa com acordes amenos e se transforma numa faixa cheia de guitarras sujas e refrão grudento. O rock é deixado de lado ao decorrer das 11 faixas do disco e é retomado, esquecido, triturado e modificado para funcionar ao lado do folk, do pop e de músicas tipicamente afegãs. LailyJan, cantada no idioma original da cantora, é o maior exemplo disso: intensa e riquíssima, a música é verdadeiro hino que surpreende pela melodia.
A energia de Ariana se faz presente em Be Gone Taliban e se dissipa na melancólica Her Legacy, que chega a lembrar, inclusive, uma lenda chamada Jeff Buckley.
Absurdamente bonito, o disco pode ser difícil de assimilar na primeira audição. Mesmo exigindo um pouco mais de atenção do ouvinte, Lion Of Panjshir é suficientemente bom para que nosso interesse pela artista se torne maior até que o próprio disco.
Se você ficou curioso, assista ao vídeo abaixo, que demonstra com sons e imagens o que essa menina é capaz:
Ah! E adivinha por quem essa “apresentação” foi dirigida?
















