Mal dá pra acreditar que Paul Thomas Anderson, frequentemente apontado como um dos melhores diretores em atividade, possui apenas 5 longas em seu currículo.
O cara, que fez sua esteia em Cannes quando tinha apenas 26 anos, colhe – merecidamente – uma enxurrada de elogios a cada lançamento graças a capacidade de imprimir sua personalidade a técnicas que não são, nem de longe, inovadoras.
A elegância presente em seus quadros e a preocupação em desenvolver suas personagens já seriam motivos suficientes para colocá-lo em qualquer lista de melhores. Mas ele vai além. Tendo como referência gente do calibre de Kubrick, Scorsese, Altman e Sidney Lumet, o diretor não tem medo de abrir mão de seus traços em prol da narrativa. E é esse desejo de colocar as histórias em primeiro plano, combinado ao talento nato e a liberdade que não o deixa de refém de seus próprios artíficios que faz de Paul um dos grandes realizadores da atualidade.
E é isso que a gente vai ver no 3 Momentos de hoje.
Continue lendo →