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O Apanhador no Campo de Centeio 2?

Não é só o cinema que vira e mexe recebe sequencias desnecessárias: no mundo editorial isso é mais comum do que a gente imagina.

A empreitada da vez cabe a Fredrik Colting e seu improvável desejo de dar continuidade ao mega clássico O Apanhador no Campo de Centeio (meu livro preferido!) originalmente escrito por J.D. Salinger.

O texto de Salinger que é tido até hoje como um dos principais romances adolescentes, foi publicado pela primeira vez em 1951 e de lá pra cá se tornou um dos livros mais sinceros, cruéis e interessantes sobre o tema “crescer”. Narrado em primeira pessoa por Holden Caufield, um adolescente que detesta quase tudo e quase todos, o romance fala, entre outras coisas, sobre retidão, inocência e também sobre… Ah! Leiam vocês, caso não tenham lido ainda.

Na continuação, que recebeu o nome de 60 Anos Depois: Do Outro Lado do Campo de Centeio, Fredrik transforma Salinger, o autor, em personagem e foca num Holden Caulfield já idoso que foge de um asilo para tentar se encontrar com seu passado.

Embora a premissa pareça deveras interessante, a obra causa desconfiança e soa até mesmo oportunista, visto que Salinger morreu em janeiro desse ano.

Pessoalmente duvido muuuuuito que o novo livro tenha, sei lá, um centésimo da genialidade e honestidade da história original… Mesmo assim, pra quem se interessou, vale dizer que ele estará disponível nas lojas a partir de terça, dia 16/11/2010, graças a Verus Editora.

Ninguém é chamado de rei à toa

Feliz aniversário, Michael.
Michael Jackson, 29/08/1958 – 25/06/2009.

Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley

Acho que era sábado. Ou domingo. Pra ser sincero não lembro. Nesse dia, parte do MIOLÃOTEAM estava online no Messenger para decidir a pauta da semana. Não tinha ideia sobre o que falar, até que minha namorada sugeriu que eu abordasse Bonequinha de Luxo, o livrinho que deu origem ao (melhor) filme (do mundo). Comprei a ideia na hora, super animado. E pronto. Estava decidido: o Deve Ler da semana seria sobre a personagem mais adorável de Truman Capote. Mas aí me mandaram essa imagem. E decidi mudar tudo.

Admirável Mundo Novo foi escrito em 1931 por Aldous Huxley e vendido como um tenebroso retrato do futuro. No mundo distópico pregado por Huxley não haveria guerras, caos, tristeza ou depressão. Todas as pessoas entenderiam seu papel na sociedade e trabalhariam para o bem comum.

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Driving Miss Daisy

A maioria dos atributos técnicos que o filme “Conduzindo Miss Daisy” possui não o torna forte o suficiente para ter virado um marco do cinema; tirando as sensacionais atuações de Morgan Freeman e Jessica Tandy, o que resta é uma história convincente, mas ainda assim clichê adaptada de uma peça da Broadway. Um filme clássico, porém, dificilmente torna-se o que é se não possui aquele “algo a mais”, e é nesse aspecto que essa produção, dirigida por Bruce Beresford se destaca: é tão cheia de luz própria e sentimento que consegue preencher o coração do espectador como só os bons títulos conseguem fazer.

A trama, mais de vinte anos depois de criada, já é puro lugar comum: é aquela mesma fábula de duas pessoas que tornam-se amigas quando resolvem deixar as desavenças de lado e compreender as diferenças. Tandy interpreta uma senhora ultra orgulhosa na casa dos oitenta anos, que sofre um leve acidente de carro. Seu filho, interpretado por Dan Aykroyd, preocupado com a saúde da senhorinha, resolve contratar um motorista particular, para que ela possa se locomover com mais conforto: entra em cena Morgan Freeman, vivendo Hoke Colburn, um homem que encara a vida sem grandes dramas e é escolhido para levar a Miss Daisy do título de lá pra cá. O problema é que ela reluta em ser auxiliada, e a partir desse embate tudo se desenvolve.

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