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Miolão Mixtape n.12

Empolgados com a boa recepção da nossa Mixtape de Verão, antecipamos a de Nº12, e decidimos manter a temperatura lá em cima, só que de outro jeito…. ;]

Nossa nova seleção de músicas gira em torno do tema “XXX”. Sim! Canções safadinhas e sensuais para colocar um algo a mais naqueles momentos em que você está acompanhado, ou naquelas horas em que… er… bom, precisa dizer mais?

O bacana de ter selecionado essas faixas em específico é que foi divertido decidir o que soava sexy ou propício pra essas ocasiões. Chegamos num consenso e decidimos que essas quatorze faixas formariam a tracklist ideal.

Independente da “utilidade” que você dará as músicas, as canções abaixo são boas para serem ouvidas em qualquer ocasião, maaaass… se por acaso você tiver que selecionar faixas pra tocar numa noite especial, se é que nos entende, dê uma chance para seleção aí debaixo:

1. Chris Isaak – Baby Did a Bad Bad Thing
2. Tricky - Puppy Toy
3. Air – Sexy Boy
4. Day One – Bedroom Dancing
5. Peaches – Operate
6. Nine Inch Nails – Closer
7. Klaxons – Magick
8. Britney Spears – Breathe On Me
9. Dangerous Muse – The Rejection
10. Portishead – Glory Box
11. Madonna – Justify My Love
12. Fergie – Velvet
13. Charlotte Gainsbourg – The Operation
14. Placebo – Pure Morning


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. E aproveita e depois conta pra gente como foi, tá? Vamos adorar saber!

Brinks. Ou não.

3 Momentos: Corinne Bailey Rae

Em 2006, uma música hiper doce chamada “Put Your Records On” estourou nas rádios do mundo todo e, por causa dela, todos viriam a conhecer uma das vozes mais adoráveis da soul music moderna: Corinne Bailey Rae, uma garota sorridente e de voz frágil que conquistou as paradas com sua sutileza e um excelente debut.

Corinne consegue ser tudo em suas canções: parece uma menina brincalhona numa canção, torna-se envolvente e sensual em outra e descreve experiências pessoais com uma melancolia tão suave que você só pode sentar e ouvir as pequenas historietas que ela conta. Hoje, a artista, que possui publico cativo, não figura nas paradas com tanta frequência, mas seu talento nunca desaponta: o MIOLÃO elege grandes momentos de sua carreira no 3Momentos da semana!

Herbie Hancock & Corinne Bailey Rae – River

O pianista Herbie Hancock, um dos maiores nomes da história do jazz, lançou em 2007 um álbum tributo à obra de uma cantora igualmente influente no cenário musical: Joni Mitchell, a rainha da folk music. Hancock deu uma roupagem totalmente diferente para as composições da artista e amiga, convidando vários nomes à participarem do disco “River: The Joni Letters”: tem Norah Jones, Leonard Cohen, Tina Turner e claro, Corinne Bailey Rae, que na ocasião, ainda despontava como uma grande revelação do cenário britânico. Ela interpreta a faixa título, “River”, com muita delicadeza e entrega, num dueto gravado nos estúdios Abbey Road durante a promoção do álbum para uma emissora de TV gringa. Veja.

Corinne Bailey Rae & John Mayer & John Legend – Grammy 2007

Corinne foi indicada ao Grammy 2007, em quatro categorias distintas – incluindo Artista Revelação. Mesmo sem levar as estatuetas pra casa, não havia dúvidas de que seu trabalho estava sendo reconhecido mundialmente. A moça foi responsável por um dos melhores momentos da noite: uma apresentação em parceria com o músico John Legend e o arroz de festa dos Grammy Awards – e talentoso – John Mayer. Ela interpretou a faixa de abertura do seu primeiro disco, o hit “Like a Star”, que tocou em diversos filmes e por aqui até em trilha sonora de novela. Detalhe que o trio foi apresentado por Stevie Wonder: quer honra maior? Veja.

Closer – Videoclipe

Depois do sucesso do seu álbum homônimo, a inglesa, super low profile, continuou em turnê, e em seguida, iniciou o processo de preparação de seu segundo álbum. Afastada da mídia, seus fãs pouco souberam a seu respeito, até que notícias da cantora começaram a aparecer – e por um motivo não muito agradável: seu marido, o saxofonista Jason Rae, que fazia parte da banda de apoio da cantora Amy Winehouse, entre outros artistas, faleceu por causa de uma overdose acidental. O processo de criação de seu trabalho foi interrompido, até que resolvesse se reerguer, segundo a própria disse em entrevistas quando o disco estava quase finalizado. No começo desse ano, chegou as lojas “The Sea”, o resultado desse traumático processo. Ao contrário do que se pode pensar, ele não é um disco de luto, ou excessivamente triste: sim, os momentos “de cortar o coração” estão lá, mas em onze faixas, Rae parece buscar, através da música, o consolo para seguir em frente. Aparece suave (ah, vá!), elegante e “homenageando” não somente seu amado, mas também as coisas que nos trazem de volta aos eixos quando algo foge do planejado. Essa semana, caiu na rede sem grande repercussão, o seu delicioso novo clipe, “Closer”, terceiro single do disco. Veja.

Bônus: “I’d Do It All Again”, ao vivo

O Miolão já havia falado dessa performance anteriormente, mas vale relembrar: a música “I’d Do It All Again”, single de estréia do álbum e composta para Jason Rae, foi apresentada oficialmente ao público no programa Later Live With Jools Holland. Seu primeiro live, forte e emocionante, é uma das maiores performances públicas da carreira de Corinne. Ela parece completamente absorta em sentimentos enquanto canta como não guarda arrependimento algum da vida que passou junto ao marido. Tocante demais. Veja.

Kylie Minogue – Aphrodite

Kylie é uma das maiores cantoras pop da atualidade e a impressão que fica algumas vezes é que está sempre comendo pelas beiradas. Famosa mundialmente, não possui a “força” de alguns outros nomes do gênero, mas tem identidade própria o suficiente para se sobressair no meio de uma porção de artistas femininas que vem e vão. Seu trabalho segue a mesma linha: é charmoso, muito bem produzido e verdadeiro. Kylie parece ter prazer em trilhar esse caminho musicalmente, e isso é essencial. Em alguns momentos ousa, em outros apresenta mais do mesmo, mas no geral, é tudo de primeira linha.

O ótimo “X”, de 2007, foi seu último disco de inéditas até então. Esse mês, Kylie lançou o seu sucessor, “Aphrodite”; produzido por Stuart Price (“Confessions on a Dancefloor”, de Madonna e “Day & Age” do The Killers) com participações de nomes como Jake Shears do Scissor Sisters e o DJ Calvin Harris, o álbum não traz nenhuma revolução para sua carreira. A questão é que mesmo sem inovar, seu novo compacto é tão simpático e redondinho que é difícil não gostar: com altos e baixos, é ótimo para ouvir sem grandes pretensões, divertir-se por um tempo e depois ficar cantarolando por aí.

Nesse álbum, Afrodite, a deusa grega do amor, torna-se alter ego de Minogue: a temática das canções gira em torno de relacionamentos e atrações amorosas, sem contar os usuais convites freqüentes para a pista de dança – não espere nada original sob esse aspecto. O primeiro single, “All The Lovers”, é a síntese das duas coisas: a faixa é uma ode à todos os amantes que habitam a terra, iniciada pela frase “dance/it’s all I wanna do, so won’t you dance?”, que explicita o tom dessa “falsa” balada, que apesar da letra banal, é certamente uma das melhores gravações do europop de 2010. Irresistível.

Get Outta My Way”, próxima música de trabalho de Kylie é daquelas que nos fazem pensar, “poxa, mal posso esperar para ouvir essa aqui numa festa!”. Parece ter saído diretamente do disco “Fever” (2001) – aquele que trouxe a moça de volta para a grande mídia, com o hit massivo “Can’t Get You Out of My Head”. Ela se encaixaria perfeitamente ao lado de “Love at First Sight”, mas com menos brilho.

Outras faixas conseguem chamar a atenção de forma mais “fresca”, como o clamor sensual da cantora em “Closer”, meio Pet Shop Boys e que não parece completamente à vontade no meio de outras canções de sonoridade menos densas, mas um dos destaques de “Aphrodite” é a faixa título, retrô e com toques R&b, momento em que Kylie dialoga com seus fãs assumindo o discurso da deusa em questão.

Illusion” é o tipo de canção que estouraria com o remix certo. “Too Much” soa como uma Roisin Murphy menos frenética e mais brincalhona. Ela prepara o ouvinte para o ápice do álbum, “Cupid Boy”, que, esperamos, também tenha seu lugar nas paradas mais à frente. Em “Looking For An Angel”, quase dá pra ter a visão da cantora cantando com diversos querubins atrevidos ao seu redor. (Ok, isso foi cafona. Kylie, nunca faça um clipe assim. É sério.) É um momento ingênuo e que tira sorrisos. “Can’t Beat The Feeling”, última faixa do disco, é o resultado do encontro de Afrodite com o dance farofa dos primeiros discos da cantora australiana. É quase datada demais, mas consegue cumprir a tarefa de fechar bem o disquinho.

Certas canções, como as mega comuns “Put Your Hands Up” e “Everything Is Beautiful” derrubam o “ânimo” de “Aphrodite” . Outro ponto negativo do álbum é que, estranhamente, as músicas que o compõem parecem funcionar melhor separadas: reunidas, tornam-se repetitivas – e a tarefa de ouvir o disco, por consequência, entediante. Como dito, o lançamento consegue se salvar, mesmo com alguns deslizes e sendo menos impactante do que prometia. No final das contas, ainda estamos falando de Kylie, e é sempre bom ter um novo trabalho seu nas lojas. O feitiço do amor de Afrodite pode não estar em seu auge, mas vai te conquistar ao menos um pouquinho.

As cenas e os temas (Parte 1)

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

 

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