Em 2008, o CD de estréia da cantora Duffy fez um surpreendente sucesso, ficando entre os cinco álbuns mais vendidos daquele ano. A galesa, que ainda debutava nas paradas, dividiu o ranking com artistas do calibre de Coldplay e Madonna, que trabalhavam em seus últimos álbuns de inéditas.
Na contramão desses grandes nomes, Duffy ainda era uma nova estrela da indústria fonográfica: “Rockferry”, o debut em questão, é um disco de roupagem retrô focado na soul music. Ao contrário do maior hit saído dele, a contagiante e irresistível “Mercy” (yeeeaah, yeeeah, yeeeaah!), o compacto é sóbrio, intimista e melancólico – e rendeu para a loira um Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal.
Confesso que nunca gostei de A-ha. Sempre vi a banda como um desses grupos sem nenhum talento que só deram certo por sorte de pegar carona no sucesso de grupos similares e mais interessantes.
Também nunca gostei do Coldplay. Já cheguei inclusive a odiar. Adeptos da síndrome que afetou o Oasis e o U2, os caras, que nem eram maus músicos, ganharam minha antipatia eterna por causa de seus anseios de grandeza – Chris e cia, sinto dizer que nem mesmo em seus melhores dias vocês foram a melhor banda do mundo. Isso sem falar na mania de querer ser o Jeff Buckley…
No entanto, toda antipatia e menosprezo por essas bandas se diluíram quando vi o vídeo abaixo:
Hunting High and Low, faixa título do debut homônimo do A-ha foi lançado oficialmente em 1986. Carregada de maneirismos, a música que – oh, céus, como detesto admitir isso – já era interessante nos anos 80 foi despida dos efeitos característicos e transformada em uma canção mais intimista e tristonha pelo Coldplay.
Depois de ouvi-la tenho que dar o braço a torcer: de vez em quando até que eles mandam bem, né?
O cover de hoje é cantado não somente por um, mas por uma porção de jovens artistas que tem talento suficiente pra deixar todo mundo de queixo caído: são as crianças que compõem o PS22, um dos projetos mais bacanas que a Internet popularizou nos últimos anos.
Formado numa escola pública de Nova York em 2000, o coral, que entre muitos feitos participou de algumas faixas do disco “Manners”, da banda Passion Pit, já homenageou Beyoncé e Lady Gaga numa premiação da Billboard e cantou ao lado de Tori Amos, foge do repertório previsível que outros grupos mirins escolhem, e prefere explorar canções de artistas como Regina Spektor, Coldplay, Marina and the Diamonds, The Cure, Radiohead, entre outros.
Escolhemos então uma das mais belas gravações dos garotos: “Jóga”, a urgente e sensível música de Bjork – que já é tocante originalmente – tornou-se ainda mais emocionante na voz dos garotos. Ainda me deixa arrepiado quando ouço. Uma versão que possui luz própria e que…
Bom, falar mais sobre ela não é preciso. Confira abaixo e veja que dispensa palavras:
Segundo o NME.com, o produtor/DJ/cantor inglês Mark Ronson contará com as participações de Scissors Sisters, Santigold (ex-Santogold), Cathy Dennis, o rapper Pill e Miike Snow para seu próximo álbum, “The Business”, que tem previsão de lançamento para Maio/Junho de 2010.
O artista, que já produziu discos como o “Alright, Still” de Lily Allen e “Back To Black” de Amy Winehouse, disse que, diferente de seu último disco, “Versions”, inteiramente composto por covers de artistas como Coldplay, The Zutons e Britney Spears, seu terceiro trabalho trará apenas material inédito, composto por ele com a colaboração de alguns artistas que foram seus parceiros em lançamentos passados, como Nick Hodgson, da banda Kaiser Chiefs.
Ao longo de sua carreira, Mark também já trabalhou com a cantora Adele, Mos Def, Robbie Williams, Candy Payne, Maroon 5, Christina Aguilera, e muitos outros, tornando-se um dos produtores mais influentes da cena musical atual. Seu primeiro álbum, “Here Comes The Fuzz”, lançado em 2003, foi procedido pelo bem sucedido ”Version”, de onde saíram as conhecidas versões de “Valerie” dos The Zutons, com vocais de Amy Winehouse, “Oh My God” dos Kaiser Cheifs na voz de Lily Allen e “Stop Me”, cover de “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before”, dos The Smiths, cantada por Daniel Merriweather. A versão acústica dessa última você confere abaixo:
Ontem à noite rolou o Hope for Haiti Now, evento organizado por George Clooney em parceria com a MTV norte-americana a fim de angariar fundos para as vítimas do terremoto que ocorreu na última semana.
Transmitido por várias emissoras ao redor do mundo, o evento contou com artistas do primeiro time de Hollywood, como Julia Roberts, Tom Hanks, Brad Pitt, Reese Whisterpoon e Steven Spilberg como ‘telefonistas’, recebendo as doações das pessoas que ligavam.
Entre depoimentos emocionados e reportagens sobre a caótica situação do país aconteceram também alguns números musicais. Separamos abaixo alguns dos melhores momentos da noite:
Abrindo o show, Alicia Keys cantou Prelude to a Kiss:
Shakira, mais linda do que nunca, apresentou com muita competência sua versão de I’ll Stand By You, clássico dos Pretenders:
Justin Timberlake acompanhado de Matt Morris fizeram uma emocionante versão de Hallelujah, de Leonard Cohen:
Chris Martin, do Coldplay, acompanhou Beyoncé ao piano enquanto ela cantava Halo:
Christina Aguilera também deu o ar da graça e usou o evento para apresentar Lift Me Up, uma canção inédita que estará presente em Bionic, seu próximo disco, em versão acústica:
Acompanhada por um coral, Madonna cantou o clássico Like a Prayer sem maiores firulas:
Fechando a noite, o haitiano Wyclef Jean, ex-vocalista do Fugees, mais conhecido por aqui pelo dueto com Shakira em Hips Don’t Lie, cantou Rivers Of Babylon:
Embora o evento tenha durado pouco mais de 1 hora, as doações ainda podem ser feitas através do site www.msf.org.br . Vale dizer que qualquer valor é válido, por menor que seja, e que é possível doar via cartão de crédito. Como o próprio Clooney disse: envolva-se!
Pois bem, depois de ensaiar uma volta com o Verve e lançando o morno álbum Forth em 2008, Richard aposta numa nova banda: a United Nations Of Sound.
Com um dos nomes mais bregas de todo o universo, o cantor disse que o debut da banda ainda não tem data de lançamento, mas o título do projeto já foi escolhido. Redemption, que tem o nome tão… “emblemático” quanto o da banda teve seu primeiro single divulgado na segunda-feira. Assista ao clipe clicando aqui.
Are You Ready? mantém a essência que consagrou a banda mais famosa de Ashcroft. Aos desavisados a música pode soar como Coldplay, só que a referência óbvia é bem o contrário disso: Chris Martin, fã confesso de Ashcroft é quem disse mais de uma vez se inspirar no som dele.
E aí, achou a música boa o suficiente pra tirar a má impressão dos títulos?
Que o Coldplay vem pro Brasil esse ano já não é segredo pra ninguém. Nem todos conhecem, porém, a atração de abertura dos shows da banda aqui no país. É sobre ela que o Miolão falará nesse post: Natasha Khan, ou, se preferir, “Bat for Lashes”, nome usado pela cantora britânica em sua carreira musical.
Seu primeiro CD, “Fur and Gold”, foi lançado em 2006 e trazia um apanhado de canções que, para alguns, colocavam a cantora no mesmo patamar de musas criativas como Bjork, Cat Power ou Kate Bush. O álbum, mesmo incensado pela crítica e indicado a prêmios, não fez o barulho que seu sucessor geraria tempos depois. Natasha se tornaria mais popular com seu segundo disco, “Two Suns”, um dos melhores lançamentos do ano passado. A inglesa é daquele tipo de artista que nós pensamos, quando ouvimos: “como não conheci o som dela/dele antes?”
"Fur and Gold" (à esq) e "Two Suns" (à dir).
A cantora esteve em contato com o universo das artes desde a juventude: formada em música e artes visuais pela Universidade de Brighton, trouxe muitas dessas experimentações performáticas e sonoras para sua carreira musical. Não espere canções de fácil “digestão” ou sonoridades clichês: a música de Bat for Lashes é envolvente, possui uma certa aura de mistério e é bastante consistente. Natasha compõe, é multi-instrumentista e consegue prender a respiração do ouvinte da primeira à última faixa de um disco. É uma montanha russa de sensações, vale dizer assim?
Bat for Lashes estará em solo nacional pela primeira vez nos dias 28/02 e 2/3, datas de quando a turnê “Viva La Vida” do Coldplay passa pelo país, respectivamente no Rio e em São Paulo. A verdade é que Natasha merecia uma apresentação que não fosse apenas um “aquecimento” pra alguma outra banda – momento que, inclusive, será dividido com os caras do Vanguart. A setlist será bastante limitada e fica no ar a vontade de que ela realize um show próprio no Brasil em breve.
Não conhece as canções da cantora? O Miolão finaliza o post com duas indicações. É claro que vale ir atrás da sua ainda curta – e esperamos que não breve – discografia completa.
(Daniel)
A viciante “Daniel”, homenagem ao personagem do filme Karatê Kid (?) presente no álbum “Two Suns”…
…e a sombria “What’s a Girl To Do”, do “Fur and Gold”.
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