MIOLÃO • Comédia Romântica
 

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One Day

A ideia de fazer um filme dividido em 20 segmentos diferentes onde cada trecho representasse um dia do ano da vida de dois personagens era, no mínimo, promissora. A equipe convidada para cumprir tal feito era, no mínimo, sensacional. Contando com um material de divulgação que era, no mínimo, deslumbrante, Um Dia, o filme, prometia ser, no mínimo, uma das melhores produções da safra de 2011.

Prometia.

Dirigido por Lone Scherfig, a mulher por trás de Educação, Um Dia nos conta a história de Emma (Anne Hathaway) e Dexter (Jim Sturgess), dois jovens que se conheceram no dia de suas formaturas. Contrariando toda e qualquer expectativa, os protagonistas, cujo único fato que tem em comum é o de terem personalidades totalmente opostas, se tornam melhores amigos e dividem segredos e momentos durante 20 anos.

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3 Momentos: Anne Hathaway

É difícil não gostar de Anne Hathaway.

A presença da moça é daquelas que, em cena, te fazem quase sempre querer sorrir. Não dá pra saber bem o porque, mas a gente arrisca: pode ser por causa daqueles olhos gigantes e expressivos que ela tem, que parecem transmitir alguma coisa; pode ser porque Anne é uma fofa mesmo quando parece não querer, e tem um charme desajeitado mesmo fora das telas; pode ser pelo seu grande carisma, que faz a gente acreditar em tudo que encena ou, sei lá – simplesmente torcer por ela.

Ou pode ser por tudo isso junto e mais um fator que a gente adora: o fato de que a moça, inclinada a ser “namoradinha de Hollywood”, foge da apatia que o título emana, não se levando a sério demais e possuindo uma carreira que traz diversos bons momentos que merecem destaque.

E é assim que o Miolão inicia sua homenagem a Anne Hathaway em nosso 3 Momentos de hoje.

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Friends With Benefits

Sexo Sem Compromisso, aquele filme que ficou conhecido como, com o perdão do trocadilho, o “projeto descompromissado” de Natalie Portman – que tinha acabado de vencer o Oscar deste ano por sua intensa Nina em Cisne Negro – abordava de uma maneira bastante convencional – e às vezes burocrática – uma questão bastante interessante: é possível manter uma relação baseada em sexo sem nenhum envolvimento emocional? O longa dizia que não.

Na produção, Portman dava vida a uma bem sucedida e independente médica, que cansada das complicações e da dependência gerada pelos relacionamentos românticos, acordava com seu amigo (Ashton Kutcher) fazer sexo pelo sexo. Como era de esperar, os planos da garota foram por água abaixo: eles acabaram se apaixonando. O final super previsível (com direito a todos os clichês do subgênero de comédia-romântica, incluindo a viagem desesperada de carro que um dos atores faz para ir de encontro ao outro), incomodou muita gente, mas, de certa forma, agradou casais apaixonados que só queriam comer pipoca e namorar.

Amizade Colorida, longa dirigido por Will Gluck e que chegou aos cinemas na última sexta-feira, trata, de certa forma, da mesma coisa que Sexo Sem Compromisso. E, aparentemente, busca o mesmo tipo de público. Vendido como uma comédia-romântica, Amizade Colorida, em sua hora inicial, se distancia – e muito – de seu “irmão gêmeo”. O texto do diretor, escrito em parceria com Keith Merryman, David A. Newman e Harley Peyton é espertinho o suficiente para tirar sarro dos lugares-comuns e arrancar boas risadas com isso – a cena em que a personagem de Mila Kunis, após levar um fora de seu namorado, rasga um postêr de A Verdade Nua e Crua e diz que sua insatisfação com relacionamentos é culpa de Katherine Heigl ilustra bem isso.

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O Homem do Futuro

“O mocinho regressa no tempo e tem a chance de modificar alguma coisa e muda. E aí ele deixa uma marca indelével no futuro quando modifica o passado, criando um paradoxo no tempo e espaço.”

A descrição acima pareceu familiar?

É, eu sei. Já decoramos a taboada. Mas mesmo assim a gente insiste porque, além de mexer com nosso lado lúdico e exibir possibilidades, sabemos que na maioria das vezes o resultado é bastante satisfatório. De O Exterminador do Futuro a Efeito Borboleta ou de De Volta Para o Futuro a Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban; a gente sabe o que esperar e tem, de alguma maneira, noção de como as coisas vão acabar.

O Homem do Futuro, terceiro filme de Cláudio Torres, que além de diretor é roteirista, é um mix de tudo que a gente já viu por aí. Contando a história de Zero (Wagner Moura), um cientista que desenvolveu uma fonte de energia ilimitada e que, acidentalmente, voltou vinte anos no tempo, O Homem do Futuro mostra Zero se encontrando consigo mesmo a fim de impedir de que ele seja humilhado por aquela que acredita ser o amor de sua vida (Alinne Moraes). Absorvendo todos os clichês do do filão de filmes de viagem no tempo – que vão desde a famosa cena em que o protagonista anima um baile de De Volta Para o Futuro até o vislumbre de um presente aterrador consequência de supostas melhorias feitas no passado como em Efeito Borboleta -, O Homem do Futuro estaria fadado ao fracasso se primasse (e primassemos) apenas por originalidade. Mas não é o caso.

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Crazy Stupid Love

Se você for do tipo de pessoa que prefere passar longe de comédias românticas porque acha o gênero meloso, previsível e absurdamente surreal, sugiro que você deixe seus preconceitos em casa e chegue bem perto de Amor à Toda Prova, essa delícia de filme que estreou na última sexta-feira nos cinemas.

Sem perder tempo com firulas, somos apresentados a Cal (Steve Carell) e Emily (Julianne Moore), um casal que passa por um momento “difícil”. É bacana demais perceber que a introdução de Amor À Toda Prova aproveita cada segundo e recurso de linguagem para esmiuçar o caráter de seus personagens (repare nos pés tensos do casal, que permanecem fincados no chão, e na falta de contato visual entre eles): em poucos minutos descobrimos muito sobre o Cal e Emily e, mais ainda, sobre a dinâmica de ambos enquanto par. Na primeira cena, enquanto ele se ocupa com trivialidades, ela, que o traiu com um colega de trabalho (Kevin Bacon), se divide entre culpa e resignação

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Top 5: Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos

The Kids Are All Right

Teoricamente, as distribuidoras brasileiras tem o papel de adaptar os títulos originais dos filmes para a cultura local a fim de que eles façam mais sentido a seu público (a gente!). Seria muito lindo SE isso funcionasse, mas na vida real sabemos que todo o intuito honrado se perde em virtude de questões mercadológicas – afinal, para eles, vale tudo para atrair mais pessoas.

As escolhas para inúmeros longas-metragens, que vão de MeninaMá.Com (Hard Candy) até Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall), dão vergonha de tão ruins. Algumas delas, inclusive, até relatam trechos importantes dos filmes – e, a grande maioria, deturpa a essência das produções com piadas engraçadinhas com pouca (ou nenhuma) relação com as histórias.

O Top 5 de hoje vai servir para partilhar minha revolta com vocês em relação aos títulos mais babacas dos últimos 2 anos, haha! Preparados?

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Vem Aí: Crazy, Stupid, Love

Sabe aquele tipo de projeto que só pelos envolvidos você tem certeza que vai ser legal? Então, esse é o caso de Amor a Toda Prova, novo filme da dupla John Requa e Glenn Ficarra (O Golpista do Ano). Continue lendo →

 

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