De Repente É Amor (A Lot Like Love) é um filminho bem vagabundo. Lançada em 2005, a produção protagonizada por Ashton Kutcher parece ter sido despejada nos cinemas com o único intuito de pegar o dinheiro de casais apaixonadinhos e de adolescentes que sonhavam com o príncipe encantado. Se De Repente É Amor não contribuiu em nada para o cinema, o mesmo não se pode dizer de sua trilha, que até que fez bastante para a música… Contando com canções do The Cure, Hooverphonic, Anna Nalick, Groove Armada e Travis, o disquinho fez sucesso e alçou um desconhecido Aqualung para a “fama”.
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Vem Aí: Elvis e Madona
Ah… Comédias românticas! Tem algo mais irritante do que isso? Certamente tem, mas para não desviar do foco, vamos nos ater a esse tipo de filme que é tão… homogêneo. A fórmula do sucesso desses filmetes de amor é tão batida que a gente sabe de cór: eles se conhecessem, se detestam, se apaixonam, vivem bons momentos, brigam, correm para reatar e se beijam no final. Pronto. Final feliz.
Só que de vez em quando, bem de vez em quando, alguns realizadores se arriscam e tentam lançar coisas que não são tão óbvias assim. Ao que tudo indica, esse é o caso de Elvis e Madona, película vencedora do último Festival de Cinema de Natal.
Trilha de Cinema: Thriller, Michael Jackson
Se o disco é o mais vendido da história, a faixa-título também não fica atrás quando falamos de sucesso.
“Thriller”, de Michael Jackson, um dos discos mais influentes da década de 80, colocou o nome de Michael Jackson definitivamente na categoria de popstars inesquecíveis. Imaginar alguém que não conhece – nem adora – ao menos uma das faixas que saíram desse disco é tarefa árdua, e mais difícil ainda é apontar quem nunca se deixou levar pela contagiante canção homônima, imitando a dança de zumbi que MJ celebrizou no vídeo que revolucionaria a forma de fazer clipes.
2 Days In Paris

Um bom filme de romance, ou mesmo uma comédia romântica, pra mim, deve ter um roteiro pé no chão. No geral, quando eu alugo um filme do gênero e constato que a trama é muito exagerada ou improvável de acontecer na realidade, é como um balde d’água fria. O chato é que muitos preferem histórias desse tipo, esquecendo que os relacionamentos amorosos podem ser melhor representados em histórias que não fogem tanto do alcance de nosso cotidiano, ou que sejam mais sutis.
Eu demorei um bom tempo pra assistir “2 Dias em Paris”, até que loquei o filme essa semana. A única coisa que eu sabia é que a Julie Delpy, de “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol” estava no elenco. Eu nem mesmo sabia que ela também era a roteirista, diretora e produtora executiva do longa – e além disso tudo, ela ainda preparou a trilha sonora e canta em uma das músicas. Ufa!
A história do filme, não foge, aparentemente, do lugar comum. Um casal, Marion e Jack, junto há dois anos, está em viagem pela Itália e decide, na volta para Nova Iorque, passar dois dias em Paris, lugar onde nasceu a personagem de Delpy. Lá, irão confrontar diversas situações que testarão o relacionamento dos dois. Soa como “Recém-Casados”, certo? Mas o resultado é bem diferente.
(No início, falei sobre filmes de “romance”, mas não sei se esse aqui se encaixa totalmente nessa categoria. Melhor: se for pra classificar, põe ele no “comédia/drama”.)
Assim como o filme da Brittany e do Ashton, existem os choques culturais e o lado estranho de estar numa cidade totalmente nova. Jack, que é americano, é quem mais sofre com os hábitos diferentes do povo francês e encontra aí uma justificativa para os enjôos e sensações ruins que ele diz sentir. Lá, ele conhece também a família de sua namorada, que até então nunca tinha visto pessoalmente: seus pais, um tanto quanto inconvenientes (pra dizer o mínimo) e sua irmã, que trabalha com crianças com necessidades especiais. Além deles, também conhece mais detalhes sobre o passado de Marion, inclusive sobre seus ex-namorados…
No meio dessa “bagunça”, você vai conhecendo mais sobre esses dois, até que se torna impossível dizer que a moça é apenas a “namorada sensível e um pouco presa ao seu próprio mundo” ou que ele seja só o “namorado hipocondríaco, ciumento e neurótico”. Isso te puxa pra dentro do filme. Por causa de uma cena ou outra, sua opinião sobre os dois personagens principais pode mudar completamente. Você os ama em um momento e odeia no próximo, assim como acontece na relação deles, que, por sinal, é bastante imprevisível, assim como as emoções que eles sentem.
Em dois dias, muita coisa acontece. Em alguns momentos, os dois parecem correr em direções opostas quanto ao que desejam, pensam, ou sentem. O amor entre os dois é, de fato, questionado muitas vezes, mas é bobagem discutir o significado desse sentimento no contexto em que ele é encontrado aqui quando, na verdade, ele está atado a diversas outras coisas que impedem que ele se desenvolva de verdade. Marion e Jack vão mostrando suas inseguranças, talvez não um para o outro, mas para o público – e percebemos que, identificando-se com os personagens ou não, a maioria de suas confusões pessoais são muito compreensíveis. Não dá pra prever o final, mas até a excelente última cena, poderemos acompanhar o caminho de erros e acertos desses dois até o entendimento – ou não! – num roteiro muito bem escrito, espirituoso, engraçado e emocionante na medida certa.
Adam Goldberg pode não ser nenhum galã, mas está muito charmoso em seu papel, assim como Julie Delpy, muito talentosa em todas as áreas que se arrisca e super carismática. Destaque para o elenco de apoio, com Marie Pilet e Albert Delpy como os pais da personagem Marion (e também da atriz Julie Delpy na vida real) e para Daniel Bruhl, ator que recentemente pôde ser visto em “Bastardos Inglórios”, e sua participação especial hilária e inusitada.
“2 Dias em Paris”, diferente de alguns clichês exagerados do gênero, acerta por perceber que, numa relação, não precisamos de acontecimentos drásticos para mudar o rumo das coisas. A mudança, inclusive, pode ser muito silenciosa. Tudo pode mudar – inclusive o amor – ao percebermos que não conhecemos nosso par como pensávamos antes, que erramos em atitudes que tomamos – mesmo pequenas – e também ao percebermos que, algumas vezes, não conhecemos bem nem a nós mesmos e que para salvar áreas de nossas vidas que parecem desabar, temos que nos mostrar por completo, sem vergonha de mazelas pessoais que de vez em quando, preferimos esconder.
(500) Days Of Summer

Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.
(500) Dias Com Ela conta como Tom Hansen se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.
Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.
Os Melhores Filmes do Ano Que Você Ainda Não Viu
Falando um pouquinho sobre filmes, a gente pode encher a boca com gosto e dizer que 2009 está sendo um ano muito especial.
Fomos pegos de um jeito sorrateiro pela força de uma mãe em busca de seu filho, vimos como é fácil trair a si mesmo, apreciamos o melhor filme sobre vampiros dos últimos 10 anos, percebemos que ser feliz todo o tempo não é tão atrativo quanto parece, tivemos a certeza que a vingança move o mundo, ampliamos nossas expectativas ao saber que podemos viver altas aventuras em todas as idades e também descobrimos que as coisas simplesmente acabam. Pois é, não deu. Aliás, deu demais. O ano rendeu e a menos de nove semanas para seu fim algumas estréias ainda prometem.
Veja a baixo os lançamentos mais curiosos e interessantes dos próximos 2 meses. Vá reservando a pipoca, porque pelo menos opções você já tem!

(500) Dias Com Ela
Sem dúvida a “comédia romântica” mais aguardada do ano. Se bem que, pelo que dizem, não é bem uma comédia romântica. Tá mais pra um filme anti-amor do que qualquer outra coisa.
Em duas linhas, fala sobre um garoto loser que ama uma garota que detesta compromissos.
Parece comum, né? Talvez seja. Mas a boa recepção que teve nos festivais por onde passou, a responsabilidade de possuir a melhor-trilha-sonora-do-ano e o casal de protagonistas mais fofo (Joseph Gordon-Levitt, que despontou num seriado ruim nos anos 90 e que ganhou respeito com o maravilhoso “Mistérios da Carne”/Zooey Deschanel, coadjuvante de filmes ruins, musa indie, vocalista do She & Him e sósia da Katy Perry) são ingredientes que, quando somados, fazem com que a gente realmente aguarde.

A Caixa
Outro filme que promete muito é o tenebroso “A Caixa”. Dirigido por Richard Kelly, que tem no currículo o cultuado Donnie Darko, o filme conta a história de um casal que tá fodido e mal pago no que refere-se a grana até que encontram em sua porta uma misteriosa caixa que pode ser a solução de seus problemas, já que o aviso que a acompanha diz que se eles a abrirem ganharão na hora 200 mil doletas… No entanto, se fizerem isso, alguém que eles não conhecem irá morrer.
E aí? Tenso, né? Encabeçando o elenco temos a ex-bela Cameron Diaz e o ‘mamãe-quero-ser-galã’ James Marsden, o Ciclope, de X-Man.
Se depender da premissa e dos envolvidos, certamente será um dos grandes filmes pipoca do ano!

Matadores de Vampiras Lésbicas
E tem também aquele tipo de filme que desperta interesse só pelo nome. Tudo bem, tudo bem. Tenho quaaaase certeza que “Matadores de Vampiras Lésbicas” deve ser trash, mas o que podemos esperar de um filme que teve todo o desenvolvimento a partir de uma brincadeira de marmanjos? Pura diversão!
A história? Bem… em uma pequena comunidade os homens revoltam-se contra as Vampiras Lésbicas, que sugam suas esposas e namoradas. Hahaha! É trash, é louco, É BÃO!
Avatar
Agora falar de “filmes mais esperados” e não citar o famigerado e super-aguardado “Avatar” é heresia. O longa marca o regresso de James Cameron após 11 anos afastado do cinema. Não tá ligando o nome a pessoa? Ele é simplesmente o responsável por um filminho ae chamado Titanic, que até hoje ninguém superou em números de Oscar e bilheteria. Ok, ok. Sei que isso não prova nada, mais vai dizer que isso por si só já não desperta curiosidade? De todos os filmes esse é o que possui mais chances de decepcionar. É aquela coisa, quando maior o vôo maior a queda. Abusando de efeitos especiais, a mega-produção conta a história de um homem que é paraplégico e que acaba sendo levado para outro planeta, onde ajuda uma galerinha etevalda exxxperta numas batalhas ae. Sentiu o drama?!
É galera, que se danem os filmes cabeças, eu quero mais é pipoca e diversão.
E vocês, o que ainda esperam de 2009?! Se alguém falar New Moon eu dou na cara, hein!
(500) Days Of Summer, Marc Webb, 2009, com Joseph Gordon-Levitt e Zooey Deschanel. Estréia 06/11/2009.
Lesbian Vampire Killers, Phil Claydon, 2009, com James Corden e Mathew Horne. Estréia 30/10/2009.
The Box, Richard Kelly, 2009, com Cameron Diaz, James Marsden e Frank Langella. Estréia 04/12/2009.




















